waveO Google Wave liberou essa semana mais um monte de convites para sua estranha ferramenta. A única dica para a quantidade de convites liberados é o título do post no blog oficial do Wave que diz que 1 milhão de selos foram lambidos e continuam contando

Mas talvez o motivo destes novos 1 milhão de convites seja outro… o mercado negro de convites do Wave que invadem o eBay, Mercado Livre e outros lugares da rede. Lá no final do texto o Google observa que os convites para Wave são gratuitos e que você não precisa e não deve se submeter à compra deles ou ainda enviar seu email para estranhos na troca de um convite.

Segundo eles todo mundo que pediu pelo site deles (peça o seu aqui) recebeu convites e também agora seus conhecidos que já tenham Wave provavelmente poderão convidá-lo.

A ferramenta ainda está em um estágio alpha, bem crua. Deve se tornar um sistema de colaboração interessante. E o Google está investindo pesado neste caminho. Só ver que na semana passada comprou a AppJet que tem uma solução semelhante mas que agora vai virar tudo Wave. [Mashable]

wavejetA AppJet anunciou nesta sexta-feira (04) que foi comprada pelo Google. A AppJet produz o EtherPad, que é uma ferramenta de colaboração em tempo real que, guardadas as devidas proporções, seria um rival do Google Docs e Wave.

A AppJet desenvolveu uma tecnologia que evita conflitos de versões em edições simultâneas em um mesmo documento. O Google Docs e o Google Wave possuem tecnologias semelhantes.

A partir de agora o EtherPad não aceitará novos clientes e será desativado em março de 2010. Até lá todos que possuem contas no serviço poderão utilizá-lo normalmente. Depois disso seus dados serão deletados.

A equipe do EtherPad passa agora a integrar o time do Google Wave. O Google Wave, como os leitores devem saber, deve tornar-se uma plataforma de colaboração para equipes de  trabalho. Hoje o Wave está em versão alpha e não parece ser grande coisa.

Mas engana-se quem imagina que o serviço ficará assim para sempre. Quando o Google adquiriu o Writely em 2006, era difícil imaginar aquele webapp transformando-se no que hoje é o Google Docs. Se o Wave/ EtherPad parecem sem sal, é só aguardar um pouco até que se torne uma ferramenta indispensável. [Cnet]

Desde que o Twitter caiu no gosto do povo sua célebre Fail Whale se tornou uma das mensagens de erro engraçadinhas mais conhecidas da rede, mas qualquer pessoa acostumada aos serviços do Google sabe que a empresa também é chegada em fazer brincadeiras enquanto as coisas vão mal em seus servidores. Um caso é o clássico “Bad, bad server, no donut for you” do Orkut, que pouca gente compreendeu completamente.

Com o Google Wave – o famoso serviço de comunicação via web que até agora ninguém entendeu exatamente como funciona e para que serve – a coisa não é diferente. Quando o serviço sai do ar, o usuário dá de cara com essa mensagem:

"Acabou o surfe, cara. O Google Wave está em manutenção. É hora de ficar de boa", numa tradução freestyle

"Acabou o surfe, cara. O Google Wave está em manutenção. É hora de ficar de boa", numa tradução freestyle

Apesar da baleia do serviço de microblog ser mais simpática, impossível negar que o recado do Wave também é bem relax.

Se quiser ver a página ao vivo, clique aqui e confira.

google-wave-servidorQuem usa o Google Wave já pode ter percebido que ele tem potencial para ser uma ótima ferramenta de colaboração em massa. O serviço, porém, está sofrendo com o crescente número de usuários, o que causa as mais diversas e obscuras falhas como a tal ‘exploding wave‘, entre outras. A ocorrência desses problemas poderá diminuir quando o Google liberar o código do serviço para download e hospedagem em servidores de terceiros.

De acordo com o blog The Next Web, essa característica do Wave deverá ser revelada ainda hoje pela empresa. Lars Rassmussen, um dos criadores do serviço, disse ao blog que “a possibilidade de abrir o código do Wave e disponibilizá-lo para hospedagem em servidores além daqueles dentro do Google sempre existiu”. Tais instalações, no entanto, deverão ser autenticadas através do Google Wave Federation Protocol, já disponibilizado pelo Google.

A abertura do Google Wave vai tornar o serviço mais parecido com o Raindrop, da Mozilla, que tem funções similares com as do Wave mas não pode ser acessado através de um site específico: precisa ser compilado e hospedado em servidor próprio. O The Next Web afirma, no entanto, que a única estrutura do Wave que será aberta pela empresa será a versão sandbox, disponível apenas para desenvolvedores cadastrados. [Foto por JohnSeb]

google_wave_lojaQualquer empresa minimamente envolvida em tecnologia tem uma AppStore hoje em dia. Por enquanto, porém, eles estão restritas a sistemas operacionais móveis como Android, Windows Mobile (versão 6.5 ao menos) e WebOS, e operadoras de celular, como a norte-americana Verizon. Isso deverá mudar em breve já que o Google anunciou ontem (26) num encontro do Google Technology User Group, em Londres, que pretende criar uma loja online de aplicativos para o Google Wave.

Esse é um passo natural se for considerado que desde o começo da ferramenta, os desenvolvedores já tinham acesso à ela e também à uma sandbox para fazer seus testes. Com a abertura de 100 mil convites para o público em geral, eles puderam testar a capacidade dos seus aplicativos e procurar melhorá-los também. São aplicativos que permitem, por exemplo, teleconferência, busca de mapas, etc.

A idéia, no entanto, não parece ter sido iniciada pelo próprio Google. Lars Resmussen, o egenheiro de software por trás do Wave declarou em entrevista à Business Week que a criação de uma loja está quase certa porque muitos dos desenvolvedores pediram.”E nós possivelmente faremos um acordo de compartilhamento dos lucros”, ele afirma.

[The Next Web]

Se você, assim como eu, ainda não recebeu seu convite para o Google Wave, é hora de ter precaução. Aproveitando-se das dezenas de milhares de convites para Wave que o Google prometeu enviar a seus usuários, pessoas mal intencionadas então distribuindo malwares em forma de convite.

A técnica usada pelos ciberbandidos já uma velha conhecida: o black hat SEO. Normalmente o SEO (search engine optimization, ou otimização para motor de busca) é usado para que um site fique mais bem posicionado em serviços de busca como Google ou Bing. No caso do black hat SEO, páginas com vírus são criadas de forma que dêem a entender que contêm informações sobre como obter convites para o Google Wave.

Não pense que acaba na distribuição de malwares. Os bandidos também já oferecem um “complemento” ao usuário que foi atacado. Primeiro distribuem o vírus, depois fingem oferecer falsos anti-vírus, que naturalmente estão lotados de mais malwares.

De acordo com pesquisadores da Websense Labs Team, o Google Wave é atualmente o principal alvo do black hat SEO. Antes dele, o iPhone da Apple figurava como principal forma de tentar malware através da técnica maligna de SEO. [IT Business Edge]

Para aqueles que não receberam um dos 100 mil convites do Google Wave na caixa de entrada, há um meio mais fácil e consideravelmente mais caro para conseguir acesso ao novo serviço do Google. Convites para o Wave estão disponíveis no site de leilões americano eBay, com preços variando entre US$ 50 (equivalente a R$ 89) e US$ 103 (R$ 182) para leilão normal e US$ 300 (R$ 532) para compra imediata.

Busca por "Google Wave"

Busca por "Google Wave" no eBay

A primeira venda encontrada pelo blog Mashable já foi tirada do ar, mas com uma simples busca por “google wave” foi possível encontrar as outras. O blog também aponta que de acordo com os termos de serviço do Google Wave, a venda, troca ou revenda de convites é proibida, mas não se sabe como o Google poderá impedir tal prática.

O colunista do Tecnoblog, Henrique Martin, conseguiu acesso ao Google Wave antes da liberação dos 100 mil convites. Segundo ele, o serviço ainda é um produto em mutação. O relato completo pode ser lido aqui. [Mashable]

google-wave-ondaA partir de amanhã (30) o Google vai distribuir dezenas de milhares de convites para o serviço Google Wave, que ainda não foi lançado. Serão 100 mil convites, que serão enviados para desenvolvedores, usuários e clientes do Google Apps,e curiosos que se inscreveram para testar o Wave.

“Esse, claro, será apenas o começo. Se tudo correr bem, nós vamos em breve convidar muitos outros para testar o Google Wave”, escreveram Lars Rasmussen e Stephanie Hannon, gerentes do Google. Além de enviar convites para interessados, a empresa permitirá que aqueles já utilizam o Wave possam chamar seus amigos e parentes para testar a novidade. Segundo os engenheiros, porque é mais fácil testá-lo “se seus amigos, familiares e colegas de trabalho também o têm”.

Desde que foi revelado ao mundo em maio desse ano, usuários aguardam o Wave com ansiedade. O serviço promete ser uma mistura de central de e-mails com mensageiro instantâneo e aplicativos de escritório com opção de colaborações. Em outras palavras, uma integração entre Gmail, Google Talk e Google Docs.

Não adianta se iludir, no entanto. A própria equipe responsável pelo Wave admite que o serviço ainda precisa ser trabalhado. Por exemplo, não há como definir níveis de permissão para os diferentes contatos que o usuário mantém no serviço. Também ainda não é possível remover um participante de um projeto.

O Google Wave ainda ficará em fase de desenvolvimento pelos próximos meses (como já é de costume quando tratamos de Google). Caso você queira tentar conseguir um convite, clique aqui e preencha o formulário (em inglês).

[Atualização às 15:25] Se você é usuário do Internet Explorer e ganhar um convite para o Wave, esteja preparado para instalar o Chrome Frame no navegador. O Wave só funciona se esse plugin estiver habilitado.

Usuário do Google Apps, suíte de aplicativos online do Google, poderão muito em breve testar a integração com o Google Wave, novo serviço que ainda está em fase de desenvolvimento. Até agora somente programadores (e alguns internautas mais malandros) tinham acesso à sessão de testes do Wave.

Para quem não sabe, o Google Wave foi anunciado em maio. Ele é uma ferramenta colaborativa que agrega e-mail, conversação em tempo real e edição de documentos em conjunto com outras pessoas. Poderá vir a ser, no futuro, a grande arma do Google contra o Outlook, aplicativo da Microsoft que faz quase as mesmas coisas e é onipresente no mercado corporativo.

Se você utiliza os serviços do Google Apps, já pode se inscrever para testar o Google Wave no seu próprio domínio. O formulário em inglês pedirá informações como e-mail, o domínio no qual o Google Apps usado e também qual é o perfil do usuário (os mais afoitos que topam reportar bugs e participar de pesquisas; os intermediários, que aceitam responder uma ou duas pesquisas; e os basicões, que só querem mesmo usar).

Enquanto isso, o Google segue sem saber como definir exatamente o que será o Wave. Como rotular uma mistura de Gmail, Google Talk, Google Docs e Google Sites? [PC World]

Google Wave em obras

Confesso que não entendi o Google Wave quando ouvi falar dele pela primeira vez. Me pareceu um misto de cliente de e-mail com chat online, e só consegui visualizar seu verdadeiro potencial quando assisti a uma apresentação de Stepnahie Hannon, gerente de produto do Google no Developer Day de São Paulo.

Mas ainda faltava alguma coisa, acredito. O Google, que inventou a moda de convites para serviços na web, desta vez resolveu manter as expectativas baixas, pelo menos por enquanto. Deu acesso aos seus funcionários, distribuiu senhas para desenvolvedores, e só para eles.

O Google tem um bom motivo para manter o Wave fechado: ele é um produto em mutação. Quem trabalha lá afirma, sem sombra de dúvida, que a ferramenta já mudou bastante graças ao feedback dos Googlers. Eu consegui acesso ao Wave num ato de sorte, acredito, e confirmo: é um produto que tem algo diferente, novo, pelo menos a cada duas semanas.

O choque inicial de usar o Wave é inevitável. Para quem passou a vida toda usando clientes de e-mail, webmails e programas de mensagens instantâneas em instâncias separadas, o Wave confunde no começo. Ainda mais para quem tem a conta de developer, já que automaticamente você recebe uma tonelada de mensagens antigas com conversação em vários idiomas e com gente tão perdida quanto eu chegando ao mesmo tempo.

Aos poucos, descobre-se os pequenos prazeres do Wave. Mudar o ícone do seu perfil é um avanço enorme (veja na tela acima que tem um monte de perfis genéricos, sem imagem). Adicionar a Rosy, tradutora, e o Settie, robô de aplicativos, já ajuda um pouco.

Além de ser um produto em mutação, o Wave tem uma rede a crescer. Não conheço quase ninguém que está lá (ei, não sou desenvolvedor, afinal), tenho dois contatos que nunca estão online ao mesmo tempo que eu. O Wave é algo para acompanhar sem pressa. Quando abrir para um teste aberto maior, previsto para setembro, muita coisa será diferente e melhor. Pode apostar.