Steve Jobs está feliz. Foi nessa quarta-feira que a iTunes Store, a loja de músicas da Apple, chegou a mais uma incrível marca: o dez bilionésimo (é assim mesmo que escreve, por mais estranho que possa parecer) foi baixado por algum consumidor.

A canção de número 10.000.000.000 baixada na iTunes é desconhecida, por motivos óbvios de privacidade. Mas ela serve para provar que a Apple conseguiu, de fato, desenvolver a melhor maneira de vender música por meio da internet, de forma completamente legalizada e cômoda para o usuário.

Também não é por acaso que a iTunes Store se tornou o maior vendedor de músicas online do mundo, vendendo muito mais que qualquer um dos outros concorrentes (para falar a verdade, na maior parte do tempo nós sequer lembramos deles). Aliás, a mesma iTunes Store é atualmente o maior vendedor de músicas do mundo, seja competindo apenas com lojas online, seja competindo com lojas físicas de tijolo e argamassa.

Depois de anos vendendo as faixas individuais de músicas por US$ 0,99, a Apple adotou no ano passado uma forma de precificação mais variada: as músicas agora podem custar US$ 0,69, US$ 0,99 ou US$ 1,29. Ficou a cargo das gravadoras decidir qual preço cobrar pelas canções. Adivinhe qual é o valor cobrado pelas que estão no Top 10 da loja.

Win7+iTunes+iPhoneRelatos de usuários apontam que a mais nova versão do sistema operacional da Microsoft e a mais nova versão da jukebox da Apple não estão funcionando juntas. O problema, mais especificamente, é de quem tenta sincronizar um iPhone ou iPod Touch com um computador com Windows 7 em sua versão de 64 bits.

No fórum oficial da Apple, os tópicos sobre tal incompatibilidade estão repletos de relatos de usuários passando pelo mesmo problema. Eles dizem receber a mensagem “Troubleshoot compatibility“.

Microsoft e Apple não se pronunciaram sobre tais queixas. A recomendação dos próprios usuários, por enquanto, é de que se use o iTunes 8 para evitar problemas.

Conversamos com Fabiana Lovati, que é usuária dessa problemática combinação de softwares, veja o que ela diz:

“Quando eu instalei o Windows 7 na minha máquina, fiz o download da última versão do iTunes e fui avisada que a versão mais recente só funciona na versão 32 bits. Mesmo assim, instalei o programa e constatei que ele funciona perfeitamente, consigo carregar o meu iPod Touch 2G, mas não o sincronizar.”

Ela diz ainda que tentou, sem sucesso, encontrar uma versão do iTunes para Windows 7 64 bits. Experimentou então instalar a versão 64 bits para Windows Vista, que também não funcionou ( o programa alegou faltar uma DLL). Por fim, ela desinstalou o iTunes e todos os arquivos relacionados, e após a reinstalação da versão para Vista 64 bits, tudo parece funcionar enfim.

Cabe notar que o iPod Touch da Fabiana é jailbroken, o que pode (ou não) estar de alguma maneira relacionado aos problemas ocorridos.

Este que vos escreve é usuário do Mac OS X Snow Leopard, e aqui a sincronização não passa por qualquer problema. No entanto, em face a esses problemas com o Windows 7 64 bits, fui verificar  e, curiosamente, notei que, mesmo no Snow Leopard, o iTunes é aparentemente o único programa da Apple que ainda não roda em 64 bits, assim como sua contra-parte no mundo Windows.

E se você está passando por problemas similares, não deixe de relatar seu caso na nossa área de comentários. ;-)

lalaNa sexta-feira (4) a Apple anunciou a compra da startup de música Lala. A Lala oferece serviços de venda e streaming de músicas diretamente da internet. O fato é interessante pois pode ajudar a loja de músicas do iTunes a permitir streamings e coleções que fiquem “na nuvem” ao invés de nos HDs de cada usuário.

Hoje a Lala oferece por 10 centavos de dólar a possibilidade de streaming ilimitado da música que você adquiriu neste formato. Outra opção é comprá-la ao custo de cerca de 80 centavos. Aqui no Brasil o site é acessível mas as músicas não.

Executivos da Apple não confirmam as intenções que tem com a compra desta startup. Segundo eles a Apple costumeiramente compra pequenas empresas de tecnologia e não comenta seus planos.

Analistas disseram que a Lala, apesar de ter acordos com gravadoras de música para oferecer esses serviços, seus contratos não transferem a possibilidade de streaming de músicas para compradores da empresa, no caso a Apple.

É bem possível que a Apple venha a oferecer nos próximos meses um serviço similar. Ao invés de sincronizar seu iPhone/ iPod com o computador, talvez o negócio seja ouvir as músicas diretamente da internet. Se isso acontecer, trata-se de uma mudança e tanto para a empresa da maçã. [The New York Times]

Me dá um dinheiro aí

Me dá um dinheiro aí

De acordo com informações levantadas pelo Wall Street Journal, o site de vídeos YouTube está se preparando para lançar um serviço pago que permitirá aos usuários – americanos, por enquanto – assistirem a seus programas de televisão prediletos no computador.

Os episódios de seriados ou programas de variedades seriam vendidos pela bagatela de US$ 1,99 (R$ 3,50) e seguindo o tradicional “modelo Google de se fazer as coisas” o arquivo não seria baixado para o equipamento do usuário, mas sim transmitido via streaming, o que pode ser considerado uma desvantagem quando se lembra que a iTunes e Amazon permitem que o download seja realizado.

A novidade deve entrar no ar no ano que vem. De qualquer maneira, os mares para esse lado da web parecem especialmente bravios. A Apple já negocia com emissoras a possibilidade de oferecer assinaturas mensais em troca de sua programação e o Hulu, site de propriedade das gigantes ABC, NBC, Disney, Fox e News Corp também pretende lançar seu próprio serviço pago.

Enquanto isso essa terra distante chamada Brasil não parece estar nos planos de nenhuma dessas empresas, e a única alternativa que temos para ver programas no computador pode causar a fúria de certos departamentos jurídicos.

Seja livre, use pianola!

Seja livre, use pianola!

Agora que o Mininova bateu as botas, provavelmente é hora de arrumar outra maneira de ouvir músicas. E que tal considerar uma solução que provavelmente (não dá pra ter certeza de nada nessa vida) é livre se perseguição da RIAA?

Esta mini pianola mecânica pode ser encontrada por US$ 16 (R$ 25) na Urban Outfitters e vem com uma tira em que é possível ouvir o clássico “Parabéns para você” e outras em que é possível fazer seus próprios furos (um furador especial vem junto para ajudar na tarefa) e compor sua canção.

O lado ruim é que o brinquedo não tem tela de LCD, touchscreen, bateria, fones de ouvido brancos, USB, capacidade de acessar a internet nem uma app store.

O lado bom é que é totalmente livre de dores de cabeça como DRM, direitos autorais e processos judiciais.

Acho que vale a pena.

philschillerDesde que a iTunes AppStore foi lançada, o processo pelo qual os aplicativos precisam passar para serem disponibilizados na loja foi sempre bastante criticado. Seja por inconsistências no motivo de rejeição de aplicativos ou na demora na aprovação dos programas, a loja online é alvo constante de desenvolvedores insatisfeitos e da mídia em geral, que aponta casos absurdos como a rejeição de uma app que tinha iPhone no nome.

Apesar disso, Phil Schiller, vice-presidente de marketing da Apple, defende o método usado para aprovar as apps. Em entrevista à BusinessWeek, Schiller declarou que “os desenvolvedores ficam, geralmente, gratos pela existência do processo de aprovação”, pois os funcionários da empresa responsáveis por testar os aplicativos encontram falhas que os criadores muitas vezes deixam escapar.

Schiller ainda diz que são enviados mais de 10 mil aplicativos por semana e, ainda segundo os dados internos da empresa, 10% deles são inapropriados pois “roubam informações pessoais ou auxiliariam o usuário a quebrar a lei ou contém conteúdo inapropriado” e por isso são rejeitadas. Já nesse campo, ele diz que 9 em cada 10 rejeições acontecem por problemas técnicos, como bugs, uso de APIs não aprovadas e comportamento não esperado.

Obviamente, Schiller é vice-presidente de marketing da Apple, então essa é a posição esperada de alguém no cargo dele. Ainda assim, ele deve saber que é apenas através das críticas que a iTunes AppStore deverá melhorar. Ou ao menos se tornar mais transparente, algo que, creio eu, vai demorar bastante para acontecer. [ArsTechnica]

A Palm atualizou ontem (15) WebOS, sistema operacional móvel que roda no seu smartphone Pre. Incluídos na versão estão várias correções de falhas de segurança diversas e melhor sincronia de contatos e agenda Yahoo, além de algumas novidades como a possibilidade de encaminhar, deletar e copiar mensagens instantâneas e de email através de um menu único e a habilidade de assistir vídeos do YouTube no aplicativo específico.

A atualização, no entanto, não traz de volta a habilidade de sincronizar o Palm Pre com o iTunes, algo que em versões anteriores do sistema operacional era permitido. A Palm parece ter sido vencida pelo cansaço na disputa contra a Apple, que, além de quebrar a sincronia a cada nova versão do iTunes, também tem o fórum de implementadores do USB do seu lado.

O tamanho da atualização é de 126 MB e pode ser baixada de graça através do próprio dispositivo. A empresa também incentiva seus usuários a indicarem falhas de segurança dos aparelhos através de um email disponível nessa página.[PCWorld]

Ah, o iTunes… Um programa de jukebox que alguns amam e outros odeiam. Mas uma coisa é certa: clicar em um link que abre o iTunes sem saber que isso irá acontecer é sempre uma experiência irritante. Ou, se você não tivesse ainda o iTunes instalado, seria levado a uma página exigindo que o instalasse para ver para onde o link apontava. E além disso, navegar pela iTunes Store, por melhor que seja a loja, certamente seria uma experiência muito mais confortável se fosse via browser. Bom, agora parece que finalmente a Apple está corrigindo esses erros. Bem, pelo menos em parte…

Sem fazer muito reboliço, a Apple lançou em uma área do seu site o iTunes Preview. Através dele é possível ver as músicas disponíveis no iTunes a partir da familiar conveniência de seu navegador. Aparentemente até no Internet Explorer 6 funciona (pois é, fazer o quê né?).

Mas repare que eu disse “ver as músicas”, e não “ouvir”. Isso porque, através do iTunes Preview você pode ver todo o catálogo de músicas da iTunes Store, incluindo capas, informações e reviews de usuários… mas, ao contrário do que se pode fazer através do software dedicado, pelo browser não é possível ouvir aquele prático preview de 30 segundos de cada música. Isso, aliás, nos faz imaginar que talvez o nome do novo serviço não seja tão coerente assim…

Para acessar o iTunes Preview exitem duas maneiras. A primeira é clicar em um daqueles links que costumavam abrir o seu iTunes sem pedir licença. A outra maneira é através do iTunes Charts, no site da Apple. Uma vez lá, caso se deseje ouvir um trecho ou comprar a faixa, inevitavelmente o iTunes será aberto.

Cabe observar que, ao menos por enquanto, o iTunes Preview só funciona com as músicas vendidas, mas talvez no futuro a funcionalidade seja estendida para os filmes, seriados e quem sabe até mesmo à App Store. [MacWorld]

mintmusica

O site de finanças Mint.com acabou de divulgar em seu blog uma pesquisa que mostra o avanço dos formatos digitais no mercado de música nos EUA. De acordo com os dados, os downloads legais – em que o usuário compra uma faixa ou disco em mp3 em lojas como a iTunes ou Amazon, por exemplo – aumentaram sua participação de 20% em 2007 para 36% em 2009, enquanto as velhas mídias físicas caíram de 80% para 64%. O ano do grande boom dos formatos digitais foi 2008, com aumento de 30%, e em 2009, graças à crise mundial, o crescimento foi de “apenas” 20%.

A pesquisa também mostra que o iTunes detém 70% do mercado de música online, seguido de longe pela Amazon, mas também aponta que o serviço de música da Apple só cresceu 1% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto rivais como o Rhapsody e o eMusic.com registraram aumento de 12%. Já o Napster, que se tornou famoso no início da era do combate aos downloads ilegais não vem se dando muito bem em sua nova carreira e amarga uma queda de 23% em relação a 2008 (e ela já não era uma maravilha).

Quando ao gasto médio de seus consumidores, a lista aponta que os frequentadores do site Fye.com deixam, em média US$ 34 por lá a cada transação e US$ 22 no CD Baby, enquanto no Napster eles gastam US$ 15 e no iTunes, US$ 7. Para ver a pesquisa completa, confira o post no blog do Mint.com.

iphone-apps

A Apple anunciou hoje que passou da marca de 100 mil aplicativos para iPhone e iPod Touch disponíveis na iTunes AppStore americana, tornando-a a loja de aplicativos online de maior sucesso no mundo. A empresa também relata que já aconteceram mais de 2 bilhões de downloads dos aplicativos nas AppStores em mais de 77 países. No Brasil, o número de aplicativos é menor devido à restrição na legislação brasileira no que diz respeito à venda de jogos.

Segundo Philip Schiller, presidente de marketing da Apple, “a disponibilidade de mais de 100 mil aplicativos é um dos maiores diferenciais para milhões de usuários do iPhone e do iPod Touch”. Empresas como a Smule, criadora do aplicativo I Am T-Pain, relata que seus programas são baixados mais de dez mil vezes por dia.

Um dado curioso que eu gostaria de ter acesso é a quantos dos 100 mil são aplicativos de simulação de flatulência e quantos são lanternas. Aposto meu rim esquerdo que as duas categorias são responsáveis por, no mínimo, 1/3 dos programas.