Um projeto de lei que combate a troca ilegal de arquivos na internet foi aprovado essa semana na Câmara dos Lordes britânica, casa mais alta do parlamento das terras de vossa majestade.

Atendendo pelo nome de Lei da Economia Digital, o artigo foi criado por Peter Mandelson, Secretário de Negócios do governo, e foi recebida de braços abertos pela indústria fonográfica local, que não escondeu sua satisfação com os capítulos que preveem que os usuários que forem pegos fazendo download ou upload de material protegido por direitos autorais podem ser processados e ter seu acessocortado por período indeterminado à web.

Além disso, o projeto conta com mecanismos legais que agilizam o bloqueio de sites que oferecem material pirata para download, apesar dos alertas do Google, British Telecom e Facebook de que seria mais efetivo aplicar multas contra essas páginas no lugar de apenas restringir seu acesso.

Como era de se esperar, a decisão vem provocando polêmica. Os críticos apontam que a lei pode fazer com que sites participativos, como o YouTube, possam ser bloqueados por conta de material postado por seus usuários, além de apontar que o texto é incompatível com a Diretriz de Padrões Técnicos para a internet em vigor na União Europeia.

À rede de notícias BBC, James Killock, diretor executivo do Open Rights Group afirma que os representantes do governo estão aprovando “uma lei draconiana sem qualquer debate democrático”. Já a BPI, organização que representa as gravadoras do país afirma que “a aprovação da lei é um passo fundamental para a sobrevivência do setor criativo”

A Lei da Economia Digital ainda precisa ser aprovada na Câmara dos Comuns e pelo primeiro ministro Gordon Brown para entrar em vigor.

Malvinas: longe e no meio do nada.

Entre os dias 2 de abril e 14 de junho de 1982 a Argentina e a Inglaterra entraram em guerra por causa da posse das pacatas ilhas Falkland (ou Malvinas), um pedaço de terra localizado no Atlântico Sul, cercado de gelo e água por todos os lados. No fim das contas, a história não teve um final muito feliz para nossos hermanos, que tiveram que amargar uma derrota retumbante no quintal de casa.

Agora, quase 28 anos depois dos conflitos, um grupo de hackers argentinos resolveu dar vida nova às velhas rusgas e invadiu o site penguin-news.com, especializado em noticiar a vidinha dos habitantes da ilha e colocou um manifesto em sua página inicial que afirmava basicamente que a Argentina deveria ter herdado a área depois de su independência da Espanha, além de serem o pais mais próximo da região.

Entre imbróglios políticos e brigas entre os dois países, a única vítima deste novo conflito foi o pobre site de notícias, que saiu do ar por conta do excesso de visitantes que recebeu desde que a invasão foi descoberta. [Register]

Doogle em homenagem à animação Wallace & Gromit

Doogle em homenagem à animação Wallace & Gromit

Um post rapidito: o Google do Reino Unido hoje está exibindo um doodle especial em homenagem aos 20 anos da animação Wallace & Gromit, muito popular nas terras da rainha e que foi exibido por aqui no começo da década do extinto canal Locomotion (que descanse em paz).

Os 50 anos de Asterix e Obelix foram homenageados na última quinta.

Os 50 anos de Asterix e Obelix foram homenageados na última quinta.

Criado por Bob Parker e Nick Park, Wallace & Gromit não é a primeira animação homenageada pelo gigante das buscas na rede. O personagem Dilbert já foi tema de uma série de doodles em 2005 e no último dia 29 de outubro (aka quinta-feira) alguns países viram um logo comemorativo aos 50 anos do Asterix.

Torrents são gente boa.

Torrents são gente boa.

Apoiar abertamente projetos de anti-pirataria na rede, como fizeram recentemente os cantores britânicos Lilly Allen e James Blunt, pode também ser considerado dar um belo tiro no pé, de acordo com uma pesquisa divulgada nessa segunda-feira pela empresa de pesquisa Demos (ui, que meda).

Segundo os dados os freqüentadores contumazes de sites de trocas de arquivo também estão mais dispostos a abrir a carteira e comprar música legalmente.

Enquanto os “piratas” ingleses gastam o equivalente a R$ 220 por ano, os certinhos que abominam conteúdo ilegal costumam deixar apenas R$ 126 para as gravadoras, uma diferença que não pode ser deixada de lado num segmento que de um tempo pra cá vem se importando com qualquer migalha.

A divulgação dos dados acontece dias depois da aprovação da “Lei dos três strikes” ser aprovada na França e começar a ser debatida no parlamento britânico. Ainda que a Associação Britânica da Indústria Fonográfica (BPI, ou British Phonographic Industry) afirme que só em 2009 os downloads ilegais tenham provocado prejuízos superiores a R$ 500 milhões, em entrevista ao jornal Daily Mail o pesquisador Peter Bradwell, da Demos, afirma que “passou da hora da indústria da música acordar para as mudanças de seu mercado”.

Bradwell lembra que dois terços dos entrevistados afirmam que “menores preços” os fariam comprar mais músicas, mas não abandonar os downloads ilegais: “42% ainda baixariam faixas para fazer um ‘teste’ antes da compra”, diz.

ze-carioca-cibercrimesTendo o Brasil uma das maiores audiências de internet do planeta, sendo que também têm os usuários que passam mais tempo navegando na rede, já era de se esperar que tivéssemos parcela importante no volume de cibercrimes praticados mundial. No entanto, a situação é pior do que poderíamos imaginar.

Segundo a Symantec, conhecida empresa provedora de soluções de segurança, o país está entre os países que mais praticam cibercrimes. Um estudo foi desenvolvido pela companhia durante o ano passado, no qual eram examinadas atividades maliciosas originadas em diversos países.

O primeiro lugar fica com os Estados Unidos, que responde sozinho por 23% de toda a atividade maliciosa em 2008. O país é seguido de China (9% de atividade maliciosa), Alemanha (6%) e Inglaterra (5%).

Em quinto lugar, os brasileiros foram responsáveis por 4% de toda a atividade maliciosa no ano passado. Considerando as subcategorias do estudo, o país teria as seguintes posições em rankings distintos:

  • 1º no ranking de redes zumbis para disseminação de spam;
  • 5º no ranking de bots;
  • 9º no ranking de origens de ataques;
  • 16º no ranking de desenvolvimento de código malicioso;
  • 16º no ranking de sites hospedando phising (tentativa de obter dados sigilosos dos internautas).

Ao todo, vinte países figuram no mapa de cibercrimes da Symantec. [BusinessWeek]