Publicado dia 16/03/10 às 15h17 por Juarez Lencioni Maccarini
O FBI e outras agências federais americanas estão se infiltrando nas redes sociais com perfis falsos que visam juntar informações sobre suspeitos, simplesmente observando-os ou até mesmo se aproximando dos mesmos como “amigos” virtuais em buscas de informações que colaborem com as investigações.
Os agentes do FBI, por exemplo têm usado o Facebook pra determinar o paradeiro de fugitivos, ou checar alibis comparando as histórias que os suspeitos contam para as autoridades com o que eles escreveram no Twitter no período relatado.
O documento entitulado “Obtaining and Using Evidence from Social Networking Sites” (“Obtendo e utilizando evidências a partir de sites de redes sociais” em tradução livre) foi obtido pela Eletronic Frontier Foundation, um grupo de proteção aos direitos civis no mundo digital, como resultado do processo da fundação contra o Departamento de Justiça americano.
“O conhecimento é poder(…), pesquise todas as testemunhas em sites de redes sociais,” diz um trecho do documento.
Uma curiosidade: o documento lista as redes sociais mais populares em cada região, o que inclui a América Latina, onde os agentes são aconselhados a buscar informações (adivinhem…) no Orkut, claro. Outro trecho curioso é onde Ashton Kutcher é citado no tópico que discute o Twitter e o Facebook como mídia comparável aos jornais e TV. Para ler o documento na íntegra visite a cópia em PDF hospedada pela Eletronic Frontier Foundation em seu site.
Publicado dia 16/03/10 às 15h00 por João Brunelli Moreno
Um projeto de lei que combate a troca ilegal de arquivos na internet foi aprovado essa semana na Câmara dos Lordes britânica, casa mais alta do parlamento das terras de vossa majestade.
Atendendo pelo nome de Lei da Economia Digital, o artigo foi criado por Peter Mandelson, Secretário de Negócios do governo, e foi recebida de braços abertos pela indústria fonográfica local, que não escondeu sua satisfação com os capítulos que preveem que os usuários que forem pegos fazendo download ou upload de material protegido por direitos autorais podem ser processados e ter seu acessocortado por período indeterminado à web.
Além disso, o projeto conta com mecanismos legais que agilizam o bloqueio de sites que oferecem material pirata para download, apesar dos alertas do Google, British Telecom e Facebook de que seria mais efetivo aplicar multas contra essas páginas no lugar de apenas restringir seu acesso.
Como era de se esperar, a decisão vem provocando polêmica. Os críticos apontam que a lei pode fazer com que sites participativos, como o YouTube, possam ser bloqueados por conta de material postado por seus usuários, além de apontar que o texto é incompatível com a Diretriz de Padrões Técnicos para a internet em vigor na União Europeia.
À rede de notícias BBC, James Killock, diretor executivo do Open Rights Group afirma que os representantes do governo estão aprovando “uma lei draconiana sem qualquer debate democrático”. Já a BPI, organização que representa as gravadoras do país afirma que “a aprovação da lei é um passo fundamental para a sobrevivência do setor criativo”
A Lei da Economia Digital ainda precisa ser aprovada na Câmara dos Comuns e pelo primeiro ministro Gordon Brown para entrar em vigor.
Publicado dia 10/03/10 às 16h39 por João Brunelli Moreno

Carmem Sandiego: ela não usa serviços de geolocalização
A partir do mês que vem os usuários do Facebook poderão fazer um novo tipo de atualização de status em seus perfis: além das clássicas notas com pensamentos, notícias, links e o inevitável Farmville (eca), poderão exibir sua localização geográfica em tempo real para seus contatos, a partir de uma app própria.
Segundo informações levantadas pelo jornal New York Times, o novo recurso está em fase final de desenvolvimento e deverá ser apresentado oficialmente nas últimas semans de abril durante a F8, conferência anual de desenvolvedores da rede social de Mark Zuckerberg.
A novidade mira no sucesso do FourSquare, serviço de geolocalização fundado há um ano pelos desenvolvedores Dennis Crowley e Naveen Selvadurai que tem se tornado muito popular entre os proprietários de smartphones. Como curiosidade, Crowley foi um dos responsáveis pelo site Dodgeball, que foi comprado em 2005 pelo Google e que hoje em dia é mais conhecido como Google Latitude.
Publicado dia 02/03/10 às 00h25 por Juarez Lencioni Maccarini
A partir deste dia 1 de março às 15h (horário de Brasília) o Facebook passou a não mais permitir que aplicativos da rede social enviassem notificações a seus usuários como elas costumavam fazer.
Para quem não agüentava mais ser bombardeado por notificações de aplicativos, essa é uma ótima notícia. A empresa explicou em seu blog para desenvolvedores que as alterações tem por objetivo tornar as interações com aplicativos mais diretas, claras e com menos spam.
No lugar das notificações universais, os desenvolvedores terão três alternativas para se comunicar com os usuários de seus aplicativos: contadores, avisos no dashboard e comunicações por e-mail (somente se os usuários as autorizarem).
Publicado dia 25/02/10 às 07h25 por Rafael Silva
Há algumas semanas, o Google anunciava que atualizações do Twitter passariam a ser integradas nas páginas de resultados de busca, para que seus usuários tivessem a opção de ver informações em tempo real sobre o termo pesquisado. Hoje a gigante de busca anunciou a integração a outras cinco redes sociais, o que deve aumentar ainda mais o fluxo de dados disponíveis para o usuário do buscador.
As redes Facebook, MySpace, FriendFeed, Jaiku e Identi.ca passam a fazer parte da parceria de busca com o Google. Algumas delas, no entanto, só enviarão dados de partes públicas do site, como Pages do Facebook e contas não-protegidas do Jaiku. Além disso, o Google anunciou que integrará os dados recebidos em novas ferramentas que ainda estão sendo trabalhadas. Mas a primeira delas já está disponível para o público e se chama Hot Topics, uma versão do Trending Topics do Twitter disponível no Google Trends e que usa dados de várias redes sociais ao mesmo tempo para criar seu ranking.
Por enquanto, apenas atualizações publicadas em inglês nessas redes sociais serão integradas aos resultados, mas as novas funções futuras estarão disponíveis mundialmente. O Google não divulgou se há planos para trabalhar com outras línguas.
Publicado dia 19/02/10 às 19h19 por João Brunelli Moreno
No final do último mês de janeiro o Facebook anunciou a construção de um datacenter “verde” em Prineville, localizada no estado norte-americano de Oregon, com previsão de começar a funcionar “no começo de 2011”. Entre seus diferenciais que supostamente o fariam amigo das árvores, das águas e dos animais estariam seus servidores de baixo consumo, sistema de refrigeração ecológico e um sistema de recuperação de calor e uma tal “fonte de energia limpa”, que entre outras tecnologias fizeram a rede social receber uma série de congratulações da imprensa e de navegantes preocupados com questões ambientais.
A festa desandou demais que se descobriu que a tal eletricidade supostamente verde que movimentaria o site de relacionamentos viria da companhia PacificPower, que apesar de contar com uma usina hidroelétrica no estado do Idaho gera a maior parte de sua energia em usinas que queimam carvão mineral – combustível apontado como um dos grandes vilões do meio ambiente. E, claro, não demorou para que a descoberta gerasse alguns protestos pela rede.
“Google e Microsoft têm centro de dados na mesma região, mas utilizam eletricidade de usinas hidroelétricas, enquanto o Facebook preferiu utilizar uma solução poluidora”, afirma a petição “Impeça o Facebook de usar carvão mineral” postada no site Change.org. Essa é a primeira vez que uma empresa de tecnologia é publicamente criticada pela fonte de eletricidade escolhida.
Em reposta às críticas, um representante do Facebook afirmou ao site DataCenterKnowledge que “a maior parte da eletricidade usada nos EUA vem de diversas fontes, e que até seu lançamento o novo datacenter poderá ser considerado o mais eficiente do mundo”.
Então o jeito é esperar pra ver. [Greenercomputing]
Publicado dia 19/02/10 às 18h11 por Juarez Lencioni Maccarini
Em face a toda a polêmica gerada pelo site PleaseRobMe em relação ao risco de publicar na internet sua localização através de redes sociais, a Foursquare, principal alvo das críticas, responde: “Nós levamos sua privacidade muito a sério”.
A rede social baseada em registrar online sua localização no mundo tangível para ganhar pontos respondeu às criticas através de seu blog. Lá ela se defendeu dizendo que sempre que um usuário espontânea e ativamente se registra em um local o site pergunta se ele quer compartilhar sua localização com os “amigos”, se quer publicá-la no Twitter e se quer publicá-la no Facebook. Em outras palavras, quem decide publicar sua localização para o mundo ver é o usuário.
A empresa reconhece que muitos usuários compartilham sua localização no Twitter e/ou Facebook, afinal, quanto mais pessoas souberem onde você está, mais chances se tem de encontrar alguém. “Mas é interessante ver as pessoas falando sobre as potenciais desvantagens”, diz a empresa no blog.
Além disso, a Foursquare ressalta que eles não apenas não são culpados pela indiscrição das pessoas quanto a sua localização como também são apenas um dos meios utilizados para publicar tal informação. “Simplesmente tente procurar pelas palavras ‘indo para’ no Twitter e você começará a ver uma parte de todas as informações de localização que muitos de nós colocamos na internet, talvez até mesmo sem pensar a respeito”.
A empresa termina dizendo entende que a localização é uma informação sensível e que faz tudo que pode para se assegurar de que seus usuários saibam com quais pessoas e redes sociais estão compartilhando essa localização.
Publicado dia 18/02/10 às 16h43 por João Brunelli Moreno

Zero: menos recursos, menos calorias
Seguindo uma lógica inaugurada há uns anos por algumas marcas famosas de refrigerante, o Facebook está preparando uma versão ainda mais leve que sua atual Lite, a Zero.
Desenvolvida especificadamente para usuários de smartphones que têm planos de dados limitados ou que estão em áreas com baixa conectividade, a versão abre mão de imagens e de outros recursos sofisticados em nome da simplicidade, economizando valiosos kbytes de transmissão de dados e proporcionando menores dores de cabeça na hora de verificar as atualizações de seus contatos.
Já a Lite, apesar de ser mais leve que sua versão original, foi desenvolvida para computadores, e não pode ser considerada exatamente “econômica” se acessada a partir de um smartphone. Assim, o Facebook passa a contar com sua página padrão, a Lite, a Mobile e a Zero, além de apps específicas para iPhone e Android.
A rede social afirma que de seus 100 milhões de seus impressionantes 400 milhões de usuários costumam acessar suas páginas a partir de dispositivos móveis pelo menos uma vez por mês.
Aos que quiserem fazer um test-drive, seu endereço é zero.facebook.com. [BBC]
Publicado dia 05/02/10 às 13h41 por João Brunelli Moreno
Mais uma vez, a página inicial da rede social Facebook passou por uma remodelação – a quarta em pouco mais de um ano. Dessa vez, as mudanças foram um pouco mais discretas que o habitual e se limitam a deixar seu design mais limpo, escondendo alguns menus de seus menus dentro de ícones.
Não raro, as constantes alterações da página inicial do site de relacionamentos provocam protestos de seus usuários, o que no ano passado fez até mesmo seu criador, Mark Zuckerberg, dar uma alfinetada nos críticos ao entrar no grupo “Eu automaticamente odiei a nova página inicial do Facebook”, que desfazia qualquer impressão de autocrítica numa rápida lida em sua descrição: “eu odeio mudanças e qualquer coisa associada a ela; quero que tudo permaneça rigorosamente parado durante toda minha vida; eu não sei o que eu quero de coisas que não posso controlar; e por lógica e dedução, eu automaticamente me oponho a qualquer mudança na página inicial do Facebook”. Ouch.
Maiores detalhes sobre a novidade podem ser vistos numa página de apresentação na rede social.
Publicado dia 20/01/10 às 18h36 por João Brunelli Moreno
A Zynga, empresa web que tem feito fama e fortuna transformando pacatos usuários do Facebook em agricultores ou mafiosos anunciou nesta quarta-feira que conseguiu levantar US$ 1,5 milhões em cinco dias para serem doados às vitimas do terremoto no Haiti.
A startup afirma que jogadores de 47 países entraram nas lojas dos games FarmVille, FishVille, Mafia Wars e Zynga Poker, que normalmente negociam atualizações e outras frivolidades, e compraram bônus especiais destinados a ajudar às vitimas do acidente natural. A quantia será encaminhada para o Programa de Combate à Fome das Nações Unidas.
As ajudas ao país da América Central começaram menos de 24 horas depois do terremoto e a estimativa é que nas próximas semanas cerca de 2 milhões de refeições deverão ser distribuídas diariamente no país.
Fundada em 2007, a Zynga é uma produtora especializada em jogos para redes sociais como o Facebook e o MySpace, que atualmente contam com cerca de 230 milhões de usuários ativos em todo mundo. Estima-se que a empresa tenha faturado US$ 200 milhões em 2009. [Business Insider]