http://www.fergytech.com/wp-content/uploads/lastfm_logo-svg-618.pngQuem acompanha o tecnoblog há algum tempo, deve ter visto o texto que eu publiquei quando conheci o last.fm.

Basicamente, o que eu achei de mais sensacional no serviço, foi a oportunidade de marcar em um lugar, todas as músicas que eu ouço no meu dia-a-dia (ou quase todas), e depois poder conferir minha evolução musical ao longo dos anos.

Desde então, comecei a notar várias coisas interessantes. Observando meu perfil, por exemplo, vejo que minha banda predileta não é necessariamente a que eu mais escutei até hoje. E que das minhas top 8 bandas, pelo menos duas estão ali apenas por causa de um vício momentâneo. Já nem as escuto mais, hoje em dia.

Mas o last.fm não me fez apenas ser um melhor conhecedor do meu gosto musical. Ele também mudou o meu comportamento como consumidor. Seja de equipamentos de áudio, ou do próprio áudio.

Já me aconteceu por exemplo de pular uma faixa, por não querer exibi-la no meu perfil. Óbvio que quando percebi tal ato, voltei atrás, mas o impulso imediato me chamou a atenção.

E falando em equipamentos, hoje em dia já não me interesso por celulares onde eu não consiga fazer o scrobble de minhas músicas para o last.fm. Tem gente que compra smartphone por causa do twitter. Já eu, sou capaz de deixar de comprar um, por causa do last.fm.

Mas ainda há um lugar que, até hoje, a rede não alcançava: o som do carro. Este que na verdade, é o 3º lugar onde mais escuto música.

A solução me apareceu quando resolvi comprar um iPod. Eu que sou completamente a favor da unificação de tecnologias em um aparelho só (leia-se MP3 no celular), resolvi me render a esta tecnologia velha e obsoleta (ironia, ok?), não pelo Last.fm, não pelo som do carro, mas por motivos maiores.

Agora é só plugar o dito cujo no som do carro, que mais tarde, quando eu sincronizá-lo com o iTunes, o software do last.fm se encarrega de capturar todas as músicas que foram executadas.

Toda essa alteração comportamental pode parecer meio maluca à primeira vista, mas é algo que acontece constantemente na vida das pessoas. E esta é uma pequena parte da minha história, sobre como um serviço gratuito de internet, influenciou o meu comportamento como consumidor.

E vocês, já passaram por algo parecido?

Eu declarei o meu amor ao Last.fm publicamente aqui no TecnoBlog há alguns meses, e desde lá várias coisas mudaram. Pelo menos 20 álbuns novos entraram para a minha biblioteca do iTunes (culpa do last.fm), sem falar das 8405 músicas executadas e enviadas para o meu perfil no site até este segundo.

É uma média de 44 músicas por dia!

Você percebe que o vício está aumentando cada vez mais, quando adquire um celular com Windows Mobile, e instala o software do Last.fm no dito. Pois é, agora até enquanto escuto música no ônibus, o Last.fm está capturando meu gosto musical. Tudo via GPRS/EDGE, claro.

A única coisa que eu sempre senti falta, foi de um widget mais bacanudo para que eu pudesse colocar nos meus blogs, ou Orkut – por que não? Neste último a incógnita foi resolvida recentemente, com o lançamento do Open Social. O fato é que eu nunca gostei muito daquele widget em Flash/JavaScript para blogs. O visual não agrada.

Apresento à vocês então, o plugin iLast.Fm tabajara para WordPress.

Na verdade já existem vários plugins do Last.fm para WordPress, mas este me chamou a atenção em especial. Ele é completamente customizável pela área de administração do sistema, podendo inclusive fazer cache das informações coletadas, o que deixa o carregamento bem mais rápido.

Para que não entende nada de códigos, o iLast.Fm também é compatível com os famosos widgets do WordPress.

Widget com os álbuns mais ouvidos

A minha única crítica por enquanto, é referente a página oficial do plugin. Ficou muito bonita, mas pode trazer um pouco de dor de cabeça ao Leandro por lembrar a página do Coda. Ainda mais pelo fato de a página estar em inglês, preparada para receber gringos.

Acho que nunca comentei por aqui que sou viciado em estatísticas. É um tal de ficar o dia inteiro vendo visitas, ganhos, somando os dois, dividindo os dois, cruzando dados… Aliás, esse deve ser um mal de todo blogueiro.

Nas últimas semanas, eu estava viciado era em um recurso do iTunes, o “Top 25 Most Played”. Como o nome sugere, é uma lista que mostra as 25 músicas mais tocadas de todos os tempos.

Foi aí que uma coisa foi me levando a outra, e eu descobri que um certo site faz algo similar, e usa essas informações para cruzar um monte de dados (gostei desse termo) de dezenas de formas.

Dããã, pega esse Mobilon chegando atrasado na parada.

Pois é, eu nunca tinha usado o tal do Last.fm. Mas aposto que além de mim, muita gente também ainda não o fez.

Voltando ao assunto, digamos que eu expandi meus horizontes, digo, o vício. Se antes eu tinha uma listinha de 25 músicas, agora eu tenho uma tabela que me mostra as músicas e bandas que eu mais ouço. Eu ainda posso visualizar isso por períodos como: última semana, últimos 6 meses, etc.

Qual a utilidade disso? No iTunes nenhuma, mas em uma rede social como o Last.fm é deveras interessante. Por exemplo, quando você acessa o perfil de outra pessoa, ele te dá o grau de compatibilidade musical entre você e ela (ou ele, whatever). E conforme você vai ouvindo mais músicas, seus vizinhos musicais são encontrados dentro da rede, e exibidos na sua sidebar.

Outra coisa bem bacana, são as bandas relacionadas. Ao acessar o perfil de algum artista, o Last.fm lhe mostra uma lista de artistas com um som mais ou menos igual. Por trás deste recurso, não há um robozinho comparando os espectros, é um esquema todo colaborativo, que vai sendo treinado conforme o pessoal ouve mais músicas, e adiciona tags às mesmas.

É claro que assim como em qualquer rede social, nesta você também pode adicionar seus miguxos, entrar em grupos e enviar recados. Aliás, você pode ter até seu próprio blog dentro do Last.fm. Só tente imaginar quanta coisa legal dá pra fazer, quando se junta todos esses recursos com os dados musicais de milhões de usuários.

O Last.fm também funciona como um excelente canal de divulgação para bandas e gravadoras. Isto porque, além de indicar músicas novas aos seus usuários baseando-se no que eles gostam de escutar, o site também dá a oportunidade de conhecer tudo ali mesmo, através de streaming de audio. No momento só é possível escutar um trecho de 30 segundos de cada música, mas muito em breve será possível ouvir as músicas inteiras direto do site. Cool, isn’t it?

Tal recurso já está sendo testado nos Estados Unidos e na Inglaterra. E para não infringir nenhum direito autoral, irá remunerar os artistas e gravadoras, de acordo com o número de execuções de cada faixa. Aliás, um belo modelo, já praticado porcamente aqui no Brasil pelo Trama Virtual.

Tenho que dizer, é a melhor forma que encontrei até hoje de conhecer novas bandas, checar as discografias, nome das faixas, etc. Tudo muito bem organizado, com um layout agradável, e o melhor de tudo, se baseia na tal sabedoria das multidões.

Mas como nada é perfeito, tenho que comentar. Esteja preparado para comprar um HD novo, irá precisar. :D