Última modinha entre os descolados da rede, o Tumblr é um meio termo entre o Twitter e os blogs comuns que está comemorando a marca de um bilhão de pageviews mensais, conquistados no último fevereiro.

De acordo com as informações divulgadas pelo site, durante o mês do carnaval seus 82 servidores foram responsáveis por transferir 500 terabytes de dados, suportaram bravamente dois milhões de postagens diárias e registraram 15 mil novos usuários por dia.

Apesar dos números relativamente modestos se comparados a outros fenômenos da web, o Mashable reporta que seus criadores pretendem aproveitar a popularidade crescente da página para fazer aquilo o que os criadores do hypado Twitter ainda não tiveram coragem de fazer: ganhar dinheiro.

Um screenshot obtido pelo site de notícias mostra um formulário de inscrição para uma suposta versão paga do serviço, que custaria módicos US$ 1 (mensais? anuais?) e que poderia incluir novas funcionalidades em sua ferramenta. O Tumblr, claro, não dá um pio (epa!) sobre o assunto.

César Alierta: Telefônica em ação para que não usem sua rede

César Alierta, presidente mundial da Telefônica, afirmou durante uma conferência que sua companhia pretende começar a enviar faturas ao Google, Bing, Yahoo e outros mecanismos de busca pelo uso indevido de sua estrutura para indexar conteúdo da web.

“Os mecanismos de busca costumam usar nossa rede sem pagar nada, o que é bom pra eles e ruim para a gente. Obviamente que essa situação precisa mudar”, afirmou durante um evento empresarial organizado pela empresa Price Walterhouse Coopers. Para o executivo, as empresas que têm lucros com a web precisam dividir seus rendimentos com as operadoras responsáveis pela infra-estrutura da internet.

Especialistas apontam a possibilidade dos sistemas de busca simplesmente serem bloqueados caso de recusem a pagar o pedágio que pode ser imposto pelos espanhóis.

Atualmente operando em 25 países, incluindo o Brasil, a Telefônica é uma das maiores empresas de telecomunicações do mundo, com aproximadamente 270 milhões de usuários em sua base de clientes. Suas estratégias de crescimento são voltadas sobretudo para Europa e América Latina. [EITB]

“O que vamos fazer hoje pessoal?” “Ah, sei lá… Vamos dominar um novo mercado?”

A Apple alertou seus desenvolvedores que não poderiam mais utilizar serviços de localização do iPhone OS exclusivamente para exibir anúncios de publicidade. A restrição se aplica a todos os aplicativos de iPhone, iPod Touch e — em breve — iPad, que se não se adequarem não serão aprovados para entrar na App Store. Leia o que a Apple escreveu a seus desenvolvedores, em tradução livre:

“Se você fizer aplicativos com funcionalidades baseadas na localização do usuário, certifique-se que essas funcionalidades fornecem informação útil. Se seu app usa informação baseada em localização primariamente para permitir que anunciantes móveis exibam publicidade direcionada baseada na localização do usuário, seu app será devolvido a você pela Equipe de Revisão da App Store para modificação antes que possa ser publicado na App Store.”

A questão que é fica é: qual é a intenção da Apple com isso? Seria apenas a preocupação em proteger a privacidade de seus usuários? Ou seria a preocupação em garantir para si exclusividade sobre o lucrativo negócio de anúncios mobile com ciência de localização?

Esta última hipótese parece bastante crível porque há exatamente um mês a Apple comprou a Quattro Wireless, empresa especializada em anúncios nas plataformas iPhone e Android. Além disso, a Apple recentemente registrou duas patentes relativas a anúncios baseados na localização do usuário. Junte a isso o fato de que aparentemente a Apple não tem mais mantido uma relação com o Google tão boa como em outros tempos e podemos imaginar um futuro onde a Apple use de sua posição privilegiada para virar a mesa no mercado de publicidade mobile, hoje dominado pela AdMob, comprada pelo Google em novembro de 2009. Estima-se que o mercado de publicidade mobile valerá 3,1 bilhões de dólares até 2013, e pelo visto a Apple quer uma fatia desse bolo.

Aberta a temporada de caça aos bugs

Google anunciou aberta a temporada de caça aos bugs do Chromium, o projeto opensource que serve como base para seu navegador, o Chrome — e podemos inferir que o Chromium tem também imensa importancia também em seu sistema operacional, o Chrome OS. E a empresa não está procurando bem-feitores sem segundas intenções, ela pretende pagar: US$ 500 (cerca de R$ 950) por bug denunciado, ou até US$ 1.337 ( cerca de R$ 2.500). (Curiosidade geek: o valor escolhido é em referência à palavra “leet”.)

O anúncio foi feito através deu um post no blog oficial do Chromium, onde Chris Evan, da equipe de segurança do Google Chrome, escreveu: “Quanto mais pessoas envolvidas em inspecionar o código e comportamento do Chromium, mais seguros nossos milhões de usuários ficarão.” Evans também parabeniza a Mozilla por manter há bastante tempo um programa similar de grande sucesso.

Interessados devem consultar o post citado para maiores detalhes.

Apple: ações em alta esperando pelo iTablet.

O anúncio de resultados do primeiro trimestre fiscal que a Apple fez ontem animou o mercado financeiro em relação a suas ações (AAPL), que chegaram a ter alta máxima de 4% na Nasdaq, valendo US$ 211,26 por papel. Além disso, pelo menos 7 corretores de ações aumentaram seu preço-alvo nas ações da Apple no dia de hoje.

Os motivos que levaram as ações da Maçã a esse sucesso não foram apenas os bons resultados financeiros e as excelentes vendas de Macs e iPhones apresentados ontem, mas também a expectativa quanto ao evento de amanhã, quando supostamente será anunciado um tablet da Apple.

“Nós vemos muito a se apreciar nos resultados da Apple e continuaríamos a ser fortes compradores perante o evento principal dessa semana — a revelação do tablet na quarta-feira,” escreveu o analista Yair Reiner, da Oppenheimer & Co.

A analista Katy Huberty se aprofunda um pouco mais nas expectativas dos investidores, que levaram as ações da Apple a subir mesmo em um dia em que tanto a Nasdaq como a Dow Jones caíram.

“Nosso caso base presume que o novo tablet adiciona quatro milhões de unidades vendidas, US$ 3,2 bilhões em lucro e 82 centavos de dólar de ganho por ação no ano de 2010, mas vemos potencial para até seis milhões de unidades e US$ 1,25 de ganho por ação,” explica Huberty.

Se você, como os analistas da Nasdaq, tem expectativas para o evento de amanhã da Apple, não perca a cobertura ao vivo do Tecnoblog. O evento começa amanhã (27) às 16h (horário de Brasília) e você poderá saber de tudo que acontece no palco do Yerba Buena Center nos acompanhando por este link. Até lá! [Reuters]

“Estamos muito animados com o novo produto.”

No comunicado à imprensa anunciando os resultados financeiros da Apple para o primeiro trimestre fiscal de 2010, Steve Jobs confirmou que um importante produto será lançado no evento do dia 27.

“Os novos produtos que estamos planejando lançar nesse ano são muito fortes, começando esta semana com um novo e importante produto com o qual estamos muito animados,” disse Jobs.

Obviamente, o CEO da empresa mais pop do Vale do Silício não disse qualquer palavra em referência a um tablet, mas já aprendemos que, quando toda a indústria de rumores sobre a Apple aponta para as mesmas informações, os anúncios oficiais não costumam passar muito longe do previsto.

E, a quem interessar possa, os resultados financeiros da Apple mostram que foram vendidos 3,4 milhões de Macs, 33% a mais que no trimestre correspondente em 2009. A venda de Macs ficou acima da previsão dos analistas, de 3 milhões, mas a de iPhones ficou abaixo das expectativas. Foram vendidos 8,7 milhões de unidades (35% a mais que há um ano atrás), contra os 9,1 milhões previstos pelos analistas.

Eles só acertaram mesmo na venda de iPods, e acertaram em cheio: 21 milhões de iPods foram vendidos, exatamente como os analistas previam. Os iPods tradicionais caíram, mas os iPods Touch tiveram venda 55% maior que no primeiro trimestre financeiro de 2009. A receita do trimestre foi de 15,7 bilhões de dólares, cerca de 28,6 bilhões de reais. [Business Insider: 1 e 2 ]

Clique para ampliar. (Fonte: cmyplay)

Ok, ninguém precisava de um gráfico pra entender que os preços dos Macs no Brasil são altíssimos. Ainda assim, o cmyplay resolveu fazer um infográfico com o preço em dólares de um MacBook em diversos países, e ficou claro que o Brasil passa vergonha.

O modelo escolhido foi o MacBook Pro mais “básico”, de 13” e processador Core 2 Duo de 2,26GHz. A pesquisa foi realizada em 31 países, tendo sido escolhidos para o gráfico oito resultados: Estados Unidos, Hong Kong, Austrália, Grã-Bretanha, Luxemburgo, Noruega, África do Sul e Brasil. Os valores que você vê no gráfico são o custo do referido MacBook na Apple Store Online de cada um desses países, sempre convertidos para dólares americanos para fins de padronização.

A conclusão: Apple no Brasil é caro, muito caro. Com o que se gasta para comprar um MacBook Pro 17” 2,8 GHz (modelo topo-de-linha) no Brasil, seria possível comprar dois MacBooks iguais nos Estados Unidos. São o Leão e os revendedores dando suas mordidas nas nossas maçãs.

Feliz 2010, prezado leitor! Desejando um excelente ano novo, já voltamos à ativa com mais uma notícia pra você. A Mophie anunciou que entrará no ramo de pagamentos via cartão de crédito através de um case com leitor de cartão que deve ser lançado durante a CES 2010. A empresa é conhecida por produzir cases com bateria extra embutida para iPhone e agora irá, de alguma maneira, concorrer com o sistema de pagamento da Square, nova empresa do co-fundador do Twitter, Jack Dorsey.

A Mophie ainda não divulgou muitos detalhes, que virão na CES semana que vem, mas já se sabe que, assim como no Square, o leitor de cartões não será apenas um acessório para evitar a fadiga de digitar os números do cartão, e sim contará com uma aplicativo que o acompanhará e realizará as transações. Há porém, uma abordagem um pouco diferente da empresa de Jack Dorsey: ao passo que a Square tem um pequeno cubo que funciona como leitor e pode ser retirado e levado no bolso, a Mophie pretende integrar o leitor a um case que precisaria estar sempre no iPhone para ser usado. Não se sabe ainda se o case teria alguma outra funcionalidade, como bateria extra, ou se será apenas um case com leitor de cartões.

Também não se sabe se a própria Mophie irá lidar com transações (como fará a Square) ou se irá apenas ler os cartões e deixar as transações bancárias para um parceiro, como o PayPal, por exemplo. Tudo isso será revelado durante a CES, que ocorre do dia 7 a 10 de janeiro. E além da CES, a semana que vem também terá o evento do Google onde pode ser lançado o Nexus One. Ou seja, fiquem ligados no Tecnoblog porque esse começo de ano será cheio de notícias! [TechCrunch]

Durante todo o primeiro semestre de 2009 Steve Jobs esteve afastado da empresa que fundou e tornou bem sucedida. No seu lugar, Tim Cook, o Diretor de Operações da Apple, assumiu o papel de CEO interino enquanto o melhor CEO do mundo tratava de sua saúde. Sem dúvida, uma grande responsabilidade nas mãos de Cook — mas ele foi remunerado proporcionalmente.

Em 2007 e 2008, Cook recebeu, respectivamente, 7 milhões e 6 milhões de dólares em ações da Apple. Em 2009, esse valor saltou para US$ 12,3 milhões em ações da empresa (equivalente a mais de R$ 21 milhões). Isso sem contar o salário dele, que foi de US$ 700.000 em 2008 para US$ 800.000 nesse ano. Somando-se a isso o bônus em dinheiro de US$ 800.000 (cerca de R$ 1,4 milhão), Tim Cook fechou o ano com um total de aproximadamente 14 milhões de dólares. Sabe quanto é isso? Mais de 24 milhões de reais.

Enquanto isso, Steve Jobs continuou com o mesmo salário que recebe desde que voltou à Apple para salvá-la da falência em 1997: US$ 1 de salário e US$ 1 de bônus. Mas não sinta pena dele, os 5,5 milhões de ações da Apple que Jobs possui, com a alta recorde de US$ 211,61 com a qual as ações da Apple fecharam essa segunda-feira, valem a vultuosa quantia de US$ 1.163.855.000 (mais de 2 bilhões de reais). [TUAW]

Esse redator tem saudades de seu "Meu Primeiro Gradiente".

Depois de 3 anos de inatividade, a Gradiente planeja sua volta ao mercado no segundo trimestre de 2010. Após passar por dificuldades financeiras — que culminaram, em 2008, no anúncio de que seus produtos não mais teriam garantia de fábrica pois a empresa não conseguia comprar peças para alimentar sua rede de assistência técnica — a empresa retorna ao mercado no próximo ano, com suas dívidas renegociadas e sob novo nome: Companhia Brasileira de Tecnologia Digital.

A renegociação de sua dívida, que estava avaliada em R$ 380 milhões, foi aceita por 67% dos credores, e envolverá o pagamento sem descontos e com acréscimo de juros.

A empresa espera se aproveitar do crescimento do mercado brasileiro de eletrônicos e computadores que se prevê em 2010 para garantir seu retorno, e informou que “a nova estratégia de negócios prevê uma linha de produtos reduzida e focada em segmentos de elevado valor agregado e alto potencial de crescimento no mercado de eletrônica de consumo; utilização de canais alternativos de distribuição; despesas de natureza fixa reduzidas; sólida estrutura de capital e alta rentabilidade.” [ComputerWorld]