"Seja livre, mas escolha o meu"

A Fundação Mozilla iniciou uma campanha para conscientizar os navegantes menos antenados que existem outros programas para se acessar a web do que o todo poderoso Internet Explorer.

Chamada de Open to Choice, a iniciativa mira no provável aumento de demanda por novos navegadores que o final do suporte do IE6 pelos serviços do Google e que a tela de seleção de browsers que deve entrar no ar na Europa nos próximos dias devem gerar num futuro próximo.

Em uma carta aberta postada no site opentochoice.org, John Lilly, CEO da Mozilla afirma que “a escolha de um browser é muito importante porque esses programas têm uma importância crítica em nossas vidas modernas”, e completa, de maneira quase poética, que eles “são as lentes pelas quais vemos o mundo virtual e a mídia com que nos conectamos para aprender, compartilhar e colaborar”.

Como era de se esperar, na página inicial do site existem apenas referências do navegador da casa, o Firefox, mas eles garantem que informações sobre todos os pontos fortes e fracos dos programas da concorrência serão enviados “quando for a hora de mudar” aos e-mails dos interessados que cadastrarem seus endereços numa lista.

Agora só resta saber o que eles dirão a respeito do IE8, atualmente o browser mais usado do mundo, e do Google Chrome, que vem crescendo bastante de uns meses para cá.

O anúncio de que o Google deixaria de oferecer de vez suporte para o velhote navegador Internet Explorer 6 fez com que a pequena agência de publicidade norte-americana Aten aproveitasse a “morte” do programa para organizar um funeral virtual para o browser.

IE6: rest in pieces (sic). Clique para ampliar.

“O Internet Explorer 6, residente na internet há oito anos, morreu na manhã do dia 1º de março de 2010 em Montain View, Califórnia, por conta de um acidente de trabalho ocorrido na sede do Google“, diz o “epitáfio”, que lembra que o programa deixa “um filho, o Internet Explorer 7, e um neto, o Internet Explorer 8″.

A cerimônia deve acontecer na sede da agência de publicidade às 7 da manhã (horário local) do próximo dia 4, com “com direito à comida e bebidas”, além de um jogo de dardos com o logotipo do programa fazendo vezes de alvo. Aqueles que infelizmente não conseguirem aparecer a tempo nos EUA poderão marcar sua presença enviando flores para o evento.

Mensagens de condolências e outros dados a respeito da morte do programa podem ser vistos no site ie6funeral.com.

Bem que poderia acontecer alguma coisa parecida por aqui, não?

No meio do turbilhão envolvendo as mais recentes falhas de segurança identificadas no decano navegador Internet Explorer 6, que tem em seus capítulos mais dramáticos uma rixa entre o Google e o governo chinês e com a Alemanha e França emitindo comunicados oficiais que pediam que os internautas do país evitassem o programa a qualquer custo, surge uma voz dissonante: o Reino Unido.

O órgão responsável pela segurança Web nas terras de vossa majestade parece ter caído na conversa da Microsoft de que a falha não é uma ameaça aos usuários comuns. “Não há evidências de que a versão com todas as correções do IE6 é mais ou menos segura que os outros navegadores”, afirmou o sub-secretário de estado lorde West.

A medida, claro, despertou a fúria de especialistas web no país, que para protestar resolveram criar uma originalíssima petição online no site governamental Number10.co.uk, que até o momento conta com cerca de 1,2 mil assinaturas. [Register]

O Google anunciou hoje que os serviços Google Docs e Google Sites deixarão de oferecer suporte ao navegador Internet Explorer 6, inimigo número um entre 11 a cada 10 desenvolvedores web e especialistas em segurança na rede.

Junto do clássico aviso que pede aos usuários que mantenham os programas de seu computador devidamente atualizados, a gigante da web afirma que a partir de agora os requisitos mínimos para usar os serviços serão os browsers IE7, Firefox 3, Chrome 4.0 ou Safari 3.0.

De acordo com dados da empresa NetApplications relativos ao último mês de dezembro, o IE 6 ainda é o segundo navegador mais utilizado no mundo, com 20,07% de audiência e logo atrás do líder IE8, que conta com 22,31%. Já o Firefox 3.5 está na terceira colocação, com 17,10% de audiência.

Essa não é a primeira vez que o Google abandona o suporte ao antigo programa da Microsoft em seus serviços. Desde agosto o Orkut exibe um aviso que pede aos usuários do decano IE6, lançado em 2001, que instalem um novo navegador em suas máquinas.

A crise de confiança deflagrada contra o navegador Internet Explorer na última semana fez com que o Firefox e o Opera registrassem aumentos consideráveis em seus downloads em todo o mundo.

Depois do alerta alemão contra o programa da Microsoft, o tradicionalmente ignorado Opera viu sua procura dobrar na Alemanha e aumentar 37% na Austrália, onde comunicado semelhante foi feito.

Apesar de não divulgar seus números globais, a Mozilla também aponta aumento de interesse sobretudo na França e na Alemanha, onde os downloads saltaram de 50 mil para 200 mil por dia. Os dados franceses não foram divulgados por ainda não terem sido auditados. [The Register]

Pelo visto a Microsoft agora compartilha (em termos)  do sentimento daqueles que defendem a campanha “IE6 deve morrer.”

Segundo Amy Bazdukas, gerente geral da Microsoft para o Internet Explorer, “Amigos não deixam amigos usar o IE6″. A empresa, naturalmente, quer que os clientes façam o upgrade para o Internet Explorer 8. Mas isso é muito mais fácil para usuários domésticos que corporativos.

"Me promete que não usa o IE6?"

"Me promete que não usa o IE6?"

“Com nossos clientes corporativos, é mais complexo,” adverte Bazdukas. “Para eles, distribuir um navegador é muito parecido com distribuir um sistema operacional ao longo de múltiplos computadores. Então não é surpresa que o IE6 ainda esteja sendo usado.”

Segundo Ray Valdes, analista da Gartner, a popularidade do IE6 é uma consequência indesejada do domínio de 95% do mercado que a Microsoft tinha em 2001.

Mas isso não significa que a Microsoft esteja satisfeita com isso: “o uso do IE6 é mais alto do que gostamos,” diz Bazdukas. E Valdes complementa: “Acho que a Microsoft gostaria que as pessoas fizessem o upgrade do IE6, mas a realidade é que é surpreendentemente difícil de levar empresas a fazer o upgrade. Muitas companhias tem software antigo que depende do IE6, e esse software não é atualizável porque eles não têm orçamento ou o desenvolvedor não está mais por perto.”

Apesar de confirmar que apóia o abandono do IE6 (em favor do IE8, claro), Bazdukas reitera que a versão antiga do navegador da Microsft será suportada até 8 de abril de 2014 (mesma data que o Windows XP).

Moral da história: se você tem um amigo que ainda usa o IE6, faça esse favor à Microsoft (e a ele; e aos webdesigners do mundo também) e convença-o a mudar para algo mais moderno, seguro e que respeite os padrões da web atual. [Computerworld]

A campanha começou no mês passado, com um post no blog do digg que, entre outras coisas, anunciava os resultados de uma pesquisa feita com usuários do site que ainda rodavam o IE 6. A partir daí, o movimento “IE 6 Must Die” (IE 6 Deve Morrer, em tradução livre) tomou conta da web, no Twitter, Facebook e em diversos blogs. Sites de altíssimo tráfego como o YouTube e Orkut publicaram avisos enormes visíveis somente para usuários do IE 6 dizendo que o suporte para esse navegador seria descontinuado e oferecendo novas opções. Mais de 70 outros sites também se uniram para criar um movimento mais puritano e que não envolve mortes, chamado IE6 No More (IE6 Não Mais) tornando pública sua intenção de fazer o mesmo que o YouTube e Orkut.

ie6more

More IE6! More!

Até agora a Microsoft não havia se manifestado. Foi por isso que Dean Hachamovitch, gerente geral da equipe de desenvolvimento do Internet Explorer, decidiu responder publicamente ao movimento. Em um post no IEBlog da rede MSDN, Dean oferece um “ponto de vista de um engenheiro”. Ele argumenta não em defesa do ultrapassado navegador, mas sim do profissional de TI que está com as mãos atadas em relação à atualização de certos programas dentro de empresas. Também diz que, apesar da Microsoft e dos usuários finais serem a favor da atualização para o browser mais novo, nem sempre o usuário final do PC é o responsável ou dono do computador. Muitos deles pertencem à organizações que não podem ou não tem dinheiro o suficiente para fazer a transição, que inclui instalação, treinamento e manutenção.

Dean também deixou claro que, para a Microsft, “parar de oferecer suporte para o Internet Explorer 6 não é uma opção”. “Muitas pessoas esperam que o que eles receberam com seu sistema operacional, continue funcionando”, conclui. Mas nós sabemos que nem sempre esse é o caso quando se trata de Windows e Microsoft. Tela azul da morte, alguém? [Mashable]

Mais uma pá de cal é jogada em cima do caixão do finado Internet Explorer 6: foi a vez do YouTube dar sua singela despedida ao browser de quase dez anos de idade da Microsoft. A partir de agora, quem acessar o site utilizando o IE6 receberá uma mensagem como a que você pode conferir abaixo, na qual é sugerido que o usuário atualize seu browser para a versão mais nova, o Internet Explorer 8, ou a versão atual de dois de seus concorrentes, Firefox 3.5 ou Google Chrome 2.

Nós do Tecnoblog não utilizamos o IE6 para tirarmos uma screenshot =/

Nós do Tecnoblog não utilizamos o IE6 para tirarmos uma screenshot em português =/

Enquanto outros sites simplesmente recomendam a utilização de um browser decente atual, o que acontece no YouTube não é assim tão simples. Com a notificação de que o IE6 não será mais suportado pelo site, deixa também em aberto o futuro sobre o serviço, uma vez que não tendo que garantir o funcionamento em um browser defasado, novas tecnologias podem ser trazidas a público.

Diferente do que pode parecer, até mesmo a Microsoft já tentou, mais de uma vez, acabar com o império do Internet Explorer 6, mas nem mesmo depois de muito marketing e duas versões melhores, mais rápidas e mais seguras do browser, conseguiram mandar o tão mal falado navegador ao limbo digital. [Techcrunch]