O aparelho com mais hype do momento (também conhecido como iPad) tem design fino e sem emendas, o que não seria possível com uma bateria removível. Até aí é tudo igual aos seus irmãos de construção unibody na Apple, mas diferentemente de iPhones e Macbooks — que são levados para ter a bateria trocada numa assistência da Apple — no iPad, quando a bateria começa a dar problema, a Apple não troca só a bateria: ela te manda um novo.

Essa política consta no FAQ da bateria do iPad, que explica que o serviço não se aplica no caso de aparelhos danificados, ou que tenham sofrido modificações não autorizadas (será que ela quer dizer jailbreak?). O custo do serviço será de US$ 99 mais o frete, totalizando US$ 105,95 (menos de R$ 200). Isto, é claro, é válido apenas para os Estados Unidos, ao menos por hora.

A Apple avisa que todos os dados serão perdidos no processo de troca, então é essencial fazer o sincronismo com o iTunes antes de enviar o iPad, para assim ter um backup em dia e poder restaurar tudo quando o novo iPad chegar, cerca de uma semana depois do envio do aparelho de bateria comprometida à Apple.

Com o início da pré-venda do iPad, a Apple aproveitou para atualizar o seu site com diversas novas informações, desde detalhes sobre os iBooks, um novo controle de rotação de tela e até suporte a AVI.

Conectividade 3G

Foi mostrada como o usuário poderá acompanhar o seu consumo de dados, bem como alterá-lo (assinar, cancelar, mudar de plano…). O iPad avisará quando seu plano de dados estiver com apenas 20% dos dados restando, quando estiver com 10% restando e quando ele tiver terminado, de forma similar ao que o iPhone o iPod Touch fazem com as notificações sobre a bateria atualmente.

Cabe notar que somente foi anunciado o acordo com a operadora de telefonia americana AT&T, não há ainda qualquer palavra sobre como serão os planos de dados em outros países. Vamos esperar que a Apple faça acordos similares com as operadoras brasileiras — como Claro, Oi, TIM, Vivo, que já são suas parceiras nas vendas do iPhone.

iBooks

A novidade na página do iBooks é que qualquer livro no formato ePub poderá ser lido no iPad, não apenas aqueles comprados na iBook Store da Apple. O iBook não virá direto no aparelho, mas será um aplicativo gratuito na App Store.

Acessibilidade

A tecnologia VoiceOver da Apple permitirá que  todas as páginas de seus e-books sejam lidas em voz alta pelo iPad. Além disso será possível rotear todo o audio do panorama estéreo para apenas o fone direito ou esquerdo, para pessoas que possuem deficiência auditiva em um dos ouvidos.

Trava de rotação de tela

Agora há um botão para impedir que as informações exibidas na tela sejam automaticamente rotacionadas pelo acelerômetro. Isso permitirá um conforto maior para quem pretende ler o iPad enquanto está deitado em uma cama, por exemplo. Usuários de iPhone e iPod Touch sabem como essa situação pode ser irritante, pois a tela não se alinha com a sua posição horizontal. No iPad, não mais.

Suporte a AVI

Uma novidade no iPhone OS: o iPad terá suporte a vídeos AVI no formato MotionJPEG, com taxas de dados de até 35Mbps, resolução de até 1280 por 720 e audio PCM estéreo.

[Macworld]

Ainda é manhã nos Estados Unidos, mas um assunto fez muita gente acordar cedo hoje. Começou a pré-venda do iPad através da loja online da Apple, assim como as reservas para aqueles que preferem retirar o aparelho em uma Apple Store logo que estiver disponível — dia três de abril, no caso dos modelos sem 3G (os modelos com 3G foram prometidos para o final de abril nos EUA).

Além do iPad, também já estão disponíveis na loja online os acessórios oficiais do aparelho: case (US$ 40), dock com teclado (US$ 70), dock simples (US$ 30), adaptador de energia para tomada (US$ 30) e adaptador para saída de vídeo para o padrão VGA (US$ 30).

Como notou o Business Insider, Andrew Erlichson, CEO do site de compartilhamento de sites Phanfare, apresentou  em seu blog uma estimativa de que o iPad pode estar vendendo cerca de 20 mil unidades por hora nas suas primeiras horas de venda, o que corresponderia a uma cifra de uns US$ 10 milhões na conta da Apple para cada uma dessas horas de pico. Ele baseou seus cálculos na hipótese de que os números de pedido da Apple Store Online sejam seqüenciais e de que, às 8h30 da manhã na costa leste americana do dia do lançamento do iPad, seria bem provável que o produto que estivesse sendo mais vendido, com quase exclusividade no momento, esteja sendo realmente o iPad. A partir disso e dos números de seus dois pedidos desta manhã, com meia-hora de intervalo entre eles, Erlichson chegou à sua hipótese. É claro, ele pode estar redondamente enganado, mas pesquisas mais recentes sugerem que a expectativa pela venda do iPad era realmente grande.

E, uma última e curiosa observação: dando uma segunda olhada para a captura de tela acima e nota-se que finalmente surgiu no site da Apple uma aba para o iPad, entre a aba do iPhone e a do iTunes (que se separou do iPod, com quem dividia sua aba até ontem).

A toda-poderosa Apple preparou um comercial para mostrar seu novo gadget, o amado por uns e criticado por outros iPad. Com 30 segundos de duração, o filminho bacanudo foi ao ar durante a cerimônia do Oscar nos EUA e como grande novidade mostra mais detalhes do aparelhinho em ação. Confira:

Leia mais:

Falando em Oscar, o site CNet reporta que Steve Jobs esteve na cerimônia de entrega do prêmio acompanhando o pessoal da Pixar, que recebeu o prêmio de Melhor Animação com o filme Up!, que no Brasil recebeu o subtítulo “Altas Aventuras”.

Uma pesquisa conduzida pela ChangeWave Research indica uma grande demanda pré-lançamento para o iPad e que ele será um forte competitor no mercado de e-readers. O levantamento foi realizado entre os dias 1 e 10 de fevereiro e consultou 3.171 clientes.

O primeiro dado que surpreende é que o iPad apresenta uma demanda pré-lançamento maior do que a do iPhone original. Na época (abril de 2007) 3% dos entrevistados disseram que “muito provavelmente” comprariam o iPhone, e 6% disseram que as chances de comprar um era boa. No caso do iPad, esses números sobem para 4% e 9% dos entrevistas, respectivamente.

Outro dado significativo é o potencial de conquistar o mercado de e-readers que o iPad demonstra. Entre aqueles que já possuem e-readers — 68% deles tem o Kindle, da Amazon, seguido de longe por 10% do Sony Reader — quando perguntados se teriam comprado o mesmo e-reader que possuem se o iPad estivesse disponível na época da compra, menos da metade (45%) disse que teria comprado seu e-reader atual. Dos restantes, 27% teriam comprado o iPad e 30% ficariam na dúvida (o que, somando-se, estranhamente totaliza 102% dos entrevistados).

Fechando as estatísticas sobre o mercado de e-readers, dentre os pesquisados que disseram pretender comprar um e-book reader nos 90 dias subseqüentes ao lançamento do iPad, 40% pretendem comprar um iPad, 28% pretende comprar um Kindle, 6% pretendem comprar um Nook e apenas 1% pretende comprar um Sony Reader. Também é interessante notar que, dentre os que pretendem comprar o iPad algum dia, 36% diz que o fará dentro destes primeiros 3 meses, e até seis meses após o lançamento estima-se que 59% dos que pretendem comprar o novo gadget da Apple já o terão comprado.

Para uma mais clara visualização de todas essas porcentagens calculadas pela pesquisa você pode ver os gráficos expressando todas essas estatísticas comentadas (e mais algumas extras também) na galeria abaixo.

Apple.com: “Um produto mágico e revolucionário a um preço inacreditável. Chegando em 3 de abril."

Através de um press release divulgado no final da manhã a Apple confirmou a data de estréia de seu lendário tablet. O iPad estará disponível nos EUA e em mais nove países a partir do dia três de abril (um sábado), mas a pré-venda pela loja online já será aberta na sexta-feira que vem, dia 12 de março. De início apenas os modelos sem conectividade 3G (somente Wi-Fi) estarão disponíveis nos EUA, com preços a partir de US$ 499 para versão mais básica, com 16GB de armazenamento. Consumidores norte-americanos que queiram os modelos com 3G terão que esperar até o “final de abril”.

Este atraso provavelmente se deve a o processo de regulamentação da FCC (um tipo de Anatel americana), visto que o aparelho com 3G recebe e emite dados via rede celular. Nos outros países onde o iPad terá sua distribuição iniciada na mesma data (a saber: Australia, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Espanha, Suíça e Grã-bretanha) já estarão disponíveis todos os modelos, com e sem 3G. O preço cobrado pelo iPad nestes países será anunciado em abril.

Quanto ao Brasil, toda a informação que temos por hora é que ele chegará aqui “mais tarde, ainda este ano”.

Simultaneamente ao início das vendas do iPad, no dia 3 de abril será também colocada no ar a iBook Store, a loja de e-books da Apple que pretende trilhar os caminhos das muito bem sucedidas iTunes Music Store e App Store.

Rupert Murdoch confirma que um aplicativo do Wall Street Journal específico para o iPad está sendo desenvolvido, e comenta as medidas de segurança da Apple para proteger seu iPad, ainda não disponível para o público, mas já nas mãos de desenvolvedores escolhidos a dedo, como é o caso daqueles do WSJ.

Murdoch já esteve nas páginas do Tecnoblog News há um mês atrás por se colocar ao lado da Apple e contra a Amazon nas discussões geradas na época de lançamento do iPad sobre o modelo de negócio de e-books. Agora o magnata das comunicações está de volta por comentar que seus desenvolvedores tem acesso a uma unidade pré-lançamento do iPad. A surpresa porém não é essa, mas sim saber que nem mesmo a seus desenvolvedores mais importantes a Apple confia uma unidade do iPad, pelo menos não sem forte supervisão.

Segundo Murdoch afirmou ao MacNN, o iPad do Wall Street Journal fica trancado “sob cadeado e chave”. E disse mais: toda noite um empregado da Apple vai pessoalmente trancar o iPad para garantir que não haverá quaisquer vazamentos. Se com todo o cuidado que a Apple tem a indústria de rumores já é diariamente alimentada com informações em boa parte das vezes fidedigna, imaginem se ela não fosse assim.

Assim como Bill Gates, o CEO da Walt Disney Company também emitiu sua opinião sobre o iPad. Com opinão contrária do fundador da Microsoft, para ele, o novo dispositivo da Apple “muda o jogo” da indústria de mídia e entretenimento.

Robert Iger (ou Bob Iger, como nós, mais íntimos, o chamamos) opinou sobre o iPad nesta terça-feira, após a Disney anunciar seus resultados do primeiro trimestre (844 milhões de dólares de lucro líquido, se estiver curioso). Leia o que disse Bob:

“Nós achamos que o iPad tem muito potencial. Poderia mudar o jogo em termos de nos permitir criar formas de conteúdo essencialmente novas. Será um grade dispositivo para se jogar games e assistir vídeos pela qualidade da tela.”
“A interatividade que [o iPad] nos possibilitará em um dispositivo móvel com tela de tamanha qualidade nos permitirá realmente começar a desenvolver produtos que são diferentes dos produtos que você vê em um computador conectado à internet ou em uma TV ou leitor digital.”
“Quando você pensa sobre a ABC, você pensa sobre um programa como LOST e poder não apenas assistir o programa, mas fazer todas as outras coisas que espectadores gostam de fazer com ele”.

Nem todos sabem disso, mas a Disney é proprietária não só dos famosos parques e personagens, mas também de diversos estúdios de cinema e canais de TV, como por exemplo a ESPN e a ABC (que exibe a famosa série LOST). Além disso a empresa comprou com ações a Pixar em 2006, o que tornou Steve Jobs, o CEO da Apple, o maior acionista individual da Disney. Daí podemos imaginar que, quando Bob Iger fala do iPad, ele provavelmente fala tanto com conhecimento de causa como com certa parcialidade, pois não seria surpresa alguma se soubéssemos que ele recebeu uma unidade pré-lançamento das mãos do próprio Steve Jobs. [MacDailyNews/Physorg]

A Wired fez um mockup de como poderia ser um iPad idealizado por Bill Gates

O iPad não foi exatamente um sucesso de crítica e público após seu anúncio – embora haja muita gente que veja no aparelho um potencial que talvez não salte aos olhos logo na primeira análise. Bill Gates foi perguntado o que achava do iPad pela BNET, e pelo visto, se dependesse dele, o iPad teria reconhecimento de voz, um teclado físico e uma stylus. (O primeiro item é até possível que venha no futuro, mas os outros dois, pelo que conhecemos de Steve Jobs, é melhor Bill Gates esperar sentado.)

“Vocês sabem, eu acredito muito no toque e na leitura digital, mas eu ainda acho que uma mistura de voz, caneta e um teclado de verdade – em outras palavras um netbook – será mainstream nessa área,” disse Gates. “Então não é como se eu me sentasse e e sentisse da mesma forma que me senti com o iPhone, quando disse ‘Oh meu Deus, a Microsft não mirou alto o suficiente.’ É um bom leitor, mas não há nada  no iPad que eu olhe e diga, ‘Oh, eu queria que a Microsoft tivesse feito isso.’”

Mas provavelmente o mais surpreendente nessa declaração não seja o fato de Bill Gates ter se mostrado nada impressionado pelo iPad, mas sim dele ter admitido que, de fato, ficou impressionado com o iPhone, o que já é quase tanto quanto sua esposa Melinda Gates, que declarou em março de 2009 que de vez em quando olha pra seus amigos e diz “Ooh, eu não me importaria em ter um desses iPhones.”

Preços anunciados para o iPad podem sofrer cortes.

Executivos da Apple que se reuniram com analistas do Credit Suisse neste domingo afirmaram que a estratégia de preços do iPad pode ser ainda mais agressiva do que a anunciada em seu lançamento dia 27 de janeiro.

Os rumores iniciais previam que o preço do tablet da Apple ficaria abaixo de mil dólares (o que, como bem notou Steve Jobs, costuma ser o código para US$ 999). O preço inicial de US$ 499 foi uma das maiores surpresas do evento de lançamento. Ainda assim, dissipado o campo de distorção da realidade emanado por Steve Jobs em suas apresentações, logo começou-se a notar que o interesse no iPad não era tão grande quanto a Apple gostaria.

Assim, segundo os analistas, executivos da Apple disseram que o poderiam fazer cortes no preço se o produtos não vender inicialmente tanto quanto eles esperam. “Enquanto ainda há que se ver quanta adesão inicial o iPad terá, a gerência mencionou que [o preço] permanecerá flexível (o preço poderá mudar se a companhia não estiver atraindo tantos clientes quanto esperado),” disse ao Wall Street Journal Bill Shope, analista do Credit Suisse.

Não dá para não lembrar do que houve com o iPhone, que começou a ser vendido por US$ 599 e, menos de dois meses depois, teve seu preço reduzido a US$ 399. O iPad foi anunciado na faixa de US$ 499 a US$ 829, dependendo do modelo. Uma corte de preços, principalmente se viesse poucos dias antes do lançamento poderia dar uma mãozinha para o sucesso desse produto, que teve mais hype antes de ser apresentado ao público do que depois.