A AppStore, apesar do estabelecido sucesso e da imensa penetração de mercado, sofre muito com a pirataria – desenvolvedores que mantém registros de usuários online usando seus apps comentam que pra cada 10 usuários conectados aos seus servidores, houve 2 vendas. A dificuldade de piratear aplicativos e jogos no iPhone está no mesmo patamar daqueles brinquedos pra crianças de três anos, em que você precisa encaixar a formas geométricas nos buracos de formato correspondente. E não pense que a falta de escrúpulos é uma característica exclusiva do brasileiro, não – a pirataria na AppStore come solta ao redor do globo.

Além da pirataria, há um outro problema no horizonte que assustava desenvolvedores há algum tempo – a entitulada “corrida ao fundo do poço”. O ecossistema da AppStore condicionou o consumidor a esperar incontáveis apps de 99 centavos; na mente do usuário comum, este é o preço “padrão” da loja virtual.

O problema é que volta e meia desenvolvedores mais ambiciosos dedicam o tempo e o dinheiro pra produzir jogos que fogem do molde de simples minigames com tela de toque e se aproximam muito do padrão de um console portátil dedicado. E pra recompensar o esforço, a base do preço precisa ser um pouco maior – 7, 8, 9 dólares. A quantia não pareceria absurda, não fosse a impressão do usuário comum da AppStore que 99 centavos é o valor “certo” de um jogo.

O modelo, diziam os especialistas da área, parecia inviável. Ao passo de que jogos de produção mais onerosa eram lançados e fracassavam nas vendas (ou se submetiam a descontos bastante significantes apenas pra tentar recuperar o gasto de desenvolvimento), o incentivo pra esse tipo de produção despencava. E a lista dos jogos mais vendidos seria dominada por clones de bejeweled, paciência e joguinhos de sons de peido, tudo por 99 centavos – aniquilando o crescente potencial da plataforma pra jogos “de verdade”.

Entra a ngmoco:), uma empresa de desenvolvimento de jogos pra iPhone e iPod touch iniciada por um ex-executivos da Electronic Arts e da Sega. A gamehouse introduziu o modelo “freemium“, que significa “grátis pra jogar, com uma lojinha onde você pode comprar itens por dinheiro de verdade”. O primeiro jogo a trazer esse modelo foi Eliminate Pro, um jogo de tiro em primeira pessoa.

O jogo te dá um número pre-determinado de “células energia”. Ao jogar, você as gasta. Quando as células acabam, você precisa esperar que elas recarreguem pra poder jogar de novo. Se você quiser continuar jogando, basta comprar células na lojinha do jogo. Se você quiser jogar sem gastar nenhum centavo, você pode, mas o tempo de sua jogatina será limitado.

Na teoria parecia válido, mas logo ficou claro que o esquema não funciona num contexto de competição – os jogadores que não estivessem dispostos a gastar dinheiro não estariam presentes o bastante pra dominar o jogo; aqueles que gastaram mais teriam mais experiência e portanto familiaridade com Eliminate Pro. E isso, por sua vez, desencoraja novos jogadores.

A própria ngmoco:) admitiu que o modelo não funcionou conforme o esperado em Eliminate. Meses mais tarde, a empresa aposta novamente no modelo freemium, dessa vez com WeRule. O jogo é uma espécie de Colheita Feliz pro iPhone – um simulador de cidade em que você pode comprar “mojo” pra acelerar as construções e colheitas.

Em WeRule, os defensores argumentam, o modelo funciona melhor – como não há uma competição real, não há a necessidade de gastar dinheiro. Basta experimentar o jogo com a demora natural de qualquer jogo de simulação.

Entretanto, ainda há críticos. Muitos apontam que o jogo capitaliza em cima da impaciência humana – ao ver as cidades melhores desenvolvidas de seus amigos, até mesmo o jogador mais casual se sente tentado a acelerar suas construções, trazendo ao cenário do jogo uma competição indireta e forçando-o a gastar dinheiro. E pior do que gastar um valor pré-definido num jogo (seja 1 ou 10 dólares), não há um limite de quanto você acabará gastando em WeRule. No screenshot há uma opção de comprar 800 mojos por cinquenta dólares, um valor cinco vez maior do jogo mais caro da AppStore.

Por um lado o freemium permite ao jogador experimentar o jogo completo sem o pre-requisito de gastar dinheiro – o que inibe a pirataria (por que piratear um jogo gratuito? Os desenvolvedores não lucram com o download por si só, e sim com os jogadores que gastarão na lojinha). Por outro lado, há o perigoso potencial de acabar gastando uma quantia maior do que você esperava gastar. Eu mesmo meio que caí nessa armadilha, comprando dois frascos de 30 mojos por 10 dólares ao todo.

Seria um clássico exemplo do barato que sai caro, ou estamos vendo chifre em cabeça de cavalo?

A produtora de jogos Electronic Arts, que provavelmente você já ouviu falar por aí por conta de títulos como FIFA Soccer, Spore, The Sims, Need For Speed, Battlefield e Medal of Honor, entre outros, anunciou nesta segunda-feira a compra da Playfish, empresa de jogos sociais para o Facebook, iPhone e iGoogle pela bagatela de US$ 400 milhões.

De acordo com o site Sillicon Alley Insider a Playfish é a segunda maior produtora de jogos para a rede social de Mark Zuckerberg

Jogos socias: uma mina de ouro?

Jogos socias: uma mina de ouro?

e até o momento faturou US$ 75 milhões neste ano. Um dos segredos para seu sucesso é a venda de anúncios nos jogos e a possibilidade de permitir que os players gastem alguns trocos – em dinheiro de verdade – para aprimorar as capacidades de seus personagens em seus jogos, que incluem Country Story, Pet Society, e Restaurant City.

A oferta provavelmente deverá calar diversos críticos do segmento dos jogos sociais, que no passado chegaram a afirmar que esse é um negócio que oferece um produto que “ninguém quer comprar”. A Zynga, maior empresa do “segmento” e responsável pelo MafiaWars e Contry Ville espera arrecadar US$ 250 milhões só neste ano com seus títulos.

Nada mal, hein?

Segundo informações do site Arena Turbo, a Electronic Arts poderia fechar o escritório que mantém na capital paulista. As informações, no entanto, ainda são desencontradas. Primeiramente surgiram rumores na internet dizendo que a EA fecharia definitivamente o escritório no Brasil. Agora a informação mais forte é a que diz que a empresa irá “apenas” reduzir suas operações.

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A principal vantagem de ter uma representação em território nacional é que a EA não precisa importar os jogos, que são fabricados aqui mesmo. Com isso a empresa economiza dinheiro em taxas de importação e afins, o que nós sabemos que eleva bastante os preços dos produtos (a Apple que o diga…).

Pablo Miyazawa, colunista do Arena Turbo, informou que conversou com fontes ligadas à Electronic Arts tupiniquim. As informações levantadas por ele dão conta de que o setor que cuida de games para PCs seria um dos mais afetados. Já o departamento de marketing e a EA Mobile, que produz jogos para celulares, permaneceriam inalterados. [Arena Turbo]

Um ano depois de lançar Spore, game alardeado como um dos melhores da história (embora eu discorde disso), a Electronic Arts decidiu entrar na era dos Flash games, aqueles joguinhos gratuitos feitos em Flash que normalmente são bastante simples, mas que garantem bons minutos de diversão. É justamente com Spore que a companhia começou a produzir esse tipo de jogo.

Spore 2D: Tecnomon, o mostro do Tecnoblog.

Spore 2D: Tecnomon, o mostro do Tecnoblog.

O Spore Creature Creator 2D permite que o usuário crie um personagem para si, tirando proveito das variadas combinações de corpos, mãos, pés (ou seriam patas?), cabeças, armamentos etc. Assim que o animal começa a ganhar forma, as partes que forem escolhidas para ele começam a se mexer.

A interface lembra bastante a do Spore original, embora o jogo completo permita visualização 3D da criatura sendo criada. Também do Spore original, a versão em Flash permite acesso à Sporepedia, um catálogo de outros monstros que podem ser visualizados e também importados, para que depois o usuário faça as modificações que achar necessárias.

Quando cansar de brincar de Deus, o internauta terá a opção de salvar a imagem do monstro criado no computador ou enviar para os amigos em formato de cartão postal.

Um game bacana pelas combinações que permite na hora de fazer o monstrengo, mas poderá cansar o jogador mais rápido do que a EA gostaria.

"The Sims 3 World Adventures": lançamento de 16 de novembro.

"The Sims 3 World Adventures": lançamento de 16 de novembro.

Não só à França, mas também à China e ao Egito. A Electronic Arts anunciou hoje o primeiro pacote de expansão de The Sims 3, chamado de “The Sims 3 World Adventures” (“The Sims 3 Volta ao Mundo”). As vendas do game estão previstas para novembro desse ano tanto para Mac OS quanto Windows.

“Nós estamos maravilhados com o sucesso global de ‘The Sims 3’ ao longo dos últimos meses e planejamos expandir a experiência de jogo com um dos mais robustos pacotes de expansão” – Disse Scott Evans, gerente geral de The Sims na EA Games.

A primeira expansão de The Sims 3 permitirá que os personagens viagens a locais como França, China e Egito em busca de tesouros secretos e desenvolvimento de novas habilidades. O pacote também prevê o aparecimento de novas oportunidades.

Segundo a EA Games, cada jogador que comprar o pacote de expansão também receberá mil SimPoints, que servem para adquirir conteúdos exclusivos a partir do site oficial do jogo. [CNET/PC World]

Com o novo poderio gráfico da atual geração dos iPhones, cada vez mais franquias de peso do mundo gamer chegam aos aparelhos da Apple. Entre as produtoras que já disponibilizam seus jogos para a plataforma está a EA Games, que deixou “escapar” seus dois próximos jogos para o celular.

Página de Spore na App Store

Na descrição do jogo “Spore Origins” na App Store, é possível ver além de uma lista com outros nomes de peso já disponíveis no site, duas mensagens que se alternam “COMING SOON: Madden NFL 10 by EA Sports” e “COMING SOON: FIFA 10 by EA Sports”, jogos que não haviam sido anunciados para a plataforma e não possuem nenhuma informação sobre seu lançamento em seus sites oficiais.

Não é de hoje que a Eletronic Arts investe com força total em todas as suas áreas de atuação, fato esse não muito bem visto por alguns de seus fãs, que questionam a qualidade do lançamento de suas franquias onde o próprio formato da plataforma dificulta a qualidade do produto, ou até mesmo seus lançamentos simultâneos como aconteceu recentemente com a franquia Need For Speed.

FIFA 10 é a mais nova versão da série de jogos de futebol que concorre diretamente com o famoso em terras brasileiras “Winning Eleven”, enquanto que “Madden NFL” é o primo de FIFA 10 voltado para o futebol americano. Ambos terão suas versões 2010 lançadas em breve para várias plataformas. [Pocket Gamer]