Quando saiu do do ar em setembro o conhecido site de torrents Demonoid deveria permanecer no modo de manutenção, segundo seus operadores, por alguns dias devido a problemas elétricos. Os dias viraram semanas que, por sua vez, viraram meses. E boatos de que ele não voltaria mais começaram a aparecer, mas foram desmentidos depois que o tracker do site voltou ao ar e um aviso foi publicado na página principal.

Hoje, no entanto, o Demonoid voltou a ficar acessível novamente para usuários cadastrados. Segundo os administradores do site, que já previam grande perda de dados, parte do código do Demonoid teve que ser re-escrito do zero, e isso causou a demora. Eles também avisam que o backup mais recente da base de dados de torrents e usuários é do dia 11 de setembro, então todos os arquivos torrents e usuários registrados depois dessa data foram perdidos para sempre.

No momento da digitação deste post, o site não está aceitando novos cadastros e aqueles que já estão cadastrados ainda não podem criar novos convites. [TorrentFreak]

piratebay-mininovaO Mininova, site de busca e download de torrents, anunciou hoje que excluiu todos os arquivos que continham conteúdo ilegal. Torrents com programas pirateados, filmes, séries de TV e outros tipos de mídia que não tinham autorização para serem distribuídos foram deletados do site. Com isso, o número de arquivos torrent hospedados caiu de 1.316.806, dados de terça-feira (24) segundo a Wikipedia, para 8.853, dados do Mininova de hoje. Diferente do Pirate Bay, o Mininova não tinha tracker próprio.

Como aponta o TorrentFreak, a exclusão dos arquivos aconteceu por causa do grupo anti-pirataria holandês BREIN, que processou o site em junho desse ano. Apesar do Mininova não ter sido considerado culpado pela quebra de direitos autorais, o juiz que deu o veredito determinou que todos os torrents com arquivos ilegais fossem retirados do ar em até 3 meses, sob pena dos responsáveis precisarem pagar até 5 milhões de Euros caso isso não fosse feito. Nesse período, os fundadores do site até tentaram implementar um sistema de filtro para impedir o envio de torrents com arquivos protegidos por direitos autorais, mas nenhum dos protótipos era completamente eficiente.

Niek, um dos co-fundadores do site, não diz se pretende recorrer da decisão. Até que o caso seja julgado novamente, o Mininova só permitirá que usuários autorizados façam upload de torrents para o site.

utorrent-screenUsuários de banda larga que baixam torrents sabem que há uma grande possibilidade de seus provedores de internet estarem fazendo traffic shaping (priorizar alguns tipos de dados e desacelerar outros) nos pacotes com protocolo BitTorrent. Embora isso possa ser minimizado com a ativação da criptografia dos pacotes, os provedores podem perceber o grande volume de dados de um determinado usuário e diminuir a velocidade de todos os pacotes de sua conexão.

Essa batalha poderá acabar em breve com a atualização de um protocolo para a tecnologia BitTorrent: o uTP, também conhecido como µTP ou Micro Transport Protocol. Diferentente do TCP, protocolo usado atualmente em programas de BitTorrent, o objetivo do uTP (que foi criado há algum tempo e atualizado esse mês) é ser amigável à rede. Ele deverá detectar o tempo que um pacote demora para chegar de um ponto a outro e adaptar a velocidade de upload de acordo com esse tempo. Simon Morris, vice presidente de marketing da empresa BitTorrent, faz uma ótima metáfora para se referir aos protocolos: TCP é como dirigir com os olhos fechados, pois você só nota que há algo errado quando atingir algum obstáculo. O uTP é como dirigir com os olhos abertos.

Isso quer dizer que o traffic shaping será feito diretamente no computador do usuário rodando a versão 2.0 do uTorrent. E antes que alguém comente “Agora o traffic shaping vai ocorrer na MINHA máquina? QUERO NÃO, ABS.”, permita-me esclarecer o seguinte: com a adoção em massa do protocolo uTP, em teoria, a rede ficará menos congestionada com tráfego o que poderá levar, potencialmente, a uma maior velocidade de download para todos os usuários além de não afetar os demais pacotes que estão trafegando na rede como aqueles relacionados à navegação na web ou envio e recebimento de emails. E no final das contas esse é um bom resultado.

Morris afirma que já existem mais de 200 mil pessoas  testando a versão beta do uTorrent 2.0, que já vem com a nova versão do protocolo uTP implementada, e nenhuma delas relatou problemas específicos com o protocolo. Não há datas certas para a liberação da versão final do programa, mas qualquer um pode baixar a versão beta para testar através desse link. [TorrentFreak]

Uma garrafa de rum e conexão banda larga são essenciais na vida de um pirata.

Uma garrafa de rum e conexão banda larga são essenciais na vida de um pirata.

O fechamento temporário do The Pirate Bay pelas autoridades suecas, há dois meses, trouxe uma notícia boa e outra ruim para a indústria fonográfica, como mostra relatório da empresa de combate à pirataria DtedNet divulgado na última segunda-feira.

De acordo com os dados, logo depois que o site foi fechado aconteceu uma “abrupta diminuição no trágefo de mídia digital ilegal pela rede durante alguns dias, também causando interrupções temporárias em trackers usados por outros sites”. Ou seja, os dados mostram que, de fato, a pirataria diminuiu. Mas nem tudo são flores.

O lado ruim (pra eles) é que logo em seguida a ordem natural das coisas se reestabeleceu, já que os dados apontam que enquanto o Pirate Bay esteve fora do ar outras fontes de torrent aumentaram consideravelmente seu número de acessos. As informações mostram que não demorou para que os torrents tivessem seus trackers atualizados, apontando para caminhos livres de problemas jurídicos.

“O volume de dados lentamente está voltando aos níveis anteriores, com o OpenBitTorrent se mostrando como um provável sucessor do Pirate Bay. Em breve o volume de BitTorrent devem voltar aos níveis vistos antes do fechamento do site sueco” aponta o relatório. [The Live Feed]

Hoje mais cedo o Mundo Tecno reportou que o Google estava impedido de disponibilizar links para a página inicial do Pirate Bay em seus resultados de busca. Seguindo reclamação baseada no DMCA (Digital Millenium Copyright, ou Lei de Direitos Autorais do Milênio Digital), a busca por thepiratebay.org não mostrava mais o link para a página inicial do tracker de torrent. Ao fim dos resultados, uma mensagem semelhante à abaixo informava o motivo de “caparem” o TPB.

Mensagem exibida nos resultados de busca. (Reprodução/Mundo Tecno)

Mensagem exibida nos resultados de busca. (Reprodução/Mundo Tecno)

No entanto, aparentemente o boicote já acabou. Informações obtidas pela CNET dão conta de que o Google cometeu um erro ao retirar a página inicial do Pirate Bay dos resultados. O Google disse que a URL thepiratebay.org foi removida por engano dos índices de busca do buscador.

Não se preocupe: a empresa afirmou que já está corrigindo o erro. Por enquanto o Google não deu muitos detalhes sobre o que ocasionou o problema.

[Mundo Tecno/The Register/CNET]

A promoção VexWeek anunciada pela Vex ontem (30) chegou com timing perfeito. Eu tinha um compromisso marcado perto do aeroporto de Vitória hoje de manhã e não tinha muita coisa para fazer em casa. Como sabia que havia um ponto de acesso no aeroporto, decidi ir mais cedo para testar a conexão disponível no local. Ela funcionou bem melhor do que esperava.

TecnoblogSensus fez os testes no aeroporto de Vitória.

TecnoblogSensus fez os testes no aeroporto de Vitória.

Primeiramente, realizei um teste do link pelo speedtest.net. O resultado não foi o mais exato possível, visto que provavelmente haviam mais pessoas conectadas no mesmo ponto de acesso. Mas dá para se ter uma idéia. Foi pouco menos de 1 Mbps de download e o mesmo valor para upload. O segundo teste que fiz foi de vídeo. Streaming de vídeo do YouTube, para ser mais exato. Ocorreu a lentidão habitual do site, mas assim que alguns segundos do vídeo carregaram, o vídeo tocou sem problemas.

Os dois últimos testes tiveram resultados que, confesso, me deixaram espantado. Imaginei que uma operadora de pontos de acesso tão grande como a Vex gerenciaria melhor os protocolos de rede, mas para a alegria dos clientes, isso não acontece. O primeiro teste foi uma chamada via Skype. Achei que sofreria traffic shaping nos pacotes com protocolo VoIP, o que não aconteceu. Também não houve nenhum problema com o protocolo BitTorrent. Selecionei uma porta aleatória no uTorrent e baixei 1% de uma imagem ISO do Ubuntu como quarto e último teste. A velocidade se manteve constante o tempo todo.

Não estou necessariamente dizendo que você deve procurar o ponto de acesso Vex mais próximo e abusar da conexão para baixar tudo quanto é arquivo. Até porque no cadastro obrigatório para acessar a rede, é preciso inserir um CPF ou número de passaporte, endereço completo e também telefone, entre outras informações pessoais. Mas se a sua internet sair do ar por algum motivo e, por acaso, há um aeroporto perto de onde você mora, a VexWeek pode quebrar um galho. Pena que é só até o dia 8. [Foto: michael.newman]

A gigante japonesa de eletrônicos Sharp, em conjunto com o Instituto Nacional de Informática do Japão, desenvolveu uma tecnologia que tem potencial para diminuir e até mesmo extinguir a pirataria de filmes recém-lançados, conhecidos nas comunidades de BitTorrent como arquivos “CAM”. O prejuízo causado por esse tipo específico de pirataria é estimada em 3 bilhões de dólares por ano pelo American Film Institute.

À esquerda, sem infravermelho. À direta, com a proteção anti-pirataria.

À esquerda, sem infravermelho. À direta, com a proteção anti-pirataria.

A tecnologia criada pelo grupo consiste em colocar lâmpadas emitindo pulsos de luz infravermelha em velocidades constantes por trás das telas de cinema. Essa luz é imperceptível ao olho humano, entretanto, ela é capturada pelos sensores de câmeras de vídeo. O arquivo gravado pelo ‘pirata’ dentro do cinema apareceria com barras brancas luminosas e editá-lo para embaçar essas barras tornaria o vídeo impossível de ser assistido.

A equipe responsável pelo desenvolvimento da tecnologia explica que os pulsos de luz infravermelha passam através de pequenos buracos na tela, também usados para o som do filme, e que os melhores resultados foram atingidos usando 10 pulsos de luz por segundo.

Ainda não há informações sobre qual o plano de ação o grupo planeja elaborar para combater a pirataria de arquivos de vídeo do tipo DVDRip, BDRip, DVDSCR, Xvid, DivX, SCR, Telesync, Workprint, HDRiP e R5. [Fareastgizmos / Gizmodo]

Depois de muita controvérsia, demissões e especulações, a venda dos domínios, base de dados e arquivos do Pirate Bay foi concretizada hoje pelo valor acordado de 7,8 milhões de dólares. Todos os acionistas da Global Gaming Factory concordaram com a compra do site e deverão financiar a transação.

Como dissemos anteriormente, o plano que a empresa tem para o novo Pirate Bay consiste de instalar um sistema que vai pagar o dono dos direitos autorais toda vez que um conteúdo pertencente à ele for baixado. Ainda não há previsão de quando esse sistema passará a ser usado. Ainda assim, o grupo anti-pirataria alemão BREIN já disse que não é o bastante.

Além da compra do tracker de torrents, o CEO da GFF confirmou que também irá adiquirir a empresa Peerialism por 14 milhões de dólares, que deverá criar o novo sistema de compartilhamento que será usado no site. [TorrentFreak / CNET]

O tracker de torrents Pirate Bay foi tirado do ar nessa segunda-feira (24) depois que o host Black Internet, que hospeda o site, foi intimado a fazê-lo sob pena de pagar 500 mil coroas norueguesas (mais ou menos 152 mil reais) como multa. O CEO da empresa, Victor Moller, disse que a Black Internet é o principal servidor do Pirate Bay, mas não é o único. O tráfego poderá ser redirecionado para os demais servidores.

Aliado à essa noticia, foi divulgado também que Magnus Bergman, chairman da Global Gaming Factory, empresa que deve comprar o Pirate Bay ainda nessa semana, renunciou ao cargo. O CEO Hans Pandeya, entretanto, permanece na empresa e continua afirmando que a compra seguirá como planejado na próxima quinta-feira.

No twitter, o ex-porta voz do Pirate Bay Peter Sunde pergunta aos seus seguidores se a juíza Caroline Hindmarsh, que supostamente foi quem ordenou à Black Internet que tirasse o site do ar, está envolvida com os lobistas dos estúdios de Hollywood. Três horas depois de ter percebido que o site estava fora do ar, Peter avisa que já consegue fazer downloads como normalmente, embora alguns usuários continuem recebendo mensagens de erro. [DN.se / TorrentFreak]

Em breve numa internets perto de você!

Em breve numa internets perto de você!

Ao anunciar que compraria o Pirate Bay, a empresa suíça Global Gaming Factory não mostrou de imediato o quê exatamente teria planejando para o site de torrents. Aliado à isso, a companhia perdeu a ajuda de Wayne Rosso, que tem experiência na área de re-estruturação de sites de compartilhamento de arquivos, além de seu CEO ter sido acusado de não conseguir juntar dinheiro o suficiente para realizar a compra.

Contrariando as expectativas, os executivos da empresa anunciaram hoje para seus acionistas pela primeira vez os planos para o futuro do famoso tracker de torrents, além de afirmar que todo o dinheiro necessário para a compra do site foi angariado com sucesso.

Segundo seu quadro de diretores, a Global Gaming Factory planeja instalar um sistema de gerenciamento que permitirá que o dono dos direitos autorais de um torrent escolha entre retirar os arquivos do ar ou ser pago toda vez que o arquivo for baixado. Eles não planejam fazer acordos de licença com os grandes estúdios de Hollywood ou gravadoras, mas sim criar uma parceria com eles.

Com esse sistema, há o risco de, assim que ele for instalado, os donos dos direitos autorais retirarem todos os arquivos hospedados no site do ar, mas os diretores da GGF afirmam que o risco de isso acontecer é “inexistente”. A partir de hoje, os acionistas da empresa tem até a semana que vem para decidir se deverão seguir com o plano ou não. Caso prossigam, a venda será fechada no dia 27 deste mês. [TorrentFreak]