Reparem em alguma coisa estranha no topo da imagem

O conselho municipal de Topeka, capital do Kansas (hey, é o estado do Superman!), aprovou a proposta do prefeito Bill Bunten para que a cidade passe a ser conhecida pelo nome de City of Google durante este mês de março.

O motivo para tamanha homenagem é convencer a gigante da web a testar sua super (opa!) conexão de fibra ótica ,”cem vezes mais rápida que as disponiveis atualmente”, na cidade, que apesar de ser uma capital de estado está longe de ser uma metrópole e conta com apenas 120 mil (super?) habitantes.

Até o site da prefeitura, o topeka.org, entrou na onda e orgulhosamente ostenta em seu cabeçalho a marca da companhia, como mostra a imagem acima. A decisão da gigante da web sobre o local em que os testes de sua nova conexão deverão ser realizados deve ser anunciada até o próximo dia 26.

Cá pra nós, vale a pena, não? [NYT]

Na última semana eu falei um pouco sobre como deixar a conexão mais rápida usando o serviço de DNS OpenDNS, do qual já faço uso há mais de um ano e recomendo fortemente – tanto que é meu segundo post sobre o serviço.

No entanto, velocidade na web não é tudo. Nós, usuários, também precisamos de segurança e confiabilidade. Para sanar essas duas necessidades, lá vem a OpenDNS novamente. Porém, para utilizar alguns dos recursos que eu apresentarei nesse post será preciso fazer o registro gratuito.

A partir do momento que você está logado, é bastante simples criar configurações para sua rede. Acredito que esse uso é particularmente interessante para quem compartilha internet em casa e precisa criar algumas limitações.

Categorias de sites da OpenDNS (clique para ampliar)

Categorias de sites da OpenDNS (clique para ampliar)

Aqui em casa, por exemplo, algumas categorias de sites, como os de compartilhamento de arquivos e as páginas de proxy são bloqueados. Na lista de categorias da OpenDNS há vários outros tipos de site, como de armas, sexo, ou drogas, que podem ser bloqueados sem grandes problemas. Pais de crianças pequenas e jovens/adolescentes podem usar e abusar dessa funcionalidade.

Também dá para fazer o bloqueio por endereço, de modo que um determinado domínio fique completamente inacessível. Mais uma vez dando como exemplo aqui em casa, eu utilizo essa ferramenta para bloquear servidores de anúncios (adservers) que considero desnecessários. A minha lista começa da seguinte forma:

Todas essas configurações estão disponíveis na aba “Settings” da OpenDNS. Na sub-opção “Advanced Settings”, é interessante que alguns outros recursos sejam habilitados, dependendo do seu uso. Ativar a correção de erros de digitação (“typo corrections”) é uma boa. Se você tentar acessar www.gogle.com, a OpenDNS redireciona automaticamente para a página correta do Google, em www.google.com.

Os atalhos, na aba “Shortcuts”, fazem com que palavras mais simples substituam uma URL. Você poderá, por exemplo, configurar para que, ao digitar apenas “uol” na barra de endereços do navegador, a OpenDNS redirecionará sua requisição diretamente para o UOL, em www.uol.com.br. Palavras como “enciclopédia” e “dicionário” podem facilitar pesquisas escolares.

Para que tudo isso funcione, é preciso que você esteja ligado na rede da OpenDNS e com seu número de IP atualizado. A forma mais simples de fazer isso é abrir a aba “Networks” e checar se a sua rede mostra um ícone verde com duas setinhas. Se mostrar, apenas clique naquele ícone para atualizar o IP e todas as configurações fazerem efeito.

Recomendo colocar a página “Networks” (https://www.opendns.com/dashboard/networks/) nos seus favoritos. Como aqui no Brasil é muito comum termos IPs dinâmicos (e não IPs fixos), você vai acabar se acostumando a, ao ligar o computador, entrar na página e atualizar seu IP manualmente.

Quem nunca reclamou da velocidade de sua conexão com a internet é um afortunado. E pode parar de ler esse post neste ponto, já que a dica do dia é para os usuários que querem tentar uma forma de fazer com que o carregamento das páginas ocorra mais rapidamente.

Para isso, primeiro é preciso entender como o DNS (ou Domain Name Servers) funciona. Se você tem um site, certamente já teve que esperar o DNS propagar, mas para a maioria das pessoas esse elemento da internet fica completamente despercebido.

Basicamente, quando você acessa um site através do endereço dele (como http://tecnoblog.net) ou endereço de e-mail (como noreply@tecnoblog.net), na verdade esses nomes são apenas para facilitar a memorização. Ao pressionar o botão “Ir” do seu navegador, ele faz a requisição de acessar o site e começa a procurar o endereço real, que é um conjunto de números: o IP (o IP do servidor do Tecnoblog, no momento em que esse post foi escrito, era 70.32.75.243).

Como eu disse, isso é invisível para a maioria de nós. A grande possibilidade de acelerar a conexão a partir do uso de um provedor de DNS decente é que ele faz com mais facilidade o caminho entre o endereço do site, em palavras, e a localização do servidor do site, em números.

Sempre que o usuário faz sua conexão com a internet, utiliza como padrão o provedor de DNS do prestador de serviço de internet. Quem se conecta pela internet discada do Ig, por exemplo, acaba utilizando o provedor de DNS do próprio Ig; quem se conecta via Speedy, a banda larga da Telefônica, utiliza o provedor de DNS da própria Telefônica. O problema é que os serviços de DNS desses provedores geralmente são lentos e não se mantêm atualizados, de modo que demora demais para que o acesso a um site seja feito.

Pensando nisso, foi fundada em 2006 a OpenDNS. É uma empresa de internet que presta somente o serviço de resolução de DNS. Eles possuem um enorme banco de dados, que armazenam as requisições e as tornam muito mais rápidas. Sem falar que possuem seis servidores centrais nos Estados Unidos e no Reino Unido (quando os provedores de internet brasileiros costumam ter apenas um servidor desse tipo).

Entendendo toda essa parte sobre como DNS funciona e qual é o objetivo da OpenDNS, vamos à parte prática: trocar o provedor de serviço DNS padrão da sua conexão pelo oferecido pela OpenDNS é simplíssimo. Pode ser feito de duas maneiras: no firmware do modem, ou nas configurações do computador. Leia mais»

O Brasil vem batendo uma sequência de recordes nacionais e internacionais, graças a casas bahia queda de preço dos computadores, por sua vez, impulsionada pelos programas de inclusão digital do governo, e a concorrência dos fabricantes.

Segundo uma pesquisa realizada pelo IBOPE//NetRatings, 41.565 milhões de pessoas com 16 anos ou mais, declararam ter acesso à web de alguma forma -seja de casa, do trabalho, da escola, cyber-café, etc- no primeiro trimestre de 2008.

Declarar ‘ter acesso à rede’, talvez seja um pouco amplo, já que isto inclui por exemplo, pessoas que acessam a internet exporadicamente da casa de amigos/familiares. De qualquer forma, o número de pessoas que acessam a internet da própria casa também aumentou, chegando pela primeira vez aos 35,5 milhões de usuários.

O número de usuários ativos também bateu um recorde, chegando a 23,1 milhões de pessoas no mês de maio. No mesmo mês, 18,5 milhões de pessoas navegaram em sites de redes sociais. Bastante gente não?

Se adicionarmos fotologs, videologs e mensageiros instantâneos na conta, o número pode chegar a 20,6 milhões de brasileiros, o que é 90% do número de usuários ativos na internet mensalmente.

Já que a primeira conta não incluía MSN e Fotolog, podemos dizer que a maior parte desses 18,5 milhões de interneteiros, provavelmente acessaram o Orkut. Mas isto não deve ser surpresa para ninguém, não é mesmo?

O Brasil continua a ser o país onde se gasta mais tempo conectado, em todo o mundo. Aliás, ele se mantêm nesta posição desde 2005, quando a alcançamos pela primeira vez.

A média de tempo online de cada brasileiro no mês de Maio, foi de 23 horas e 48 minutos, 1 hora e 1 minuto a mais do que a média de Abril. Em dois dias, eu passo mais tempo conectado do que isso, o que indica que eu sou um heavy user de internet – pois é, outra coisa que ninguém sabia.

Japão (21h34min), França (20h23min), Estados Unidos (19h46min) e Austrália (18h00min), completam respectivamente a lista dos 5 países com a maior média de tempo online por usuário.

Só me entristece saber, que enquanto a maioria dos japorongas (ou grande parte deles) usam este tempo fazendo algo de útil, aqui no Brasil a coisa é bem diferente. Da mesma forma que muita gente comprou smartphone por causa do Twitter, o principal estímulo da grande massa nacional na hora de adquirir um computador, ainda é poder acessar o Orkut, ou bater papo do MSN.

Mais do que nunca, a prova de que a ferramenta não é nada nas mãos de quem não sabe usar.