Vários produtos e serviços do Google, como o Orkut e o YouTube, já anunciaram que estarão desabilitando o suporte ao navegador Internet Explorer 6 num futuro próximo, mas nunca deram uma data mais definitiva do que ‘em breve’. Hoje, no entanto, esse panorama mudou. Segundo um item na sessão de ajuda do YouTube, o último dia de suporte ao antigo navegador da Microsoft será 13 de Março.

Isso não quer dizer, necessariamente, que daqui a duas semanas e 4 dias haverá um aumento enorme de produtividade mundial em empresas que não permitem o uso de outros navegadores ou que ainda não atualizaram para uma versão menos defeituosa do Internet Explorer. Os empregados dessas companhias poderão continuar assistindo aos vídeos do YouTube tranquila e disfarçadamente dentro dos seus cubículos. Porém, a cada 2 semanas, a seguinte tela será exibida antes do vídeo:

Usuários que insistirem em não atualizar, segundo o Google, não poderão tirar vantagem de todas as novas melhorias e características que serão disponibilizadas no futuro, pois elas funcionarão apenas em navegadores mais modernos, como o Safari, Internet Explorer 7 ou 8, Firefox e Chrome.

No caso do Orkut, um bom incentivo que provocaria um upgrade em massa de navegadores seria desabilitar o aplicativo Colheita Feliz no IE6. Você pode achar graça, mas eu falo sério. [ArsTechnica]

[Atualização às 15:05]: Como bem aponta o Mashable, esse não é o primeiro produto do Google a ter uma data certa para deixar de oferecer suporte ao IE6. No dia 1º de março, o Google Docs e Google Sites deixarão de oferecer suporte ao navegador. O YouTube só está seguindo o mesmo caminho. Espera-se que o Orkut seja o próximo.

Imagem “exclusiva” utilizada para atrair usuários para o “Orkut Ouro”

A “brincadeira” elaborada pelo estudante de Engenharia de Computação Pedro Vanzella acabou tomando proporções muito maiores do que provavelmente ele poderia imaginar.

Boatos de uma “versão ouro” do Orkut — que supostamente possibilitaria ver a lista completa dos visitantes do seu perfil com detalhes das páginas visitadas, visualização de fotos e vídeos bloqueados, entre outras “conveniências” — começaram a correr pela internet e se propagaram não apenas pelo Orkut, mas também por outros sites, como o Twitter e o Mercado Livre, onde convites para o serviço que nunca existiu eram vendidos por até R$ 1.539,90. Incrivelmente, o anúncio mostra que nove convites foram vendidos.

“A brincadeira era simples. Convidamos todos os nossos amigos a adicionar imagens que diziam que requeriam uma conta num fictício ‘orkut Ouro’ para serem visualizadas. A intenção disso era simplesmente causar confusão entre nosso círculo de amigos, um trote inofensivo”, afirmou Vanzella à INFO.

As instruções, que inicialmente requisitavam que os interessados enviassem seu nome de usuário e senha foram alteradas, deixando de pedir a senha — ao menos no “comunicado oficial” no blog de Vanzella. Muitos usuários chegaram a realmente enviar suas senhas a Vanzella (que nem precisou se dar ao trabalho de fornecer um e-mail que transmitisse a mais remota impressão de que pertencesse ao Google). O criador da “brincadeira”, porém, afirmou que irá deletar os e-mails recebidos sem nem mesmo os ler.

“Parte da brincadeira é provar como a segurança de qualquer serviço é falha, já que 95% dos seus usuários têm um QI (quociente de inteligência) ligeiramente maior que o número do sapato que calçam”, disse o estudante ao R7.

O Google não gostou da “brincadeira” e comunicou que iria apurar o caso e tomar providências.

“O Google esclarece que o material recebido por alguns internautas não é de sua autoria, iniciativa ou propriedade, e que nunca enviou mensagens de conteúdo semelhante aos usuários. A marca orkut é de propriedade exclusiva do Google Inc. O Google informa que está apurando as circunstâncias da disseminação do mau uso da marca orkut e irá tomar as medidas cabíveis contra seus autores,” informa a empresa responsável pelo Orkut.

O Videolog, principal site de vídeos do Brasil, aproveitou o fim de semana para introduzir novidades em seu layout. Praticamente todas as páginas do Videolog ganharam novas funcionalidades na versão 3.5.2. Por exemplo, os grupos agora são apresentados de forma diferente e muito mais completa do que antes. Aquelas páginas de exibição de vídeo também sofreram alterações, com inclusão de botões para a recomendação do conteúdo nos serviços Orkut, Twitter e Facebook.

Página de vídeo ganhou botões de recomendação em redes sociais. Clique para ampliar.  (Reprodução)

Página de vídeo ganhou botões de recomendação em redes sociais Orkut, Facebook e Twitter. Clique para ampliar. (Reprodução)

Videolog: escolher um grupo está mais fácil. Clique para ampliar. (Reprodução)

Videolog: escolher um grupo está mais fácil. Clique para ampliar. (Reprodução)

De acordo com Rodrigo Nascimento, da equipe de marketing e conteúdo da empresa, as modificações levaram em conta principalmente as sugestões dos usuários. “Todas as alterações foram feitas de acordo com sugestões de usuário pelo fale conosco, Twitter, Orkut e Facebook”, diz Rodrigo. A busca interna do site foi completamente refeita, dessa vez em Ruby on Rails, o que permite indexar o conteúdo do site e apresentar os resultados de pesquisa por ordem de relevância.

Canais como o de Jornalismo têm layout personalizado. Clique para ampliar. (Reprodução)

Canais como o de Jornalismo têm layout personalizado. Clique para ampliar. (Reprodução)

Os vídeos enviados para o Videolog agora são convertidos diretamente para MP4, deixando os arquivo mais leves, mas mantendo a qualidade. A resolução mínima original dos vídeos foi para 480p. Já os players de exibição dos vídeos abrem o tamanho real do vídeo quando foi publicado, para evitar exibir barras pretas nas laterais dos vídeos.

Confira abaixo a lista de novidades do Videolog v3.5.2:

  • Ajuste de layout com novo posicionamento de títulos, descrição e outras informações na página de vídeos;
  • Novas páginas de grupo e grupos;
  • Bug de upload de thumb do grupo foi resolvido;
  • Novos layouts e conteúdo dos e-mails informativos;
  • Nova página de cadastro;
  • Nova página de login;
  • Ajuste de layout da página de cadastro VideologPRO;
  • Alerta de amigos no menu do usuário logado;
  • Topo do site foi encurtado;
  • Página do usuário /usuario abre como padrão a aba /videos;
  • Ajustes de layout nas listas de vídeos, favoritos e amigos do administrador do usuário.

Não custa lembrar: o usuário não precisa pagar nada para ter uma conta no Videolog. É completamente di grátis.

O Orkut, que já possuia a funcionalidade de promover conteúdos, liberou agora botões para colocar em seu navegador web favorito e facilitar o comparilhamento de notícias e outros conteúdos ao alcance de um clique.

Para instalar em seu browser basta seguir as instruções aqui. Tudo que for postado aparecerá nas atualizações de seus amigos.

A funcionalidade não se restringe a esse botão no navegador. O Orkut também divulgou formas de inserir esse botão em posts de blogs e outros sites. [Info Online / Blog do Orkut]

Depois de seis semanas desde que o novo Orkut entrou no ar, gerando uma febre de pedido de convites, o Google decidiu quer era hora de deixar todos entrarem em sua festa. A partir de hoje, todas as contas gradualmente receberão a opção de migrar para a nova versão da rede social, o que adianta bastante a previsão inicial de que todas as contas teriam migrado até o fim do primeiro semestre de 2010.

O que levou o Google a tomar essa iniciativa, segundo o post no blog oficial do Orkut, foi a resposta positiva dos usuários. “Recebemos ótimos comentários sobre a velocidade mais rápida, melhor organização do site e maior facilidade para interagir com seus amigos no novo orkut,” diz o diretor de gerenciamento de produto do orkut, Victor Ribeiro.

Para migrar para o novo orkut agora, basta clicar no botão especial que está no topo da sua página inicial na rede social, sem necessidade de convite. Aqueles que ainda não tem esse botão, o verão aparecer em seu perfil em alguns dias.

Segundo informações obtidas pela Folha, o Google considera fechar ou restringir o uso do Orkut no Brasil, em face aos seus constantes desentendimentos com a Justiça brasileira.

Há muito tempo a Justiça brasileira bate de frente com o orkut. Até o piloto Rubens Barrichello já ganhou uma ação milionária contra o Google, pela empresa não ter apagado seus perfis fake, nem as comunidades ofensivas.

Não só de casos famosos se trata o conflito do Google com a Justiça. Já foram abertos 52 casos de quebra de sigilo contra o Orkut, na maioria casos de pedofilia, e crimes de racismo e ódio. Isso culminou, na terça-feira (8) numa ação civil movida pelo Ministério Público sob a alegação de que a empresa descumpre seguidamente as decisões da Justiça. A ação exige o pagamento de multa de R$ 200 mil por dia por caso não cumprido, indenização por danos morais já causados de R$ 130 milhões, ou 1% do faturamento da receita do grupo em 2005, e, em último caso, fechamento da filial. O Google, por sua vez, alega que cumpriu todos as solicitações da justiça corretamente.

Por esses atritos constantes que fontes na sede da empresa, em Mountain View, afirmam que a empresa poderia chegar a até fechar o Orkut no Brasil. Esse tipo de medida poderia ser tomado se não fosse possível coibir os excessos de usuários brasileiros ou chegar a um acordo com a Justiça. Segundo a diretora jurídica do Google, Nicole Wong, “nenhuma hipótese está descartada”, mas a empresa “está muito feliz em prover esse serviço ao Brasil e gostaria muito de poder continuar a fazê-lo”. [Folha Online]

Ops, pagamos mico!

Acidentalmente o Tecnoblog publicou uma matéria de 2006 a respeito de uma possível decisão do Google em encerrar as atividades do Orkut no Brasil. Nosso trabalho é baseado na seriedade, apuração jornalística e compromisso com o leitor e agradecemos a todos que apontaram o deslize nos comentários ou via Twitter.

Nosso blogger já está sendo devidamente castigado em nossos equipamentos de tortura tecnológicos.

Obrigado a todos que apontaram o erro!

Equipe Tecnoblog.

Por mais incrível que possa parecer, é isso que aponta a pesquisa realizada pela E-life e pela InPress Porter Novelli, na qual comparam os hábitos de uso e comportamento dos internautas brasileiros em mídias sociais.

Entre os quase 1300 entrevistados, 87,2% disseram que acessam o Twitter de 5 a 7 dias por semana (colocando-o em primeiro lugar na pesquisa), enquanto que os que acessam o Orkut com a mesma freqüência são 72,6%. Além disso, 38,5% dos entrevistados consideram o Twitter o serviço mais importante dentre os que utiliza (entre redes sociais, blogs, grupos de e-mail, YouTube, fóruns, etc). Os que consideram o Orkut o serviço mais importante ficaram em segundo lugar na pesquisa, com 26,9%.

Outro dado interessante levantado é que 63,2% dos twitteiros e 44,7% dos blogueiros entrevistados ficam mais de 41 horas online por semana. Entre aqueles que consideram o Orkut mais importante, 28,8% fica online menos de 16 horas por semana. E 51% dos twitteiros acessam a internet pelo celular — na análise geral, 42,6% dos entrevistados o fazem.

Cabe notar que, mesmo com o Twitter sendo acessado com maior freqüência, ele ainda é o segundo colocado entre os serviços com mais pessoas cadastradas. Entre os entrevistados, 80,1% possuem conta no Twitter, enquanto 89,6% têm conta no Orkut, garantindo-lhe o primeiro lugar dessa vez.

Clique para ver o gráfico completo

A pesquisa também ressalta os diferentes fins aos quais cada mídia social se destina, de acordo com seus usuários. Enquanto no Orkut a grande maioria (86,6%) o usa para manter contato com amigos e parentes, no Twitter a coisa é mais equilibrada. A maior parte (69,4%) o usa para ler notícias, mas 66,7% quer divulgar seu próprio conteúdo, enquanto 64,6% querem buscar informações sobre questões de seu interesse.

Uma observação importante é que o estudo não reflete necessariamente a realidade do país como um todo. A amostragem de  entrevistados, como é mostrado na apresentação com os resultados do estudo, é composta em sua maioria por jovens de alta renda que moram nas capitais e usam a internet por várias horas por dia. Veja a apresentação completa aqui.

Fring é um aplicativo para celulares que permite que o usuário se conecte com vários programas de mensagens instantâneas. Ele permite que sejam feitas chamadas de VoIP pelo Skype e Google Talk e tem suporte a bate papo em texto via MSN, Yahoo, ICQ, entre outros, além de integração com redes sociais como o Twitter, Facebook e Orkut. E hoje uma atualização do programa o deixou ainda mais interessante.

A versão 4.00 beta do Fring passou a permitir chamadas de vídeo via Skype e, segundo um post no blog da empresa, ele é o primeiro no mundo a fazer isso.

fring-skype

Na imagem, estou segurando um cartão de visitas do Tecnoblog (crédito: Matheus Bonela)

Testei a nova característica usando o Nokia 5800 com o nosso leitor Matheus Bonela e, como podem ver pela imagem acima, a resolução da câmera não é uma das melhores possíveis, porém, a disponibilidade da nova característica certamente é um avanço na área de chamadas em vídeo.

Por enquanto, essa atualização está disponível apenas para celulares Nokia que rodam o sistema S60 e tenham uma câmera frontal, como os modelos X6, N97 mini, N97, 5800, N95, N95 8G e N82. Não há previsão de quando as demais plataformas móveis receberão a nova versão do programa. O aplicativo é gratuito e pode ser baixado nesse link. [Engadget]

Por favor, não escrevam os nomes de

Por favor, não escrevam os nomes de Wolfgang Werle e Manfred Lauber.

Em 1990 o ator alemão Walter Sedlmayr foi encontrado morto em seu apartamento em Munique. De acordo com a polícia local ele foi amarrado, esfaqueado no abdôme e espancado na cabeça com um martelo por Wolfgang Werle e Manfred Lauber, seus ex-sócios que, depois de passarem por uma longa estada na prisão, foram soltos em liberdade condicional em 2007 e 2008, respectivamente.

Como uma lei alemã da década de 70 prevê que os nomes de condenados pela justiça sejam protegidos depois que seu débito com a sociedade tenha sido pago, os nomes dos dois assassinos foram removidos do verbete da Wikipedia germânica a respeito do assunto. Fim da história?

Não, claro.

O caso, que tinha de tudo para ser esquecido voltou à tona depois que a dupla resolveu novamente juntar suas forças e processar a organização que controla a Wikipedia em todo mundo para que seus nomes sejam removidos dos artigos a respeito do acontecido em todos seus idiomas.

Em sua defesa, Alexander H. Stopp (que nome conveniente),  advogado de Werle e Lauber, chega a citar George Orwell, o autor do livro 1984, afirmando que “quem controla o passado também controla o futuro” e por isso pede que os nomes de seus clientes sejam retirados do site sob pena do site colaborativo ter que pagar uma multa diária equivalente a R$ 13 mil.

Já os advogados da enciclopédia livre são mais pragmáticos e lembram ao jornal New York Times que o texto do tópico “é protegido pela primeira emenda”, que entre outras coisas proíbe limites à liberdade de expressão.

Um dos questionamentos levantados pela Wikipedia é que o resultado de uma corte alemã não tem qualquer relevância para a organização, que “não opera ou tem bens no país”, desculpa muito parecida com a usada pelo Google na época que o Orkut provocava seus primeiros imblógios judiciais.

Agora só resta saber o que Stopp vai fazer quanto à publicidade negativa que seus clientes tiveram com essa história toda.

Uma falha descoberta no Facebook hoje fez com que centenas de grupos fossem sequestrados por uma organização chamada Control Your Info (controle suas informações em tradução livre). A organização tomou posse dos grupos através de um bug no sistema de administração da rede social, que permite que qualquer pessoa passe a ser administradora de um grupo do qual o criador se desligou.

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Facebook com síndrome de Orkut

A organização mudou nomes, descrições e imagens dos grupos, além de postar mensagens de aviso dizendo “Olá, estamos sequestrando o seu grupo do Facebook. Isso quer dizer que nós controlamos uma certa parte das informações sobre você no Facebook” e afirmando que poderiam ter mudado o nome para algo constrangedor ou inapropriado, mas que esse não é o objetivo deles. No blog do movimento, um dos seus representantes, Janis Roukkos, diz que “mídias sociais se tornaram uma parte natural na vida da maioria das pessoas, mas infelizmente os aspectos de segurança tem sido negligenciados”.

Mais de 300 grupos foram afetados pelo ataque, porém, a cada nova busca pela sentença “Control Your Info” na rede social, o número de resultados aumenta. Eles prometem que antes do final da semana que vem irão restaurar o nome, descrição e imagens originais dos grupos alterados.

Quem achava que o Orkut e Facebook eram redes sociais totalmente diferentes vai ter que dar o braço a torcer hoje. [CNET]