A emissora de televisão MTV enviou uma notificação extrajudicial ao Google na qual pede que todos os vídeos de sua propriedade que estejam disponíveis no YouTube sejam indisponibilizados e que a empresa de Mountain View pague pelo conteúdo. Atualmente a MTV não recebe um tostão sequer por programas próprios que são assistidos no site de vídeo.
André Mantovani, diretor-geral da emissora, disse à coluna Outro Canal da Folha de São Paulo que a empresa tentou conversar com o Google, mas isso não foi para frente. “Queremos receber o pagamento devido pelo nosso conteúdo. Se não pagarem, vamos tomar as medidas judiciais”, afirmou Mantovani.
De acordo com o jornal, a MTV quer que seus vídeos fiquem inacessíveis enquanto um acordo com o Google não for feito. Curiosamente, a primeira conversa da empresa com a diretoria do site de buscas foi na quinta-feira passada, e já na segunda-feira eles fizeram a solicitação para que os vídeos sejam removidos.
O responsável pela comunicação do Google, Felix Ximenes, afirmou que o YouTube é “criterioso” no respeito dos direitos autorais. Tanto que entre os parceiros do site de vídeos estão a TV Globo e a Rede Record.
Enquanto os vídeos da MTV não saírem do ar, você poderá continuar a assistir Marcelo Adnet imitando Silvio Santos cantando “Sweet Child O’ Mine”. Oê!
Grandes lojas online de músicas já não usam mais o arcaico sistema de proteção de direitos autorais, o DRM. A iTunes Music Store, a Amazon MP3 Store e muitas outras desistiram de tentar restringir em quais dispositivos seus clientes podem ou não ouvir seus arquivos compradas legalmente. E a Ovi Music, loja da Nokia, está seguindo o mesmo caminho.
As lojas da Rússia e Índia foram as primeiras a se libertarem do DRM, mas segundo um anúncio da Nokia em dezembro do ano passado, outros mercados podem ser os próximos e a empresa atua em 22 países diferentes vendendo músicas. No entanto, usuários do serviço Comes With Music, que podem baixar músicas de graça durante 1 ano por terem comprado um aparelho Nokia, continuarão precisando baixar arquivos com DRM até o fim do período marcado em suas contas. Nada mais lógico, já que ele é similar a um serviço de assinatura.
Caso o mercado brasileiro esteja na lista de mudanças, a Nokia Ovi Music poderá ser a primeira mais uma loja de músicas online brasileira a vender arquivos sem o DRM. Entrei em contato com a assessoria de imprensa da Nokia Brasil perguntando sobre essa possibilidade, mas até o momento da publicação desse post não houve resposta. [Engadget]
[Atualização às 09:51]: O leitor Márcio informou nos comentários que a Coolnex já está vendendo músicas no formato MP3 sem DRM faz algum tempo. E não é que o progresso realmente chegou no Brasil?
Steve Jobs está feliz. Foi nessa quarta-feira que a iTunes Store, a loja de músicas da Apple, chegou a mais uma incrível marca: o dez bilionésimo (é assim mesmo que escreve, por mais estranho que possa parecer) foi baixado por algum consumidor.
A canção de número 10.000.000.000 baixada na iTunes é desconhecida, por motivos óbvios de privacidade. Mas ela serve para provar que a Apple conseguiu, de fato, desenvolver a melhor maneira de vender música por meio da internet, de forma completamente legalizada e cômoda para o usuário.
Também não é por acaso que a iTunes Store se tornou o maior vendedor de músicas online do mundo, vendendo muito mais que qualquer um dos outros concorrentes (para falar a verdade, na maior parte do tempo nós sequer lembramos deles). Aliás, a mesma iTunes Store é atualmente o maior vendedor de músicas do mundo, seja competindo apenas com lojas online, seja competindo com lojas físicas de tijolo e argamassa.
A gravadora Warner anunciou que pretende parar de licenciar as músicas de seus artistas para serem transmitidas legalmente por serviços de streaming como o Last.fm e o Pandora, por exemplo. De acordo com o presidente da companhia, Edgar Bronfman Jr., esse tipo de serviço “não é positivo” para a indústria.
“A estratégia de permitir que música seja ouvida de graça e agregar outros serviços por meio de mensalidades não faz parte de uma estratégia de mercado que apoiaremos no futuro”, disse à rede BBC.
O executivo acredita que é mais rentável para a empresa lançar seu próprio serviço de transmissão de músicas pela web, que seria acessado por meio do pagamento de mensalidade. “O número de potenciais clientes para um serviço de assinatura é tremendamente maior do que a quantidade de pessoas que atualmente paga por música na iTunes Store” disse. Para Bronfman, o público-alvo no novo serviço seriam “centenas de milhões, senão bilhões de pessoas que atualmente não compram nem ouvem enormes quantidades de música”.
Já Jonathan Webster, presidente da associação dos músicos britânicos não vê a medida com bons olhos: “a indústria precisa apoiar qualquer medida que afaste o público da pirataria”.
“O novo consumidor de mídia quer as coisas na hora. Se ele não encontrar legalmente, irá roubar”, completou.
O novo teclado iDiscover, da ION Audio, promete transformar seu iPhone (ou iPod Touch) em um estúdio de produção musical portátil de qualidade profissional. O produto acompanhará um aplicativo próprio para seu iDevice e foi mais uma das novidades da CES 2010 (que agora acabou, pra tristeza dos gadget-maníacos).
A fabricante afirma que o iDiscover “é poderoso o suficiente para músicos profissionais, mas virtualmente qualquer um pode usá-lo o para criar música com facilidade”. Ele consiste em um teclado alimentado por bateria de 25 teclas sensíveis à velocidade, controles de pitch e modulação e botões físicos para as ações mais comuns, como oitava abaixo e oitava acima. Além desse feijão-com-arroz que todo teclado MIDI possui, o iDiscover conta com um berço para o iPhone ou iPod Touch, com seu respectivo conector e programa próprio para interagir com o teclado. Ele tem também saídas RCA estéreo e saída de fone de ouvido, bem como uma saída USB/MIDI, permitindo que os músicos o utilizem como um controlador MIDI em seu Mac ou PC.
O tal app conta com uma variedade de instrumentos musicais, incluindo bateria, e um teclado na tela para que idéias musicais possam ser registradas à medida que surgirem, gravando-as para serem melhor trabalhadas posteriormente. O iDiscover Keyboard da ION estará disponível para venda a partir do segundo trimestre de 2010.
Na sexta-feira (4) a Apple anunciou a compra da startup de música Lala. A Lala oferece serviços de venda e streaming de músicas diretamente da internet. O fato é interessante pois pode ajudar a loja de músicas do iTunes a permitir streamings e coleções que fiquem “na nuvem” ao invés de nos HDs de cada usuário.
Hoje a Lala oferece por 10 centavos de dólar a possibilidade de streaming ilimitado da música que você adquiriu neste formato. Outra opção é comprá-la ao custo de cerca de 80 centavos. Aqui no Brasil o site é acessível mas as músicas não.
Executivos da Apple não confirmam as intenções que tem com a compra desta startup. Segundo eles a Apple costumeiramente compra pequenas empresas de tecnologia e não comenta seus planos.
Analistas disseram que a Lala, apesar de ter acordos com gravadoras de música para oferecer esses serviços, seus contratos não transferem a possibilidade de streaming de músicas para compradores da empresa, no caso a Apple.
É bem possível que a Apple venha a oferecer nos próximos meses um serviço similar. Ao invés de sincronizar seu iPhone/ iPod com o computador, talvez o negócio seja ouvir as músicas diretamente da internet. Se isso acontecer, trata-se de uma mudança e tanto para a empresa da maçã. [The New York Times]
O site de clipes de música Vevo anunciou ontem (19) que deverá entrar no ar no próximo dia 8 de dezembro. O serviço, anunciado em Abril desse ano, é uma joint venture entre as gravadoras Universal Music e Sony Entertainment que será ‘powered by YouTube‘. O lançamento também contará com um evento para a imprensa na cidade de Nova York, em que será revelado se existirão restrições locais de acesso, como no site Hulu.com, disponível apenas nos EUA.
Apesar de conter vídeos do YouTube, o Vevo não deverá usar nenhum clipe feito pelos usuários do site. Todo o conteúdo disponibilizado no serviço será profissional, produzido com grandes orçamentos e equipamentos profissionais. A empresa ainda não anunciou se pretende cobrar por acesso ou se o site será suportado por anúncios. O conteúdo, no entanto, estará disponível tanto através do próprio Vevo.com ou pelo canal do site no YouTube.
Além das gravadoras, o projeto conta com investimentos da operadora de telefonia celular AT&T e da Abu Dhabi Media, sendo essa última a que contribuiu com US$ 300 milhões para o serviço.
Rumores de que a Canonical estaria criando uma loja online de músicas para seu sistema operacional Ubuntu caíram na rede hoje, depois que uma página na sessão de diagramas do site Launchpad.net foi descoberta. O site é usado como plataforma de discussão e rastreamento de bugs, dentre outras coisas, mantida por desenvolvedores e pela própria Canonical.
Na página, há um link para uma entrada na wiki do Ubuntu que data como criada ontem (16) e especifica detalhes da chamada Ubuntu One Music Store. Segundo o ‘conceito’ disponível na página wiki, a idéia principal seria integrar um navegador em um programa de gerenciamento de músicas para Linux que já exista, como o Rhythmbox ou Banshee.
Desenhos preliminares da possível loja online de músicas (clique para ampliar)
A especulação é de que a loja seria integrada à Amazon MP3 Store, já que no dia do lançamento da versão atual do Ubuntu, Karmic Koala, o CEO da Canonical, Mark Shuttleworth, mencionou o nome da Amazon algumas vezes durante uma conferência com a imprensa. A loja serviria para preencher um vazio criado pela ausência de versões para Linux da iTunes Store, da Apple, que nunca se preocupou muito com usuários do sistema. Já a Amazon, disponibiliza versões para Linux do gerenciador de downloads da sua loje online de músicas.
O programa viria integrado à versão 10.04 do Ubuntu, de codenome Lucid Lynx, que deverá ser lançado em Abril de 2010. [DownloadSquad]
Três meses depois de adquirir o serviço de música online iLike, o Myspace, rede social com dezenas de usuários em todo mundo </ironia> está acertando os últimos detalhes para finalizar a compra do iMeem, outro serviço que permite que seus usuários ouçam canções gratuitamente pela internet, afirma o site TechCrunch.
Os valores da negociação ainda não são conhecidos mas dados levantados pelo site afirmam que o iMeem recebeu US$ 25 milhões de investidores dos últimos três anos, que agora eles esperam um retorno “substancioso”.
Se do lado empresarial tudo parece ir bem, para os internautas a situação muda um pouco de figura. O iMeem era um dos últimos grandes serviços online que permitiam ouvir música de graça, assim como o Myspace Music, que na semana passada anunciou que “em breve” deverá começar a cobrar mensalidade. Outros serviços famosos da internet, como o Last.fm, cobram mensalidades desde o começo do ano.
Fundado em 2003, o Myspace foi a última grande moda entre as redes sociais até o boom do Facebook, e em seus últimos dias de glória encontrou espaço como ferramenta de divulgação para artistas. Em 2005 foi adquirido pela News Corporation, conglomerado de comunicação que entre outras empresas comanda a Fox. Aberto no mesmo ano, por Dalton Caldwell, o iMeem começou como mais um serviço de troca de mensagens instantâneas que não deu certo, e seu formato atual foi adotado em 2006 depois que a empresa foi “re-inventada”.
O site de finanças Mint.com acabou de divulgar em seu blog uma pesquisa que mostra o avanço dos formatos digitais no mercado de música nos EUA. De acordo com os dados, os downloads legais – em que o usuário compra uma faixa ou disco em mp3 em lojas como a iTunes ou Amazon, por exemplo – aumentaram sua participação de 20% em 2007 para 36% em 2009, enquanto as velhas mídias físicas caíram de 80% para 64%. O ano do grande boom dos formatos digitais foi 2008, com aumento de 30%, e em 2009, graças à crise mundial, o crescimento foi de “apenas” 20%.
A pesquisa também mostra que o iTunes detém 70% do mercado de música online, seguido de longe pela Amazon, mas também aponta que o serviço de música da Apple só cresceu 1% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto rivais como o Rhapsody e o eMusic.com registraram aumento de 12%. Já o Napster, que se tornou famoso no início da era do combate aos downloads ilegais não vem se dando muito bem em sua nova carreira e amarga uma queda de 23% em relação a 2008 (e ela já não era uma maravilha).
Quando ao gasto médio de seus consumidores, a lista aponta que os frequentadores do site Fye.com deixam, em média US$ 34 por lá a cada transação e US$ 22 no CD Baby, enquanto no Napster eles gastam US$ 15 e no iTunes, US$ 7. Para ver a pesquisa completa, confira o post no blog do Mint.com.