Hoje a Opera Software lançou para Android a versão beta do Opera Mini 5, assim trazendo à plataforma móvel a mais recente versão de um dos mais populares navegadores do mercado móvel.

Um dos motivos para a popularidade do browser nesse nicho é o fato de os dado serem comprimidos pela Opera Software em até 90% antes de serem enviados ao Opera Mini no celular, segundo a empresa. O benefício é sentido na velocidade de carregamento das páginas e no bolso, caso seu plano tenha o tráfego limitado em menos Megabytes do que você gostaria.

Outros destaques do beta são a navegação por abas e o (já tradicional recurso do Opera) Speed Dial, que mostra uma grade de nove miniaturas com seus sites preferidos logo que o browser é iniciado. Para baixar o aplicativo é preciso visitar o link m.opera.com/next a partir de seus dispositivo com Android ou procurar pelo Opera Mini 5 no Android Market.

Uma garota saudita de 13 anos de idade foi condenada pela corte do Golfo de Jubail a levar 90 chibatadas na frente de suas colegas de classe por ter sido flagrada carregando um telefone celular equipado com câmera na escola. E, como se esse castigo não fosse o suficiente, ela ainda passará dois meses numa prisão por conta de sua abominável infração.

De acordo com o jornal The Daily Mail, por alguma razão as avançadíssimas leis locais proíbem a presença do gadget em suas escolas para meninas, e tamanha punição está longe de ser das mais pesadas aplicadas por lá, onde não raro infratores são condenados a afogamentos, decapitações ou crucificações públicas. E o caso está longe de ser uma raridade: só nos últimos três anos, outras 16 meninas foram condenadas a levarem entre 300 e 500 chibatadas por desrespeitarem seus professores.

No poder desde 2005, o rei Abdullah não vem medindo esforços para promover um “resgate moral” dos habitantes de seu feudo país, o que incluiu, entre outras coisas, a proibição de cinemas e teatros.

Se eu pudesse escolher um objeto, qualquer um, que representasse o povo brasileiro na sua essência, este seria o aparelho de televisão. Embora TV seja praticamente um commodity mundial, no Brasil ela tem particularidades tão próprias que acabou se tornando objeto de estudo de diversos pesquisadores de tudo quanto é país.

O brasileiro ama TV. Muitas vezes ele não tem nem geladeira, mas a TV está presente. E quase sempre ligada. O IBGE atesta que 98% dos domicílios deste país tropical e ensolarado possuem TV, mas geladeira, são 92%. Eu já vi moradores de rua que montam barracos de lona e papelão sob viadutos, equipando-os com colchão, fogareiro e… TV. Devidamente ligada através de um gato ao poste de luz mais próximo. Ah, o gato. Outro símbolo nacional – mas este fica para outro post.

Nos anos 70 os militares empreenderam uma bem-sucedidada campanha para que a TV estivesse em todos os nossos lares, a fim de “levar o conhecimento e promover a integração nacional”. Intenções escusas à parte, deu certo.

Semana passada completamos 2 anos de TV digital no Brasil. Depois de um grande estardalhaço na estréia, a empolgação foi esfriando, como bem sabemos, devido à demora dos aclamados recursos de interatividade, do equipamento, dos preços, da cobertura tímida. E o povão continua confuso, sem entender do que realmente se trata. Muitos acham que é o mesmo que TV a cabo. Os preços assustadores dos aparelhos contribuem para elitizá-la ainda mais. Talvez o governo não tenha explicado o suficiente que bicho é esse. Ou explicou mal: quantos dos nossos milhões de brasileiros classe C, D e E poderiam assistir sua novela, seu jogo de futebol ou programa de auditório numa TV com resolução full HD, com menus interativos e acesso à internet? Ah, sim, tem a caixinha conversora (onde?) a preços módicos, mas quem a usaria para ligá-la na sua TV de tubo de 20 polegadas?

Menciono a TV de tubo porque, enquanto estava na fila do caixa de um grande varejista há 2 semanas, vi um casal de idosos com a caixa de uma TV dessas, de 20 polegadas, no carrinho. Foi aí que parei para pensar se TV digital faz mesmo falta para o grosso do povão. Puxando papo para aplacar a longa espera, soube que a nova aquisição confortaria a simpática dona de casa, que poderia agora ver sua novela em paz enquanto os membros jovens da família não mais brigariam por esportes ou filmes.

É isso. Reclama-se que o brasileiro não lê, não vai a teatro, museus, cinemas e parques. Falta dinheiro para livros, teatro e cinema, e falta disposição para o lazer barato de qualidade, às vezes longe demais das periferias. Que pai levaria seus filhos a uma biblioteca, parque ou museu do outro lado da cidade, exausto que está de trabalhar incansavelmente e ainda passar horas dentro da condução, todos os dias? A TV, contudo, está sempre ali, dentro de casa. É conforto, companhia, fantasia, diversão, válvula de escape. De graça e sempre presente.

Você vai assistir a Copa do Mundo de 2010 em seu dispositivo móvel?

Na tela grande a TV digital vai devagar por todos os motivos que esboçamos acima. Mas nos dispositivos móveis, tudo deveria ser mais fácil e barato, não? Quem se habilita a ver TV numa diminuta telinha de celular ao invés de um confortável aparelho convencional tem razões bem claras. São os trabalhadores que passam 3 horas por dia no transporte coletivo; guardas, vigilantes, porteiros, plantonistas. Temos uma legião de brasileiros que se enquadram nessas categorias.

Samsung e LG apresentaram seus celulares com TV digital que estão há um tempinho à venda. Há poucas semanas, a Nokia anunciou um módulo bluetooth para conectar vários de seus modelos à TV digital. Não há muitos detalhes do funcionamento desse acessório ainda. A impressão que eu tenho é que ele está tão incompleto quanto a própria TV digital brasileira. Vai dar para gravar programas ou trechos deles? E interatividade, vai rolar? Sim, sabe-se que ele será compatível com o Ginga, o sistema que vai comandar nossa nova TV. Mas cadê o Ginga?

E para o povão, que diferença vai fazer esse Ginga, afinal?

Nesse ínterim, os celulares xing-ling com TV analógica continuam fazendo o maior sucesso nos camelôs e centros comerciais populares. E é aí que TV convencional e TV móvel se cruzam no universo C-D-E. Não importa a qualidade, não importa esse negócio de interatividade. O aparelho só tem que ser barato e funcionar. No Brasil, convergência não tem nada a ver com integração de ferramentas. É, pura e simplesmente, a comodidade de ter um sinal de televisão num aparelho que todo mundo já leva no bolso todo dia: o celular. Pré-pago, lógico.

VCP08: o aparelhinho à sua frente é o Nokia 97

VCP08: o aparelhinho à sua frente é o Nokia 97

Enquanto todo o mundo fala a respeito de Android, iPhone OS, Symbiam ou Windows CE, a fabricante Viewsonic resolveu chutar o balde e apresentou mais detalhes a respeito do VCP08, uma interpretação bastante particular – e um tanto radical – para o que o mundo está acostumado a chamar de “smartphone”.

Capaz de fazer o mais extravagante dos chineses corar de vergonha, no lugar de um sistema operacional peso-leve e otimizado para as pequenas telas dos dispositivos de bolso o aparelho roda ninguém mais ninguém menos que o Windows XP, aquele mesmo presente em 69% dos computadores conectados à web em todo mundo, segundo os dados da Net Application.

Segundo informações do site Pocketables o monstrinho é equipado com um processador Intel Atom de 800 MHz, 512 MB de RAM, 8 GB de capacidade de armazenamento, teclado qwerty e tem uma tela de 4,3 polegadas, o que de quebra lhe garante dimensões paquidérmicas para o mundo dos telefones celulares. Em suas fotos de divulgação o VCP08 faz o Nokia N97 (que pode ser considerado tudo, menos compacto) parecer um chihuahua num mundo de dobermans.

Um de seus aspectos mais curiosos é que o Windows XP e o software de seu celular operam de maneira independente, o que confirma a impressão inicial que colaram um pobre telefone nas costas de um netbook para dar origem a essa maravilha tecnológica.

O preço ainda não foi divulgado, mas, sério, você não vai querer comprar essa coisa.

vivo_twittando.logoA Vivo anunciou o primeiro serviço de uma operadora de telefonia nacional destinado à comunicação via Twitter, o Vivo Twittando.

Funciona assim: o clientes da operadora precisam apenas se cadastrar gratuitamente, autorizando sua conta do Twitter a ser atualizada pela Vivo e começar a twittar do celular. Para tanto, basta enviar o tweet em uma mensagem SMS comum para o número 1010 ou 89338 (os números correspondentes à palavra “tweet” no teclado do telefone) ao custo de R$ 0,15 por mensagem.

Você poderá receber no seu celular todos os tweets que lhe mencionam (@seu_usuário) e as mensagens enviadas diretamente a você (Direct Messages), além de poder escolher de quais usuários você quer receber atualizações por celular (através do site do serviço). O sistema pode ser utilizado tanto por clientes de planos pré-pagos como pós-pagos e inclui o recebimento gratuito de 50 tweets via SMS por mês. Os twitteiros mais assíduos têm a opção de contratar o pacote de recebimento ilimitado por R$ 17,00 por mês. Para tanto basta enviar um SMS para 89338 ou 1010 com o texto “ASSINAR”. Para cancelar a assinatura do pacote é só enviar um SMS para o mesmo número com o texto “CANCELAR”.

O Vivo Twittando está disponível para clientes Vivo de todas as regiões, com exceção de Minas Gerais.

Google Phone vem aí, olê olê olá!

Google Phone vem aí, olê olê olá!

Segundo uma fonte muito confiável do blog americano Gizmodo, o Google Phone é uma realidade e deverá desembarcar -em forma de protótipo-  em Mountain View em alguns dias. E por Google Phone, nós realmente nos referimos a um smartphone do Google, com direito ao ‘G’ mais caro do mundo estampado na traseira.

As informações apontam que ele virá com um display de LCD de tamanho considerável (óbvio), além de rodar uma versão do Android jamais vista antes por reles mortais. A fonte afirma que o celular funcionava com a perfeição de um laptop e  nem parecia o Android (Chrome OS?).

O vazamento misterioso se completa, com a informação de que o Android que todos nós amamos conhecemos, não é o verdadeiro Android.

(Suspense. Corte. Créditos.)

Não percam no próximo episódio… (esperemos que esta novela não tenha como roteirista o mesmo criador de “A Apple lançará um iTablet mês que vem”.)


Com suas 191,8 milhões de linhas telefônicas, incluindo fixas e móveis, o Brasil se estabelece como o país com o maior número de linhas telefônicas em toda a América Latina, sendo que na América como um todo nosso país fica atrás apenas dos Estados Unidos.

De acordo com o levantamento da consultoria de tecnologia Everis, no qual dados de 49 países (referentes ao ano de 2008) foram analisados, o Brasil, que encerrou 2008 com 41,1 milhões de linhas fixas, é o 6º no ranking mundial nessa categoria. Em linhas móveis, fica em 5º lugar no ranking global, com 150,6 milhões de linhas (quase 4 vezes o número de linhas fixas). Na classificação unificada (fixas e celulares) o país fica em 5º lugar mundial.

O país com mais linhas telefônicas no mundo, segundo o mesmo estudo é (surpresa!) a China, com quase 1 bilhão de linhas (999,6 milhões, para ser mais exato). No segundo lugar ficam os EUA, com 421,8 milhões de linhas. O ranking segue com a Índia em terceiro (384,8 milhões) e a Rússia em quarto (232,1 milhões). Na outra ponta do ranking estão nossos vizinhos sul-americanos. Os três países com menos linhas telefônicas são Uruguai (4,5 milhões), Bolívia (5,5 milhões) e Paraguai (6,2 milhões).

E para quem acha que o celular é muito caro no Brasil, a pesquisa revela que estamos na mesma média que 60% dos países pesquisados: 25% mais caro que a telefonia fixa. Caro mesmo é no Equador, com os celulares sendo 700% mais caros que os telefones fixos. A Venezuela também tem ligações de celular bem caras, 253% a mais em relação a telefonia fixa. Nossos hermanos também não escapam: na Argentina uma ligação de celular sai 160% mais cara que uma de telefone fixo. Indo na contra-mão desses países, Bolívia, Chile, Peru, México e Paraguai têm custos de celulares menores que os de telefones fixos. São 74% a menos na Bolívia, 50% a menos no Chile e no Peru, 33% a menos no México e 21% no Paraguai. [Exame]

bada logotipoJá temos alguns sistemas operacionais para dispositivos móveis bastante consolidados no mercado: iPhone OS, Android, BlackBerry OS, WebOS, Symbian, Windows Mobile. Mesmo assim, a Samsung acredita que ainda há espaço para mais um: o bada. O novo sistema operacional da empresa, anunciado na terça-feira (10) será uma plataforma aberta com o lançamento agendado para dezembro.

O nome bada significa oceano em coreano e foi escolhido para expressar a “variedade sem limites de aplicações potenciais que podem ser criadas usando a nova plataforma. Também faz alusão ao comprometimento da Samsung com a variedade de plataformas abertas na indústria móvel.”

O sistema promete ser simples e amigável para desenvolvedores — particularmente na área de aplicações usando serviços web — e apresentar uma inovadora interface de usuário que pode ser transferida para designs sofisticados e atrativos em seus programas. Uma fácil integração com as operadoras também foi prometida, permitindo que elas ofereçam serviços diferenciados aos seus clientes.

Dr. Hosoo Lee, vice-presidente de soluções de mídia da Samsung, disse:

“Abrindo as plataformas móveis da Samsung poderemos trazer experiências móveis de grande riqueza a um número cada vez maior de smartphones. A nova plataforma bada será um ícone e um marco que trará oportunidade sem precedentes para operadoras, desenvolvedores e usuários de celulares Samsung ao redor do mundo.”

A empresa fará um evento de lançamento oficial para o bada em Londres no último mês do ano, quando também apresentará aos desenvolvedores o kit de desenvolvimento de software (SDK).

Hoje em dia o celular é tão presente no dia-a-dia das pessoas que talvez seja até algum tipo de surpresa se lembrar que ele nem sempre esteve entre nós, que um dia precisou ser inventado. E quem o inventou foi esse senhor da foto, o octagenário Sr. Martin Cooper, que era engenheiro da Motorola na época. Conta a hitória que, além de responsável pela invenção do aparelho (o nome dele está na patente do tal “sistema de telefone a rádio”, inclusive), Martin Cooper fez a primeira chamada particular de um telefone celular, em uma rua de Nova York em abril de 1973.

Esse senhor certamente foi um visionário, um homem da vanguarda tecnológica de sua época. Seria interessante ouvir o que ele tem a dizer a respeito do que o celular virou hoje, nesse tempo em que smartphones que fazem quase tudo são o sonho de consumo de 10 entre 10 amantes de tecnologia… Pois bem, ele o acha uma porcaria.

Isso mesmo. Vejam o que diz o Sr. Cooper:

“Nosso futuro, eu acho, é um número de dispositivos especializados que se focam em uma coisa que melhorará nossas vidas.”

Se Martin Cooper estiver certo, então, daqui a uns anos estaremos andando com: MP3 player, celular (daqueles de R$ 50, que só faz ligação), aparelhinho de tuitar, calculadora, câmera fotográfica, filmadora de mão, algum vídeo-game portátil, agenda, caderninho de contatos e talvez alguns álbuns com as fotos das crianças e do cachorro… E uma mochila bem grande, claro. [Engadget]

O Nokia N97 está disponível no país desde agosto e é considerado um dos melhores celulares em sua categoria. Hoje ele recebeu a atualização para o firmware 2.0, que traz como uma das principais novidades a rolagem cinética de tela chamada pela Nokia de flip scrolling (similar à do iPhone, entre outros), além de novos atalhos para a tela inicial, mapas com pontos turísticos em 3D e o Nokia Messaging, o serviço de e-mail móvel da Nokia.

“Em setembro, ultrapassamos a marca de 2 milhões de Nokia N97 vendidos em todo o mundo. A Nokia ouviu as necessidades de seus consumidores e o resultado é uma atualização do software para a versão 2.0, com novas funções e aplicativos”, explica o vice-presidente de Nokia Nseries, José Luis Martinez.

Você pode conferir uma demonstração do novo firmware no vídeo abaixo (principalmente da rolagem cinética):

Gostou? Para instalar o novo firmware basta conectar o celular a um computador através da Nokia PC Suite e fazer o update. Ah, mas espere! A versão 2.0 por enquanto só está disponível para os aparelhos americanos. FAIL!

Mas o firmware 2.0 não foi a única novidade do dia por parte da Nokia. Também foi lançado hoje o N97 Mini, que já havíamos comentado aqui no Tecnoblog. Ele conta com uma tela touchscreen de 3,2 polegadas e resolução de 640 x 360 pixels, HSDPA, Wi–Fi, teclado QWERTY do tipo slide-out, 8 GB de memória interna, slot para cartão microSD, uma bateria de 1200mAh (contra os 1500mAh do N97 original), A-GPS e câmera de 5 megapixels com lentes Carl Zeiss e flash. O preço deve ser de 450 euros (cerca de R$1.150 reais), mas não há ainda uma data de lançamento no Brasil definida.