Ministro Paulo Bernado em entrevista: banda larga do governo por até R$ 35 por mês.

Em entrevista durante o programa de rádio Bom Dia, Ministro hoje, o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que o governo pretende criar um Plano Nacional de Banda Larga com grande abrangência territorial e valores na faixa entre R$ 25 e R$ 35 mensais.

O ministro afirmou que deve ser utilizada a rede de fibra ótica da antiga Eletronet, que hoje pertence ao governo. A utilização de cabos da rede elétrica também está sendo testada e é considerada mais uma opção. Nos locais onde não chegam cabos de fibra ótica ou da rede elétrica poderão ser usados sistemas de rádio ou acesso via satélite.

Paulo Bernardo afirmou que podem ser feitas parcerias com empresas privadas. “[A empresa] terá o acesso à fibra ótica e vai fornecer para o usuário. Vamos condicionar que tenha um preço compatível.” O ministro ressaltou que não será admitida venda casada, onde a operadora oferece o serviço de internet condicionado à assinatura de uma linha de telefone fixo.

O debate sobre o assunto teria sido interrompido por conta da elaboração do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, mas, segundo o ministro, o assunto deve retornar à pauta no final de março ou em abril, após o lançamento do PAC 2. Ele espera que, uma vez apresentado, o Plano de Banda Larga seja aprovado com rapidez pelo Congresso Nacional.

“Temos observado que há uma demanda muito grande [pela banda larga]. Se a gente fizer uma boa proposta, com certeza o Congresso vai correr para aprovar. Todos sabemos que é muito importante diminuir o custo, facilitar o acesso”, disse o ministro.

A pretensão é de que, após lançado o plano, os cabos de fibra ótica estejam disseminados pelo país em dois anos. [Agência Brasil]

O Governo Federal pretende anunciar até o final da segunda quinzena de fevereiro o sistema de rádio digital que será utilizado no Brasil, segundo anunciou o Ministro das Comunicações, Hélio Costa, no dia 28 de dezembro, em reunião com empresários e dirigentes de associações de radiodifusão.

A rádio digital permitirá a transmissão em ondas curtas com qualidade de som acima da média. Isso irá beneficiar principalmente regiões distantes, como as comunidades afastadas da Amazônia que hoje são servidas apenas pela Rádio Nacional Amazônia.

Durante o encontro, esse potencial foi demonstrado ao Ministro e aos empresários e dirigentes, que ouviram uma transmissão em ondas curtas da Rádio Nacional feitas a partir da Guiana Francesa, a 2,8 mil quilômetros de Brasília.

Segundo Hélio Costa, a rádio digital irá oferecer também outras possibilidades novas, como a transmissão de dados, fotos, gravações e até mesmo a impressão de dados.

Os sistemas que estão sendo testados atualmente são o americano IBOC (In-Band-On-Chanel) e o europeu DRM (Digital Radio Mondiale). Nas próximas semanas serão realizados testes com transmissões digitais da Rádio Cultura e da CBN de São Paulo, além de emissoras de Belo Horizonte. [IDG Now]

A entrega do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava prevista para essa segunda-feira (14), mas ela não aconteceu. Isso aconteceu porque o documento final que detalha o plano não foi ainda concluído.

"Eu não recebi plano nenhum, companheiro."

O PNBL consiste em um conjunto de medidas para promover o crescimento da capacidade da infra-estrutura de telecomunicações no país a fim de disseminar a banda larga pelo país, e tem metas de elevar o número de acessos à banda larga no Brasil até 2014, com orçamento de R$ 75,5 bilhões.

Uma versão prévia do plano já havia sido apresentada na última reunião, dia 24 de novembro, e hoje deveria ter sido apresentada a versão final. A nova data de entrega do documento ao presidente ainda não foi marcada. [IDG Now]

brasil-bandalargaDepois do plano da Banda Larga Popular apresentado pelo Governo de São Paulo, hoje, na esfera federal, foi a vez de ser apresentado ao presidente Lula o documento entitulado “Um plano nacional para banda larga – O Brasil em alta velocidade”, um conjunto de medidas para promover o crescimento da capacidade da infra-estrutura de telecomunicações no país a fim de disseminar a banda larga pelo país.

O documento, entregue pelo Ministro das Comunicações Hélio Costa, possui texto de 196 páginas escritas por técnicos da pasta e pretende atingir suas metas de elevar o número de acessos à banda larga no Brasil até 2014, com orçamento de R$ 75,5 bilhões. Algumas das metas são:

  • Chegar a 30 milhões acessos fixos individuais no país, nas áreas urbana e rural, somando pessoas físicas e jurídicas;
  • Atingir 60 milhões de acessos à banda larga móvel, entre aqueles acessados por smartphones e os que utilizam modens para acesso móvel (tecnologia 3G);
  • Acesso à internet de banda larga a 100% dos órgãos do governo, o que inclui as 70 mil escolas públicas ainda sem esse recurso, mesmo as situadas em áreas rurais;
  • Levar a banda larga também a todas as 177 mil unidades de saúde do país, às mais de 10 mil bibliotecas públicas e ao 14 mil órgãos de segurança pública;
  • Implementar 100 mil novos telecentros comunitários até 2014;

O projeto parte das estatísticas sobre a internet de banda larga fixa em dezembro de 2008, que chegou a 9,6 milhões de acessos. Isso é equivalente a cerca de 17,8 acessos a cada cem domicílios e 5,2 acessos a cada cem brasileiros.

“Apesar do contínuo crescimento no número de acessos taxa anual média de crescimento de 49% entre os anos de 2002 e 2008 observa-se uma forte desaceleração a partir de 2004. Além disso, na comparação internacional com países que, sob determinados critérios, apresentam condições semelhantes ao Brasil (Argentina, Chile, China, México e Turquia), o país apresenta baixos níveis de penetração de banda larga”, afirma o documento.

Sem o plano, a estimativa é que o país chegasse ao final de 2014 com aproximadamente 18,3 milhões de acessos à banda larga fixa, um déficit significativo em relação aos 30 milhões da meta. [Folha Online]

Está sendo pensada em Brasília a próxima empresa brasileira provedora de internet banda larga. Oi, Embratel, Telefônica? Nada disso, essa empresa é gestada sob os olhos do Governo Federal, que planeja ressuscitar a antiga Telebrás. Desde que o Sistema Telebrás foi desmembrado e privatizado, nos anos 1990, a estatal não tem feito muita coisa.

Vem aí a SuperTelebrás.

Vem aí a SuperTelebrás.

Estão nos planos do governo interligar as redes de fibra ótica da Petrobras, de Furnas e da Eletronet, uma empresa falida que tem a Eletrobrás como acionista. Seria preciso R$ 1,1 bilhão Para colocar a nova estatal de banda larga em funcionamento. Os estudos da nova infraestrutura da Telebrás estão sendo feitos pelo Ministério do Planejamento.

É muito provável que o governo converse com pequenos provedores e empresas de telefonia e internet, a fim de integrar essas companhias à infraestrutura da nova Eletrobrás.

O objetivo principal da nova estatal é levar acesso à internet a lugares que atualmente não contam com esse recurso, como cidades cujo mercado de internet é desinteressante para as grandes operadoras de banda larga e zonas rurais, muito distantes e que tornam o custo de levar internet até lá caro demais ou inviável.

Além disso, a nova Eletrobrás poderá ser uma alternativa às operadoras já estabelecidas no mercado, que comumente sofrem panes e vivem sendo acusadas de prestar um serviço aquém do esperado.