Na semana passada o braço espanhol da operadora européia Vodafone foi acusada de vender aparelhos HTC Magic contaminados com três tipos diferentes de malware. O caso foi descoberto por uma funcionária da empresa de segurança Panda, que comprou um dos celulares infectados e descobriu as ameaças ao conectá-lo no computador

Depois de uma investigação, a empresa descobriu que até 3000 aparelhos HTC Magic podem ter sido vendidos com vírus. Segundo a operadora, os arquivos infectados estão seus cartões de memória MicroSD usados no HTC Magic e não no sistema de arquivos do Android, sistema operacional móvel do aparelho. Eles continham um programa de keylogger, o conhecido vírus Conficker e um cavalo de tróia que transformava o computador em um zumbi da botnet conhecida como Mariposa.

A operadora garante que enviará para todos os clientes que compraram o aparelho um novo cartão de memória e instruções de como remover os vírus que, por ventura, infectaram os seus computadores. A Vodafone também informou que ainda não sabe qual a fonte da infecção e que continuará a investigação até descobrir. [Slashgear]

Até ontem (19) não havia consenso no que se tratava de desbloqueio de aparelhos celulares. O lado à favor dos clientes dizia que o desbloqueio deve ser gratuito, enquanto que o lado das operadoras queriam e cobravam multas dos clientes caso eles requisitassem a remoção do SIMlock dos seus celulares.

O argumento das operadoras é de que, devido ao desconto dado no preço do aparelho ao firmar o contrato de 12 meses, o desbloqueio do celular constituiria o cancelamento desse contrato. Por isso se fez a necessidade de cobrar a multa, para que o subsídio seja recuperado e a operadora não fique no prejuízo.

Não para a Anatel. Depois de uma reunião realizada ontem, a Agência Nacional das Telecomunicações determinou que ao pedir o desbloqueio, o cliente não está quebrando o contrato de fidelidade com a empresa de telefonia e, portanto, não deverá pagar taxa alguma. O usuário que quiser, poderá a qualquer momento exigir o desbloqueio do aparelho à sua operadora e não deverá ser cobrado por isso.

A decisão só começará a valer na semana que vem, quando for publicada no Diário da União. Até lá, aparentemente, as operadoras ainda podem requerer o pagamento de multa. É somente após a publicação da decisão essa prática se torna ilegal e deve ser denunciada.

Sem multitarefa ou copiar e colar. What's next?

Quando foi especulado que a Microsoft copiaria o iPhone OS ao criar a nova versão do seu sistema operacional para aparelhos móveis, alguns duvidaram. Até que a interface foi exibida e percebeu-se que alguns elementos, como o rearranjo de ícones, foram certamente inspirados no celular da Apple.

Já na MIX 2010, evento para desenvolvedores Microsoft acontecendo essa semana em Las Vegas, algumas outras semelhanças ficaram evidentes. Por exemplo, o fato de que celulares com Windows Phone 7 não terão habilidades multitarefa, algo muito pedido por grande parte dos usuários do iPhone e que não é atendido pela Apple. E hoje mais um detalhe foi revelado: o sistema não vai vir com a habilidade de copiar e colar, assim como as primeiras versões do iPhone OS.

A justificativa da Microsoft para a falta de multitarefa é a conservação da bateria. Já sobre a ausência do copiar e colar, a empresa garante que ‘usuários não precisam’ dessa característica e o Windows Phone 7 já conta com um sistema de detecção de dados que substitui o copiar e colar, seja para endereços, telefones ou contatos. Será o suficiente para o público do sistema? Veremos quando ele for lançado, provavelmente no final desse ano. [DownloadSquad]

[Atualização dia 18/03]: E as semelhanças continuam a aparecer: o time de desenvolvimento do Windows Phone 7 afirma que a primeira versão do sistema não terá copiar e colar, mas garante que as demais iterações virão acompanhada dessa característica. Igual ao iPhone.

Em dezembro do ano passado, o Google pediu o registro da marca Nexus One no escritório de marcas e patentes dos EUA. Na terça-feira da semana passada a empresa recebeu o resultado: o pedido foi negado.

Segundo o escritório, a marca “Nexus One” é muito similar à outra á registrada pela empresa americana Integra Telecom em 2005 e que poderia gerar confusão, principalmente pelo fato da empresa também atuar no mercado de telefonia. A marca nesse caso é apenas “Nexus”.

Na carta dizendo que o registro não pode ser feito, o escritório ainda informa ao Google que é possível responder à negação do registro com evidências e argumentos que provem que não haverá confusão entre as duas marcas registradas. Para evitar que o pedido seja abandonado, a resposta deve ser enviada em até 6 meses.

Ou eles poderiam usar a minha sugestão: tirar uns trocados do bolso e comprar a Integra junto com a marca. Simples e fácil. [Obrigado ao SteveBob pela dica]

Hoje a Opera Software lançou para Android a versão beta do Opera Mini 5, assim trazendo à plataforma móvel a mais recente versão de um dos mais populares navegadores do mercado móvel.

Um dos motivos para a popularidade do browser nesse nicho é o fato de os dado serem comprimidos pela Opera Software em até 90% antes de serem enviados ao Opera Mini no celular, segundo a empresa. O benefício é sentido na velocidade de carregamento das páginas e no bolso, caso seu plano tenha o tráfego limitado em menos Megabytes do que você gostaria.

Outros destaques do beta são a navegação por abas e o (já tradicional recurso do Opera) Speed Dial, que mostra uma grade de nove miniaturas com seus sites preferidos logo que o browser é iniciado. Para baixar o aplicativo é preciso visitar o link m.opera.com/next a partir de seus dispositivo com Android ou procurar pelo Opera Mini 5 no Android Market.

Uma das maiores operadoras de telefonia da Europa, Vodafone, foi acusada de vender aparelhos HTC Magic incluindo uma característica extra além do sistema operacional Android: malware. Mais especificamente um cavalo de tróia que transforma o computador em um zumbi da botnet chamada Mariposa, que foi tirada do ar em dezembro do ano passado e tinha mais de 12 milhões de computadores-zumbi ativos.

A descoberta foi feita acidentalmente por uma pesquisadora da empresa de segurança online Panda Software, que recebeu um dos aparelhos e percebeu a presença do malware assim que o conectou ao computador no trabalho. Depois de realizar uma pesquisa mais profunda o colega da pesquisadora, Pedro Bustamante, descobriu que se tratava de uma nova versão da botnet, controlada dessa vez por um indivíduo (ou grupo de hackers) chamado tnls, e que o celular também havia sido pré-carregado com uma versão do Conficker e um programa para roubar senhas.

Como essa é a primeira notícia desse tipo de malware se espalhando através do HTC Magic (que já está à venda desde o ano passado na rede da Vodafone) a possibilidade do celular ter sido infectado na fábrica é praticamente nula. Bustamante suspeita de que pode se tratar de um aparelho devolvido por um cliente insatisfeito à Vodafone ou HTC e que não passou pela devida inspeção antes de ser colocado novamente à venda. [Slashdot]

O NDK (Native Development Kit, ou kit de desenvolvimento nativo) do Android recebeu uma atualização ontem (8) que pode deixar usuários do iPhone com alguma inveja. O novo kit vem com suporte a desenvolvimento utilizando gráficos OpenGL ES. Isso permite que desenvolvedores criem jogos tão bons ou até melhores do que os disponíveis para o iPhone ou Palm Pre, que já têm essa biblioteca gráfica disponível há algum tempo.

Além disso o novo NDK apresenta uma nova nomenclatura de versões para diminuir a confusão entre desenvolvedores que achavam que a versão 1.6 do kit só serviria para a versão 1.6 do Android. E pra que não exista confusão, o SDK é liberado em versões diferentes do NDK, que permite que programadores criem aplicativos com código nativo em C ou C++ e precisa ser usada em conjunto com o SDK do Android.

A má notícia é que apenas versões 2.0 ou superiores do Android poderão rodar os jogos desenvolvidos com OpenGL, devido ao requerimento de um processador mais rápido. Nessa categoria estão os celulares Nexus One e o Motorola Droid, que aqui no Brasil é chamado de Milestone. Programadores que não fizerem uso de OpenGL nos seus aplicativos poderão rodar os programas desenvolvidos com esse novo NDK nas versões 1.5 ou superiores do sistema operacional móvel.

[TheRegister]

Turtle (clique para ampliar)

Quem apostou que a Microsoft permaneceria na área de sistemas operacionais móveis e nunca entraria na área fabricação de telefones móveis pode ter perdido dinheiro, agora que supostas fotos de um dos celulares do project pink vazaram na internet através do blog Gizmodo. As fotos seriam do modelo denominado Turtle, que já teve imagens conceituais vazadas no ano passado.

Os rumores continuam a indicar que todos os celulares do project seriam fabricados pela Sharp e segundo uma fonte anônima, os codinomes para o Turtle e Pure seriam Sharp PB10ZU e PB20ZU. Eles seriam, entretanto, vendidos apenas através da Microsoft. Algo similar com o esquema criado pelo Google para vender o Nexus One, que é fabricado pela HTC.

Turtle aberto (clique para ampliar)

Além das fotos, a equipe do blog também conseguiu a firmware usada no celular, que dizem ser baseada no Windows CE mas não se trata nem do Windows Phone 7 ou do sistema operacional do Zune HD. Através da firwmare, eles também descobriram que a resolução do Turtle é de 320 x 240 pixels e a operadora no qual o celular será vendido será a Verizon. Isso pode indicar que ele não será primariamente compatível com as redes do Brasil, já que as operadoras brasileiras usam primariamente a tecnologia GSM enquanto a Verizon usa CDMA. A data para lançamento estaria marcada para algum dia entre Maio e Junho desse ano.

Novamente, a Microsoft se reserva no direito de não comentar os rumores. E como sempre, as fotos estão embaçadas, a fonte é misteriosa e a especulação rola solta.

Grandes lojas online de músicas já não usam mais o arcaico sistema de proteção de direitos autorais, o DRM. A iTunes Music Store, a Amazon MP3 Store e muitas outras desistiram de tentar restringir em quais dispositivos seus clientes podem ou não ouvir seus arquivos compradas legalmente. E a Ovi Music, loja da Nokia, está seguindo o mesmo caminho.

As lojas da Rússia e Índia foram as primeiras a se libertarem do DRM, mas segundo um anúncio da Nokia em dezembro do ano passado, outros mercados podem ser os próximos e a empresa atua em 22 países diferentes vendendo músicas. No entanto, usuários do serviço Comes With Music, que podem baixar músicas de graça durante 1 ano por terem comprado um aparelho Nokia, continuarão precisando baixar arquivos com DRM até o fim do período marcado em suas contas. Nada mais lógico, já que ele é similar a um serviço de assinatura.

Caso o mercado brasileiro esteja na lista de mudanças, a Nokia Ovi Music poderá ser a primeira mais uma loja de músicas online brasileira a vender arquivos sem o DRM. Entrei em contato com a assessoria de imprensa da Nokia Brasil perguntando sobre essa possibilidade, mas até o momento da publicação desse post não houve resposta. [Engadget]

[Atualização às 09:51]: O leitor Márcio informou nos comentários que a Coolnex já está vendendo músicas no formato MP3 sem DRM faz algum tempo. E não é que o progresso realmente chegou no Brasil?

A Gartner, empresa americana de pesquisas, liberou hoje os dados acumulados do ano passado sobre o mercado de telefonia celular mundial. Na parte de vendas de aparelhos móveis, a pesquisa constatou que houve pequena queda em relação a 2008, que teve 11 milhões de celulares a mais vendidos. O declínio, segundo a Gartner, pode ser atribuído à crise financeira mundial e afetou principalmente as fabricantes Nokia, Motorola e Sony Ericsson, que viram suas vendas caírem em até 4%.

Já na área de plataformas foi constatado que o iPhone OS, Android e Blackberry OS foram as que mais ganharam participação de mercado, ao custo dos sistemas Windows Mobile e Symbian, pois ambos sofreram uma considerável queda no número de usuários. Em relação à 2008, o iPhone OS aumentou sua base de usuários em 6,2%, o Blackberry OS em 3,4% e o Android em 3,5%. Já o número de aparelhos rodando Symbian OS e Windows Mobile sofreu queda de, respectivamente, 5,5% e 3,1% em relação ao ano de 2008.

Apesar da queda o Symbian OS, usado principalmente em celulares da Nokia, continua na liderança absoluta do mercado com 46,9% da base de usuários mundial, seguido da RIM (Blackberry OS) com 19,9%, Apple com 14,4% e Windows Mobile com 8,7%. E os três fãs da Palm vão gostar de saber que a empresa ainda consta na lista, com tímidos 0,7% do mercado ocupado pelo seu WebOS.

O relatório completo está disponível nesse link, em inglês. [Pocket Lint]