Conhecido repositório online de programas de código aberto, o SourceForge começou a barrar uploads e downloads originados da Coréia do Norte, Cuba, Irã, Sudão ou Síria alegando que oferecer ou receber softwares de residentes destes países pode ser caracterizado como uma quebra de seus termos de serviço.

Em seu regulamento interno o site especifica que “usuários que vivem em países que passam por sanções ou bloqueios impostos pelo governo dos EUA não podem enviar ou receber qualquer tipo de material disponível no SourceForge”, citando uma lei feita especificadamente para exportação de materiais entre países. Antes de criticar a página por conta deste parágrafo, bom lembrar que a lei norte-americana proíbe que qualquer pessoa ou empresa tenha qualquer tipo de relação comercial com habitantes de terras potencialmente “hostis”.

Em um post feito em seu blog oficial, a equipe responsável pela administração do SourceForge afirma que apenas “está cumprindo a lei”, justificativa que não foi suficiente para evitar a fúria de alguns puristas do software livre. Diversos desenvolvedores e usuários afirmam que a decisão foi “absurda e arbitrária”, enquanto outros, como um usuário identificado como “idan” lembra que “a decisão está correta. A lei é que é idiota”. [Register]

Computadores: ataque oriental?

A falta de capacidade das empresas norte-americanas em produzir computadores de baixo custo fará com que elas sejam extintas em 20 anos, afirmou Stan Shih, fundador da taiwanesa Acer, a rede de notícias AFP.

De acordo com o executivo, uma tendência por máquinas mais baratas surgiu nos últimos anos, mas “as marcas dos EUA simplesmente não sabem como colocar esse tipo de produto no mercado. Os computadores made in USA deverão desaparecer em 20 anos, assim como aconteceu com suas marcas que produziam televisores”, talvez citando as falecidas (ou quase) GE ou Emerson, por exemplo.

De fato, nos EUA fabricantes como a Apple, HP e até mesmo Dell têm preferido mirar em nichos considerados “Premium”, deixando o mercado de máquinas mais e conta nas mãos de concorrentes orientais.

Esse fato, somado à última crise mundial, fizeram com que no ano passado a Acer superasse a Dell no posto de segunda maior produtora de computadores do mundo, e, animado, Shih promete que sua empresa ultrapassará a HP – tradicional líder deste ranking – já em 2011. [Foto]

Ronald flagrado no Wi-Fi grátis. Que alegria!

O McDonald’s planeja oferecer Wi-Fi gratuito na maioria de suas unidades nos Estados Unidos, começando em 15 de janeiro. Infelizmente, nenhuma novidade quanto a Wi-Fi nas unidades brasileiras da rede.

A cadeia de fast-food já tinha prometido que ofereceria Wi-Fi gratuito em 2010, mas não havia precisado a data.

Essa semana uma porta-voz do McDonald’s informou à Reuters que a internet sem-fio gratuita estará disponível em cerca de 11.500 das 14.000 lanchonetes da rede nos Estados Unidos. Lá, atualmente, a empresa oferece Wi-Fi pelo custo de US$ 2,95 (R$ 5,15) pelo período de duas horas.

Enquanto isso, aqui no Brasil, diversas unidades oferecem Wi-Fi gratuito por um período limitado (normalmente uma hora), além de contar com pontos de acesso da Vex.

O Google iniciou uma crise política entre EUA e China na noite da última terça-feira depois que anunciar em seu blog oficial que está cogitando a abandonar suas operações no país oriental por conta de possíveis ataques cibernéticos “sofisticados e coordenados” feitos contra contas do Gmail de ativistas dos direitos humanos no país.

Sem mencionar o governo local, a gigante da web afirma que iniciou suas investigações em dezembro, depois que duas contas tiveram seus dados acessados por um “grupo hacker chinês”, e identificou que “dezenas” de outros defensores dos direitos humanos na China, EUA e Europa estavam tendo seus dados monitorados por terceiros: “essas contas não estavam sendo acessadas por brechas de segurança, mas sim por causa de malwares instalados nas máquinas dos usuários”, completa o texto.

“Esses ataques, combinados com as tentativas ao longo do ano passado em limitar a liberdade de expressão na web, nos levam a concluir que devemos refletir a respeito da viabilidade de nossas operações e negócios na China. Decidimos que não estamos mais dispostos a continuar a censurar nossos resultados no Google.cn e assim, ao longo das próximas semanas, discutiremos com o governo local quais são as possibilidades de oferecermos resultados não-filtrados e dentro da lei. Nós reconhecemos que isso potencialmente pode significar o final das operações do Google.cn e de nossos escritórios no país”, afirma o post, escrito por David Drummond, chefe jurídico da gigante da web.

Diante da tradicional intransigência do governo em relação ao assunto, analistas políticos apontam que a saída do Google do mercado local seja “iminente”, o que fez suas ações caírem 2% no mercado internacional.

Em atividade no país desde 2006, por muitas vezes o Google foi criticado por defensores da liberdade na web por sua convivência pacífica com a censura imposta a qualquer conteúdo potencialmente negativo ao governo local, em que qualquer resultado indexado por sites de buscas precisa ser aprovado pelo Departamento de Informação e Propaganda antes de ser disponibilizado ao público.

A agência de notícias Reuters reporta que logo depois do comunicado o Google.cn começou a exibir resultados anteriormente bloqueados, como, por exemplo, as fotos do massacre na Praça da Paz Celestial em 1989. De Honolulu, Hillary Clinton, secretária de Estado do governo norte-americano afirmou que o caso “levanta preocupação e perguntas” e diz esperar que líderes do governo chinês se pronunciem sobre o caso.

Reação chinesa

A rede de notícias BBC diz que em seu blog oficial o chefe de desenvolvimento do Baidu, sistema que atualmente detém cerca de 60% das buscas chinesas (e que chegou a ficar fora do ar por algumas horas no começo dessa semana por conta de um ataque) afirma que a decisão do Google foi estimulada sobretudo por seu fracasso em dominar o mercado no país: “O que o Google diz me deixa doente. Se eles querem desistir por interesses econômicos, então que o digam”, escreveu.

Com 340 milhões de navegantes, o mercado de buscas na China movimentou US$ 1 bilhão (R$ 1,75 bilhões) em 2009, sendo que deste montante US$ 600 milhões (R$ 1 bilhão) foram diretamente para os bolsos da companhia norte-americana, que tem apenas 31% do mercado por lá.

Ceci n´est une dè (ou: Isso não é um dado)

Ceci n´est une dè (ou: Isso não é um dado)

Um estudo feito pelos pesquisadores Roger E. Bohn e James E. Short, da Universidade da Califórnia indica que cada norte-americano consome cerca de 34 GB de dados diariamente, entre navegação pela internet, TV, rádio, jogos, jornais ou livros, num total de 20 fontes de informação.

Para realizar os estudos os pesquisadores converteram medidas que normalmente passam longe do mundo digital – como páginas de jornais, por exemplo – em bytes, que logo viraram megas e gigabytes.

De acordo com as informações, em 2008 os súditos de vossa majestade Barack Obama consumiram 1,3 trilhões de horas de informações, o que na média dá cerca de 12 horas por dia para cada um. Segundo os dados, apesar do consumo de informações em horas ter aumentado apenas 2,6% em relação a 1980, o consumo de dados – vídeos ou imagens, por exemplo – vem subindo em média 5,4% desde então.

Ainda que meio esquecida por professores e palestrantes espertalhões de um tempo pra cá, a velha e boa televisão ainda é responsável por 60% do tempo gasto com informação nos EUA – e de quebra as imagens em alta definição ajudam a aumentar a conta dos gigabytes diários.

De qualquer maneira, os estudiosos apontam que os computadores “têm maiores efeitos quanto a alguns aspectos da informação e consumo, já que graças a eles pelo menos um terço das palavras e metade dos dados consumidos diariamente são interativos”.

Family Pack: acabou

Acabou a festa, pessoal.

Lembra do Famlily Pack, aquele pacote com três licenças do Windows 7 que por algum motivo a Microsoft resolveu não vender no Brasil? Lembra? Então aparentemente você ficará apenas na lembrança.

No lugar de expandir sua comercialização para o lado de cá da linha do equador, a empresa de Steve Ballmer estranhamente deixou de oferecer a opção nos EUA no último final de semana, quando o programa foi ceifado da versão norte-americana da Microsoft Store – loja online em que a empresa comercializa seus produtos – e sua página passou a ostentar um aviso que afirma que a versão “foi encerrada”. Já em outros mercados, como o do Reino Unido, por exemplo, o pacote ainda é anunciado com certo alarde.

Atendendo pelo nome completo de Windows 7 Home Premium Family Pack (ufa!) a versão permitia que uma mesma licença do programa fosse instalada em até três computadores diferentes dentro de uma rede doméstica por apenas US$ 149,99, (R$ 260) enquanto o modelo comum sai por US$ 119,99 (R$200) e só pode ser colocado (legalmente) em um computador. Por esse motivo, o pacotão famíliar se tornou a terceira versão mais vendida do programa, atrás apenas dos upgrades do Home Premium e do Professional.

Na ocasião do lançamento do novo sistema operacional no Brasil a Microsoft alegou “razões comerciais” para não oferecer a opção com três licenças por aqui, mas não negou a possibilidade de um dia, no futuro, poder pensar no assunto. Agora o papo morreu de vez.

O YouTube lançou nesta terça-feira o Direct, um novo recurso que permite que usuários subam seus vídeos diretamente em sites de notícias que costumam usar material colaborativo.

Inicialmente disponível para as páginas da NPR (National Public Radio), Politico, San Francisco Chronicle e Huffington Post, a ferramenta se apresenta como um botão que permite que o navegante faça o upload de um vídeo diretamente da página que está visitando, evitando que ele “desapareça” no meio de milhões de outros que são postados diariamente.

Do outro lado as postagens aparecem como uma lista para o responsável pelo site, que pode aprová-las ou reprová-las para exibição de acordo com sua linha editorial.

Para o YouTube o novo recurso promete dar mais um impulso ao jornalismo feito pelo usuário, que ganhou espaço de um tempo para cá com a eleição de Barack Obama ou os protestos feitos no Irã. O maior concorrente do Direct é o iReport, da CNN, que também permite que os usuários enviem diretamente suas produções para a rede de notícias.

A API do YouTube Direct pode ser encontrada neste link e seu vídeo de apresentação pode ser visto logo abaixo.

logo_myspaceTrês meses depois de adquirir o serviço de música online iLike, o Myspace, rede social com dezenas de usuários em todo mundo </ironia> está acertando os últimos detalhes para finalizar a compra do iMeem, outro serviço que permite que seus usuários ouçam canções gratuitamente pela internet, afirma o site TechCrunch.

Os valores da negociação ainda não são conhecidos mas dados levantados pelo site afirmam que o iMeem recebeu US$ 25 milhões de investidores dos últimos três anos, que agora eles esperam um retorno “substancioso”.

Se do lado empresarial tudo parece ir bem, para os internautas a situação muda um pouco de figura. O iMeem era um dos últimos grandes serviços online que permitiam ouvir música de graça, assim como o Myspace Music, que na semana passada anunciou que “em breve” deverá começar a cobrar mensalidade. Outros serviços famosos da internet, como o Last.fm, cobram mensalidades desde o começo do ano.

Fundado em 2003, o Myspace foi a última grande moda entre as redes sociais até o boom do Facebook, e em seus últimos dias de glória encontrou espaço como ferramenta de divulgação para artistas. Em 2005 foi adquirido pela News Corporation, conglomerado de comunicação que entre outras empresas comanda a Fox. Aberto no mesmo ano, por Dalton Caldwell, o iMeem começou como mais um serviço de troca de mensagens instantâneas que não deu certo, e seu formato atual foi adotado em 2006 depois que a empresa foi “re-inventada”.

Por favor, não escrevam os nomes de

Por favor, não escrevam os nomes de Wolfgang Werle e Manfred Lauber.

Em 1990 o ator alemão Walter Sedlmayr foi encontrado morto em seu apartamento em Munique. De acordo com a polícia local ele foi amarrado, esfaqueado no abdôme e espancado na cabeça com um martelo por Wolfgang Werle e Manfred Lauber, seus ex-sócios que, depois de passarem por uma longa estada na prisão, foram soltos em liberdade condicional em 2007 e 2008, respectivamente.

Como uma lei alemã da década de 70 prevê que os nomes de condenados pela justiça sejam protegidos depois que seu débito com a sociedade tenha sido pago, os nomes dos dois assassinos foram removidos do verbete da Wikipedia germânica a respeito do assunto. Fim da história?

Não, claro.

O caso, que tinha de tudo para ser esquecido voltou à tona depois que a dupla resolveu novamente juntar suas forças e processar a organização que controla a Wikipedia em todo mundo para que seus nomes sejam removidos dos artigos a respeito do acontecido em todos seus idiomas.

Em sua defesa, Alexander H. Stopp (que nome conveniente),  advogado de Werle e Lauber, chega a citar George Orwell, o autor do livro 1984, afirmando que “quem controla o passado também controla o futuro” e por isso pede que os nomes de seus clientes sejam retirados do site sob pena do site colaborativo ter que pagar uma multa diária equivalente a R$ 13 mil.

Já os advogados da enciclopédia livre são mais pragmáticos e lembram ao jornal New York Times que o texto do tópico “é protegido pela primeira emenda”, que entre outras coisas proíbe limites à liberdade de expressão.

Um dos questionamentos levantados pela Wikipedia é que o resultado de uma corte alemã não tem qualquer relevância para a organização, que “não opera ou tem bens no país”, desculpa muito parecida com a usada pelo Google na época que o Orkut provocava seus primeiros imblógios judiciais.

Agora só resta saber o que Stopp vai fazer quanto à publicidade negativa que seus clientes tiveram com essa história toda.

Pai do Justin: figuraça

Pai do Justin: figuraça

Há pouco mais de três meses o norte-americano Justin Halpern, de 29 anos, criou o perfil @shitmydadsays no Twitter para postar as bizarras frases que hora ou outra seu pai de 73 anos soltava por acidente, como “O Tenesse é legal. A primeira vez que eu vomitei foi lá, acho” ou “A pior coisa que você pode ser é um mentiroso. Ok, a pior coisa é ser um nazista, depois um mentiroso. Nazista 1, mentiroso 2”, e não demorou para que ele se tornasse tremendamente popular, reunindo mais de 700 mil seguidores, apesar dos mirrados 72 tweets feitos até agora.

O resultado é que Halpern conseguiu um acordo para escrever um contrato para levar seus tweets para a televisão pela rede de TV CBS, que atualmente exibe a série que é a toda-queridinha dos geeks de todo mundo, a genial Big Bang Theory (e, vá lá, CSI). O rapaz também será um dos responsáveis pelos roteiros do show, que será produzido por David Kohan e Max Mutchnick, que já fizeram a série Will & Grace, sucesso absoluto nas reprises da TV fechada.

O programa ainda não tem data para chegar à telinha, e certamente a palavra shit deverá ser substituída por outra coisa até lá. [Hollywood Reporter]