Crédito da imagem: Kotaku

A Sony às vezes parece o equivalente “videogueimico” do Michael Scott, personagem fictício da série The Office - assim que eles começam a se dar bem, alguma coisa dá errado e causa dano considerável nos esforços deles.

Um exemplo recente disso é o PSP Go!, que trazia duas coisas que os donos dos portáteis predecessores queriam há muito tempo – armazenamento embutido, e títulos disponíveis por distribuição digital. Se a expectativa dos geeks é um bom medidor de sucesso, o PSP Go! deveria ter vendido mais que pilhas num convento.

Entretanto, preços altos (tanto do console quanto dos jogos) e a falta da habilidade de baixar gratuitamente os jogos que você já comprou tornaram o novo portátil extremamente intragável. E o resultado é que o PSP Go! não passou de uma tentativa fracassada de relançar o console.

Volte a fita pra semana passada, dia 28 de fevereiro. Vi no twitter um colega reclamando de problemas no seu PS3 – subitamente, nenhum jogo carregava mais, ele não conseguia logar na PSN, e seus jogos baixados exibiam uma mensagem enigmática que sugeria que o jogo não tinha autorização válida pra ser rodado.

Depois, um outro amigo manda uma mensagem similar, com uma informação nova – todos os seus Trophies, que são “prêmios” colecionados pelos gamers que atingem certos objetivos secundários no jogo, sumiram.

Logo em breve um terceiro gamer, menos controlado, veicula sua reclamação com auxílio do caps lock e e com todos os impropérios que ele conseguiu enfiar em 140 caracteres.

A notícia se espalhou feito piolho numa classe de primário. Cada dono de PS3 lia os tweets, ligava seu próprio PS3 pra verificar se este também foi afetado, e se juntava em seguida ao coro “meu PS3 morreu, o que está acontecendo?”

Parecia que estávamos presenciando algum tipo de evento global. Finalmente, a Sony se pronuncia no seu twitter oficial:

We’re aware that many of you are having problems connecting to PSN, and yes, we’re looking into it. Stay tuned for updates.

A mensagem era acalentadora, mas confusa – o problema não era simplesmente conectar à PSN; consoles sem conexão a internet também foram afetados pelo problema. Vários jogos que sequer têm modo online também não rodavam mais.

De repente atentamos à coincidência da data fatídica – 28 de fevereiro. Programadores sabem que esta data é problemática, por causa dos anos bissextos que adicionam um dia ao calendário e costumam causar todo tipo de conflito em sistemas digitais.

Assim que começaram a sair notícias de que o PS3 havia resetado a própria data de volta a 1999, ficou evidente que estávamos lidando com um problema relacionado a datas conhecido como “leap year bug”, ou “bug do ano bissexto”. A boa notícia é que embora algumas consequências do bug às vezes sejam mais duradoras (alguns Trophies aparentemente se perderam pra sempre, por exemplo), ele vai embora por si só no dia seguinte.

A Sony não é a única a cometer esse descuido – no ano passado um problema similar paralisou Zunes por um dia -, mas isso levanta dúvidas sobre a competência do sistema online deles. Já sofri uma vez com o aparente despreparo da Sony a lidar com segurança de contas da PSN, e embora seja apressado condena-los inteiramente por causa desse bug, isso nos faz pensar – quando é que a Sony pisará na bola de novo, e quais serão as consequências da próxima vez.

No final do último mês de janeiro o Facebook anunciou a construção de um datacenter “verde” em Prineville, localizada no estado norte-americano de Oregon, com previsão de começar a funcionar “no começo de 2011”. Entre seus diferenciais que supostamente o fariam amigo das árvores, das águas e dos animais estariam seus servidores de baixo consumo, sistema de refrigeração ecológico e um sistema de recuperação de calor e uma tal “fonte de energia limpa”, que entre outras tecnologias fizeram a rede social receber uma série de congratulações da imprensa e de navegantes preocupados com questões ambientais.

A festa desandou demais que se descobriu que a tal eletricidade supostamente verde que movimentaria o site de relacionamentos viria da companhia PacificPower, que apesar de contar com uma usina hidroelétrica no estado do Idaho gera a maior parte de sua energia em usinas que queimam carvão mineral – combustível apontado como um dos grandes vilões do meio ambiente. E, claro, não demorou para que a descoberta gerasse alguns protestos pela rede.

“Google e Microsoft têm centro de dados na mesma região, mas utilizam eletricidade de usinas hidroelétricas, enquanto o Facebook preferiu utilizar uma solução poluidora”, afirma a petição “Impeça o Facebook de usar carvão mineral” postada no site Change.org. Essa é a primeira vez que uma empresa de tecnologia é publicamente criticada pela fonte de eletricidade escolhida.

Em reposta às críticas, um representante do Facebook afirmou ao site DataCenterKnowledge que “a maior parte da eletricidade usada nos EUA vem de diversas fontes, e que até seu lançamento o novo datacenter poderá ser considerado o mais eficiente do mundo”.

Então o jeito é esperar pra ver. [Greenercomputing]

Todd Jackson, diretor de produto responsável pelo Google Buzz admitiu em entrevista à rede BBC que a implantação do novo sistema de conversação online não saiu exatamente da maneira que a gigante da web imaginava.

Logo que começou a ser ativado nas primeiras contas o serviço foi alvo de críticas por conta de seu sistema automático de adição de contatos, o que abriu a vida online de diversos usuários a stalkers e chatos em geral além de levantar questões relacionadas à invasão de privacidade. Já no dia 12 o Buzz passou por uma primeira atualização que aumentou um pouco o controle do usuário quanto a quem segue seu conteúdo, mas a medida foi considerada insuficiente por alguns críticos.

“Nós testamos internamente o Buzz por algum tempo, mas obviamente que o feedback de 20 mil funcionários seria diferente do enviado por todos os usuários do Gmail em todo o mundo”, afirmou o executivo.

Já a rede de notícias britânica tem outra explicação para as falhas iniciais: falta de testes. Segundo suas informações, o Buzz não chegou a ser testado no programa Trusted Tester, rede de amigos e familiares de funcionários do Google que têm acesso a novos serviços antes deles serem lançados.

Quanto às milhões de reclamações que o Buzz recebeu de usuários de todo o mundo, Jackson afirma que empresa está “tremendamente chateada” e “pede desculpas pelos transtornos”. “Estamos trabalhando duro para solucionar todos os problemas”, afirma.

As vendas do Nexus One estão bombando. No mau sentido.

De acordo com a empresa de pesquisa de mercado Flurry Analytics, o Google vendeu apenas 80 mil unidades do smartphone Nexus One em seu primeiro mês no mercado, desempenho nem um pouco animador quando comparado ao ritmo que seus principais concorrentes saíram das prateleiras quando chegaram às lojas.

Lançado em 2007, o iPhone vendeu 600 mil unidades em seu primeiro mês, enquanto o Motorola Droid – lançado no último mês de novembro e também equipado com o sistema operacional Android – teve 525 mil unidades vendidas em sua estreia.

Um dos principais motivos para tamanho fiasco seria o modelo de vendas adotado para o aparelho, que só está disponível para vendas em uma única página da web. Na ocasião de seu lançamento, Eric Schmidt, presidente do Google, afirmou que o Nexus One “mudaria a maneira que as pessoas comprariam seus telefones”.

Pelo visto, até o momento, ele estava errado.

O Nexus One deve chegar do Brasil no segundo semestre, mas nenhuma palavra ainda foi dita a respeito de como ele será comercializado. [Dow Jones]

Dois dos pioneiros nas pesquisas em torno do formato MP3 estão envolvidos na criação de um novo tipo de arquivo para músicas chamado de “MusicDNA”.

Apresentado nesta segunda-feira na Midem, conferência sa indústria da música que acontece em Cannes, na França, a nova tecnologia utiliza basicamente os mesmos algoritmos de compressão de áudio da atualidade junto de tabelas XML capazes de armazenarem até 32 GB de informações sobre a faixa, como letra, capa dos disco, artigos na Wikipedia, posts no Twitter e notícias que são atualizadas dinamicamente pela web toda vez que a faixa é acessada.

Desenvolvida pelo criador do formato MP3, o alemão Karlheinz Brandenburg, e pela empresa Bach, de propriedade de Dagfinn Bach, criador do primeiro aparelho capaz de tocar músicas digitais em 1993, a novidade chega para “tornar os downloads legais mais atrativos”. Stefan Kohlmeyer, CEO da companhia, afirmou à rede de notícias BBC que “Se as gravadoras se esforçarem para oferecer conteúdo exclusivo para o formato, certamente teremos um produto premium nas mãos”.

A novidade deve chegar ao mercado até o meio deste ano e por hora apenas duas empresas inglesas assinaram acordos com a MusicDNA, o selo Beggars Banquet e a gravadora Tommy Boy Records. A Bach afirma que caso um de seus arquivos caia em sites de compartilhamento, ele se “congela” e deixa de passar por atualizações.

Mas mesmo antes de fazer sua estréia o novo formato já tem dois grandes rivais.

Um deles é a Apple e seu iTunes LP, que pretende usar sua sólida plataforma de distribuição de conteúdo para fornecer material exclusivo, nos mesmos moldes do MusicDNA, sobre as faixas que vende por apenas US$ 1,29. Outro é a ganância de seus criadores. Logo em sua apresentação o presidente da companhia dá dicas de um inevitável fracasso ao dizer que os novos arquivos poderão ser “vendidos até pelo dobro do preço de um MP3 comum”.

Por hora a companhia não informou se o formato é compatível com os players da atualidade nem como o conteúdo exclusivo será acessado.

Pelo visto a Microsoft está com sua equipe de segurança fazendo hora-extra. Além da falha crítica do Internet Explorer recentemente corrigida, a empresa confirmou a existência de uma falha de segurança que há quase 17 anos deixa todas as versões de 32 bits do Windows vulneráveis (incluindo o Windows 7) e permitiria que seu PC fosse “sequestrado” por um hacker (ou cracker, se preferir) que se aproveitasse da brecha.

A vulnerabilidade encontra-se no subsistema Windows Virtual DOS Machine (VDM) e foi denunciada na terça-feira (19) por um engenheiro do Google, Tavis Ormandy, em uma lista de e-mails sobre segurança.

Falha de segurança está lá há 17 anos.

A brecha de segurança foi adicionada ao núcleo do Windows em julho de 1993, com o lançamento do Windows NT, e desde então continua lá. A VDM permite que o Windows de 32 bits execute software de DOS ou de Windows 16 bits. No alerta de segurança emitido, a Microsoft afirma que não está ciente de nenhum ataque que explore essa vulnerabilidade e sugere que, como um paliativo enquanto a falha não é corrigida, a VDM seja desabitada, o que impede a execução de aplicativos em 16 bits. Veja abaixo como fazer isso:

Desabilite o subsistema NTVDM
1. Clique em Iniciar, Executar, digite gpedit.msc na caixa Abrir e clique em OK.
Isso abre o console de Diretiva de Grupo.
1. Expanda a pasta Modelos Administrativos e clique em Componentes do Windows.
2. Clique na pasta Compatibilidade de aplicativos.
3. No painel de detalhes, clique duas vezes na configuração de diretiva Impedir acesso a aplicativos de 16 bits. Por padrão, ela é definida como Não Configurado.
4. Mude a configuração de diretiva para Ativado e, em seguida, clique em OK.
Impacto da solução alternativa: Os usuários não poderão executar aplicativos de 16 bits.

A falha de segurança é classificada pela Microsoft como “importante”, que é o segundo maior risco, depois da classificação “crítico”. “Para se explorar esta vulnerabilidade, um invasor […] precisaria já ter uma conta na máquina a ser invadida”, explicou Jerry Bryant, gerente de programas do Microsoft Security Response Center (MSRC).

Um feliz comprador da tábua de R$100 mil.

O Submarino, um dos mais populares sites de comércio eletrônico do Brasil, teve uma aparente Epic FAIL identificada nesta terça-feira (19). O site anunciou a venda de uma simples tábua de passar roupa pelo pequeno valor de R$ 99.999,99.

A tábua em questão não tem tela multitouch, não exibe imagens em HD, não navega na internet e nem lê livros eletrônicos: é apenas uma tábua de passar. Uma tábua de passar que custa R$ 100 mil. (Mas relaxe, você pode dividir em até 12 parcelas sem juros de R$ 8.333,33)

A tábua de passar, da marca Metalúrgica Mor, está disponível em duas opções de estampa: “flores amarelas e laranjas” e “flores amarela e azul(sic). Mas essa é a única diferença entre elas, o precinho camarada é o mesmo para ambas.

Quem estiver interessado, é melhor aproveitar: a qualquer momento o site pode tirar do ar essa oportunidade única. E se você pagar à vista no cartão de crédito, leva qualquer um dos dois modelos de tábua de passar com quatro regulagens de altura por apenas R$ 94.999,99. Não é sempre que se tem um desconto de R$ 5 mil como esse, não é verdade? Certamente, essa é uma pechincha que você não vai querer perder. ;)

Aviso: O texto acima está recheado de ironia e sarcasmo, mas os preços anunciados — ao menos no momento da redação desse texto — são reais. Confira abaixo as capturas de tela das “ofertas”.

Walman A845: tarde demais

A Sony apresentou na CES o mais novo representante de sua linha de tocadores Walkman, o modelo A845. Com 16 GB de capacidade, apenas 7 mm de espessura e 63 g de peso, o modelo tem tela OLED de 2.8 polegadas, bateria capaz de reproduzir até 29 horas de áudio ou 9 horas de vídeo com uma única carga e conta com um sistema capaz de anular até 98% do som ambiente, além de se conectar a televisores externos e reproduzir filmes em 720i.

O modelo certamente estaria fadado ao sucesso se não fosse por um pequeno detalhe no meio do caminho: os iPod. Apesar da própria Apple reconhecer que sua participação neste concorrido mercado sofreu uma sensível queda nos últimos anos, os números passaram de 92% registrados em 2004 para cerca de 74% em 2009, motivados mais pela popularização de celulares capazes de tocar músicas do que pelo surgimento de um rival de peso no segmento.

Ou seja, apesar de sem dúvida parecer um bom produto, há cinco anos o A845 seria um tremendo um sucesso. Em 2010 e sem maiores inovações, está destinado ao esquecimento.

Bom senso fail

Bom senso FAIL

Algumas pessoas, notadamente os norte-americanos, costumam encarar seus automóveis como extensões de sua sala de estar. Se já é uma irresponsabilidade comer, beber, falar no celular ou – pior – enviar mensagens de texto enquanto dirige, fica até difícil encontrar palavras para definir este produto: um apoio de notebook para… o volante de seu carro.

A imagem ao lado fala por si só.

Produzida por uma empresa chamada MobileOffice, o produto atende pelo originalíssimo nome de Go Office e pode ser instalado em qualquer automóvel que tenha um imbecil naquele espaço entre o painel e o banco do motorista. Por questões de segurança (e judiciais) a empresa avisa que ele “nunca deve ser usado enquanto se dirige”, mas o simples fato de uma pessoa a se dispor a comprar uma coisa dessas já é um forte indicativo que essa dica será sumariamente ignorada.

O produto pode ser encontrado na Amazon e seu preço é pouco superior ao número registrado no teste de QI de seus compradores: US$ 18,75, o que dá uns R$ 30.

Um dia depois de tirar seu MSN Juku do ar por acusações de plágio a Microsoft reconheceu que partes do código de seu site foram “emprestados” do obscuro Plurk, serviço de microblog sediado no Canadá que fez as acusações contra a ex-empresa de Bill Gates.

Lançado no último mês de novembro o Juku era um concorrente para o Twitter que por hora era disponível apenas sobre solo chinês. Segundo a MS, uma empresa terceirizada foi contratada para fazer o desenvolvimento do sistema, enquanto o Plurk afirma que “80% de seu código foi simplesmente roubado”.

Na ocasião do lançamento do serviço a startup canadense havia se declarado “chocada e ultrajada” com as excessivas semelhanças entre os dois sites, dizendo que a Microsoft chinesa havia “copiado descaradamente seu sistema”. “Num olhar mais cuidadoso nós descobrimos que muito de seu código-fonte e estrutura de dados eram cópias idênticas de nosso próprio código.”, completou a pequena empresa.

Num comunicado oficial reproduzido pela BBC britânica a Microsoft diz que está “obviamente muito decepcionada, mas assume a responsabilidade sobre essa situação”. “Nós somos uma companhia que respeita a propriedade intelectual e nunca foi nossa intenção possuir um site que não foi respeitoso com o trabalho de outros em nossa indústria”, diz o texto.

A dúvida é saber o quanto essas palavras de consolo renderão nos tribunais.