O Google anunciou hoje o relançamento da DoubleClick, empresa de publicidade online que foi comprada em março de 2008 pela gigante das buscas. Quase dois anos depois, os engenheiros das duas companhias relançam a plataforma de publicidade, agora integrada ao que o Google já tinha desenvolvido para o Google AdManager.

“Nós enxergamos uma oportunidade de melhorar ainda mais a entrega de publicidade ao combinar a tecnologia e infraestrutura do Google com a experiência de entrega e exibição de anúncios da DoubleClick”, escreveu Neal Mohan, vice-presidente de gerenciamento de produtos, no blog oficial do Google.

DoubleClick for Publishers (DPF) foi completamente redesenhado para ajudar os grandes publicadores de conteúdo online a gerenciar, entregar e mensurar o desempenho dos anúncios em seus sites. Isso é fundamental no mercado de publicidade online para que um veículo mantenha-se no azul. Claro que o Google, como maior empresa de publicidade online do mundo, tem total interesse que os anunciantes e os veículos de comunicação tenham a noção mais precisa possível do comportamento dos anúncios.

O novo DPF vai ter ferramentas que informam a performance dos anúncios com maior quantidade de detalhes, além de permitir que previsões mais apuradas sejam feitas. Novos algoritmos também vão ajudar a tornar os anúncios mais rentáveis e com desempenho melhor.

De acordo com a empresa, o DoubleClick for Publishers será voltado para grandes veículos de comunicação online, que lidam com milhões de usuários por dia e servem bilhões de anúncios. Já o DoubleClick for Publisher Small Business será a versão mais simples e gratuita do serviço, voltada para os meros mortais.

“O que vamos fazer hoje pessoal?” “Ah, sei lá… Vamos dominar um novo mercado?”

A Apple alertou seus desenvolvedores que não poderiam mais utilizar serviços de localização do iPhone OS exclusivamente para exibir anúncios de publicidade. A restrição se aplica a todos os aplicativos de iPhone, iPod Touch e — em breve — iPad, que se não se adequarem não serão aprovados para entrar na App Store. Leia o que a Apple escreveu a seus desenvolvedores, em tradução livre:

“Se você fizer aplicativos com funcionalidades baseadas na localização do usuário, certifique-se que essas funcionalidades fornecem informação útil. Se seu app usa informação baseada em localização primariamente para permitir que anunciantes móveis exibam publicidade direcionada baseada na localização do usuário, seu app será devolvido a você pela Equipe de Revisão da App Store para modificação antes que possa ser publicado na App Store.”

A questão que é fica é: qual é a intenção da Apple com isso? Seria apenas a preocupação em proteger a privacidade de seus usuários? Ou seria a preocupação em garantir para si exclusividade sobre o lucrativo negócio de anúncios mobile com ciência de localização?

Esta última hipótese parece bastante crível porque há exatamente um mês a Apple comprou a Quattro Wireless, empresa especializada em anúncios nas plataformas iPhone e Android. Além disso, a Apple recentemente registrou duas patentes relativas a anúncios baseados na localização do usuário. Junte a isso o fato de que aparentemente a Apple não tem mais mantido uma relação com o Google tão boa como em outros tempos e podemos imaginar um futuro onde a Apple use de sua posição privilegiada para virar a mesa no mercado de publicidade mobile, hoje dominado pela AdMob, comprada pelo Google em novembro de 2009. Estima-se que o mercado de publicidade mobile valerá 3,1 bilhões de dólares até 2013, e pelo visto a Apple quer uma fatia desse bolo.

Em novembro o Google, gigante da publicidade online, comprou o AdMob uma das principais plataformas de anúncios em dispositivos móveis como iPhone, Android e outros. Ontem (28) dois grupos de defesa do consumidor, o Consumer Watchdog e o Center for Digital Democracy declararam que são contra e fizeram uma requisição à FCC – a Anatel americana – para que analise profundamente o caso.

O grande perigo que essas associações enxergam é a dominância de um único player do mercado – já dominante no mundo online – no quesito anúncios em aparelhos móveis. Anúncios vão desde sites adaptados para as telas pequenas até aplicativos distribuídos gratuitamente mas com anúncios para sustentar o desenvolvedor.

Na época da compra do AdMob pelo Google informações de bastidores davam conta que a Apple também estava interessada na startup. Perder para o Google só acirra a briga entre esses dois gigantes. Agora o Google consegue ter estatísticas de uso de aplicativos do iPhone que usam o AdMob o que para a Apple é como se deixasse a porta de casa aberta para o inimigo.

A junção do Google com o AdMob criará o maior player de anúncios móveis com 30 a 40% do mercado. E depois o Google diz que não é “do mal”… [Business Week / CNET]

O Digg continua inovando na maneira de vender publicidade aliada a conteúdo de interesse de seu público. Primeiro foram os Digg Ads (que noticiamos aqui no Tecnoblog em agosto), agora o Digg está utilizando o Digg Content Ads, mais um sistema diferente dos anúncios tradicionais, novamente utilizando conteúdo de interesse dos visitantes para promover o anunciante. O sistema começou a ser testado semana passada para um subconjunto de usuários e agora esta sendo utilizado em larga escala. Funciona assim:

Digg Content AdsEnquanto os Digg Ads utilizavam conteúdo gerado e promovido pelos anunciantes e apareciam entre as histórias normais do site (e eram votadas para cima ou para baixo como tal), os novos Digg Content Ads funcionarão como um widget que agrega histórias relevantes ao produto/marca anunciada, juntamente com um banner publicitário. A imagem ao lado deixa mais claro esse layout. Nela vemos o aviso de que se trata de um anúncio (“Sponsored by…”), três histórias reais do Digg e um banner que leva a um site do anunciante. É importante notar que clicar nas histórias realmente o levará a elas, não é nenhum tipo de “armadilha” para redirecionar seu clique à página do anunciante, como comumente vemos em publicidade online.

O interessante para a comunidade que acessa o site é que tal sistema só pode utilizar histórias que já chegaram naturalmente à página inicial do Digg. Isso gera uma situação em que todos ganham: o visitante tem a oportunidade de rever histórias que a própria comunidade elegeu serem relevantes; o anunciante faz sua propaganda de maneira bem mais amigável que a propaganda tradicional, trazendo conteúdo ao seu público; o Digg ganha dinheiro do anunciante e ainda desenterra boas histórias que, de outra maneira, provavelmente jamais teriam ganho destaque na página inicial novamente.

Assim, parece que o Digg descobriu um jeito de ganhar dinheiro vendendo anúncios cujo interesse para o público já foi testado e aprovado. Bem sacado, não acham?

E vale refletir também sobre a questão levantada pelo TechCrunch: e se o Digg fizesse acordos para levar esses “widgets publicitários” a outros sites? Os usuários clicariam neles, reconhecendo-os como anúncios do Digg com conteúdo que eles podem realmente estar interessados ver? Isso não poderia mudar a maneira de ver os anúncios contextuais, que hoje parecem implorar por algum tipo de renovação para se manterem relevantes? As respostas para essas perguntas podem valer muito dinheiro…

A FTC (Federal Trade Commission), órgão que regula negociações comerciais nos Estados Unidos, revisou seu guia de recomendações e testemunhais na publicidade. O resultado é que blogueiros independentes que não forem capazes de informar aos leitores sobre resenhas, posts pagos e presentes ganhos poderão pagar até US$ 11 mil em multas (o equivalente a quase R$ 20 mil).

“O post de um blogueiro que recebeu dinheiro ou algum tipo de pagamento para analisar um produto é considerado uma recomendação. Portanto, blogueiros que fazem recomendações devem informar as relações materiais que eles mantém com o vendedor do produto ou serviço”, diz o comunicado da FTC.

bolinho-de-dolarNão são só os blogueiros que estão na mira da FTC. Celebridades também terão que fazer o chamado full disclosure, quando são obrigadas a informar algum tipo de relação estabelecida com o fabricante para obtenção daquele produto ou serviço que está sendo recomendado. No exemplo dado pela FTC, um artista de Hollywood que recomenda um carro através do Twitter deverá avisar caso o veículo tenha sido um presente da montadora.

Desde junho a FTC vem prestando atenção em testemunhais e recomendações feitos por blogueiros. Nos Estados Unidos, assim como no Brasil, tornou-se comum que blogueiros não informem as relações comerciais que mantêm com empresas que contratam posts pagos ou fornecem “mimos”.

Pena que a FTC não tem jurisdição no Brasil. [CNET/Foto(cc)]

Um canal direto entre o internauta e publicidade de boa qualidade. Esse é o objetivo do Google ao lançar no mercado brasileiro um espaço no YouTube voltado para publicidade, propaganda e marketing.

Alexandre Hohagen, presidente do Google Brasil, é quem dá as boas vindas ao novo canal do YouTube. Através dele a empresa pretende mostrar como anunciantes e profissionais de marketing podem usar o YouTube no planejamento e comunicação de produtos. Há inclusive uma área só de cases, termo da publicidade que designa casos de sucesso.

Confira abaixo o vídeo do presidente do Google Brasil:

Claro que o canal é voltado para profissionais de marketing e publicidade, mas qualquer um pode dar uma passada por lá para ver como campanhas envolvendo vídeo foram estruturadas, a fim de matar a própria curiosidade. Fica a recomendação.

ObamaDe olho na campanha presidencial de 2010, o Partido dos Trabalhadores fechou acordo com ninguém menos que Ben Self, fundador da Blue State Digital. A agência foi responsável pela campanha de Barack Obama na web, que se mostrou muito vitoriosa.

Ben Self foi um dos responsáveis pela rede social MyBarackObama, que reuniu mais de 2 milhões de membros e potenciais eleitores de Obama. Através dos pequenos doadores, a campanha presidencial de Obama conseguiu arrecadar US$ 500 milhões, um recorde. Já os grandes doadores foram responsáveis por outros US$ 250 milhões.

Mais curioso nessa história é que o PT ainda não tem um candidato oficial (a Dilma nega que seja, embora Lula diga que é). No entanto, já optou por uma agência de marketing com foco na web.

Resta saber como os outros partidos vão começar a se planejar para a corrida presidencial de 2010. Marina Silva, do Partido Verde, é uma dos que poderão tirar proveito da web: com pouco espaço para fazer campanha na TV, poderá optar pela web. [IDG]

pic_moedasBiz Stone, co-fundador do Twitter, disse que o site não tem intenção de começa r a vender anúncios ainda nesse ano. A declaração foi dada durante o 140: Twitter Conference, conferência sobre Twitter que acontece em Los Angeles.

De acordo com o executivo, a empresa vai bem no momento, com perspectiva de que novos investimentos sejam feitos. Por enquanto, eles estão focados no desenvolvimento de novas funcionalidades para o Twitter. Esperemos que o Retweet esteja incluso nesse planejamento.

O Twitter já tem dois anos de idade, mas até hoje não começou a ganhar dinheiro baseado nos anúncios que poderia estar vendendo. Mas Stone disse que a empresa “não está pensando nisso no momento”. A única consideração que os responsáveis do Twitter fazem com relação a ganhar dinheiro é a inclusão de recursos premium para empresas, pelos quais poderia começar a cobrar pelo uso.

Falta a equipe do Twitter abrir o olho. Daqui a pouco pode começar o ciclo migratório para algum outro serviço de microblogging (ou outra coisa que esteja para ser inventada, nunca se sabe). Nesse caso, ficarão sem usuários, sem anunciantes e com um belo prejuízo. [Epicenter]

Lembrando que o Tecnoblog tem uma conta no Twitter. Segue a gente lá! @tecnoblog

Gráfico com as marcas mais valiosas. (Clique para ampliar)

Gráfico com as marcas mais valiosas. Clique para ampliar. (Reprodução/Interbrands)

A revista BusinessWeek e a empresa de consultoria em marcas Interbrands divulgaram a lista das empresas mais valiosas do mundo. Sem grande surpresa, a Coca-Cola tem a marca mais valiosa, de cerca de US$ 68,73 bilhões. Mas pelo menos na lista do Top 10 são empresas de tecnologia que marcam presença.

Em segundo lugar, com marca avaliada em US$ 60,21, está a gigante IBM. Logo em seguida encontramos a Microsoft, com sua marca valendo US$ 56,64 bilhões. O valor da marca “Microsoft” caiu 4% em relação ao relatório da Interbrands divulgado no ano passado.

Em quarto e quinto lugares estão, respectivamente, a General Electric (GE), com a marca avaliada em US$ 47,77 bilhões e a finlandesa Nokia, cuja marca vale US$ 34,86 bilhões.

Os analistas da Interbrands calcularam o valor da marca Google em US$ 31,98, ocupando o sexto lugar da lista. No intervalo de um ano o Google conseguiu valorizar a própria marca em incríveis 25%, sendo uma das companhias cujas marcas ganharam mais valor.

A Intel fecha a lista das dez marcas mais valiosas do mundo, em nono lugar, com marca avaliada em US$ 30 bilhões.

Amada e idolatrada por seus clientes, a Apple aparece somente como 20ª marca mais valiosa do mundo, de acordo com os dados fornecidos pela Interbrands. O valor de marca da Mação é de US$ 15,44 bilhões.

captchapropUm pedido patente revelado na terça-feira (25) mostra que a fabricante do Windows pode estar pensando em dedicar parte da atenção à área de propagandas.

O captcha é aquela imagem com caracteres indecifráveis que precisam ser digitados para seguir adiante num cadastro ou confirmação de de voto em enquetes. No caso do pedido de patente da Microsoft, ela é usada em um formato especial. A imagem mostrada no captcha seria uma propaganda. Uma marca, ou slogan ou nome de um produto.

Uma palavra para essa idéia: genial. O captcha é um campo que precisa ser lido, precisa ser compreendido e logo depois, digitado. Colocar uma marca como captcha é um tipo de propaganda com 100% de certeza de visualização e o fato de ser necessário escrevê-la logo abaixo pode gravá-la ainda mais forte na memória. A eficiência desse tipo de publicidade tem potencial para ser altíssima.

Como aponta um leitor do TechFlash, a idéia não é original. Um blog já havia proposto isso em 2005, mas a Microsoft foi a primeira a querer patentear e, provavelmente, usar a idéia no futuro.

[BuzzOutLoud / TechFlash]