fail-whalePela primeira vez em sua curta e meteórica trajetória, o Twitter está “encolhendo”. Dados da Nielsen Online mostram que o tráfego no site de microblog despencou 27,8% entre os últimos meses de setembro e outubro, o que na prática representou o sumiço de 19 milhões de visitantes únicos. Dados de outras empresas de audiência na web, como a ComScore e a Complete também mostram reduções mais modestas de 8,1% e 2,1%, respectivamente.

Mas seria esse o fim de mais uma era da rede? Talvez não.

De acordo com a empresa de pesquisa Crowd Science, em agosto 43% dos usuários do site de microblog postaram seus tweets a partir de aplicações de terceiros para computadores ou celulares – como o Tweetdeck, Twrhil ou TwitterFox, por exemplo – enquanto em julho este número foi de apenas 30%. Isso significa que ainda que mais pessoas estejam usando o serviço, elas estão entrando menos em sua página e rendendo números menos impressionantes, o que provavelmente vai render muita manchete sensacionalista por aí.

Segundo o eMarketer.com, atualmente 11,1% dos internautas do mundo são tuiteiros (odeio esse temo), cifra que deve subir para 15,5% no ano que vem.

Na última segunda-feira (14), baseando-me num artigo publicado pelo New York Times, eu noticiei que o Google tinha ampla participação nos mercados de internet do Brasil e da Índia. Cheguei a dizer que a empresa dominava a internet tupiniquim. No entanto, faltou deixar claro que a Microsoft, franca concorrente do Google, também tem enorme participação por aqui.

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De acordo com pesquisa feita pela comScore, os brasileiros passaram 46,35 milhões de minutos navegando na internet em julho desse ano. Na apuração, o Google conseguiu concentrar em seus sites 13,80 milhões de minutos dessa navegação, o equivalente a 29,8% do total. Enquanto isso, internautas brasileiros ficaram nos sites mantidos pela Microsoft por 13,97 milhões de minutos, ou 30,1%.

Em resumo, os brasileiros passaram (um pouquinho) mais tempo nos sites da Microsoft do que nos do Google.

Você deve estar se perguntando como a Microsoft consegue ter mais tempo de navegação que o Google. Fui até a Microsoft questioná-los sobre isso, e a Carol Aranha, porta-voz da Microsoft Brasil, me disse que a pesquisa da comScore engloba sites como portal MSN, o site da Microsoft Brasil, o Hotmail e o Bing, entre outros. Fica complicado traçar um comparativo entre os números de cada produto oferecido pela MS com os números do Google, uma vez que não são em todos os segmentos que as duas empresas disputam. Por exemplo, a Microsoft tem um site corporativo, enquanto que o Google não tem.

[Atualização] O Live Messenger também entra na conta em favor da Microsoft, como bem lembrou o Rodrigo em um comentário nesse post.

Falando especificamente de busca, o Google ganha de lavada de qualquer outro concorrente: tem 89,5% do tempo gasto na web, enquanto que o Bing da Microsoft não chega a 2% do tempo (tem 1,6%).

Gigante pela própria natureza. Esse é o Google, ainda mais quando estamos falando dos mercados de internet do Brasil e da Índia: de acordo com pesquisa da comScore, o Google domina 30% do tempo que os brasileiros passam na internet. Na Índia esse índice é um ponto percentual menor. A média global é de 9,4% do tempo.

Em resumo: a cada uma hora gasta na internet, brasileiros passam em média 18 minutos no Google.

És belo, és forte, és risonho e límpido.

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No entanto, é preciso esclarecer que a pesquisa se refere a páginas mantidas pelo Google, e não somente ao negócio de buscas da empresa. Essa dominação tem um motivo que todos nós conhecemos: Orkut. Enquanto que no resto do mundo Facebook e MySpace são as redes sociais líderes, no Brasil e na Índia é o Orkut quem faz o papel de rede social mais importante.

Segundo dados da comScore, 90% das buscas feitas na internet brasileira são através do Google, 71% das buscas em mapas são no Google Maps e 43% do tempo gasto em blogs são no Blogger/Blogspot.

Andrew Lipsman, diretor de análise da indústria na comScore, disse ao New York Times que a dominação do Google nos mercados brasileiro e indiano é história, uma vez que a empresa se lançou nesses mercados quando ainda iniciavam seu desenvolvimento. Como consequência, o Google conseguiu se tornar o buscador padrão, além de ter sua marca estendida a outros serviços.

Ainda nos falta saber como o Bing, que planeja inaugurar sua versão 2.0 e anunciou hoje uma busca visual, pretende concorrer no Brasil e na Índia. Enquanto não oferecer busca inteligente, como faz nos Estados Unidos, isso será um verdadeiro problema. [NY Times]