Ministro Paulo Bernado em entrevista: banda larga do governo por até R$ 35 por mês.

Em entrevista durante o programa de rádio Bom Dia, Ministro hoje, o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que o governo pretende criar um Plano Nacional de Banda Larga com grande abrangência territorial e valores na faixa entre R$ 25 e R$ 35 mensais.

O ministro afirmou que deve ser utilizada a rede de fibra ótica da antiga Eletronet, que hoje pertence ao governo. A utilização de cabos da rede elétrica também está sendo testada e é considerada mais uma opção. Nos locais onde não chegam cabos de fibra ótica ou da rede elétrica poderão ser usados sistemas de rádio ou acesso via satélite.

Paulo Bernardo afirmou que podem ser feitas parcerias com empresas privadas. “[A empresa] terá o acesso à fibra ótica e vai fornecer para o usuário. Vamos condicionar que tenha um preço compatível.” O ministro ressaltou que não será admitida venda casada, onde a operadora oferece o serviço de internet condicionado à assinatura de uma linha de telefone fixo.

O debate sobre o assunto teria sido interrompido por conta da elaboração do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, mas, segundo o ministro, o assunto deve retornar à pauta no final de março ou em abril, após o lançamento do PAC 2. Ele espera que, uma vez apresentado, o Plano de Banda Larga seja aprovado com rapidez pelo Congresso Nacional.

“Temos observado que há uma demanda muito grande [pela banda larga]. Se a gente fizer uma boa proposta, com certeza o Congresso vai correr para aprovar. Todos sabemos que é muito importante diminuir o custo, facilitar o acesso”, disse o ministro.

A pretensão é de que, após lançado o plano, os cabos de fibra ótica estejam disseminados pelo país em dois anos. [Agência Brasil]

Foi aprovado ontem pela Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) da Câmara dos Deputados, em Brasília, projeto de lei que obriga que as operadoras de banda larga garantam pelo menos metade da velocidade máxima de conexão contratada. Isso significa que se um cliente do Speedy, da Telefônica, contratasse a velocidade de 600kbps, nunca poderia navegar a taxas inferiores a 300kbps. Atualmente as operadoras costumam dizer que garantem apenas 10% da velocidade contratada.

O projeto de lei 6006/2009, do deputado paulista Emanuel Fernandes (PSDB) diz que “a internet no Brasil reúne o melhor e o pior dos mundos”.

Para tentar melhorar a situação, o político propõe a criação do Índice de Qualidade de Acessos às Redes Digitais, que pretende promover “a avaliação periódica de requisitos como robustez e segurança da rede, continuidade dos serviços e fornecimento de sinais nos limites contratados, entre outros”.

Tal índice passaria pela regulação da Anatel (fuuu…).

Já o segundo artigo do PL trata da velocidade de conexão que Telefônica, GVT, Oi, Claro, TIM, e demais operadoras de banda larga terão que oferecer:

“Art. 78-B Os prestadores de serviço de acesso às redes digitais de banda larga deverão garantir ao assinante, em qualquer horário, no mínimo 50% da capacidade máxima contratada.”

Uma vez que a CDC tenha aprovado parecer do relator do projeto, ele segue agora para a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI – sim, tudo isso é uma só comissão) da Câmara, onde será novamente apreciada e poderá ganhar novas emendas.

Já era tempo de pelo menos uma pessoa da casa de todos os brasileiros (a Câmara) fazer algo para proteger os clientes do serviço porcamente prestado pelas operadoras de banda larga.

[via Teletime, flickr Justin Marty]

A Oi divulgou nessa terça-feira o balanço financeiro referente ao ano comercial de 2009. Os números, que normalmente são fabulosos em operadoras de telefonia, deixam um pouco a desejar: a empresa conseguiu prejuízo de R$ 436 milhões. Uma nota preta que vai deixar a supertele brasileira sem fazer grandes movimentações por algum tempo.

De acordo com analistas do mercado, o principal motivo para um prejuízo de meio bilhão de reais foi a incorporação da Brasil Telecom pela Oi, que foi concluída em 2009. Um enorme gasto teve que ser feito para pagar a compra e também para iniciar o processo de integração entre as duas empresas, o que resultou em demissões de funcionários em cargos que seriam duplicados na nova estrutura da Oi/BrT.

Outro motivo que também afetou negativamente a Oi foi o início das operações em São Paulo, onde a empresa não estava presente. Para oferecer telefonia celular aos paulistas, cerca de R$ 350 milhões foram gastos. A operação em São Paulo, no entanto, só deve sair do vermelho e começar a dar lucro no próximo mês.

A Oi tem valor de mercado estimado em R$ 40 bilhões.

Caso algum leitor queira mandar um dinheirinho para ajudar a pagar a dívida da Oi, é só me mandar um e-mail que eu respondo informando o endereço da sede da empresa, no Rio de Janeiro. Ou não. ;)

[via O Estado de São Paulo]

Na edição doe domingo (14) do jornal carioca O Globo saiu uma discreta nota na coluna “Gente Boa” que confirma as dificuldades que os amantes de tecnologia no Brasil sofrem perante nossos exorbitantes impostos. Segundo o jornalista Joaquim Ferreira dos Santos, Steve Jobs teria negado o convite da Secretaria de Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro para abrir uma Apple Store no Brasil. O motivo? Nossa “política maluca de taxação”.

Nota publicada no jornal O Globo. (Reprodução)

Nota publicada no jornal O Globo. (Reprodução)

O secretário Washington Fajardo teria proposto que a primeira Apple Store do Brasil fosse aberta na região da Zona Portuária do Rio ou em um prédio histórico do centro da cidade. Ainda assim, Jobs teria prontamente recusado.

“Não podemos nem exportar os nossos produtos com a política maluca de taxação superalta do Brasil. Isso faz com que seja muito pouco atraente investir no país. Muitas companhias high tech se sentem assim,” respondeu o CEO da Apple.

Lembra-se do Motorola Backflip? O aparelho foi apresentado ao mercado norte-americano no início do ano, durante a CES 2010. Por mais estranho que possa parecer, ele é talvez o primeiro smartphone do mundo a permitir que visor e teclado fiquem frente a frente ou opostos um ao outro. Mais do explicar, dê uma olhada no vídeo que o nosso blogger Rafa fez durante o evento:

Pois bem. A Motorola e a Vivo anunciaram em conjunto nessa quinta-feira que o Backflip vai começar a ser vendido no Brasil ainda essa semana nas lojas da operadora. Mais tarde, como de costume, ele poderá ser encontrado também em operadoras de celular concorrentes da Vivo.

De acordo com a assessoria da Motorola, o Backflip sairá por R$ 499 na “oferta especial de lançamento”. No entanto, o consumidor precisará assinar um plano Vivo Você 200 (que dá direito a 200 minutos de conversação) que custa R$ 139,  junto de um plano Vivo Internet 500 MB, que atualmente custa R$ 79,90. Total no fim do mês: R$ 218,90.

O Backflip é o terceiro celular oficialmente vendido no Brasil rodando Android, a plataforma para dispositivos móveis do Google. Ele também conta com o Motoblur, aplicativo desenvolvido pela Motorola que concentra em apenas um lugar dados e atualizações de redes sociais variadas, como Twitter e Facebook.

A Motorola e a TIM anunciaram hoje em conjunto o lançamento do Motorola Quench, novo smartphone da fabricante norte-americana que vai rodar a plataforma Android e será vendido exclusivamente pela TIM no Brasil, até o final de março. Outras operadoras poderão vender o aparelho mais tarde, reforçando a estratégia de fazer parcerias entre operadora e fabricante de celular para novos lançamentos.

“Lançar o Motorola Quench em primeira mão no Brasil faz parte da nossa estratégia de constantemente buscar inovação e os melhores modelos para oferecer aos nossos clientes, além de continuarmos apostando na plataforma Android, que também trouxemos com pioneirismo para o País”, afirmou Leopoldo Tranquilli, diretor de marketing da TIM, em comunicado.

Motorola Quench rodando Android. Clique para ampliar. (Divulgação)

Motorola Quench rodando Android. Clique para ampliar. (Divulgação)

Segundo informações da Motorola, o Quench contará com Motoblur, a plataforma que a empresa desenvolveu como complemento ao Google Android e que permite forte integração com redes sociais, como Twitter, Facebook e MySpace (alguém ainda usa?). Em resumo, o complemento agrupa informações provenientes das diversas redes sociais e as exibe de forma intuitiva e fácil de entender.

O vistor é de 3,1″ (320×480 pixels), com tecnologia touchscreen para usar as funções do Motorola sem recorrer a um teclado físico. Curiosamente, a assessoria da Motorola informou que a interface do smartphone permite fazer uso do movimento de pinçar para dar zoom nas fotos. Se a Apple vai gostar disso são outros quinhentos.

Como a maioria dos smarts no mercado atualmente, o Quench vai funcionar em redes 3G, mas também terá acesso à internet por meio do Wi-Fi. GPS e Bluetooth completam o pacote básico do que é necessário para dizer que o aparelho é realmente um telefone inteligente.

Embora tenha Android instalado, o Motorola Quench vai rodar ainda a versão 1.5 do sistema do Google. O que não é nenhum espanto, uma vez que por enquanto somente o Nexus One, do próprio Google em parceria com a HTC, está autorizado a rodar o Android 2.1.

O preço? Ainda é um mistério.

A Receita Federal, órgão ligado ao Ministério da Fazenda, liberou para download o Receitanet 2010, aplicativo que permite que contribuintes enviem a declaração anual do imposto de renda (IRPF). Embora o programa, que atende a Windows, Mac OS e Linux (entre outros sistemas que permitam rodar aplicativos em Java), tenha sido disponibilizado ainda em fevereiro, o envio de declarações só poderá ser feito a partir de 1º março.

Você pode baixar os programas gratuitamente nos links abaixo. Como a procura pela Receitanet costuma ser muito grande, é possível que os servidores da Receita Federal não dêem conta da demanda.

Portanto, tente clicar no primeiro link para ver se o download a partir da Receita funciona. Caso não funcione ou esteja lento, clique no link “mirror do TB” para baixar a versão do aplicativo hospedada nos servidores do Tecnoblog. Mas faça isso com moderação para não tirar o site do ar. :P

Embora o programa de transmissão de declarações já possa ser baixado, a Receita ainda não liberou o outro aplicativo que – esse sim – permite preencher as declarações, antes que elas sejam encaminhadas para os computadores do órgão por meio da internet.

Imposto de Renda

Pessoas que receberam em 2009 rendimentos tributáveis superiores a R$ 17.215,08 devem fazer a declaração. Aqueles que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 40 mil também precisam declarar.

Sabe aqueles contratos de telefonia, com letrinhas minúsculas e que dependem de lupas para serem lidos corretamente? Estão com os dias contados. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) optou por regulamentar o tamanho da fonte usada nesse tipo de contrato, seguindo recomendação do Ministério Público Federal (MPF).

A partir de 1º de maio, contratos de serviços de telecomunicações de Telefônica, Embratel, Claro, Vivo, Oi e TIM, entre outras operadoras, não poderão mais conter seus termos em uma fonte tão pequena que seja difícil de ler o que está escrito. O corpo da fonte não poderá ser menor que 12, conforme o Código de Defesa do Consumidor já determina.

A agência também vai regulamentar a forma como as empresas “oferecem” o serviço de envio de publicidade por meio de mensagens SMS. Também a partir de maio desse ano, o assinante poderá optar, ao assinar o contrato, se quer receber as mensagens publicitárias ou não. Quem já tem plano de telefonia vai poder entrar em contato com a operadora e solicitar o cancelamento de envio de mensagens publicitárias.

O curioso é que, no meu caso, eu pude escolher receber os SMSs de propaganda e promoções ao assinar o contrato do plano pós-pago, faz mais de um ano. Na hora de assinar o serviço, o funcionário da loja da Claro solicitou que marcasse se queria receber os anúncios. Naturalmente que optei por não recebê-los.

[Agência Brasil/Foto: jk5854]

Detalhe do novo BlackBerry Bold, trazido ao Brasil pela Claro.

A Claro e a Research In Motion (RIM) anunciaram o lançamento do novo BlackBerry Bold 9700 no Brasil. O aparelho traz melhorias em relação ao Bold original, como por exemplo um trackpad substituindo a trackball, isso sem contar o tamanho menor (109 x 60 x 14,1 mm).

Você gosta de saber as configurações? Então confira o que o 9700 tem sob o capô: suporte a 3G quadri-banda, Wi-Fi, GPS, processador de 624 MHz, memória flash de 256 MB e slot de cartão SD/SDHC (vem com um de 2 GB, mas suporta até 32 GB), tela de 2,44”, câmera de 3,2 megapixels com flash e autofoco, bem como um teclado QWERTY físico, como é de se esperar de todo bom BlackBerry.

A Claro será a primeira operadora brasileira a vender o novo Bold. O preço do aparelho será de R$ 849 quando comprado em conjunto com o plano denominado Claro 300 e o plano de dados BlackBerry Ilimitado. A operadora, inclusive, resolveu aproveitar a oportunidade pra ampliar seu portfólio de de planos de dados para BlackBerry, que inclui planos com acesso a e-mail e/ou redes sociais e Internet Messengers custando de R$ 19,90 a R$ 75,00 por mês.

Xbox 360 Elite, por R$ 2 mil no Brasil.

A partir desta quinta-feira (4) a linha de kits oficiais do Xbox 360 no Brasil será renovada: sai o kit Pro (HD de 60 GB, um controle sem fio, um controle remoto, cabo HDMI e os jogos Too Human e PGR 4) que era vendido por R$ 1.499 e entram em seu lugar duas novas opções, o kit Arcade por R$ 1.250 e o kit Elite por R$ 2 mil.

O que os dois bundles terão em comum será a inclusão do cabo HDMI (para enviar o sinal de alta definição a uma TV que o suporte) e dos jogos “Fable II” (RPG) e “Banjo-kazooie” (plataforma, voltado para a família). No kit Arcade, o mais simples e barato, além disso estarão incluídos um console na cor branca e um controle sem fio na mesma cor. O Xbox 360 Arcade não vem com HD algum (que pode ser comprado separadamente), mas conta com uma memória interna de 256 MB para salvar seus jogos.

O Elite é considerado pela Microsoft seu principal lançamento. Por R$ 2 mil reais, o gamer brasileiro levará para casa, além dos dois jogos citados e o cabo HDMI, o console na cor preta com um disco rígido de 120 GB e um controle sem fio na mesma cor do console.

“Trazer o modelo Elite é uma questão de demanda de mercado e de estética. A cor é importante para quem quer ter um videogame preto combinando com o home theater preto” explica Guilherme Camargo, gerente de marketing do Xbox 360 da Microsoft Brasil.

Com a mudança, a nova linha disponível no Brasil se torna a mesma que é vendida nos Estados Unidos — com a pequena diferença que lá os kit Arcade e Elite custam, respectivamente, US$ 200 e US$ 300, o que, num hipotético cenário sem impostos nem intermediários, equivaleria aqui no Brasil a cerca de R$ 365 e R$ 550. Os kit oficiais são vendidos nestes revendedores oficiais.

Camargo ainda aproveitou o lançamento da nova linha para confirmar que Projeto Natal será lançado oficialmente no Brasil e que a vinda do Xbox Live ao nosso país “está super encaminhada, mas sem data de lançamento”. [G1]