Feliz 2010, prezado leitor! Desejando um excelente ano novo, já voltamos à ativa com mais uma notícia pra você. A Mophie anunciou que entrará no ramo de pagamentos via cartão de crédito através de um case com leitor de cartão que deve ser lançado durante a CES 2010. A empresa é conhecida por produzir cases com bateria extra embutida para iPhone e agora irá, de alguma maneira, concorrer com o sistema de pagamento da Square, nova empresa do co-fundador do Twitter, Jack Dorsey.

A Mophie ainda não divulgou muitos detalhes, que virão na CES semana que vem, mas já se sabe que, assim como no Square, o leitor de cartões não será apenas um acessório para evitar a fadiga de digitar os números do cartão, e sim contará com uma aplicativo que o acompanhará e realizará as transações. Há porém, uma abordagem um pouco diferente da empresa de Jack Dorsey: ao passo que a Square tem um pequeno cubo que funciona como leitor e pode ser retirado e levado no bolso, a Mophie pretende integrar o leitor a um case que precisaria estar sempre no iPhone para ser usado. Não se sabe ainda se o case teria alguma outra funcionalidade, como bateria extra, ou se será apenas um case com leitor de cartões.

Também não se sabe se a própria Mophie irá lidar com transações (como fará a Square) ou se irá apenas ler os cartões e deixar as transações bancárias para um parceiro, como o PayPal, por exemplo. Tudo isso será revelado durante a CES, que ocorre do dia 7 a 10 de janeiro. E além da CES, a semana que vem também terá o evento do Google onde pode ser lançado o Nexus One. Ou seja, fiquem ligados no Tecnoblog porque esse começo de ano será cheio de notícias! [TechCrunch]

square-signature-screen-assine-aqui_580pxJack Dorsey, co-fundador do Twitter, é um dos empreendedores por trás de um projeto que pode mudar a maneira como transações comerciais são fechadas. Assim como o PayPal foi uma revolução no e-commerce, o Square espera revolucionar a forma como se fecham transações presenciais com cartão de crédito, principalmente quando não há um ponto de venda fixo.

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O sistema consiste em um programa que é instalado em um smartphone conectado por wi-fi ou 3G e um pequeno leitor que se conecta ao celular pela saída de fone de ouvido. É nele que se passa o cartão a ser utilizado para a transação. Na própria tela do smartphone touchscreen o cliente assina a autorização ou digita sua senha e pronto, pagamento efetuado.

Por sua natureza multimídia, o Square ainda possibilita alguns recursos não disponíveis em transações normais com cartões, como mostrar instantaneamente ao vendedor uma foto do titular do cartão para verificar sua identidade e, logo que concluída a transação, enviar o recibo por e-mail ou MMS ao comprador. E não aquelas tirinhas de papel amarelo ou azul que estamos acostumados: trata-se de um recibo bem mais moderno e caprichado, com uma imagem que representa o estabelecimento, quantas compras foram feitas lá e até mesmo o local da compra indicado em um pequeno mapa. Confira a imagem abaixo:

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Outro ponto importante do sistema é a segurança. Os dados são criptografados assim que são lidos e em nenhum momento são armazenados no smartphone.

Para finalizar, talvez a maior mudança de paradigma em relação ao sistema tradicional de cartões: assim como uma conta no PayPal pode ser criada por qualquer pessoa, física ou jurídica, o Square também pode ser usado por qualquer um para efetuar cobranças. E diferentemente do sistema tradicional, onde há contratos, taxas mensais, máquinas em comodato e outros entraves mais, no Square não haverá nada disso. Basta ter o smartphone, o leitor e pagar a comissão (ainda não definida).

Por enquanto o aplicativo do Square existe apenas para iPhone e iPod Touch, mas a empresa está contratando desenvolvedores para portar o aplicativo para Android e BlackBerry, então podemos esperar versões para essas plataformas em breve.

No vídeo abaixo vemos Jack Dorsey falando um pouco sobre o Square e, logo em seguida, uma demonstração de uma transação sendo realizada com ele (tudo em inglês).

paypalxA empresa de transações financeiras online, PayPal, anunciou na terça-feira (3) um novo programa para desenvolvedores da plataforma chamado PayPal X. Através dele, desenvolvedores poderão ter acesso a APIs que os permitirão integrar sistemas de compras e pagamentos dentro dos próprios aplicativos web, além de poderem trocar idéias e tirar dúvidas uns dos outros.

Apesar de aumentar o risco de golpes do tipo phishing, o novo sistema poderá tornar mais rápida a realização de transações com o PayPal, que no modelo atual consiste em redirecionar usuários para o site do próprio serviço onde eles fazem login, esperam o processamento do pagamento e são enviados de volta para a página de onde sairam.

Para incentivar os programadores a integrarem o novo sistema de pagamentos nos seus sites usando o PayPal X, a companhia também criou um concurso que dará US$ 50 mil para quem criar o aplicativo web mais inovador na área de serviços, mídia social, jogos, móvel e eletrônicos e outros US$ 25 mil para o segundo colocado. Os finalistas serão julgados por voto público e os dois vencedores são escolhidos pelos juízes do concurso, painel que incluí o CEO da empresa, Pierre Omidyar.

Aliado à isso, eles também anunciaram que as taxas cobradas por cada transação serão reduzidas a partir do meio do ano que vem. E para quem compra na DealExtreme com alguma frequência, essa é a melhor das notícias. [InformationWeek]

PayPal no BrasilO PayPal é o maior serviço de “intermediário de pagamento” do mundo. Pra quem não o conhece, funciona assim: você cria uma conta no PayPal (normalmente associada a um cartão de crédito) e quando for fazer alguma compra online, ao invés de passar seus dados bancários para algum vendedor que talvez você não conheça, você usa o PayPal como intermediário e assim conclui a operação com mais segurança.

Mas se você é um dos 2 milhões de brasileiros que utilizam o serviço, você já sabia disso. O que não sabia é que a empresa escolheu o Brasil para ser sua base de operações na América Latina. Sendo a forma de pagamento utilizada por 13% dos internautas brasileiros que compram online, a empresa reconhece sua relevância no mercado brasileiro.

“Não há como ficar alheio a esses números. E estamos falando de uma base de cliente adquirida sem que fizéssemos nada no país,” disse o Diretor de Estratégia René Pelegero durante o E-Commerce Summit em São Paulo.

A empresa montará um escritório no Brasil, mas ainda não há prazo definido para isso. De acordo com Pelegero, o ritmo de crescimento do comércio eletrônico no Brasil foi importante para a decisão da empresa. Segundo dados da pesquisa realizada pela VisaNet na América Latina, em 2012 o comércio eletrônico estará movimentando US$ 13 bilhões no país (o dobro de México e Argentina), o que significa uma projeção de  crescimento de 21% ao ano. Hoje as vendas online movimentam R$ 13 bilhões no Brasil. [Folha Online]

Contas VerificadasCom a grande quantidade de phishing circulando na internet, mais uma invenção do Gmail Labs está ganhando forma. O Verified Account Key (ou Chave de Verificação de Conta) é uma tecnologia que garante a autenticidade do remetente das mensagens que puderam ser verificadas.

O desenvolvimento da tecnologia teve início com a filtragem que o Gmail começou a fazer em mensagens supostamente provenientes do PayPal e do eBay. Para impedir que o phiging chegasse à caixa de entrada, o Google iniciou um processo de verificação baseado em um código de autenticação que somente os servidores de e-mail do PayPal e do eBay tinham. Dessa forma, a empresa passou a rejeitar todas as mensagens que não eram autenticadas.

Por enquanto somente eBay e PayPal passaram pelos rigorosos processos de qualificação do Google, mas a empresa espera que em um futuro próximo novos remetentes consigam a qualificação.[TechCrunch]