A Skype anunciou que lançará nos próximos meses, junto à Panasonic e LG, aparelhos de TV que estão prontas para se conectar ao Skype. As TVs devem ser compatíveis com webcams HD que serão lançadas na CES 2010 e que estão sendo testadas especificamente para funcionarem com o Skype.

Ao mesmo tempo a Skype anunciou o suporte a vídeo de alta definição para PCs rodando Windows. É necessário para isso uma webcam HD e um processador de no mínimo 1,8 GHz. Para os dois tipos de conexão em HD uma banda de no mínimo 1 Mbps em ambas as direções (up e download) é recomendada.

A Skype espera que no ano de 2010 cinco milhões de TVs com a funcionaldade de vídeo conferência via Skype sejam vendidas.

Uma das coisas que sempre vi em filmes de ficção foram os vídeofones. Desde 2001, Uma Odisséia no Espaço, com ligações por vídeo espaciais via AT&T, até no De Volta para o Futuro 2, com a TV gigante da família funcionando como vídeofone, também pela AT&T. Agora isso vai virar realidade. Mas pelo Skype e não pela AT&T. Ufa! [CNET / ZDNet]

Seagate Pulsar: estado sólido!

Seagate Pulsar: estado sólido!

A Seagate, uma das maiores fabricante de HDs do mundo, finalmente entrou  no mercado de SSDs, os drives chamados de Solid State, ou seja, que usam memória flash no lugar de discos girando rapidamente. Essa entrada tem capacidade de mexer com o mercado solidificando de vez o caminha para drives em estado sólido.

A realidade hoje do mercado é que os drives SSD não pegaram como tecnologia largamente adotada. Talvez a culpa seja do custo, da falta de interesse dos fabricantes ou da desconfiança do consumidor. O fato é que poucos equipamentos estão hoje à venda. Alguns netbooks (o que eu uso, por exemplo!), alguns notebooks da Apple e mais um ou outro modelo de notebook extremamente caro.

A Seagate sabe disso e portanto entra primeiramente no mercado de servidores. Seu drive chamado de Pulsar será vendido inicialmente para poucos clientes e todos eles para equipar servidores de alto desempenho. A  Intel já indicou em uma pesquisa que usar SSD nas corporações significa economia em TI. Veja você mesmo neste documento para download em PDF.

Talvez essa estratégia leve a um crescimento da demanda por SSDs. E se isso vai representar aumento de escala e quem sabe redução de preços, melhor para nós consumidores! [Cnet]

HD-USB-3.0_580pxA empresa Buffalo Technology apresentou o a linha de HDs externos Drivestation HD-HXU3. A grande novidade da linha é que seus três modelos utilizam a interface USB 3.0 para transferir os dados entre o HD e o computador. A grande vantagem disso é a velocidade na qual os dados trafegam através do novo padrão: chega a 625MB/s. Se você não tiver uma porta USB 3.0 onde plugar o HD, ele ainda funcionará numa porta USB 2.0, mas a taxa de transferência cairá para a do padrão “antigo”, cerca de 480Mb/s.

Para evitar essa inconveniência, a mesma empresa lançou também uma placa PCI Express que apresenta uma interface com duas portas USB 3.0, que pode ser instalados em computadores de mesa atuais para possibilitar o uso da nova tecnologia. A placa em questão é designada pelo amigável nome de modelo IFC-PCIE2U3.

O HD-HXU3 é compatível tanto com PCs como Macs e pode ser encontrado com as capacidades de 1TB (US$ 200, cerca de R$ 345), 1,5TB (US$ 250, cerca de R$ 430) e 2TB (US$ 400, cerca de R$ 690). [Eletrocnista]

Pra quem não conhece o Drobo, ele é esse cara aí da foto acima. O da foto, mais especificamente, é o novo Drobo S, mas antes de falar dele vale a pena comentar o que é a linha Drobo.

Trata-se de uma solução de armazenamento de dados usando um sistema próprio de RAID da Data Robotics chamado BeyondRAID que garante a segurança de seus dados através de redundância, ao mesmo tempo que trás eficiência e simplicidade. Uma das vantagens desse sistema, por exemplo, é a possibilidade de aumentar sua capacidade de armazenamento de dados simplesmente ejetando o HD de menor capacidade e colocando um maior no lugar. Não é necessário nem se preocupar em casar a capacidade ou velocidade dos discos, como em soluções comuns de RAID: basta inserir qualquer HD de 3,5″ que o Drobo dá conta do resto do processo sozinho.

O Drobo original contava com um gabinete com slots para 4 HDs. O Drobo S, lançado hoje, tem espaço para 5 drives, o que torna possível que, na azarada possibilidade de dois HDs pararem de funcionar ao mesmo tempo, ainda assim nenhum dado seja perdido. Ele também tem um processador ARM 50% mais rápido que o do Drobo original, o que gera um ganho de performance de 20 a 25% na conexão por FireWire800. Além disso, há também a conexão eSATA e a nossa velha conhecida USB 2.0, caso seu computador não tenha uma das portas mais rápidas.

O Drobo S será vendido por US$ 799 nos EUA (R$ 1.385), enquanto o Drobo original continuará a ser vendido por US$ 399 (R$ 690). Os HDs não estão inclusos no preço e devem ser adquiridos separadamente. [Engadget]

Ei, você aí, me dá um dinheiro aí.

Ei, você aí, me dá um dinheiro aí.

A fabricante de componentes OCZ apresentou ontem (17) um disco SSD (solid state drive, ou disco de estado sólido) com nada menos de 1TB de capacidade dentro de suas 3,5 polegadas.

Atendendo pelo sugestivo nome de Colossus, o monstrengo tem 128 MB de cache é capaz de atingir taxas de leitura e gravação de 260MBs, pouco abaixo do índice dos discos no padrão SATA II (que é de 300MB/s). Em linguagem coloquial tal índice pode ser traduzido como “rápido pra caramba”.

De acordo com a empresa a novidade é “destinada a desktops e estações de trabalho que precisam sempre de máxima velocidade e capacidade de armazenamento” (e quem não precisa, cara-pálida?).

Como era de se esperar, o preço do brinquedo acompanha sua pujança técnica e sai por nada menos que US$ 3.397 (R$ 5.775). Se a grana estiver apertada, o modelo também tem versões mais em conta: a versão de 120 GB sai por US$ 609 (R$ 1.030), 250 GB US$ 1.123 (R$ 1.900) e 500 GB, US$ 1.770 (R$ 3.000).

Uma pechincha, diz aí.

Não se sabe se há uma categoria apropriada para esse gadget no Guiness, livro dos recordes mundiais, mas a Toshiba merece. A empresa anunciou hoje o primeiro HD de 1,8 polegada com 320 GB de capacidade, a maior do mercado. Ele faz parte da nova linha de HDs da empresa que passarão a ser fabricados a partir de dezembro deste ano.

toshiba-hd

Ele tem 16 MB de buffer interno, 5,4 mil rotações por minuto e usa interface SATA para transmissão de dados com a placa-mãe, o que permite velocidades de até 3 Gbps. Outros modelos também estarão disponível com capacidades de 160 e 250 GB. Esses discos não são destinados primariamente para venda direta para o consumidor, mas poderão aparecer em dispositivos como os tablets da Archos ou até mesmo o ainda misterioso iTablet.

Obviamente, com a evolução da tecnologia ocorrendo no ritmo atual, é possível que amanhã mesmo a Toshiba já tenha perdido o título de menor HD com maior capacidade para a Western Digital, Seagate ou qualquer uma das concorrentes. [SlashGear]

“Barracuda” é uma espécie de peixe que vive em águas tropicais e subtropicais e que pode alcançar velocidades de até 45km/h. Talvez por isso a Seagate tenha batizado uma linha de HDs com esse nome. Hoje a empresa anunciou um novo modelo que continua a fazer jus à velocidade do peixe: o Barracuda XT. Ele não é só rápido, o HD é absurdamente rápido.

Por fora parece só mais um HD. E por dentro também!

Por fora parece só mais um HD. E por dentro também!

O Barracuda XT é o primeiro do mundo a utilizar a tecnologia SATA 3.0, que transfere dados à 6 Gbps. Ou seja, ele tem capacidade para gravar 100 Gigabytes 600 Megabytes de dados a cada segundo. E como se não bastasse a enorme velocidade de transferência, o disco vem com 2 Terabytes de espaço. Não é familiarizado com o termo Terabyte? Uma unidade dele é a mesma coisa que 1024 Gigabytes. Além disso, o HD também conta com 64 MB de memória cache, para otimizar a transferência.

Infelizmente ainda não há placa-mãe que suporte o padrão SATA 3.0, mesmo que ele tenha sido publicado em maio. O HD, no entanto, é compatível com versões antigas do padrão. Ele já está disponível para compra no site do fabricante e custa 300 dólares. [MundoTecno]

A Hitachi anunciou ontem (1) a quinta geração de seus HDs de 7200RPM e 2.5″, o Travelstar 7K500. Com 500GB, o 7K500 tem mais que o dobro da capacidade de seu antecessor e é 16% mais rápido, chegando a 1.245Mb/s.

Hitachi 7K500: 500 GB e 7200 RPM em 2.5"

Hitachi 7K500: 500 GB e 7200 RPM em 2.5"

O novo HD da Hitachi não é apenas rápido e espaçoso, mas também econômico: no modo inativo consome apenas 0,69 W; em operação de escrita/leitura consome 1,8 W.

Para os paranóicos de plantão, o HD conta com o sistema chamado BDE (Bulk Data Encryption, criptografia em massa de dados, em tradução livre), que criptografa todos os dados enquanto são escritos, caso seja habilitado. Outra vantagem do sistema é que, caso se deseje apagar com segurança o HD, basta deletar a chave de criptografia, o que, por si só, já torna o HD impossível de ser lido. Assim evita-se o demorado processo de sobrescrever os dados para garantir que não serão recuperados.

O modelo também estará disponível em versões de 120GB, 160GB e 250GB. Eles já começam a ser distribuídos para alguns fabricantes que usam a peça em seus produtos, mas não se sabe quando chegarão ao varejo. Quando chegarem, custarão US$159,99. [Engadget]

scorpiobluePara aqueles que consideram o espaço do HD a característica mais importante em um notebook, a Western Digital tem um presentinho para vocês. Não satisfeita em produzir alguns dos melhores discos rídigos do mundo, a companhia apresentou hoje o Scorpio Blue, HD de 2,5 polegadas SATA. O armazenamento? “Apenas” 1 Terabyte.

Para ter a ideia do que é um terabyte, digamos que um filme em AVI pese 700MB. Fazendo as contas, chegamos à conclusão que um Scorpio Blue é suficiente para guardar 1.498 desses arquivos de vídeos. Será que é o suficiente para guardar a sua biblioteca de filmes baixados legalmente na iTunes Store?

Dentre as novas funções do gadget, a Western Digital incorporou algo chamado de WhisperDrive, que deixa o HD ainda mais silencioso, além de usar também o SecurePark, que impede que as cabeças de leitura se estacionem em cima dos discos ao iniciar e desligar. Outra tecnologia presente no Scorpio Blue é o ShockGuard, que “combina avanços de hardware e software” para aumentar a tolerância a impactos do disco rígido, o que é fundamental para quem usa notebook.

A versão de 750GB tem preço sugerido de US$ 190 (R$ 360 aproximadamente), enquanto que o irmão maior, de 1TB, custará 249 dólares (R$ 499). [CrunchGear]

Um nerd que vive sem backup, leva mais ou menos a mesma vida de quem faz bungee jump: se a corda estourar, sua vida já era. E este era o meu caso até semana passada, quando resolvi mexer o traseiro, e ir atrás de um case externo de HD.

Aproveitando que eu estava de passagem por São Paulo para o Encontro de blogueiros na Microsoft, e a coletiva da Positivo, resolvi bater perna no Promo Center – o reino dos chineses na Av. Paulista. Comprei uma gaveta que parecia bem robusta, além de ser a primeira que eu consegui encontrar nesses lugares, com saída Firewire e suporte a interface Sata.

O vendedor (que não era chinês, e sim um negão afro-descendente deveras gente boa) me garantiu que o case vinha com todos os conectores necessários. Mesmo assim, resolvi abrir para checar. Nunca se sabe, né?

Tão logo abri a caixa e vi aquele monte de fios, deduzi que os conectores Sata estavam no bolo também. Na pressa -e com a mochila pesada nas costas-, efetuei a compra sem testar o case. E dá-lhe busão de volta para Americana.

Chegando aqui, comprei o HD na minha loja de confiança, por um preço bem amigável – apenas 140 reais por 250GB de espaço e 2 anos de garantia -o que indica que não é muamba- da Samsung. Dois anos antes, eu estava pagando 60 reais a mais, por um HD de 80GB.

Como meu case era high-tech, óbvio que peguei um HD com o padrão Sata2. HD IDE é tão anos 90!

Foi então que chegando em casa todo feliz, após preparar o território para a instalação do bichinho, vejo que nem todos os cabos estavam presentes. Na falta de um, o meu case xing-ling veio com DOIS cabos IDE, mas nenhum Sata!

Não que a falta de um cabo Sata seja problema para mim, tenho uma caixa cheia de cabos, parafusos e placas aqui em casa, dos meus tempos de manutenção. O problema é que um case externo tem espaço apenas para o HD, e alguns centímetros cúbicos a mais para fios pequenos. Colocar um cabo de dados Sata dentro do case, e ainda um cabo adaptador para alimentação é que seria um problema.

Mas, já dizia o ditado, para tudo na vida dá-se um jeito:

Agora, será que fecha?

E o mais importante, será que vai funcionar?

Pluguei o case no mesmo T onde o estabilizador do Mac está ligado, e… negativo zero meia. Nem sinal de vida!

Já me passava pela cabeça que eu tinha forçado demais os cabos, ou tocado a placa do case, sei lá! Mas felizmente foi só ligar em outra tomada para constatar que o problema era no T. Ou melhor, naquele entrada do T, pois as outras estavam operantes.

Com tudo funcionando, foi só plugar os cabos e formatar o HD. Após configurá-lo como drive padrão no Time Machine, o software já começou a fazer o primeiro backup. Tudo automático.

Agora pretendo fazer alguns testes de velocidade de transferência. Se dependesse apenas das interfaces que fiz questão de optar, tenho certeza que a taxa de transferência estaria muito boa. Mas vou ter que colocar na conta que o case que adquiri é um pouco mais xing-ling do que eu pensava.

Apesar que o preço não foi nem um pouco da China.