Carla Bruni: ela não tem quase nada a ver com esse texto, mas quem liga?

Um estudo realizado pela universidade francesa de Rennes mostra que a pirataria continua a crescer no país do croissant, apesar da polêmica “Lei dos três strikes” em vigor por lá desde o ano passado.

Em seu texto, o artigo aprovado pelo marido da Carla Bruni presidente Nicolas Sarkozy em junho do ano passado prevê que os navegantes que forem pegos fazendo download de arquivos ilegais podem receber até três advertências antes de ter sua conexão à web cortada e ainda serem levados ao tribunal, onde ainda podem ser condenados até a dois anos de prisão e ao pagamento de uma multa no valor de 300 mil euros.

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As informações levantadas pelos pesquisadores mostram que apesar do tráfego por sites de torrent tenha caído de 17,1% para 14,6% entre os últimos meses de setembro e dezembro, o total de pirataria no país aumentou 3% impulsionado sobretudo pelo crescimento de sites de troca de arquivos nos moldes do Rapidshare e Sendspace, considerados “mais seguros” para esse tipo de atividade. Ironicamente, o texto da “Lei dos três strikes” prevê que apenas trocas realizadas por mecanismos P2P são passíveis de punição, deixando a tarefa de se baixar um arquivo direto de um site longe de qualquer dor de cabeça legal.

Outra descoberta digna de nota dos pesquisadores mostra que os usuários que baixam arquivos da web estão mais inclinados a pagarem por conteúdo online, confirmando outros estudos semelhantes. “Isso mostra que ao desconectar usuários da rede a indústria da música pode estar se afastando de potenciais consumidores”, afirma o TorrrentFreak.

O Yahoo já foi maior

Dados da empresa de pesquisa ComScore mostram que, apesar dos esforços da Microsoft, o Bing tem feito pouco para ameaçar a soberania do Google no concorrido mercado das buscas pela rede. Pelo contrário, o grande prejudicado com sua presença tem sido seu amigo de fé e irmão camarada Yahoo, que assiste seus usuários lentamente irem embora.

Os números mostram que no último mês de fevereiro a participação do Google nas buscas foi de “apenas” 65,4% (-0,1% em relação a janeiro), contra 16,8% (-0,2%) do Yahoo e 11,5% (+0,2) do Bing.

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Apesar de parecerem variações modestas, os dados ficam mais claros quando comparados com os dos ano passado: em fevereiro de 2009 o Google tinha 63,3% do bolo, contra 20,6% do Yahoo e 8,2% do MSN – o Bing só foi lançado em julho de 2009.

Bom lembrar que no começo deste ano a Microsoft e o Yahoo selaram um acordo de cooperação em que o Bing passaria a dar vida ao sistema de buscas de seu parceiro, que por sua vez se limitaria a selar acordos comerciais.

Stanford adverte: iPhone pode causar dependência.

Uma nova pesquisa da Universidade de Stanford confirma o que seus usuários (ou suas namoradas) já estavam descobrindo por conta própria: o iPhone pode causar dependência em seus usuários. Quando pedidos para classificar sua dependência pelo aparelho em uma escala de um a cinco — sendo cinco “viciado” e um “nem um pouco viciado” — 10% reconheceram serem plenamente dependentes do aparelho e 34% se classificaram como um quatro na escala de dependência. Apenas 6% afirmaram não serem nem um pouco dependentes, e 32% destes se mostravam preocupados que poderiam ficar viciados algum dia.

A pesquisa foi realizada com 200 estudantes, sendo quem 70% deles tem o iPhone por menos de um ano. Ela descobriu que 85% usam o aparelho como seu relógio, 89% usam como seu despertador, 75% admitiram cair no sono com o iPhone em suas camas e 69% disseram que tinham maiores possibilidades de esquecer a carteira do que o iPhone ao sair pela manhã.

Também foi notada uma tendência de antropomorfizar o iPhone e tratá-lo diferentemente de outros eletrônicos. por exemplo, 3% dos estudantes dizem não deixar ninguém tocar seu iPhone, 3% deram um nome para o seu iPhone, 8% admitiram já ter pensado “meu iPod está com ciúmes de meu iPhone” e 9% admitem já terem feito carinho em seu iPhone.

Mesmo assim, os especialistas ainda não chegaram a um consenso se dependência de tecnologias como a Internet e aparelhos eletrônicos pode ser qualificada como um transtorno. A própria pesquisadora que conduziu a pesquisa diz que não acha que seja uma dependência nociva: “eu acho que eles realmente gostam de seus iPhones,” disse ela. De fato, há benefícios: mais de 70% dos entrevistados disse que o iPhone os fez mais organizados, e 74% acreditam que o smartphone da Apple os tornou mais produtivos. Isso sem contar que o aparelho também levanta a auto-estima: 74% dos estudantes disse que o iPhone fez eles se sentirem “maneiros”. [TechNewsDaily]

Uma pesquisa conduzida pela ChangeWave Research indica uma grande demanda pré-lançamento para o iPad e que ele será um forte competitor no mercado de e-readers. O levantamento foi realizado entre os dias 1 e 10 de fevereiro e consultou 3.171 clientes.

O primeiro dado que surpreende é que o iPad apresenta uma demanda pré-lançamento maior do que a do iPhone original. Na época (abril de 2007) 3% dos entrevistados disseram que “muito provavelmente” comprariam o iPhone, e 6% disseram que as chances de comprar um era boa. No caso do iPad, esses números sobem para 4% e 9% dos entrevistas, respectivamente.

Outro dado significativo é o potencial de conquistar o mercado de e-readers que o iPad demonstra. Entre aqueles que já possuem e-readers — 68% deles tem o Kindle, da Amazon, seguido de longe por 10% do Sony Reader — quando perguntados se teriam comprado o mesmo e-reader que possuem se o iPad estivesse disponível na época da compra, menos da metade (45%) disse que teria comprado seu e-reader atual. Dos restantes, 27% teriam comprado o iPad e 30% ficariam na dúvida (o que, somando-se, estranhamente totaliza 102% dos entrevistados).

Fechando as estatísticas sobre o mercado de e-readers, dentre os pesquisados que disseram pretender comprar um e-book reader nos 90 dias subseqüentes ao lançamento do iPad, 40% pretendem comprar um iPad, 28% pretende comprar um Kindle, 6% pretendem comprar um Nook e apenas 1% pretende comprar um Sony Reader. Também é interessante notar que, dentre os que pretendem comprar o iPad algum dia, 36% diz que o fará dentro destes primeiros 3 meses, e até seis meses após o lançamento estima-se que 59% dos que pretendem comprar o novo gadget da Apple já o terão comprado.

Para uma mais clara visualização de todas essas porcentagens calculadas pela pesquisa você pode ver os gráficos expressando todas essas estatísticas comentadas (e mais algumas extras também) na galeria abaixo.

A Microsoft anunciou que o sistema operacional Windows 7 atingiu a marca de 90 milhões de unidades vendidas no varejo desde seu lançamento, que aconteceu há pouco mais de quatro meses, no último dia 22 de novembro. Seu antecessor, o Vista, demorou cerca de um ano para atingir marca semelhante.

Tamanha popularidade pode ser sentida nos índices de audiência dos sistemas operacionais. Dados da empresa de pesquisa NetApplications mostram que enquanto o 7 viu sua participação na web passar de 7,5% para 8,9% em fevereiro – aumento de 1,4% – os velhos XP, Vista e até mesmo o rival Mac OSX amargaram pequenas perdas no mês.

Os números mostram que o número de computadores com o Windows XP encolheu 0,7% e passou a estar presente em “apenas” 65,5% dos computadores conectados, enquanto o Vista despencou 1% e hoje contabiliza 16,5% de popularidade.

Assim, o índice total de máquinas rodando qualquer versão do Windows chegou a 92,12%, o mais alto registrado até hoje pela companhia responsável pela aferição dos números.

Já somadas, todas as versões do Mac OSX viram sua participação cair apenas 0,1%, mas não ficou claro se isso foi provocado por uma migração de usuários ou pelo aumento de vendas de cópias do Windows.


Dados da empresa de pesquisa NetApplications divulgados na última segunda-feira mostram que o navegador Chrome foi o único a ganhar participação no mercado em fevereiro, enquanto todos seus concorrentes amargaram perdas.

Os números mostram que o programa do Google cresceu 0,39% em relação a janeiro, enquanto os campeões de popularidade Internet Explorer e Mozilla Firefox encolheram 0,54% e 0,20%, respectivamente. O mês não foi fácil nem para os inexpressivos Safari e Opera, que perderam 0,08% e 0.03% de seus usuários.

Nos números gerais, as múltiplas versões do IE continuam na frente, tendo a preferência de 61,58% dos navegantes, seguido pelo Firefox com 24,23%. O Chrome vem longe na terceira posição, com 5,61%.

A NetApplications afirma monitorar o tráfego em 40 mil sites, que são freqüentados por cerca de 160 milhões de usuários todos os meses.

Um estudo conduzido pela empresa Pew Research Center e divulgado nesta segunda-feira mostra que a internet se tornou oficialmente a terceira maior fonte de informações para o norte-americano médio, ficando atrás apenas da televisão.

Depois de entrevistar 2.259 adultos entre os últimos dias 28 de dezembro e 19 de janeiro, concluíram que:

  • 92% dos entrevistados costumam se informar diariamente em mais de um tipo de mídia.
  • 78% se informam diariamente com pelo menos uma notícia de telejornais de canais regionais.
  • 73% assistem pelo menos uma vez por dia uma grande rede de notícias como a CNN ou Fox News
  • 61% leem notícias na web, entre blogs, sites ou versões digitais de jornais impressos
  • 54% se informam no rádio
  • 50% com pequenos jornais de circulação regional
  • 17% com grandes jornais de circulação nacional, como o New York Times ou o USA Today

Apesar dos dados mostrarem que os velhos meios impressos têm uma participação relativamente tímida na tarefa de informar, outros dados mostram que sua situação talvez seja menos grave do que parece inicialmente. Enquanto apenas 2% dos ouvidos se informa apenas por meios online e 38% obtêm notícias de maneira completamente offline,a maioria prefere evitar radicalismos: 59% usam meios online e offline para se manterem devidamente antenados.

Entre os assuntos mais procurados pelo público na rede estão – pasme – previsão do tempo (acompanhada por 81% dos navegantes), eventos nacionais (73%), saúde e medicina (66%), negócios e economia (64%), eventos internacionais (62%) e ciência e tecnologia (60%).

A preocupação com o clima do dia parece também dominar a pauta dos 37% que usam dispositivos móveis para acessarem a web, com 26% de audiência e à frente de assuntos como notícias (25%).

Android! F**k yeah!

Não que o Google tenha alguma coisa contra as moças, mas um levantamento feito no último mês de novembro pela empresa AdMod mostra que 73% dos usuários de telefones com o sistema operacional Andoid são homens machos do sexo masculino (sic), índice bem maior que o registrado por seus concorrentes. O iPhone e o Palm Pre, por um exemplo, têm uma distribuição mais igualitária entre os sexos de seus proprietários, registrando, respectivamente, 57% e 58% jogando no time dos meninos.

Um dos motivos que podem justificar parte dessa diferença é que por hora o Android vem atraindo um público entusiasta por tecnologia, território que desde a era dos neandertais tem maior atração entre o público masculino.

Outros dados mostram que os gadgets da Apple são responsáveis por 50% de todo uso de internet móvel no mundo e que 65% dos usuários do iPod Touch têm menos de 17 anos, enquanto o iPhone atrai um público com idade maior a 25 anos.

Uma pesquisa realizada pela revendedora de eletrônicos Retrevo mostra que seus usuários do site tiveram seu interesse no iPad diminuído após o anúncio do produto, em relação ao que havia quando tudo que se tinha eram os rumores sobre o “iTablet”. A empresa consultou mil usuários do site escolhidos aleatoriamente e distribuidos entre gênero, idade, renda e local de residência (mas todos nos Estados Unidos). A primeira consulta foi realizada entre 16 e 20 de janeiro — antes do anúncio oficial do tablet — e a segunda foi realizada entre 27 de janeiro e 3 de fevereiro, após o anúncio.

“Você já ouviu sobre o novo tablet da Apple?” (Retrevo)

A primeira pergunta realizada foi se a pessoa tinha ouvido falar sobre o novo tablet da Apple. O número de pessoas que disse que sim saltou de 48% antes do anúncio para 82% depois do evento da Apple no dia 27. Mas apesar do produto ter ficado em muito maior evidência, isso não quis dizer que havia sido necessariamente bem recebido: aqueles que haviam ouvido sobre o tablet e não tinham interesse em comprar um mais que dobraram, indo de 25% antes do anúncio para 52% depois dele. Em compensação, a quantidade de pesquisados que disseram que gostariam de comprar um triplicou, indo de 3% a 9% após o evento do dia 27. O número de pesquisados que se mostraram interessados mas preferem esperar por maiores informações se manteve praticamente estável: 19% antes e 21% após o evento.

“Do que ouviu sobre o tablet, você acha que precisa de um?” (Retrevo)

A outra pergunta foi “do que você sabe sobre o tablet, você acha que precisa de um?”. A porcentagem de pessoas que achavam que precisavam de mais informações para decidir caiu pela metade, de 30% para 15%. Os 15% que a categoria perdeu acabou se dividindo entre aqueles que disseram “sim, com certeza” (que foi de 3% pra 5%), os que disseram que talvez precisassem (foram de 18% a 19%) e os que disseram que não precisam de tablet da Apple, que foram de 49% para 61% após a apresentação do novo produto.

“Pagaria $130 a mais pelo 3G?” (Retrevo)

Uma última pergunta foi feita apenas após o lançamento do iPad. Sabe-se que os modelos com acesso à internet via rede 3G custarão US$ 130 (cerca de R$ 240) a mais que um modelo idêntico sem 3G. Os clientes da Retrevo foram perguntados se pagariam esse valor extra pelo 3G. Apenas 12% disseram que pagariam, enquanto 29% ainda estavam em dúvida e a maioria, 59%, disse que não pagaria a mais pelo 3G.

Esta foi a pesquisa, agora vamos ver o que realmente acontecerá quando o mais falado gadget dos últimos tempos chegar enfim às lojas dentro de alguns meses.

Um levantamento feito por um estudante chamado Sauhard Sahi na rede da universidade de Princeton mostra que apenas 10 dos 1021 arquivos que estavam sendo transferidos pelos graduandos não infligiam nenhum direito autoral. O estudo, realizado no segundo semestre de 2009, co-ordenado pelo professor Ed Felten e publicado no blog Freedem to Tinker monitorou apenas um tipo aleatório sem trackers do formato BitTorrent.

Os dados mostram que entre as dez torrents legais haviam duas distribuições do Linux, addons para jogos e programas em versões beta ou shareware. Já 46% eram filmes e programas de TV, 14% jogos e softwares, 14% pornografia, 1% e-books, 1% imagens e 14% não pode ser identificado. Os tão temidos downloads de músicas eram apenas 10% da soma. “Apenas um dos 145 arquivos pornográficos que estavam sendo baixados não era ilegal”, aponta o estudo.

Como lembra o Register, ao contrário dos outros formatos de troca P2P o formato BitTorrent não foi escrito especificadamente para facilitar a pirataria, mas sim como uma maneira de se transferir grandes arquivos pela web.