Seguindo com seu plano de dominação mundial, o Google apresentou hoje um novo serviço, chamado de Google Public DNS. Concorrente de soluções como o OpenDNS, por exemplo, o gigante da internet afirma que sua solução é capaz de “deixar a navegação mais rápida” e “melhorar a experiência na web”, entre outros milagres.

Sigla para Domain Name System, o DNS basicamente é um nome dado a computadores conectados a uma rede doméstica ou internet e que já causou alguns estragos por aqui.

Por um exemplo, o blecaute sofrido pelo serviço Speedy no ano passado aconteceu por conta de um ataque DoS (denial of service) em que uma horda de computadores-zumbis atacou o DNS da operadora. Na ocasião, a solução mais fácil para solucionar o problema era o usuário configurar outro endereço DNS para sua conexão.

Para mais detalhes sobre o serviço, visite sua página oficial.

Quem acompanha o Tecnoblog há algum tempo já sabe que todos da equipe usamos e recomendamos a OpenDNS, melhor provedor de DNS que existe hoje em dia. Ele é simples de configurar, fácil de usar e totalmente gratuito.

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Eu conversei hoje com David Ulevitch, fundador e atual diretor de tecnologia da OpenDNS. Ele falou um pouco sobre OpenDNS Deluxe e OpenDNS Enterprise, os dois planos pagos do serviço que a empresa passa a oferecer a partir dessa quarta-feira.

David me disse que o OpenDNS Deluxe, possivelmente o mais interessante para nós, oferecerá todas as funcionalidades da OpenDNS gratuita, porém sem a publicidade fornecida pelo Yahoo, que ajuda a bancar o serviço.

O bloqueio de sites terá gerenciador avançado e aumento no número de domínios bloqueados, que pula de 25 para 50. No futuro, a companhia também planeja disponibilizar uma forma para que os administradores de redes consigam acessar páginas bloqueadas (provavelmente através de um sistema de autenticação).

Indicado para famílias e pequenas empresas, o plano Deluxe permitirá uma customização mais completa das páginas de bloqueio apresentadas aos usuários. Custará a partir de US$ 9,95 anuais (equivalente a R$ 17,12) no pacote family pack. O Deluxe também poderá ser assinado por pequenas empresas, mas nessa modalidade o custo será de US$ 5 (R$ 8,60) por usuário da rede, com número mínimo de cinco usuários.

“Se você tem seis filhos, deve pagar os US$ 9,95. Mas se você tem seis funcionários usando a sua rede, deverá pagar US$ 35 (pelos 7 usuários)”, salientou David ao explicar a diferença entre as duas modalidades.

Com preço inicial de US$ 2 mil (R$ 3.440), o OpenDNS Enterprise será voltado para grandes empresas. Além das funcionalidades que o OpenDNS Deluxe oferece, permitirá o bloqueio de 500 domínios, suporte técnico especial, registros de acesso salvos por tempo indefinido e sistema de delegação de administração, para que várias pessoas possam administrar a rede.

Uma vez que a OpenDNS começou a cobrar por alguns serviços somente após três anos de sua fundação, foi inevitável questionar sobre a versão grátis que eu sempre recomendei. David Ulevitch, no entanto, foi muito claro: a OpenDNS continuará a oferecer o serviço Basic, gratuito e mantido através da publicidade.

Demonstrando interesse pelo Brasil, David afirmou que gostaria de saber mais sobre como os provedores daqui funcionam. Servidores da OpenDNS localizados na América do Sul? Ele disse que por enquanto isso não está nos planos da empresa, mas que seria interessante (atualmente a empresa tem dez servidores espalhados por Estados Unidos e Europa).

A Comcast, um dos maiores operadores de banda larga nos Estados Unidos, iniciou ontem o chamado sequestro de DNS. Basicamente, esse sequestro consiste em redirecionar páginas que não existem para uma ferramenta de busca própria da Comcast, com sugestão de tópicos semelhantes ao que a pessoa tentava acessar.

Segundo a empresa, o serviço “está aí para ajudar”. Está mesmo, principalmente os bolsos dela. O sequestro de DNS utiliza tecnologia de busca do Yahoo, mas também exibe links patrocinados. Adivinhe para quem vai parte do dinheiro arrecadado por esse tipo de publicidade.

Página de erro oferece links patrocinados. (+)

Página de erro oferece links patrocinados. (+)

Além de exibir publicidade contextual, a Comcast ainda oferece upgrades no serviço de banda larga que ela provê. Já na sidebar à direita aparecem as opções de “conseguir mais da sua assinatura [de banda larga]” e “melhore seus serviços”.

No entanto, os clientes que quiserem poderão parar de receber essa página de erro. O processo é inteiramente de graça, basta selecionar o cancelamento e informar o e-mail. Ah, e informar o MAC Address do modem. Muito simples para quem sabe o que é um MAC Address, mas para quem não sabe (a maioria dos usuários) fica praticamente impossível cancelar o “serviço”. Pelo menos a empresa oferece uma página de ajuda para encontrar o MAC Address.

No Brasil, quem está acostumada a usar o sequestro de DNS é a operadora Oi. Em post de junho de 2008, Carlos Cardoso escreveu sobre o assunto no Meio Bit, alertando que o sequestro de DNS poderia afetar alguns serviços e aplicativos. Assim como a Comcast, a Oi já oferecia naquela época a opção de cancelar (ou quase cancelar) o sequestro.

“TODO endereço que os usuários da antiga telerda incluirem em um programa, seja editor de blogs, leitor de email, etc, terá que ser conferido MANUALMENTE, pois se você digitar errado o programa não irá mais receber um erro Host Not Found e tratá-lo. Achará que algo está errado. Assim quando o Thunderbird disser que não consegue acessar o POP do Gmail, verifique se você não digitou gnail sem querer e está tentando abrir uma conexão de email na MARAVILHOSA telemar, celeiro de idéias geniais” – escreveu Cardoso.

Eu continuo recomendando o uso da OpenDNS. Embora ela também faça sequestro de DNS, pelo menos os servidores deles são mais rápidos. E permite bloqueio de sites impróprios.

[com Ars Technica]

Na última semana eu falei um pouco sobre como deixar a conexão mais rápida usando o serviço de DNS OpenDNS, do qual já faço uso há mais de um ano e recomendo fortemente – tanto que é meu segundo post sobre o serviço.

No entanto, velocidade na web não é tudo. Nós, usuários, também precisamos de segurança e confiabilidade. Para sanar essas duas necessidades, lá vem a OpenDNS novamente. Porém, para utilizar alguns dos recursos que eu apresentarei nesse post será preciso fazer o registro gratuito.

A partir do momento que você está logado, é bastante simples criar configurações para sua rede. Acredito que esse uso é particularmente interessante para quem compartilha internet em casa e precisa criar algumas limitações.

Categorias de sites da OpenDNS (clique para ampliar)

Categorias de sites da OpenDNS (clique para ampliar)

Aqui em casa, por exemplo, algumas categorias de sites, como os de compartilhamento de arquivos e as páginas de proxy são bloqueados. Na lista de categorias da OpenDNS há vários outros tipos de site, como de armas, sexo, ou drogas, que podem ser bloqueados sem grandes problemas. Pais de crianças pequenas e jovens/adolescentes podem usar e abusar dessa funcionalidade.

Também dá para fazer o bloqueio por endereço, de modo que um determinado domínio fique completamente inacessível. Mais uma vez dando como exemplo aqui em casa, eu utilizo essa ferramenta para bloquear servidores de anúncios (adservers) que considero desnecessários. A minha lista começa da seguinte forma:

Todas essas configurações estão disponíveis na aba “Settings” da OpenDNS. Na sub-opção “Advanced Settings”, é interessante que alguns outros recursos sejam habilitados, dependendo do seu uso. Ativar a correção de erros de digitação (“typo corrections”) é uma boa. Se você tentar acessar www.gogle.com, a OpenDNS redireciona automaticamente para a página correta do Google, em www.google.com.

Os atalhos, na aba “Shortcuts”, fazem com que palavras mais simples substituam uma URL. Você poderá, por exemplo, configurar para que, ao digitar apenas “uol” na barra de endereços do navegador, a OpenDNS redirecionará sua requisição diretamente para o UOL, em www.uol.com.br. Palavras como “enciclopédia” e “dicionário” podem facilitar pesquisas escolares.

Para que tudo isso funcione, é preciso que você esteja ligado na rede da OpenDNS e com seu número de IP atualizado. A forma mais simples de fazer isso é abrir a aba “Networks” e checar se a sua rede mostra um ícone verde com duas setinhas. Se mostrar, apenas clique naquele ícone para atualizar o IP e todas as configurações fazerem efeito.

Recomendo colocar a página “Networks” (https://www.opendns.com/dashboard/networks/) nos seus favoritos. Como aqui no Brasil é muito comum termos IPs dinâmicos (e não IPs fixos), você vai acabar se acostumando a, ao ligar o computador, entrar na página e atualizar seu IP manualmente.

Quem nunca reclamou da velocidade de sua conexão com a internet é um afortunado. E pode parar de ler esse post neste ponto, já que a dica do dia é para os usuários que querem tentar uma forma de fazer com que o carregamento das páginas ocorra mais rapidamente.

Para isso, primeiro é preciso entender como o DNS (ou Domain Name Servers) funciona. Se você tem um site, certamente já teve que esperar o DNS propagar, mas para a maioria das pessoas esse elemento da internet fica completamente despercebido.

Basicamente, quando você acessa um site através do endereço dele (como http://tecnoblog.net) ou endereço de e-mail (como noreply@tecnoblog.net), na verdade esses nomes são apenas para facilitar a memorização. Ao pressionar o botão “Ir” do seu navegador, ele faz a requisição de acessar o site e começa a procurar o endereço real, que é um conjunto de números: o IP (o IP do servidor do Tecnoblog, no momento em que esse post foi escrito, era 70.32.75.243).

Como eu disse, isso é invisível para a maioria de nós. A grande possibilidade de acelerar a conexão a partir do uso de um provedor de DNS decente é que ele faz com mais facilidade o caminho entre o endereço do site, em palavras, e a localização do servidor do site, em números.

Sempre que o usuário faz sua conexão com a internet, utiliza como padrão o provedor de DNS do prestador de serviço de internet. Quem se conecta pela internet discada do Ig, por exemplo, acaba utilizando o provedor de DNS do próprio Ig; quem se conecta via Speedy, a banda larga da Telefônica, utiliza o provedor de DNS da própria Telefônica. O problema é que os serviços de DNS desses provedores geralmente são lentos e não se mantêm atualizados, de modo que demora demais para que o acesso a um site seja feito.

Pensando nisso, foi fundada em 2006 a OpenDNS. É uma empresa de internet que presta somente o serviço de resolução de DNS. Eles possuem um enorme banco de dados, que armazenam as requisições e as tornam muito mais rápidas. Sem falar que possuem seis servidores centrais nos Estados Unidos e no Reino Unido (quando os provedores de internet brasileiros costumam ter apenas um servidor desse tipo).

Entendendo toda essa parte sobre como DNS funciona e qual é o objetivo da OpenDNS, vamos à parte prática: trocar o provedor de serviço DNS padrão da sua conexão pelo oferecido pela OpenDNS é simplíssimo. Pode ser feito de duas maneiras: no firmware do modem, ou nas configurações do computador. Leia mais»