telefonicaOntem (8) o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, falou à imprensa sobre os desafios que enfrentou em 2009 e as perspectivas para 2010. Os investimentos da empresa no país para 2010 devem ficar na faixa dos 2 bilhões de reais.

Valente evitou falar dos valores investidos em 2009 mas deu a dica que ficará entre 2 e 2,4 bilhões de reais, um pouco abaixo do previsto. No final do terceiro trimestre a empresa espanhola havia investido um total de R$ 1,4 bilhão no país.

O foco para 2010 será a banda larga. Faz sentido já que no ano de 2009 a Telefônica foi impedida de vender seu serviço Speedy por alguns meses devido a problemas sérios enfrentados pelo sistema. Este blogueiro que aqui escreve esteve na sede da Telefônica recentemente e notou a preocupação da empresa com os problemas no Speedy. Algumas áreas foram reestruturadas, fizeram um gráfico gigantesco prevendo todas as possíveis falhas no serviço e assim vai.

A Telefônica aproveitou pra divulgar que o número de reclamações contra a empresa no Procon e na Anatel diminuíram. Segundo eles a queda foi de 77% no Procon SP e 58% na Anatel comparando-se o mês de novembro com março. Outro número que aponta para essa melhoria no serviço é a queda de 6,7 milhões de chamadas à central de atendimento da Telefónica em fevereiro para 3,2 milhões em novembro.

Agora é aguardar para ver se todo esse investimento e todas essas informações divulgadas realmente reflitam em melhores serviços para a população. [Abril / G1 ]

mozdolar

O relatório a respeito dos resultados na Mozilla no ano fiscal de 2008 (.PDF) mostra que, pelo menos para a empresa criadora do Firefox, a tal crise econômica não existiu. Ainda que o pânico no mercado financeiro tenha diminuído alguns valores, os dados mostram que a fundação arrecadou US$ 78,6 milhões (R$ 133 milhões) no ano passado, um aumento de 5% em relação a 2007. O caixa relativamente gordo é usado no pagamento de seus quase 200 funcionários e para cobrir os custos de equipamentos e estrutura técnica.

Os dados também mostram que a Mozilla gastou US$ 49,4 milhões em 2008, índice 33% superior ao ano anterior. Do montante, US$ 31,2 milhões foram para o desenvolvimento de softwares, US$ 6,2 em marketing, US$ 9,8 em despesas administrativas e US$ 1 milhão em doações para outras organizações, incluindo uma esmolinha de US$ 100 mil que foram destinados para o suporte do formato Ogg Theora Media.

Apesar de fazer algum dinheiro a partir de investidores ou doações, boa parte de seu dinheiro vem de empresas como o Google em troca de um destaque na caixa de buscas do navegador. De acordo com Mitchel Baker, CEO da Mozilla, o fato da gigante da internet ter lançado o Chrome não é uma ameaça: “a competição é benéfica por nos fazer trabalhar com mais empenho”, escreveu em no blog da companhia, onde também lembra que diariamente seu programa tem cerca de 110 milhões de usuários.

Como lembra o Ars Technica, a estrutura organizacional da Mozilla é um tanto diferente. A Fundação Mozilla é uma organização sem fins lucrativos que detém os direitos intelectuais do browser, enquanto a Mozilla é um braço comercial que procura por acordos e que está sujeita à tributação.