A fabricante de jogos Ubisoft anunciou há algum tempo o desenvolvimento de um novo tipo de DRM (proteção contra cópia não-autorizada) nos novos games desenvolvidos pela empresa para o sistema operacional Windows. Ele requer que o jogador esteja conectado à internet constantemente, para que seja feita uma verificação com o servidor de autenticação através de login com usuário e senha. Você vê o erro nessa última sentença? A Ubisoft acredita que não há força nenhuma no mundo capaz de derrubar uma conexão à internet ou um servidor de autenticação. Ambos são invulneráveis e nunca deverão ficar indisponíveis. Nunca.

Seguindo essa lógica da empresa só é correto assumir que o servidor de autenticação do jogo Assassin’s Creed 2 saiu do ar no domingo por causa de extraterrestres. E sem esse o servidor, milhares de jogadores sofreram de lentidão extrema ao tentar fazer o login e alguns sequer conseguiram. Ainda não se sabe se o problema ficou restrito a usuários europeus do jogo.

O DRM é tão mal implementado que até para jogar sozinho, sem o componente de multiplayer online, é necessária a autenticação via servidor. E a proteção anti pirataria nem é tão forte assim, já que hackers conseguiram desativá-la em pouco mais de 24 horas depois do lançamento da versão do jogo para Windows na semana passada, algo que a própria Ubisoft anunciou ser ‘impossível’.

De acordo com os jogadores, o servidor ficou fora do ar por mais de 10 horas seguidas. Um representante da empresa escreveu no tópico sobre o assunto no fórum do jogo que “claramente os problemas de downtime e a lentidão no login são inaceitáveis” e que “vai fazer o que for possível para recolher mais informações sobre o problema”. Durante essas 10 horas, no entanto, os piratas que quebraram a proteção anti-cópia conseguiam jogar sem nenhum problema. Vê a ironia? [BoingBoing]

Grandes lojas online de músicas já não usam mais o arcaico sistema de proteção de direitos autorais, o DRM. A iTunes Music Store, a Amazon MP3 Store e muitas outras desistiram de tentar restringir em quais dispositivos seus clientes podem ou não ouvir seus arquivos compradas legalmente. E a Ovi Music, loja da Nokia, está seguindo o mesmo caminho.

As lojas da Rússia e Índia foram as primeiras a se libertarem do DRM, mas segundo um anúncio da Nokia em dezembro do ano passado, outros mercados podem ser os próximos e a empresa atua em 22 países diferentes vendendo músicas. No entanto, usuários do serviço Comes With Music, que podem baixar músicas de graça durante 1 ano por terem comprado um aparelho Nokia, continuarão precisando baixar arquivos com DRM até o fim do período marcado em suas contas. Nada mais lógico, já que ele é similar a um serviço de assinatura.

Caso o mercado brasileiro esteja na lista de mudanças, a Nokia Ovi Music poderá ser a primeira mais uma loja de músicas online brasileira a vender arquivos sem o DRM. Entrei em contato com a assessoria de imprensa da Nokia Brasil perguntando sobre essa possibilidade, mas até o momento da publicação desse post não houve resposta. [Engadget]

[Atualização às 09:51]: O leitor Márcio informou nos comentários que a Coolnex já está vendendo músicas no formato MP3 sem DRM faz algum tempo. E não é que o progresso realmente chegou no Brasil?

Assim como o iPhone possui diversas formas de sofrer jailbreak – para instalação de aplicativos não autorizados pela Apple -, agora é a vez do Kindle ser hackeado. Um hacker que se autodenomina “I Love Cabbages” anunciou que havia descoberto uma forma de exportar o conteúdo armazenado no Kindle para outros dispositivos.

O leitor de e-books da Amazon, maior empresa de e-commerce do mundo, salva todo o conteúdo do dispositivo em um arquivo de extensão .azw. O detalhe é que esse arquivo passa pelo processo de proteção, de modo que os livros e demais conteúdos ali presentes não possam ser redistribuídos. A título de exemplificação, muitas canções vendidas pela iTunes da Apple também passam pelo mesmo processo.

A quebra do DRM do Kindle permitirá que um usuário possa pegar os livros virtuais que comprou por meio da Amazon e os exporte para outro formato que seja de seu interesse. Para tanto será preciso usar o aplicativo Unswindle, desenvolvido por I Love Cabbages, em conjunto com MobiBeDRM, outro programa muito utilizado por hackers.

A Amazon ainda não comentou o assunto. [PC World]

O Windows Mobile 6.5, sistema operacional móvel da Microsoft, foi lançado com uma loja online de aplicativos chamada Windows Marketplace for Mobile. Através dela, usuários do sistema poderiam comprar programas para usar nos seus dispositivos. Pouco depois de ser lançado, um desenvolvedor descobriu uma falha no Marketplace que quebrava a proteção anti-cópia instalada pela Microsoft.

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Versão web do Marketplace: organizado mas sem proteção.

A empresa percebeu e essa semana conseguiu corrigí-la, colocando um DRM (proteção contra cópias) mais “avançado” na área para desenvolvedores, além de um novo painel de envio de aplicativos. Já na área de clientes da loja online, foi disponibilizado uma versão Web do Marketplace que pode ser acessado de qualquer computador conectado à internet, sem a necessidade de um dispositivo rodando Windows Mobile 6.5.

Porém, pouco depois das novas implementações serem feitas, o mesmo usuário que quebrou a primeira proteção, anunciou no mesmo fórum que descobriu um jeito de burlar a nova proteção. O desenvolvedor Chainfire novamente se absteve de divulgar qual o método usado para realizar a cópia do aplicativo, mas garante que levou menos de 2 horas para descobrí-lo e que isso pode ser feito ao deixar um aplicativo .exe específico rodando na memória do aparelho.

Boa tentativa, Microsoft. Hora de começar a trabalhar na proteção “extra-avançada” ou algo do tipo. [Engadget]

Epic?

Epic?

Uma das preocupações que companias tem que ter ao abrir uma loja online de aplicativos é instalar um sistema de DRM (ou proteção de cópia digital) para impedir que os programas baixados sejam redistribuídos gratuitamente. Em outras palavras, para impedir a pirataria, o programa precisa ser bloqueado para uso apenas em aparelhos registrados.

A Apple, por exemplo, utiliza uma proteção chamada Fairplay para vídeos vendidos pelo iTunes, bem como nos programas da AppStore. Já a Microsoft, prefere confiar no seu fraco sistema de arquivos. É nesse sistema que o Windows Marketplace, loja de aplicativos para Windows Mobile 6.5, é baseado para impedir a pirataria. E segundo a pesquisa de um desenvolvedor americano, ele não passa de uma enorme piada.

Ao comprar e baixar um programa, o usuário do Marketplace recebe um arquivo .cab que instala o aplicativo baixado no seu dispositivo. Esse arquivo .cab é o mesmo para qualquer usuário, por isso a ‘proteção anti-cópia’ trata de deletá-lo assim que o programa terminar de ser instalado. Entretanto, o usuário Chainfire do fórum XDA-Developers que diz ser um desenvolvedor da plataforma, conseguiu fazer com que o arquivo fosse copiado para outra pasta antes de ser apagado, quebrando o DRM.

Para evitar problemas judiciais, ele não revela qual o método usado para fazer a cópia, mas diz que os piratas vão descobrí-lo em um dia ou dois. “Eu sei que não existe proteção anti-cópia perfeita” ele completa, “mas isso é apenas e simplesmente ridículo”. Eu concordo, Chainfire. [Engadget]

drm-naoA RIAA (Associação da Indústria de Gravação Americana, em tradução livre) sempre foi a grande defensora – e talvez até criadora – do conceito de DRM (Gerenciador de Direitos Digitais também), que são três letrinhas chatas que te impedem de ouvir sua música legalmente comprada em qualquer dispositivo que quiser. Apesar disso, Jonathan Lamy, porta-voz da associação, declarou em uma entrevista que esse bicho está morto, enterrado e com cem metros de terra acima do caixão. Estou parafraseando, claro.

Uma das grandes lojas que começou a vender primeiro músicas em MP3 sem a “proteção” do DRM foi a Amazon MP3 Store, seguida da iTunes Store. Em matéria de vídeo, entretanto, a conversa ainda anda a passos curtos. Não há previsão de quando a praga do DRM vai deixar de impregnar discos de DVD e Blu-ray. Sim, a maioria deles vem com proteção anti-cópia, sabia?

No Brasil, pra variar, ainda se abusa do recurso do DRM. Lojas como a iMusica exigem que você instale uma licença no Windows Media Player para tocar o arquivo no seu computador. E muito provavelmente por pressão do ECAD, que é a nossa versão da RIAA. Só que bem mais cabeça-dura. A TV digital também não se salva, pois está previsto que as transmissões dela também sejam “protegidas” contra certos tipos de cópias. [TorrentFreak / Ilustração: tom-b]