Pouco menos de um mês depois da apresentação de sua primeira versão de testes, os noruegueses da Opera Software anunciaram que o browser Opera 10.5 foi finalizado e lançado oficialmente para o Windows.

O novo programa chega para enfrentar o Internet Explorer 8, Mozilla Firefox 3.6 e Chrome 4.0 num mercado que anda especialmente competitivo de uns tempos para cá. Suas armas para finalmente conquistar o sucesso depois de 14 anos tentando são a grande integração visual com o Windows Vista e 7, o recurso Speed Dial, modo Turbo para conexões lentas, a app Unite, que permite transformar qualquer computador num servidor web, um gerenciador de downloads capaz de baixar torrents e um engine que faz sua empresa mãe o chamar de “o navegador mais rápido da Terra”.

O programa apresenta poucas diferenças em relação a suas versões de testes, mas é recomendável que os que estejam fazendo um test drive com os Beta e RC façam o upgrade imediatamente. O download tem 12.1 MB e pode ser feito na página da Opera Software. Por hora, não há sinais de verões para o Mac OSX e Linux no horizonte.

"Seja livre, mas escolha o meu"

A Fundação Mozilla iniciou uma campanha para conscientizar os navegantes menos antenados que existem outros programas para se acessar a web do que o todo poderoso Internet Explorer.

Chamada de Open to Choice, a iniciativa mira no provável aumento de demanda por novos navegadores que o final do suporte do IE6 pelos serviços do Google e que a tela de seleção de browsers que deve entrar no ar na Europa nos próximos dias devem gerar num futuro próximo.

Em uma carta aberta postada no site opentochoice.org, John Lilly, CEO da Mozilla afirma que “a escolha de um browser é muito importante porque esses programas têm uma importância crítica em nossas vidas modernas”, e completa, de maneira quase poética, que eles “são as lentes pelas quais vemos o mundo virtual e a mídia com que nos conectamos para aprender, compartilhar e colaborar”.

Como era de se esperar, na página inicial do site existem apenas referências do navegador da casa, o Firefox, mas eles garantem que informações sobre todos os pontos fortes e fracos dos programas da concorrência serão enviados “quando for a hora de mudar” aos e-mails dos interessados que cadastrarem seus endereços numa lista.

Agora só resta saber o que eles dirão a respeito do IE8, atualmente o browser mais usado do mundo, e do Google Chrome, que vem crescendo bastante de uns meses para cá.

Parece que a novela do Internet Explorer na Europa está chegando ao fim. A partir de primeiro de março, os usuários do Windows situados no continente poderão optar por instalar outro navegador logo que o browser da MS for iniciado. A tela de escolha já foi finalizada e passa por testes internos atualmente, mas também poderá ser testada a partir de 22/fevereiro.

Inicialmente a Microsoft propôs oferecer no mercado europeu uma versão do Windows sem o Internet Explorer (conhecido como Windows 7 E), mas a ideia depois foi descartada. Como segunda opção, a gigante de Redmond optou por uma tela de escolha na qual o dono do computador decidiria qual navegador seria o padrão do sistema operacional.

Algumas indas e vindas mais tarde, com direito à Fundação Mozilla reclamando do posicionamento dos ícones de navegadores na tela de escolha, dessa vez a MS aparenta ter acertado na fórmula para exibir os navegadores. Serão 5 navegadores mais usados, exibidos de forma aleatória: Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google Chrome, Apple Safari e Opera. Além desses browsers mais conhecidos, outros poderão ser encontrados ao movimentar a página para a direita. A lista de navegadores principais e secundários será atualizada a cada 6 meses, para refletir a realidade do mercado de browsers.

Internet Explorer: tela de escolha de navegador. Clique para ampliar.

Internet Explorer: tela de escolha de navegador. Clique para ampliar.

O acordo da Microsoft com a Comissão Europeia prevê que a tela de escolha seja distribuída por meio do Windows Update para Windows XP, Windows Vista e Windows 7 durante 5 anos. Fabricantes de computadores também terão o poder de desabilitar o IE e ajustar outro browser padrão nos PCs que venderem.

IE domina na Europa

O Internet Explorer ainda é o navegador mais usado na Europa. De acordo com dados do StatCounter, o aplicativo da Microsoft detém 45.5% dos usuários europeus. Em segundo vem o Firefox com 39.2%, seguido de Chrome (6.3%), Opera (4.3%) e Safari, com apenas 3.7%.

[Com informações: Microsoft on the Issues, ZDNet e Ars]

Chegou, chegou, tá na hora da alegria

Chegou, chegou, tá na hora da alegria

Depois de muita, mas muita expectativa mesmo, o Google liberou a versão final de seu navegador Chrome para o Mac OSX. Seguindo seu antigo costume a empresa denominou a versão final do programa de Beta, palavra usada no mundo normal para indicar um programa ainda em desenvolvimento.

Lançada em setembro de 2008 para os computadores com Windows, a versão da maçã do browser teve uma gestação complicada, com direito a diversos atrasos que fizeram com que os executivos da gigante da web mais de uma vez se declarassem publicamente “decepcionados” por não poderem usar o programa em seus computadores pessoais – como se sabe, diversos googlers são usuários de Mac.

De resto, o mesmo discurso se sempre: o Google afirma que o programa é lindo, rápido, seguro, faz café e dá banho no cachorro.

Para quem quiser, o download pode ser na página do programa.

[atualizado às 17h25] No encalço da versão do Mac OSX os usuários do Linux também receberam sua versão do navegador, com os mesmos recursos de suas demais versões e estilo parecido com o do Windows. Volte em instantes para um review detalhado.

O Google Chrome para Mac já está disponível como um developer preview desde outubro, e agora parece que enfim a versão beta será distribuída para o público. Há 4 dias Mike Pinkerton, líder da equipe de desenvolvimento do Chrome para Mac, twittou que apenas 8 bugs impediam o lançamento do beta. Agora os bugs se foram e o beta é iminente.

De fato, na página do roteiro de desenvolvimento do navegador para Mac OS X, a meta, que ontem era “Beta”, mudou para “Estável/Paridade de funções”. Ou seja, o beta está concluído, o objetivo agora é chegar à versão estável e colocar a versão para Mac no mesmo patamar de funcionalidades que a versão para Windows. Para tanto, faltam apenas serem implementados:

  • App mode;
  • Gerenciador de favoritos;
  • Gerenciador de cookies;
  • Tela Cheia (que já estava implementada no pré-beta, mas foi retirada por ter bugs demais);
  • Configurações de fonte e idioma;
  • Gerenciador de tarefas;
  • Extensões e page actions;
  • Sincronização de favoritos;
  • Visualizador de PDF inline;
  • 64 bits.

Aqueles que estiverem interessados devem ficar atentos pois tudo indica que muito em breve o Google Chrome Beta para Mac está disponível para download.

Eu venho testando a versão para desenvolvedores do Chrome para Mac desde outubro e a seguir escrevo algumas impressões sobre o navegador.

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chrome-skype-utorrentO PortableApps é um site que disponibiliza programas que podem ser executados sem instalação. Ele é uma mão na roda para quem, por exemplo, usa o computador da empresa para acessar a internet e não pode instalar nada por causa das restrições. Nesse cenário, uma versão portátil do Firefox pode ser muito útil. O site, no entanto, só criava versões portáteis de programas que são de código aberto.

Nessa semana John Haller, CEO e principal desenvolvedor da empresa, anunciou os primeiros aplicativos portáteis de código fechado na suíte de programas, incluindo o navegador Google Chrome, o programa para chamadas VoIP Skype e o gerenciador de torrents uTorrent. Ele disse que “devido ao nosso sistema único de dupla licença, os donos dos programas podem integrar seus aplicativos freeware no nosso instalador de código aberto sem precisar mudar sueus programas ou licenças”.

Os programas portáteis liberados tem o mesmo número de versão dos atuais: uTorrent na versão 1.8.4, Skype na versão 4.1 e Google Chrome na versão 3.0. Todos eles só estão disponíveis para plataformas Windows. [DownloadSquad]

Dinossauro nervoso.

Dinossauro nervoso.

O plugin Chrome Frame, liberado pelo Google há uma semana, serve para emular um navegador Chrome dentro do Internet Explorer. A Microsoft, criadora original do IE, não gostou da idéia e expressou o fato dois dias depois do plugin ser colocado no ar. Ontem (29) foi a vez da Mozilla, empresa criadora do Firefox, entrar na disputa. Curiosamente, ela se colocou no mesmo lado da Microsoft.

Mitchell Baker, atual CEO da Mozilla Foundation e ex-CEO da Mozilla Corporation, disse que “os efeitos globais do Chrome Frame são indesejáveis” e que a solução criada pelo Google irá confundir mais usuários do que ajudá-los. Baker afirma que “a partir do momento que seu navegador se fragmentar em várias engines de renderização, será muito difícil gerenciar informações entre web sites. Algumas informações serão gerenciáveis a partir do navegador que você usa e outras a partir do Chrome Frame”.

Já Mike Shaver, vice-presidente de engenharia da Mozilla Corp., diz que “cada variante do esquema ‘navegador dentro de navegador’ terá sua lista de caraterísticas, suas vantagens e seus problemas de segurança próprios. O resultado é um tipo de sopa de navegadores que torna a web menos ‘conhecível’, menos entendível e certamente menos gerenciável”.

[Slashdot]

Há dois dias o Google anunciou o Google Chrome Frame, um plugin para Internet Explorer que força o navegador a utilizar o motor de exibição de páginas e de JavaScript adotado pelo Chrome. Desenvolvedores do mundo todo comemoraram, mas a Microsoft não gostou muito da história.

A companhia publicou comunicado no qual diz que a instalação do Chrome Frame no IE pode deixar o navegador menos seguro. Nas palavras da empresa: “Dados os problemas de segurança com plugins em geral e com o Google Chrome em particular, Google Chrome Frame rodando como um plugin dobrou o espaço disponível para malwares e códigos maliciosos”.

Microsoft preocupada com seus usuários? Isso é bom. Mas é de esperar que, ao oferecer um plugin que praticamente transforma o IE no Chrome, o Google manterá esse plugin sempre atualizado e protegido das vulnerabilidades conhecidas. Além disso, como argumenta Emil Protalisnki do Ars Technica, os códigos maliciosos podem estar se focando no Chrome ou no IE, mas passar pela segurança de ambos os navegadores de uma só vez é algo complicado.

Mas por que alguém preferiria instalar um plugin que transforma o IE em Chrome quando pode instalar o Chrome diretamente? O Rafa, blogger do TB, matou a charada: porque algumas empresas não permitem instalação de aplicativos, mas permitem adição de novos plugins do Internet Explorer.

Além disso, usuários já estão acostumados a lidar com a interface do IE. Então fica mais fácil manter a aparência, mas mudar os motores que fazem o navegador funcionar.

Outro ponto a ser levado em consideração é a melhoria no desempenho que o Chrome Frame proporciona. A ComputerWorld fez o teste de benchmark SunSpider JavaScript, um dos mais conhecidos do mercado de navegadores que avalia a velocidade com a qual o browser executa os códigos. Por incrível que pareça, o Internet Explorer com Chrome Frame ficou 9,6 vezes mais rápido que o IE8 sem o plugin. [Ars/ComputerWorld]

Imagine ter um sistema semelhante ao da Wikipedia, voltado para contribuição, em praticamente qualquer página da internet. Foi o que o Google anunciou hoje. O Google Sidewiki funciona como uma sidebar que permite que os visitantes adicionem novas informações ao site que estão visitando.

Uma vez que a barra de ferramentas com Google Sidewiki for instalada no computador, o usuário poderá optar por visualizar no canto esquerdo do navegador as informações que outros internautas adicionaram. Também poderá fazer suas próprias observações, desde que tenha uma conta do Google registrada.

“No desenvolvimento do Sidewiki, nós quisemos ter certeza de que você verá as entradas mais relevantes primeiro.”, escreveram engenheiros do Google no blog da companhia. A maneira encontrada por eles na exibição das contribuições foi criar um algoritmo que mostre as mais interessantes primeiro, levando em consideração o histórico do usuário e o número de vezes que a contribuição recebeu um “eu gosto” de outros internautas, entre outras coisas.

Google Sidewiki: precisa ter monitor com resolução maior para usar. (Clique para ampliar)

Google Sidewiki: precisa ter monitor com resolução maior para usar. (Clique para ampliar)

Inicialmente a barra de ferramentas do Google com Sidewiki estará disponível apenas para Internet Explorer 6 ou superior e Firefox 2 ou superior. Em outras palavras, nada de Sidewiki no Chrome, o navegador do próprio Google (que recentemente começou a testar extensões). Mas a empresa garante que quer estender o Sidewiki a outros navegadores em breve.

Enquanto a Microsoft debate se vai ou não tornar seu navegador Internet Explorer compatível com tags do padrão HTML 5, o Google sai na frente e toma a decisão por eles. A empresa liberou hoje um plugin chamado Google Chrome Frame que, em conjunto com um código inserido na página, fará as versões 6, 7 e 8 do navegador da Microsoft ‘entender’ códigos HTML 5.

Segundo um vídeo do engenheiro de software Alex Russell no blog do projeto Chromium, o Google Chrome Frame foi criado para ajudar desenvolvedores a “criarem aplicações web ricas e de ponta”. E para atingir tal objetivo, os desenvolvedores “precisam ter acesso à tecnologias como a tag canvas e melhorias recentes na performance de Javascript”, características que ainda não estão disponíveis em nenhuma das versões do IE.

O que o plugin faz é criar uma espécie de Google Chrome virtual dentro do Internet Explorer que vai renderizar o site que está sendo acessado usando as funções da engine de renderização Webkit, mas só o fará automaticamente em páginas que contiverem o código <meta http-equiv="X-UA-Compatible" content="chrome=1">. Esse código é uma adaptação da gambiarra criada pela própria Microsoft para fazer com o Internet Explorer 8 emulasse a renderização do Internet Explorer 7 em páginas ainda incompatíveis. Também é possível ativar o plugin manualmente inserindo cf: antes do http: na barra de endereços.

O Google Chrome Frame é gratuito está disponível para download neste link. Ele é um plugin de código aberto. E, surpreendentemente, não está em beta.

[Atualização às 18:50]: Testei o plugin no Internet Explorer 8 usando a página de testes de tags HTML 5 do YouTube. Confira no post completo o resultado.
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