Uma das maiores surpresas envolvendo o mais novo (e, pelo visto, não tão secreto assim) lançamento do Apple, o iPad, é seu misterioso processador Apple A4 de 1 GHz.

Apesar de sempre ter fabricado seus próprios computadores, a empresa de Steve Jobs sempre adquiriu componentes de outros fabricantes, prática comum no segmento. Historicamente suas máquinas sempre contaram com processadores PowerPC, desenvolvidos por um consórcio que envolvia a própria Apple junto da Motorola e IBM, até que em 2005 eles foram substituídos pelos atuais Intel.

Então, daonde veio esse novo chip 100% Apple? Uma rápida pesquisa não oferece todas as respostas, mas dá um forte indicativo do caminho.

Em abril de 2008 a empresa de Steve Jobs adquiriu a PA Semi, especializada em semicondutores, por US$ 278 milhões. Fundada em 2003, a empresa contava com cerca de 150 funcionários e começou suas atividades desenhando processadores PowerPC de baixo consumo para notebooks da empresa da maçã.

Na ocasião da compra a Apple negou que teria qualquer intenção de produzir seus próprios chips, apesar de sua nova aquisição ter entre suas fileiras os reconhecidos engenheiros Dan Dobberpuhl e Jim Keller, com passagens pela ARM e AMD. Há alguns meses rumores apontavam que a empresa havia mobilizado grande parte de seu pessoal para a contrução de um novo processador baseado na arquitetura ARM, que seria instalado em “um novo dispositivo de mão”.

E, pelo visto, a boataria estava correta.

Logo-Google-Chrome-OS-ProvisorioO Google anunciou durante a madrugada dessa quarta (08) o desenvolvimento de um sistema operacional open source, chamado por enquanto de Google Chrome OS. Segundo post oficial, o OS será um “sistema operacional leve que inicialmente terá como alvo os netbooks”.

De acordo com a previsão inicial, o novo sistema só estará disponível para usuários finais no segundo semestre de 2010. A empresa planeja, no entanto, liberar o código-fonte do sistema ainda em 2009.

Baseado em kernel de Linux, o Google Chrome OS funcionará em chips x86 e ARM. A plataforma para desenvolvimento de aplicativos deverá ser a própria web; ficará a cargo do programador decidir quais tecnologias vai usar. Uma vez que os aplicativos deverão ser desenvolvidos de acordo com padrões web, eles também estarão disponíveis para usuários de Windows, Mac e Linux.

A empresa afirma que já está trabalhando com fabricantes de computadores para incluir o sistema operacional em netbooks no próximo ano.

Ainda de acordo com o post oficial, o Google prosseguirá normalmente com o desenvolvimento do Android, plataforma de código aberto para dispositivos móveis como celulares e smartphones. Já o Google Chrome OS será voltado “para pessoas que passam a maior parte do tempo na web”, seja em netbooks ou em desktops convencionais.

[Valeu @micaelsilva e @danielfilho pelo alerta! / Google Blog]

Zune HDOs rumores se confirmaram: o Zune HD, nova versão do media player da Microsoft, utilizará os processadores tudo-em-um desenvolvido especialmente para portáteis Tegra da Nvidia,que irão desempenhar um papel fundamental no aparelho.

O Tegra é exatamente o oposto dos processadores gráficos atuais, que consomem grandes quantidades de energia e produzem muito calor. Consumindo apenas 0,5 watts, é composto por dois chips ARM.

O primeiro chip é dedicado dedicado ao processamento principal, baseado em um core ARM11, que executa o sistema operacional. O outro chip é composto por oito processadores gráficos independentes, tecnologia que conquistou o interesse da Microsoft. A tecnologia do codec de áudio foi desenvolvida pela PortalPlayer, comprada pela Nvidia em 2006.

A Nvidia espera que o Tegra seja responsável por metade dos negócios da empresa em poucos anos, disse Jen-Hsun Huang, co-fundador e CEO da empresa. Se as previsões se concretizarem, a Nvidia terá pouca semelhança com a empresa que é hoje: um fabricante de poderosos chips para jogadores e profissionais.

O Zune HD, esperado para este ano, possui tela de 3,3 polegadas, 16:9 OLED (resolução 480×272), rádio de alta definição, saída de vídeo HD (720p), Wi-Fi, acelerômetro e tela touchscreen. [CNET News]

A fabricande de chips ARM está otimista quanto ao prazo de que até o ano que vem (2010, para relapsos) já estarão disponíveis no mercado smartphones utilizando seus processadores Cortex A9, com dois (ou até mais) núcleos.

Se hoje aparelhos mais sofisticados já possuem uma grande capacidade de processamento, novos níveis serão alcançados com os futuros Cortex A9, permitindo maior utilização da multitarefa e funções mais sofisticadas nos pequenos gadgets, deixando a distância entre eles e os velhos desktops cada vez menor, como já era previsto.

Por dentro de um Cortex A9

Por dentro de um Cortex A9

O foco principal, no entanto, não é o poder de processamento, que já é garantido, mas sim o consumo gerado por todo esse poder. Ainda de acordo com a ARM, graças a mudança da tecnologia na produção dos chips de 65nm para 45nm, é esperado até mesmo que o consumo seja inferior ao da atual geração de processadores da empresa.

Os dois maiores exemplos de smartphones que utilizam chips ARM são o iPhone e o Palm Pre, que utilizam o processador Cortex A9. [Engadget]