avg_antivirus_system_logo_9A AVG Technologies, fabricante de um dos mais populares programas de segurança antivírus/anti-spyware anunciou na última segunda-feira (5) a sua mais nova versão, o AVG 9.0.

A empresa afirma que a versão 9 do software está até 50% mais rápida que a anterior, o que em parte se deve a um sistema que “marca” arquivos considerados “limpos” para que não sejam verificados na próxima varredura, a não ser que tenham sido modificados. O tempo de inicialização so programa é anunciado como sendo de 10 a 15% mais rápido, bem como o uso de memória, que estaria de 10% a 15% melhor.

O programa também promete ser menos intrusivo. O firewall (presente apenas na versão Internet Security) fará uso um banco de dados para determinar automaticamente se certos programas estão autorizados a estabelecer conexões com a internet sem solicitar uma ação do usuário. Segundo a empresa, esse método deve fazer com que a confirmação do usuário seja requisitada pelo programa com freqüência 50% menor. Além disso, a instalação, que antes levava o usuário através de 22 telas, agora possui “apenas” 11.

As versões pagas do AVG Anti-Viruse AVG Internet Security já estão disponíveis por, respectivamente, US$ 35 e US$ 50 dólares (equivalente a R$ 60 e R$ 90). A versão gratuita ainda não foi lançada. [CNET/AVG Press Release]

Usuários do iTunes para Windows que também possuíam o antivírus AVG instalado em suas maquinas tiveram uma infeliz surpresa ao tentar executar o gerenciador e reprodutor de mídia da Apple após a ultima atualização da banco de dados de pragas da empresa de mesmo nome AVG.

iTunes vs. AVG

Logo após a atualização do antivírus, o software de segurança passou a identificar uma das DLLs do media player como contendo o trojan “SmallBOG”, e enviando os arquivos diretamente para a quarentena, o que impossibilitava a execução do programa. Usuários se vendo impedidos de acessarem suas musicas e vídeos, começaram a postar seu problema nos fóruns das duas empresas.

Após a confirmação do erro, a AVG publicou um comunicado afirmando que a detecção se tratava de um falso-positivo e informando sobre uma nova atualização no banco de dados de ameaças corrigindo tal problema (definition file 270.13.29/2260), o que apesar da rápida correção, não soluciona o problema daqueles que já tiveram sua biblioteca de mídia corrompida.

A solução para os usuários que tiveram seu iTunes inutilizado é a restauração manual das DLLs do aplicativo, que deve ser feita na sessão de quarentena (Vírus Vault) do software de proteção. Entretanto para garantir real segurança e evitar problemas, é aconselhada a mudança para um antivírus mais eficiente (e que não mate gatinhos), como por exemplo, o Avira Antivir, também gratuito e mais leve que o AVG. [Apple Insider]

No último mês de Abril, foi lançado a nova versão do AVG anti-vírus. A versão 8, vem equipada com um novo motor anti-malware chamado LinkScanner, desenvolvido pela empresa Exploit Prevention Labs, que fora adiquirida a 6 meses atrás pelo AVG.

Quando você faz uma busca na internet pelo Google, Yahoo, ou Windows Live, a função do LinkScanner é abrir todos os resultados da página silenciosamente, e checar se você corre algum risco ao acessar estes sites. O detalhe é que o sistema faz isto automaticamente, antes que você pense em clicar em qualquer resultado.

Você pode pensar que isto é genial, assim como Roger Thompson (chefe de pesquisas do AVG), mas vamos aos efeitos colaterais.

Ao carregar as páginas da listagem, o AVG não esconde o IP do usuário, fazendo com que os sistemas que fazem as medições de visitação de um site, entendam que um usuário realmente passou por ali. A desculpa para não esconder o IP, é que as ameaças são treinadas para identificar os usuários. Agir como um robô, faria com que o anti-vírus não detectasse uma possível ameaça, deixando a máquina vulnerável.

Pelo lado do Webmaster, insto significa um aumento considerável na quantidade de acessos do site, gerando assim mais consumo de banda, e lógico, custos com hospedagem. Como se já não bastasse isso tudo, o webmaster ainda perde o controle sobre suas próprias estatísticas de visitação.

O novo recurso foi implementado na versão 8 do anti-vírus, que foi lançado em meados de Abril deste ano. No mundo todo, são mais de 70 milhões de máquinas rodando o AVG, sendo que pelo menos 20 milhões, já com a versão nova.

O site The Register é um dos que já estão sentindo na pele as consequências deste recurso. Eles dizem que no mês passado, seus webmasters notaram que o tráfego dobrou em certas páginas do site, causando um aumento considerável no número de visitas geral, e no consumo de recursos do servidor.

Pelo lado do usuário, este recurso também pode ser um problema, principalmente para aqueles que possuem planos de internet com limite de tráfego.

Há 2 anos atrás, quando o Google lançou o Web Accellerator, a grande preocupação dos webmasters era que isto iria afetar os logs de visitação. Felizmente a ferramenta não pegou, e apesar de ainda estar no ar, nunca mais se ouviu falar dela.

Roger Thompson disse que não tem interesse de desativar a ferramenta, e nem identificá-la nos logs, com um user-agent específico. Fazendo isso, os webmaster poderiam criar um filtro, e deixar de contabilizar esta ferramenta, assim como fazem com os spiders de motores de busca.

O grande problema em dar um nome para user-agent da ferramenta, é que assim ficaria fácil para os hackers burlá-la. Bastaria retornar uma página diferente para usuário e anti-vírus, já que seria possível saber que o requisitante é o LinkScanner.

De qualquer forma, mesmo criando filtros, a ferramenta continuaria consumindo tráfego desnecessário, e dando prejuízo para todos os webmasters.

Confesso que não notei nenhum aumento (além do natural) nos meus logs de acesso até o momento. É claro que uma notícia como esta, vai fazer muita gente sair caçando coisa onde não tem. Falar que suas visitas aumentaram ao analizar um log de 2 meses, pode não significar nada além do óbvio: você tem mais leitores.

Roger Thompson afirmou ainda, que a prioridade da empresa é garantir o mais alto nível de segurança para seus usuários. Segundo ele, eles só foram alertados sobre este problema recentemente¹, e ainda estão pesquisando uma possível solução para o caso.

É esperar para ver a continuação da novela.

1 – É preciso entender muito de internet, para saber que ao abrir uma página estamos consumindo banda e processamento do website em questão? Uma empresa de anti-vírus com tantos anos de mercado não consegue sacar isso sozinha?