Publicado dia 16/03/10 às 15h00 por João Brunelli Moreno
Um projeto de lei que combate a troca ilegal de arquivos na internet foi aprovado essa semana na Câmara dos Lordes britânica, casa mais alta do parlamento das terras de vossa majestade.
Atendendo pelo nome de Lei da Economia Digital, o artigo foi criado por Peter Mandelson, Secretário de Negócios do governo, e foi recebida de braços abertos pela indústria fonográfica local, que não escondeu sua satisfação com os capítulos que preveem que os usuários que forem pegos fazendo download ou upload de material protegido por direitos autorais podem ser processados e ter seu acessocortado por período indeterminado à web.
Além disso, o projeto conta com mecanismos legais que agilizam o bloqueio de sites que oferecem material pirata para download, apesar dos alertas do Google, British Telecom e Facebook de que seria mais efetivo aplicar multas contra essas páginas no lugar de apenas restringir seu acesso.
Como era de se esperar, a decisão vem provocando polêmica. Os críticos apontam que a lei pode fazer com que sites participativos, como o YouTube, possam ser bloqueados por conta de material postado por seus usuários, além de apontar que o texto é incompatível com a Diretriz de Padrões Técnicos para a internet em vigor na União Europeia.
À rede de notícias BBC, James Killock, diretor executivo do Open Rights Group afirma que os representantes do governo estão aprovando “uma lei draconiana sem qualquer debate democrático”. Já a BPI, organização que representa as gravadoras do país afirma que “a aprovação da lei é um passo fundamental para a sobrevivência do setor criativo”
A Lei da Economia Digital ainda precisa ser aprovada na Câmara dos Comuns e pelo primeiro ministro Gordon Brown para entrar em vigor.
Publicado dia 12/03/10 às 16h25 por João Brunelli Moreno

Carla Bruni: ela não tem quase nada a ver com esse texto, mas quem liga?
Um estudo realizado pela universidade francesa de Rennes mostra que a pirataria continua a crescer no país do croissant, apesar da polêmica “Lei dos três strikes” em vigor por lá desde o ano passado.
Em seu texto, o artigo aprovado pelo marido da Carla Bruni presidente Nicolas Sarkozy em junho do ano passado prevê que os navegantes que forem pegos fazendo download de arquivos ilegais podem receber até três advertências antes de ter sua conexão à web cortada e ainda serem levados ao tribunal, onde ainda podem ser condenados até a dois anos de prisão e ao pagamento de uma multa no valor de 300 mil euros.
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As informações levantadas pelos pesquisadores mostram que apesar do tráfego por sites de torrent tenha caído de 17,1% para 14,6% entre os últimos meses de setembro e dezembro, o total de pirataria no país aumentou 3% impulsionado sobretudo pelo crescimento de sites de troca de arquivos nos moldes do Rapidshare e Sendspace, considerados “mais seguros” para esse tipo de atividade. Ironicamente, o texto da “Lei dos três strikes” prevê que apenas trocas realizadas por mecanismos P2P são passíveis de punição, deixando a tarefa de se baixar um arquivo direto de um site longe de qualquer dor de cabeça legal.
Outra descoberta digna de nota dos pesquisadores mostra que os usuários que baixam arquivos da web estão mais inclinados a pagarem por conteúdo online, confirmando outros estudos semelhantes. “Isso mostra que ao desconectar usuários da rede a indústria da música pode estar se afastando de potenciais consumidores”, afirma o TorrrentFreak.
Publicado dia 05/03/10 às 14h52 por João Brunelli Moreno
Vivendo sob um rígido regime comunista desde o final da II Guerra Mundial, a Coreia do Norte pode ter desenvolvido um sistema operacional próprio para rodar nos computadores dos habitantes do país, que é conhecido por ser um dos mais fechados do planeta. As informações são do jornal Korea Herald.
De acordo com o relato de um estudante universitário identificado penas como Mikhail, que teve acesso ao programa, o sistema operacional foi criado em 2006 sob as ordens do ditador Kim Jong-Il, é baseado no kernell do Linux e atende pelo mais do que conveniente nome de “Estrela Vermelha”.
Disponível em versões para computadores pessoais e servidor, sua interface é “muito similar” a do Windows – sem especificar se do 98, XP, Vista ou 7 – e ao contrário do que poderia se supor, sua distribuição não é gratuita: seus CDs são vendidos pelas ruas de Pyongyang pela bagatela de US$ 5 (R$ 9). Sua principal missão é fazer com que a Coreia do Norte possa ficar livre dos “males” dos softwares ocidentais
O estudante reporta que apesar da instalação do programa demorar apenas 15 minutos e dele parecer funcionar “da maneira correta”, os norte-coreanos dizem que o Estrela Vermelha não se revela exatamente amigável no uso cotidiano, preferindo continuar com suas versões piratas do Windows XP, Vista ou 7, que não chegam oficialmente ao país por conta do embargo imposto pelo governo norte-americano contra governos potencialmente “hostis”.
Publicado dia 24/02/10 às 21h03 por Thássius Veloso
A Microsoft disponibilizou hoje, por meio do Windows Update, uma atualização para o Windows 7 que checa se o sistema operacional é válido e genuíno. Ou seja, se ele foi obtido de forma legal e o dinheirinho pago por ele foi para os cofres da empresa de Bill Gates.
De acordo com a descrição da atualização no site de suporte da MS, “as tecnologias de ativação do Windows ajudam a proteger contra os riscos de software falsificado”. Isso significa que se o seu Windows 7 é pirateado, você está correndo riscos. Mas não se preocupe, pois a Microsoft vai ajudá-lo a ao menos saber disso.

Windows Update oferece a atualização KB971033. Clique para ampliar.
A mesma atualização (KB970133) checa se há programas no computador que forçam a inicialização normal do Windows 7, mesmo se tratando de cópia pirata do sistema. Reza a lenda que esses “carregadores” contêm vírus e formas de obtenção dos dados do usuário.
Publicado dia 10/02/10 às 17h52 por João Brunelli Moreno
A gravadora Warner anunciou que pretende parar de licenciar as músicas de seus artistas para serem transmitidas legalmente por serviços de streaming como o Last.fm e o Pandora, por exemplo. De acordo com o presidente da companhia, Edgar Bronfman Jr., esse tipo de serviço “não é positivo” para a indústria.
“A estratégia de permitir que música seja ouvida de graça e agregar outros serviços por meio de mensalidades não faz parte de uma estratégia de mercado que apoiaremos no futuro”, disse à rede BBC.
O executivo acredita que é mais rentável para a empresa lançar seu próprio serviço de transmissão de músicas pela web, que seria acessado por meio do pagamento de mensalidade. “O número de potenciais clientes para um serviço de assinatura é tremendamente maior do que a quantidade de pessoas que atualmente paga por música na iTunes Store” disse. Para Bronfman, o público-alvo no novo serviço seriam “centenas de milhões, senão bilhões de pessoas que atualmente não compram nem ouvem enormes quantidades de música”.
Já Jonathan Webster, presidente da associação dos músicos britânicos não vê a medida com bons olhos: “a indústria precisa apoiar qualquer medida que afaste o público da pirataria”.
“O novo consumidor de mídia quer as coisas na hora. Se ele não encontrar legalmente, irá roubar”, completou.
Publicado dia 01/02/10 às 17h13 por João Brunelli Moreno
Um levantamento feito por um estudante chamado Sauhard Sahi na rede da universidade de Princeton mostra que apenas 10 dos 1021 arquivos que estavam sendo transferidos pelos graduandos não infligiam nenhum direito autoral. O estudo, realizado no segundo semestre de 2009, co-ordenado pelo professor Ed Felten e publicado no blog Freedem to Tinker monitorou apenas um tipo aleatório sem trackers do formato BitTorrent.
Os dados mostram que entre as dez torrents legais haviam duas distribuições do Linux, addons para jogos e programas em versões beta ou shareware. Já 46% eram filmes e programas de TV, 14% jogos e softwares, 14% pornografia, 1% e-books, 1% imagens e 14% não pode ser identificado. Os tão temidos downloads de músicas eram apenas 10% da soma. “Apenas um dos 145 arquivos pornográficos que estavam sendo baixados não era ilegal”, aponta o estudo.
Como lembra o Register, ao contrário dos outros formatos de troca P2P o formato BitTorrent não foi escrito especificadamente para facilitar a pirataria, mas sim como uma maneira de se transferir grandes arquivos pela web.
Publicado dia 05/01/10 às 12h18 por João Brunelli Moreno
Por conta de uma má interpretação de um texto, noticiei por engano que Avatar havia sido o segundo filme mais baixado de 2009, mas como apontou o leitor Alex (valeu, cara!!!) os dados eram relativos à ultima semana de dezembro. A lista correta dos filmes mais baixados no ano passado vai a seguir, que é liderada pelo filme Star Trek, seguido de perto por Transformers. Peço desculpas pelo erro. O texto do post original fica para a posteridade como forma de horrorizar crianças e velhinhas no futuro. [Torrent Freak]

Eis aqui a lista dos filmes mais baixados em 2009.
E o texto original:
Sucesso absoluto nas bilheterias de semana, arrecadando impressionantes US$ 1 bilhão em suas primeiras duas semanas de exibição, o filme Avatar, do diretor James Cameron, também tem feito sucesso no obscuro mundo dos downloads ilegais.
Lançado em todo mundo no último dia 18 de dezembro, em apenas 13 dias a produção conseguiu ser o segundo filme mais baixado do ano passado, ficando atrás apenas de Um olhar do Paraíso, o novo filme de Peter Jackson (da trilogia Senhor dos Anéis), ainda não lançado por aqui.
Veja a lista dos 10 mais baixados no ano passado, se acordo com o site TorrentFreak:

A lista da última semana de dezembro de 2009
Publicado dia 28/12/09 às 14h05 por João Brunelli Moreno
Ainda naquela onda de listas de final de ano o site Torrent Freak divulgou no último domingo os jogos mais baixados em 2009 para PC e os consoles Xbox 360 e Nintendo Wii, tendo o título Call Of Duty: Modern Wallfare 2 como o grande campeão dos downloads ilegais.
Mesmo lançado no final do ano, nos PCs o título superou os “veteranos” The Sims 3 (lançado em junho) e Prototype (que chegou em fevereiro) e obteve 4,1 milhões de downloads em sua versão para PC e 970 mil para o Xbox 360.
Lançado no último mês de novembro, o game de guerra bateu todos os recordes de vendas com 4,7 milhões de unidades vendidas em suas primeiras 24 horas nos EUA, o que rendeu aos bolsos de seus criadores cerca de US$ 310 milhões (um troco de mais ou menos R$ 540 milhões) no final do período. Até agora o jogo registrou lucros superiores a US$ 550 milhões (R$ 960 milhões).
Já para os lados da Nintendo, os resultados do Wii foram ligeiramente diferentes: seu campeão de downloads ilegais foi o New Super Mario Bros, seguido pelo Punch-Out e Wii Sports Resort. Confira os números:
Publicado dia 03/12/09 às 16h43 por João Brunelli Moreno
Numa bizarra tentativa de protestar contra as leis antipiratarias de seu país, um norueguês chamado Henrik Anderson se denunciou às autoridades locais por ter feito backups de DVDs originais que comprou legalmente.
Apesar da legislação do país permitir que um cidadão faça cópias de discos de sua propriedade para uso pessoal, também proíbe a quebra de proteções DRM, então para ripar sua coleção de filmes e seriados Anderson foi “obrigado” (entre aspas, mesmo) a cometer um crime. “Comecei com isso porque eu não queria ser taxado como criminoso”, afirmou o rapaz para o site TorrentFreak.
Na ocasião em que a denúncia foi feita, no final no último mês de outubro, o órgão antipirataria do país avisou a Anderson que a decisão se ele seria processado ou não seria dada “até dia 1º de dezembro”, o que não aconteceu.
Apesar da tática arriscada, o norueguês não parecia estar muito preocupado com represálias: “Eles não pareciam muito interessados em dar continuidade ao caso. Obviamente temiam o que poderia acontecer se me denunciassem a policia”, completou. E pondera: “Ou foi isso ou eles não entenderam minha ação como ilegal”.
Publicado dia 01/12/09 às 17h33 por João Brunelli Moreno

Me dá um dinheiro aí
De acordo com informações levantadas pelo Wall Street Journal, o site de vídeos YouTube está se preparando para lançar um serviço pago que permitirá aos usuários – americanos, por enquanto – assistirem a seus programas de televisão prediletos no computador.
Os episódios de seriados ou programas de variedades seriam vendidos pela bagatela de US$ 1,99 (R$ 3,50) e seguindo o tradicional “modelo Google de se fazer as coisas” o arquivo não seria baixado para o equipamento do usuário, mas sim transmitido via streaming, o que pode ser considerado uma desvantagem quando se lembra que a iTunes e Amazon permitem que o download seja realizado.
A novidade deve entrar no ar no ano que vem. De qualquer maneira, os mares para esse lado da web parecem especialmente bravios. A Apple já negocia com emissoras a possibilidade de oferecer assinaturas mensais em troca de sua programação e o Hulu, site de propriedade das gigantes ABC, NBC, Disney, Fox e News Corp também pretende lançar seu próprio serviço pago.
Enquanto isso essa terra distante chamada Brasil não parece estar nos planos de nenhuma dessas empresas, e a única alternativa que temos para ver programas no computador pode causar a fúria de certos departamentos jurídicos.