Telefônica culpa VOCÊ pelos problemas do Speedy

Enviado dia 03/07/09 às 9:15 amAutor Rafael Silva Comentários 26 Comentários

Logo-Telefonica-2A Telefônica apresentou na última quarta-feira à Anatel o plano de recuperação do Speedy, que no dia 22 de junho foi impedido de vender novas assinaturas do serviço por causa das várias panes acontecidas ao decorrer do primeiro semestre. O plano, no entanto, está acompanhado do motivo mais absurdo para as tais panes: os assinantes das classes A e B utilizam a maior parte da banda para uma determinada região (por isso são chamados de heavy-users – usuários pesados) e os clientes das classes C e D sofrem por causa disso.

Imagina-se que uma empresa que provê internet estaria ligada nas últimas tecnologias relacionadas à rede, certo? Aparentemente não é assim que a Telefônica funciona. A dificuldade que ela relatou não é um problema isolado, pois ocorre com operadoras de internet ao redor de todo o mundo. Nos EUA, por exemplo, o provedor de banda larga Comcast já viu seu tráfego alcançar níveis estratosféricos com o passar dos anos, enquanto que sua base de assinantes não sofreu um aumento proporcional. Por causa disso, ela aplicou (por um tempo) práticas de gerenciamento de rede que diminuíam e até impediam o compartilhamento de arquivos em redes P2P. Mais tarde ficou provado que as redes P2P nada tinham culpa na falta de banda. Mesmo assim, o argumento que a compania provedora do Speedy está usando agora é exatamente o mesmo.

Utilizando uma analogia, é possível dizer que a Telefônica é uma empresa aérea que pratica constantemente overbooking dos seus voos. Ela vende mais lugares nos aviões do que tem capacidade para transportar, fazendo com que os passageiros que chegaram mais tarde tenham que pegar o próximo vôo ou trocar de compania aérea, sendo que alguns passageiros sequer dispõem de alternativa à Telefônica para viajar. A pior parte é que ela culpa as enormes malas transportadas pelos seus clientes como o principal motivo de não terem vôos suficientes.

A solução encontrada pela Comcast, e que deveria ser seguida pela Telefônica, foi disponibilizar uma maior e melhor infra-estrutura para atender ao crescimento do mercado e os atuais clientes, além dos limites de tráfego que já estão implantados. São decisões como implantar novas tecnologias, contratar mais banda para certas áreas e, se necessário, cobrar mais pelo serviço. Se for de melhor qualidade, por que não?

Em suma, sim, é possível que 10% do total de assinantes utilize 60%, 70% ou até 80% da banda de tráfego disponível como a Telefônica alega. Porém, esses usuários não estão usando mais do que o contratado, em termos de velocidade. Eles só usam mais constantemente do que os outros usuários. O culpado principal, portanto, não é o compartilhamento de arquivos, mas o despreparo da empresa ao prover o serviço.

Ao fazer uma assinatura de 4 Mbps e usar os 4 Mbps constantemente todos os dias, você está dentro do limite estabelecido pelo seu provedor de banda larga e eles deviam garantir que essa velocidade fosse constante. Ao invés disso, muitos deles fazem o contrário e prometem os famosos 10% mínimos de velocidade. E muitas vezes te deixam esperando pelo voo seguinte.

Update: Em entrevista *exclusiva* à rádio CBN e ao Globo News, o Presidente da Telefônica Antonio Valente, disse “Não quero usar isso como justificativa para os problemas, mas [...] o número de clientes do serviço cresceu oito vezes em 30 meses”. Ele também disse que “em nenhum momento, a operadora quer subtrair a sua responsabilidade”, quando questionado sobre a falta de antecipação no volume de tráfego. As melhorias na rede devem começar nos próximos 30 dias, até lá os usuários podem ou não ter instabilidade na conexão.

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Obama também no Flickr

Enviado dia 13/05/09 às 12:41 pmAutor Thássius Veloso Comentários 2 Comentários

A campanha de Barack Obama foi arrebatadora no uso de mídias sociais, ferramentas da dita web 2.0 e do boca-a-boca digital. Há quem diga que Obama só se elegeu devido à internet, mas não é disso que vamos tratar hoje. O assunto principal é que a Casa Branca decidiu finalmente usar o Flickr como repositório das fotos oficiais.

flickr-casa-branca

Já existem mais de 18 páginas de fotos em http://www.flickr.com/photos/whitehouse/, o que resulta em aproximadamente 375 fotos no total. É bastante coisa, e o melhor é que tudo está disponível gratuitamente para quem quiser usar. A proteção dos direitos autorais não é exatamente bem sucedida na internet, mas qualquer esforço pelo fim desses direitos – quando desnecessários – é muito válido.

Foi preciso que o Flickr desenvolvesse uma espécie de licença específica para governos, algo inédito até então. Meros mortais continuarão tendo suas obras licenciadas através de Creative Commons (ou não, caso não queira), e ainda não se sabe se o site vai estender a funcionalidade a outros governos.

O mais bacana dessa história é que não há privação de recursos. Acessando uma foto, é possível saber quantas pessoas já a visualizaram. Também dá para ler os comentários e comentar, além de checar as informações sobre a câmera utilizada. Por sinal, a maioria das fotos será feita por Pete Souza, fotógrafo oficial da Casa Branca.

Mais uma iniciativa interessante de Obama rumo ao “governo 2.0”.

Embora ainda não tenhamos o Flickr oficial da Presidência da República, os brasileiros já contam com uma excelente fonte de fotos referentes à atuação do governo federal. Todo o conteúdo disponível no site da Agência Brasil pode ser reproduzido, editado e retransmitido, desde que os créditos sejam mantidos.

O Congresso também contribui para a disseminação de fotos e informações. Tanto o banco de imagens da Agência Câmara quanto da Agência Senado estão disponíveis para qualquer um, desde que autor e fonte sejam citados. Não é tão ruim assim, é?

Com informações da Wired

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Comunicado importante aos diretores da Telefônica

Enviado dia 04/05/09 às 4:00 pmAutor Thássius Veloso Comentários 6 Comentários

Numa de minhas andanças pela internet cruzei com um banner piscante, tipo aqueles muito comuns no ano de 1999, que versava sobre um comunicado muito importante que o Grupo Telefônica tinha para usuários da banda larga Speedy. Mesmo sendo assinante do Velox, cliquei e dei de cara com isso:

Comunicado da Telefônica (clique para ampliar)

Comunicado da Telefônica (clique para ampliar)

“Tendo em vista decisão judicial e administrativa, a Telefônica migrou todos os seus usuários que aderiram ao Plano de conexão à banda larga sem provedor de acesso entre 22 de agosto de 2007 e 14 de julho de 2008 para um provedor de acesso, o A. Telecom, que não apresenta quaisquer das comodidades e serviços usualmente ofertados por provedores de acesso como E-mail, firewall, antivírus, conteúdo, dentre outros.”

Quer dizer que somente a contratação de um provedor de acesso, algo que é completamente descartável do ponto de vista técnico para a contratação de banda larga, pode nos garantir as comodidades e serviços descritos no comunicado da Telefônica? Vejamos.

E-mail: quem já ouviu falar do Gmail, o e-mail fornecido pelo Google, sabe que nenhum outro serviço de e-mail chega perto do que o Gmail oferece. Exceto o iG Mail, talvez, mas este último utiliza tecnologia fornecida pelo Google. Ah, e o iG Mail também é de graça.

Firewall e antivírus: embora alguns provedores ofereçam pacotes que incluem assinatura de antivírus e firewall, também existem os gratuitos. Embora os entusiastas da tecnologia discutam sobre qual é o melhor, podemos citar AVG, Avast e Avira como opções gratuitas e interessantes.

Conteúdo: o conceito de conteúdo é muito vago. O que eu sei é que blogueiros de todo o mundo oferecem conteúdo de forma gratuita, sustentando o serviço a partir da publicidade. Para encontrar com facilidade conteúdo publicado em blogs basta acessar o BlogBlogs. Além disso, os grandes portais como UOL e iG também oferecem uma enormidade de conteúdo gratuitamente. Um percentual bem pequeno equivaleria a acesso de conteúdo pago, sendo que nem sempre ele justifica o valor do provedor.

Dentre outros: esse item consegue ser ainda mais vago que “conteúdo”. Se por “dentre outros” entendermos vídeo, já temos o YouTube, Vimeo e Videolog (todos grátis). Servidores para jogos? Existem centenas de servidores gratuitos para jogar online, basta usar uma ferramenta maravilhosa chamada Google. Se estamos falando de troca de mensagens instantâneas, que me conste o Live Messenger (vulgo MSN) ainda é gratuito.

Em resumo, tudo que o provedor de acesso em tese ofereceria já existe gratuitamente.

Voltando ao comunicado, pulemos para o terceiro parágrafo:

“Para facilitar esta contratação e garantir a liberdade de escolha por parte do consumidor em relação ao seu provedor de acesso, a Telefônica disponibiliza aos clientes uma relação de empresas em www.speedy.com.br que prestam este serviço.”

A dita liberdade de escolha do usuário também significa mais dinheirinho entrando no caixa da Telefônica, uma vez que os provedores de acesso pagam uma espécie de taxa de serviço para que seja aceito como parceiro do Speedy. Se o assinante optar pelo Terra, melhor ainda, uma vez que a empresa é do Grupo Telefônica.

Quarto parágrafo:

“De qualquer forma, caso o(a) Sr(a). não deseje usufruir dos serviços e comodidades presentes em um provedor de acesso completo, poderá continuar utilizando o A. Telecom, o que não requer qualquer providência de sua parte.”

É o que eu recomendo, que o assinante não usufrua de serviços e comodidades que já são oferecidos gratuitamente na internet. Essa história de “provedor de acesso completo” é uma piada. Torço para que outras operadoras de banda larga – notadamente a Oi, dona do Velox – percam na Justiça o direito de impôr a necessidade de um provedor de acesso.

É inútil, desnecessário e completamente obsoleto.

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Blogs brasileiros e seus assinantes de feed

Enviado dia 06/09/08 às 5:20 amAutor Thiago Mobilon Comentários 77 Comentários

Depois que você trabalha há um tempo com uma certa coisa, começa a fazer questionamentos sobre o seu verdadeiro potencial.

Quão longe conseguirei ir? Qual o tamanho que isto pode chegar?

Com meus blogs, estou sempre fazendo cálculos, checando a evolução dos mesmos, e vendo o que deu e não deu certo. Conquistar leitores inteligentes não é nem um pouco fácil.

É aquela história do joio e do trigo, só que na internet brasileira, tem muito joio pra pouco trigo (não que isto seja exclusividade nacional). E sendo o trigo apenas uma pequena parcela do total, você só vai conseguir atingir milhares de leitores se: a. O ‘total’ for um número bem generoso; b. Você souber transformar joio em trigo.

Eu fico com a alternativa A.

Aí você lembra que o país das bundas de fora fala em português, e para nossa desgraça, somos a maior nação do mundo falando a língua de Camões.

Quanto trigo tem para nós lá fora?

Esta não é a realidade, por exemplo, dos americanos, ou de qualquer outro blogueiro que escreva em inglês. E não é à toa que blogs -como o mundialmente famoso TechCrunch- já estão chegando na marca de 1 milhão de assinantes de RSS. O nosso maior blog de tecnologia tem apenas 22 mil assinantes, e já está há pelo menos 4 anos no ar.

Enfim, para matar a minha curiosidade -que ficou ainda mais aguçada depois de uma desconferência que participei no #blogcampsp-, resolvi fazer uma panorâmica do cenário nacional, para ter uma noção melhorada da realidade em que vivemos.

Comecei a montar então uma lista pessoal. Visitei cada blog das 20 páginas do ranking do blogblogs, e ainda peguei várias indicações através Twitter. Nosso alcance para encontrar blogs de umbigos paralelos é muito curto, e isto deixa a lista meio incompleta.

No final, resolvi compartilhar esta lista por aqui, publicando-a no Blog Day. Mas atualizar os números me custou nada menos que uma semana.

Leia mais»

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Modelo pré-pago de banda larga 3G pode popularizar a internet no Brasil

Enviado dia 21/08/08 às 2:57 amAutor Thiago Mobilon Comentários 10 Comentários

Ter uma internet móvel pré-paga, apesar de soar como algo moderno, não é nenhuma novidade. Muita gente não sabe, mas já era possível acessar a internet GPRS/EDGE através de qualquer celular pré-pago, basta ter saldo. Mas por algum motivo divino desconhecido (que trataremos aqui por desinteresse das operadoras), o preço cobrado por megabyte transferido é um exagero.

Pedro Ripper, presidente da Cisco no Brasil, diz que é só uma questão de tempo até que a internet 3G comece a ser vendida no modelo pré-pago. Definir um modelo de tarifação é uma das poucas pendências para que isto se concretize. Ele diz que não é possível cobrar por tráfego (também não vejo o porquê), então a saída pode ser tarifar por horas de acesso.

Desta forma, a banda larga móvel se transformaria na internet discada moderna, apesar de eu não acreditar que as tarifas serão tão agradáveis quanto as da rede fixa.

Ainda me lembro quando comprei meu Motorola A1200i, e acessei a homepage do TecnoBlog. Foram transferidos apenas 200 kbytes, e isto me custou mais de dois reais e cinquenta centavos!

Enfim, a idéia com esta internet discada moderna, é atingir as classes C e D. Apesar de internet ser um serviço básico para muitos (eu incluso), há mais de 10 milhões de pcs desconectados no Brasil, e a tendência é que eles contratem algum plano facilitado.

A vantagem no modelo pré-pago, é que caso o usuário esteja sem dinheiro, não é obrigado a pagar nenhum aluguel de linha ou modem.

Mesmo hoje com o 3G funcionando em uma minoria de cidades, e com tantas reclamações sobre a baixa qualidade do serviço, o seu número de usuários já representa 13% do total de assinantes de internet banda larga do Brasil inteiro. São 1,3 milhões de pessoas se conectando através de um modem 3G (celulares não são contabilizados), e mais de 10 milhões de assinantes de banda larga.

Ripper explica que as operadoras não se prepararam para atender tantos clientes em tão pouco tempo, e o que aconteceu foi que as redes ficaram super congestionadas. Algumas ERBs (Estações Rádio Base) estão atendendo cinco vezes mais usuários do que o esperado.

Por causa disso, as operadoras estão segurando as vendas de novos pacotes, enquanto ampliam sua capacidade de atendimento. A expectativa é que tudo esteja resolvido no último trimestre do ano, quando as vendas serão aquecidas novamente.

Extra: Outra alternativa bem econômica será a internet móvel da Embratel de 144kbps, ao custo de R$ 39,90 por mês. Mais informações aqui.

Imagem via: Wicho.

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