Ontem estive em uma palestra de Salim Ismail, ex-VP de Inovação do Yahoo! e atual diretor executivo da Singularity University, uma instituição de ensino americana de inovação que fica dentro da NASA e que é patrocinada pelo deus Google.

Salim é uma daquelas pessoas que acreditam que a tecnologia serve para o bem e ponto. Ele defente a inovação tecnológica como um benefício para o ser humano, às vezes até de forma meio arrogante, ignorando os efeitos que determinada tecnologia pode ter na sociedade.

Um dos dados apresentados por Salim durante a palestra é o seguinte: em 20 anos, o poder computacional será equivalente ao de um cérebro humano.

Assustador, né? E seguindo a lei de Moore, este poder continuará dobrando a cada 18 meses.

O Juarez já havia comentado aqui no TB que o iPhone é considerado por muitos uma extensão do nosso corpo. Nossa memória se tornou dependente desses gadgets e da internet, e quem já utilizou um iPhone-like no dia-a-dia não consegue abrir mão destas facilidades.

Somos de fato dependentes de nossos gadgets e computadores e isso significa que a cada dia que passa nós nos esforçamos menos e menos para memorizar as informações que recebemos.

É só pensar: quantos números de telefone você sabia de cabeça há 10 anos? Quantos sabe hoje?

Para ser sincero, durante a palestra eu mal consegui guardar os dados que Salim apresentava por mais de cinco minutos. Tive que recorrer ao iPhone.

Hasta la vista, baby.

Diferente dos computadores, o cérebro humano baseia-se na prática para se aprimorar. Seguindo esta lógica, então, podemos dizer que a tecnologia estaria deixando o ser humano menos inteligente? Qual seria o impacto disso em uma pessoa que nascesse e crescesse nesse ambiente tecnologicamente dependente?

Estaríamos ficando mentalmente menos capacitados por culpa da nossa própria inteligência (que ironia, não?) e isso aumenta na velocidade em que nos tornamos mais e mais dependentes desses pequenos cérebros artificiais.

Levantei essa bola para Salim e a opinião dele foi um pouco diferente. Resumindo, a resposta pode ser entendida como: “não importam os meios, o que vale é que consigamos atingir o objetivo final (lembrar das coisas)”.

Para Salim, nosso cérebro possui uma quantidade específica de energia, e essa energia é gasta conforme dedicamos ela à diferentes tarefas do nosso dia-a-dia. Sendo assim, essa virtualização do nosso cérebro é benéfica, pois podemos aproveitar melhor esta energia para emoções, uma característica exclusivamente humana que a tecnologia nunca conseguirá replicar (ou assim esperamos).

Bancando o James Cameron, ainda podemos levar essa discussão a outro nível. Deixando de exercitar o nosso cérebro, não estamos apenas diminuindo a nossa capacidade mental, como estamos colocando todo o nosso conhecimento e características pessoais nas mãos de uma máquina.

Não sei se vocês leitores acreditam na possibilidade de uma “revolução das máquinas” como Hollywood retrata, mas se alguma coisa um dia sair errado, estaremos completamente vulneráveis. Uma geração inteira de seres humanos com capacidade de raciocínio reduzida, lutando contra nossa própria inteligência, agora pertencente à nossa criação.

E que fique registrado que o texto já ficou tão grande que eu nem falei sobre os protótipos de robôs que Salim mostrou lá na palestra. A presença dos robôs no nosso dia-a-dia é mais real do que imaginamos e isso também se aproxima na velocidade da lei de Moore.

O que você leitor tem a dizer sobre isso? Deixe sua opinião nos comentários.

Parabéns.com!

Foi Charles Hornig quem registrou o primeiro domínio .com da rede mundial de computadores como nós a conhecemos hoje. Hornig adquiriu Symbolics.com para sua fabricante de computadores Symbolics. Curiosamente, pouco mais de um mês depois de registrado o domínio, Hornig percebeu que apenas 1 dos 1008 servidores de email da época estavam configurados corretamente para aceitar mensagens partindo do endereço web da sua empresa.

Atualmente domínio .com mais velho da internet é gerenciado por uma empresa de investimentos, que comprou-o da Symbolics em agosto de 2009 e o transformou em um blog sobre domínios, hospedagem e outros assuntos envolvendo web. A empresa original (que agora usa o domínio www.symbolics-dks.com) sequer é mencionada.

De acordo com dados da VeriSign, a cada semana mais de 500 mil novos domínios .com são registrados e atualmente existem mais de 90 milhões deles. [TheRegister]

O tráfego de internet passa por vários servidores ao redor do mundo. Os principais deles, conhecidos como backbones (espinha dorsal, em tradução livre), são controlados por empresas com grandes recursos e investimentos. Uma dessas empresas, Global Crossing, vende seus serviços de link internacional à Net, Embratel e outras operadoras brasileiras. E devido a uma pane ainda inexplicada em seu backbone na América do Sul, o acesso à Internet ficou comprometido durante várias horas da madrugada de ontem para hoje.

Usuários do serviço de banda larga Net Virtua em São Paulo parecem ter sido os mais afetados, apesar da empresa já ter contornado a situação através de um link de backup. Vários usuários do serviço expressaram-se no twitter (ao menos aqueles que conseguiram carregar a página da rede social durante a pane) sobre a qualidade da banda larga.

Além de afetar brasileiros, existe a possibilidade de usuários argentinos também estarem no mesmo barco. Segundo dados do site Internet Traffic Report, o servidor da empresa de internet Impsat, adquirido pela Global Crossing há três anos, chegou a ter perda de pacotes de dados de até 89%. Isso quer dizer que a cada 100 pacotes enviados ao servidor, 89 acabavam no limbo da internet, sem atingir seu destino final.

A Global Crossing ainda não se manifestou sobre a pane no servidor ou a possível causa. [Com Folha Online]

Um website chamado PleaseRobMe (“por favor me roube” em inglês) ficou conhecido hoje por ressaltar a falta de preocupação de muitas pessoas ao compartilhar informações em redes sociais que podem indicar os endereços de suas casas e mais: mostrar quando a pessoa não está em casa e onde ela está, em tempo real.

Co-desenvolvido pelo holandês Boy Van Amstel, o site baseia-se na integração entre o Twitter e o Foursquare, jogo social onde as pessoas, através de seus smartphones, registram as suas localizações em diversos lugares para ganhar pontos e títulos. Juntando estas informações o site apontava quando as pessoas estavam criando “oportunidades de roubo” ao compartilhar endereços e localizações.

A intenção do site, segundo Van Amstel, não é servir como uma ferramenta para assaltos, mas sim alertar quanto aos perigos que podem estar associados ao compartilhamento indiscriminado de informações online.

“As pessoas estavam registrando suas localizações em casa, ou na casa da namorada ou na casa de amigos, e compartilhando os endereços — não acho que elas estavam cientes do quando estavam compartilhando,” disse Van Amstel à BBC.

Apesar da intenção nobre explicada pelos seus fundadores, a conta do site no Twitter — através da qual usuários eram alertados das “oportunidades” que estavam dando aos criminosos — foi “suspensa devido a atividade suspeita”. Segundo o AppScout o PleaseRobMe.com ainda funciona, mas até o fechamento deste post não consegui acessar o site (mas não é possível afirmar categoricamente que o site de fato saiu do ar, pelo menos não enquanto não forem resolvidos os problemas na internet que estivemos discutindo recentemente através do Twitter do Tecnoblog).

[Atualização em 19/02 às 18h10] Pelo visto o problema não tinha sido o PleaseRobMe.com — que continua no ar — mas sim da falha de backbone que ocasionou os problemas no Virtua ontem.

[Atualização em 19/02 às 18h25] As novidades sobre o assunto são:

  • A Foursquare respondeu às críticas (leia a réplica neste post);
  • PleaseRobMe colocou em sua página inicial um anúncio dizendo que tem interesse em oferecer o site a uma fundação profissional, agência ou companhia que tenha por objetivo ajudar as pessoas a entenderem melhor as questões relacionadas a privacidade online.

Um ativista chinês e um grupo russo de defesa dos direitos humanos, ambos com forte atuação na internet, estão entre os nomeados para receber o Prêmio Nobel da Paz de 2010, reporta a Forbes.

Tradicionalmente os nomes dos concorrentes para receber a honraria são mantidos em sigilo absoluto pela organização do Prêmio por 50 anos, mas algumas vezes alguns dos indicados podem ser revelados pelos responsáveis por fazer suas indicações aos sub-comitês da laureção.

Os russos foram nomeados por Erna Solberg, líder do partido conservador noruegês, que indicou a ativista Svetlana Gannushkina e sua organização Memorial por denunciar a violência e assassinatos promovidos pelo governo local contra ativistas dos direitos humanos.

Já o ativista Liu Xiaobo, defensor dos direitos humanos e liberdade de expressão na China foi indicado por Kwame Anthony Appiah, professor de filosofia da universidade de Princeton e presidente da Pen American Center – organização que defende liberdades pessoais em todo o mundo.

Nos dois casos os indicados usaram a internet como uma ferramenta de “diálogo e debate para promover a paz e a democracia”.

Não custa lembrar que recentes invasões a contas de e-mail de ativistas dos direitos humanos na China provocaram um desconforto entre o Google e o governo local.

O Papa é pop: Bento XVI pede que o clero use as últimas tecnologias para pregar o evangelho.

O Papa Bento XVI solicitou ao clero que utilize mais as tecnologias “de última geração” — como sites e blogs — para pregar Sua palavra. O pedido veio em uma mensagem que tratava do Dia Mundial pelas Comunicações Sociais da Igreja Católica 2010.

O evento, agendado para o dia 16 de maio, terá como tema “Os padres e ministros pastorais em um mundo digital: a nova mídia a serviço da palavra”. O Papa defende que, à medida que a cultura muda, a Igreja precisa usar as mais recentes tecnologias, especialmente se pretende atingir os mais jovens. Sua Santidade sobre isso escreveu:

“Os padres estão desafiados a proclamar o evangelho empregrando a última geração de recursos audiovisuais (imagens, vídeos, animações, blogs e web sites) que, juntamente com meios tradicionais, podem ampliar horizontes para o diálogo, evangelização e catequese,” disse o Papa em sua mensagem.

O sumo-pontífice reconhece que a utilização dessas novas tecnologias exigirão uma adaptação do clero, mas acredita que elas podem ajudar a criar relações mais profundas com a comunidade, mesmo a grandes distâncias. Sua Santidade, porém, ressalta que os representantes da Igreja não podem esquecer sua funções primárias.

“Os padres presentes no mundo da comunicação digital devem ser menos notáveis por suas habilidades de mídia do que por seus corações pastorais e sua proximidade com Cristo,” disse o Papa Bento XVI.”Isso não apenas irá revitalizar seu alcance pastoral, mas também dará uma ‘alma’ à rede de comunicações que constitui a internet.”

Esta não é o primeira aposta do Vaticano na internet. Além de seu site principal, o Vaticano lançou no ano passado o site “O Papa para você” (Pope2You), onde os fiéis podem acessar um aplicativo papal do Facebook, ver o canal do Vaticano no YouTube e até mesmo baixar o aplicativo de notícias da Igreja Católica para iPhone. [CNET]

Segundo estudo realizado pela Harris Interactive com cerca de 2 mil pessoas, um americano adulto passa, em média, 13h online por semana. O número é menor que o de 2008, quando a média semanal foi de 14h. Essa diferença, estima-se, ocorreu devido ao grande interesse nas eleições americanas naquele ano. (Aos que estão imaginando quanto era em 2007, eu respondo: 11h online por semana, em média).

Claro, há uma grande variação entre diversos perfis de uso. Em uma ponta da curva temos 20% dos usuários, que ficam apenas 2 horas ou menos na internet por semana. Na outra outra ponta, 14% dos internautas analisados ficam mais de 24h online por semana.

Outras conclusões interessantes:

  • A faixa etária que passa mais tempo na internet é a de 30-39 anos (18h/semana) e as de 25-29 e 40-49 anos (ambas com 17h/semana);
  • Metade dos que estão online compraram algo pela internet no último mês. No grupo com 30-39 anos a porcentagem salta para 62%, e no de 40-49 anos, 56%;
  • O número de americanos adultos online (184 milhões, 80% dos adultos no país) tem se mantido relativamente estável desde 2007;
  • O número de adultos nos EUA que acessam a internet de casa aumentou para 76%, contra 75% em 2008, 70% em 2007 e 66% em 2005.

Internet móvel 3G e netbooks possuem muitas semelhanças. Nas alegrias e nos desgostos.

Para começar, são as duas tecnologias que brilharam no Brasil em 2009. A aquisição de aparelhos e modems 3G não pára de crescer. Em setembro, a Cisco relatou, em pesquisa, um aumento de 34% nas conexões móveis em relação ao semestre anterior. Ao contrário do que muitos imaginam, hoje 76% das conexões móveis são para uso pessoal, residencial, contra 23% do setor corporativo.

O fenômeno brasileiro é sui generis. Com a banda larga móvel, nem sempre é pura mobilidade o que os brasileiros buscam. O serviço veio a preencher uma lacuna de mercado, compensando as deficiências de território da banda larga fixa convencional. Apesar de terem cumprido suas metas com a Anatel, as operadoras ainda mostram enormes falhas de distribuição, baixa concorrência e preços elevados, dificultando a homogeneidade da inclusão digital por todas as regiões do país. Nesse ínterim, o 3G levou a internet de maneira mais democrática a pessoas até então desplugadas não por opção, mas por falta de disponibilidade.

Nossa adoção é representativa, mas ainda falta muita coisa. Se considerarmos nossos vizinhos da América Latina, então, os números são até vergonhosos. Apanhamos feio de argentinos e chilenos no acesso à informação e educação pelo meio digital.

Os netbooks trilharam um caminho parecido. Esses laptops super pequenos, leves, e de baixo poder de processamento, foram a salvação de grandes empresas de TI em tempos de crise. Crise, aliás, pouco refletida no Brasil em termos de vendas de terminais.

Enquanto em muitos países os netbooks se tornaram uma excelente opção como segunda máquina de profissionais móveis, estudantes e viajantes, no Brasil eles ganharam visibilidade maior na classe C. Foram vistos como opção para o primeiro computador de muita gente. O baixo custo é o principal atrativo, que, por sua vez, puxou para cima também a venda de modems para internet móvel. Pessoas até então restritas ao acesso web no trabalho, escolas ou terminais públicos, passaram a contar com seu próprio dispositivo.

Quando a lua-de-mel acaba…

Não é segredo algum que os serviços 3G estão muito aquém das expectativas em termos de qualidade.

Campeãs de queixas em entidades de defesa do consumidor, as operadoras ainda não nos deram explicações ou compensações pelos serviços ruins prestados. Os preços não caíram (ao contrário, em média aumentaram desde o advento dos primeiros planos de internet móvel do mercado em 2005) e o pós-venda continua ineficiente, mesmo após o vigor da lei do callcenter. Se servir de consolo, as operadoras também amargam altas taxas de insatisfação na Europa e EUA. A diferença é que há competitividade, e nesses lugares, as pessoas não pagam tanto quanto aqui. Temos a internet mais cara do planeta.

Os netbooks, mais uma vez, compartilham semelhanças. Uma pesquisa recente divulgada nos EUA há alguns meses mostrou que apenas 58% das pessoas que compraram esses portáteis mostraram-se satisfeitas com o desempenho dos equipamentos.

O barateamento dos netbooks atrai, muitas vezes, o público errado a esses equipamentos. Não temos números oficiais, mas é bem provável que o mesmo descontentamento esteja ocorrendo no Brasil, já que as limitações técnicas dos aparelhos parece ser simplesmente ignorada pelo comércio. Grandes varejistas vendem netbooks de marcas populares, como os da Positivo, a preços muito atraentes, mas os anunciam simplesmente como “notebooks”.

Tenho tido cada vez mais contato com pessoas que se dizem insatisfeitas e até lesadas com esse tipo de portátil. Mesmo geeks que se empolgaram com a novidade num primeiro momento esfriaram, ainda que esses mini-laptops estejam ganhando hardware mais poderoso.

Não é raro ver consumidores abandonando desktops ao comprar netbooks, um erro terrível. Infelizmente, esses mini-laptops não foram feito para atividades que exijam mais memória e processamento. A maioria sequer possui leitores óticos para CDs ou DVDs, mostrando claramente que seu objetivo é outro. Como o nome diz, “netbook” serve para proporcionar maior liberdade e mobilidade no acesso à web: páginas da internet, emails, serviços online. Em boa parte desses dispositivos, música e vídeo devem passar longe, já que com 4, 8 ou 16 GB de armazenamento quase nada pode ser feito. Os processadores e memória mais exíguos também limitam o uso de vários programas simultâneos.

Netbooks nasceram, como dito anteriormente, como um dispositivo a mais para usuários que demandam muita mobilidade. Cabem em qualquer bolsa, despistam gatunos, são versáteis nas interfaces de acesso à internet e possibilitam mais conforto de tela e teclado para aqueles que querem um pouco além de seus smartphones.

É irônico que os dois ícones digitais do país em 2009 possuam, ao mesmo tempo, percepções semelhantes em termos de adesão ou descontentamento. O que foi responsável por isso? Pouca informação? Publicidade enganosa? Falta de rigor de entidades que deveriam fiscalizar a prestação de serviços? É bem provável que seja um pouco desses três itens, já que, assim como o 3G e o netbook, eles também são fenômenos tipicamente brasileiros.

brasilA Pnad 2008 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) foi apresentada nesta sexta (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e mostra que 56 milhões de brasileiros acima de 10 anos acessaram a internet em 2008. Esse número representa 35% da população brasileira. Em 2005 apenas 21% tinham acessado a internet.

Mas esses números contrastam com o que o CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil) apresenta para o mesmo ano. Segundo o CGI.br o Brasil tinha 63 milhões de internautas (39% da população) no ano passado. O CGI também pesquisa a população maior de 10 anos de idade.

A pesquisa do IBGE também mostra que o acesso via lanhouses está em segundo lugar no Brasil, perdendo apenas para acessos feitos de casa. Novamente este número diverge do que o CGI.br divulga. Segundo o Comitê Gestor as lanhouses ultrapassam os acessos feitos de casa.

De qualquer forma é interessante olhar a pesquisa do Pnad 2008. Acessos à internet crescendo a passos largos e número de celulares também. Ótimo para o Brasil.

Cinco dos maiores grupos que publicam jornais e revistas nos Estados Unidos anunciaram hoje que criarão um e-reader (leitor digital) em conjunto para suas publicações. O e-reader está prometido para 2010 e é uma resposta dessas empresas à toda crise que o meio impresso vem sofrendo com a internet.

São eles o Times Inc (revista Time), Condé Nast (revista Wired), News Corp (jornal Wall Street Journal), Hearst (revista Cosmopolitan) e Meridth (revista Better Homes). Todas as empresas possuem outras dezenas publicações e não raro seus tentáculos abrangem outras mídias como rádios, TVs e internet. Outras empresas de mídia poderão entrar neste grupo.

Vale lembrar que a Amazon com o seu Kindle já oferece essa possibilidade de vender conteúdo para e-reader. O New York Times lá fora e O Globo aqui no Brasil são duas publicações com conteúdos nele.

Sabe-se que há tempos as publicações impressas vem sofrendo com a concorrência da internet. Nos últimos dois anos centenas de jornais americanos fecharam as portas. E recentemente Rupert Murdoch, magnata da comunicação e dono da News Corp, atacou o Google (e seu Google News) por supostamente prejudicar suas operações online.

A briga é feia e era questão de tempo até que o lado do papel resolvesse se mexer. Se esse é o tão sonhado modelo de negócios que conseguirá trazer o conteúdo dos jornais e revistas de forma rentável para o mundo digital só o tempo dirá. [PC Magazine / Wired]