Veio à tona hoje uma patente publicada pela Apple que descreve como será um novo aplicativo para iPhone com objetivo de criar redes sociais móveis. O nome, com toda aquela originalidade que só a Apple nos oferece, será iGroups.

A função do aplicativo seria permitir que pessoas que estão geograficamente próximas consigam participar de uma mesma rede virtual, na qual poderiam trocar mensagens. Isso é particularmente interessante para grupos de amigos em uma festa ou ainda colegas de trabalho que estejam participando de um mesmo evento promovido pela empresa.

Para detectar quais donos de iPhone estão próximos, o aparelho usaria tanto o Bluetooth como o Wi-Fi, no que é chamado pela empresa de GPS virtual. Todas as conexões passariam por processo de criptografia, para que os dados sejam transmitidos com maior segurança.

Dessa forma, os participantes de um show, feira, congresso, conferência ou qualquer que seja o evento poderiam trocar mensagens entre si e visualizar informações mais detalhadas uns sobre os outros (o que, no meu entender, seria uma forma de recriar no iPhone OS o famigerado cartão de visita).

Interface de usuário do iGroups apresentada na patente. (Patently Apple)

Interface do iGroups apresentada na patente. (Patently Apple)

Detalhe: já existe um aplicativo chamado iGroups na App Store.

[via Mashable, Patently Apple]

O FBI e outras agências federais americanas estão se infiltrando nas redes sociais com perfis falsos que visam juntar informações sobre suspeitos, simplesmente observando-os ou até mesmo se aproximando dos mesmos como “amigos” virtuais em buscas de informações que colaborem com as investigações.

Os agentes do FBI, por exemplo têm usado o Facebook pra determinar o paradeiro de fugitivos, ou checar alibis comparando as histórias que os suspeitos contam para as autoridades com o que eles escreveram no Twitter no período relatado.

O documento entitulado “Obtaining and Using Evidence from Social Networking Sites” (“Obtendo e utilizando evidências a partir de sites de redes sociais” em tradução livre) foi obtido pela Eletronic Frontier Foundation, um grupo de proteção aos direitos civis no mundo digital, como resultado do processo da fundação contra o Departamento de Justiça americano.

“O conhecimento é poder(…), pesquise todas as testemunhas em sites de redes sociais,” diz um trecho do documento.

Uma curiosidade: o documento lista as redes sociais mais populares em cada região, o que inclui a América Latina, onde os agentes são aconselhados a buscar informações (adivinhem…) no Orkut, claro. Outro trecho curioso é onde Ashton Kutcher é citado no tópico que discute o Twitter e o Facebook como mídia comparável aos jornais e TV. Para ler o documento na íntegra visite a cópia em PDF hospedada pela Eletronic Frontier Foundation em seu site.

Agora o Twiitter quer saber o que está acontecendo e onde. (Divulgação)

A geo-localização realmente está cada vez mais em destaque ultimamente, e o Twitter acaba de dar mais um passo para popularizar o recurso. Antes o Twitter suportava geotagging por parte de aplicativos que enviavam essa informação, normalmente em um smartphone com GPS. Passa agora a ser possível anexar ao tweet informações da sua localização (a cidade, o bairro, o local exato… você escolhe o quão preciso) através do próprio twitter.com.

Os responsáveis pelo micro-blog sabem que nem todos querem divulgar ao mundo sua localização, então para adicioná-la aos seus tweets você primeiro vai precisar entrar na página de configurações da sua conta na rede social e ativamente optar por habilitar o recurso. Ainda assim, seus tweets não serão “geo-etiquetados” até que você confirme para o Firefox que deseja compartilhar sua localização e escolha, para cada mensagem onde quiser essa informação, que vai querer anexar sua localização. (Acho que ninguém vai poder reclamar que tuitou sua localização por acidente, você realmente tem que querer).

“As pessoas que escolhem adicionar esta camada adicional de contexto ajudam a tornar Twitter uma rede de informações mais rica para todos nós — dados de localização podem tornar tweets mais úteis,” disse o co-fundador da rede social, Biz Stone, no blog oficial da empresa.

Se depois você se arrepender de ter contado ao mundo onde estava (ou achar que pode ser roubado), o Twitter permitirá facilmente que se desabilite a funcionalidade e até mesmo se apague todos os dados de localização de seus tweets passados.

Por enquanto só foi confirmado oficialmente suporte para o Firefox 3.5 e Google Chrome sendo executados no Windows, mas versões anteriores do Firefox e o Internet Explorer também poderão ser utilizados, contanto que o Google Gears seja instalado. Para maiores informações, @Biz recomenda que se leia os artigos “How To Tweet with Your Location” e “About the Tweet With Your Location Feature”, ambos em inglês.

Busca por dicas para o Mercado Municipal de São Paulo: útil, mas não se dá bem com acentos. (+)

A nova ferramenta de “busca social” baseada em localização FourWhere mostra no Google Maps as dicas e comentários de usuários do Foursquare a respeito dos locais visitados, permitindo que se procure comentários de qualquer lugar no mapa.

Basta entrar no site do FourWhere e escolher um local. O mapa do local será exibido, e, a partir daí, basta clicar com o botão direito e selecionar o que se quer ver: “todos os comentários nas proximidades”, “todos os pontos de interesse nas proximidades” e/ou “remover todos os pontos de interesse sem dicas”.

Na imagem acima, onde fiz uma busca pelas dicas dadas a respeito do Mercado Municipal de São Paulo, pode-se ter uma idéia do potencial do serviço, que tende a crescer à medida em que as redes sociais forem agregando componentes baseados em localização e as pessoas passarem a usá-los. Também nota-se que ele ainda não se dá muito bem com cedilhas e acentos, mas quem sabe os desenvolvedores se lembram que nem todo o mundo fala inglês nativamente e, em breve, implementam um padrão Unicode.

Por hora o FourWhere apenas se alimenta de informações provenientes do FourSquare, mas a Sysomos, empresa responsável pelo serviço, afirma ter planos para integrar outras redes sociais a ele no futuro.

Há anos o capitão James T. Kirk ganha a vida interpretando o ator William Shatner

Reverenciado até os dias de hoje por conta de seu papel como o capitão James T. Kirk, do seriado Jornada nas Estrelas (de 1966) o ator William Shatner anunciou em seu Twitter na última quinta-feira a criação de sua própria rede social, convenientemente batizada de MyOuterSpace.com.

Ao contrário do habitual, a idéia do site não é juntar velhos amigos e trocar mensagens triviais, mas sim reunir uma série de artistas e talentos interessados em trabalhar de alguma maneira na indústria do entretenimento nerd.

No lugar de grupos ou comunidades existem Planetas, grandes subcategorias do show business (a saber: Designers e Animadores, Escritores e Diretores, Músicos e Compositores, Jogos e Desenvolvedores, Cinema e TV e Atores, atrizes e comediantes) e Naves, que são projetos criativos relacionados. Como se isso não fosse geek o bastante, os moderadores das Naves são chamados de Capitães e os administradores do site, de Conselho Interplanetário.

Uma vez admitido como membro de uma nave, o usuário estará comprometido a auxiliar na execução de um projeto, que pode ser um game, uma música ou um roteiro, por exemplo. Toda produção do site será supervisionada pelo Shatner em pessoa. [GeekoOSystem]

A partir deste dia 1 de março às 15h (horário de Brasília) o Facebook passou a não mais permitir que aplicativos da rede social enviassem notificações a seus usuários como elas costumavam fazer.

Para quem não agüentava mais ser bombardeado por notificações de aplicativos, essa é uma ótima notícia. A empresa explicou em seu blog para desenvolvedores que as alterações tem por objetivo tornar as interações com aplicativos mais diretas, claras e com menos spam.

No lugar das notificações universais, os desenvolvedores terão três alternativas para se comunicar com os usuários de seus aplicativos: contadores, avisos no dashboard e comunicações por e-mail (somente se os usuários as autorizarem).

Hovercard, o novo recurso de interface do Twitter.

Começou a ser implementado nessa quarta-feira (3) um novo recurso de interface no Twitter, os Hovercards (cartões flutuantes, em tradução livre). O recurso, apesar do nome que parece vindo de algum filme de ficção científica, não é nada de tão diferente assim: trata-se de um painel flutuante, daqueles que são cada vez mais comuns nessa nossa web 2.0 de cada dia. Apesar de simples, o recurso promete ser uma forma prática de interagir com as pessoas por trás de cada tweet.

Os Hovercards surgirão quando se para o ponteiro do mouse sobre um nome de usuário ou avatar na sua timeline. O painel que surge mostrará informações sobre a pessoa em questão e permitirá que se interaja com ela sem precisar sair do contexto da sua página. Algumas das possibilidades serão, por exemplo, seguir pessoas mencionadas em tweets ou mandar DMs pra alguém (mensagens diretas, pra quem não está a par do jargão tuiteiro), tudo isso sem precisar sair do conforto de sua timeline.

Mas o Twitter adverte: os Hovercards vão ser implementados gradualmente, então nem todos poderão vê-los imediatamente. [Twitter Blog / Imagem: Mirian Bottan]

Depois de seis semanas desde que o novo Orkut entrou no ar, gerando uma febre de pedido de convites, o Google decidiu quer era hora de deixar todos entrarem em sua festa. A partir de hoje, todas as contas gradualmente receberão a opção de migrar para a nova versão da rede social, o que adianta bastante a previsão inicial de que todas as contas teriam migrado até o fim do primeiro semestre de 2010.

O que levou o Google a tomar essa iniciativa, segundo o post no blog oficial do Orkut, foi a resposta positiva dos usuários. “Recebemos ótimos comentários sobre a velocidade mais rápida, melhor organização do site e maior facilidade para interagir com seus amigos no novo orkut,” diz o diretor de gerenciamento de produto do orkut, Victor Ribeiro.

Para migrar para o novo orkut agora, basta clicar no botão especial que está no topo da sua página inicial na rede social, sem necessidade de convite. Aqueles que ainda não tem esse botão, o verão aparecer em seu perfil em alguns dias.

Se você entrou recentemente na sua conta do Facebook deve ter recebido, através de um “pop-up”, um convite para rever sua política de privacidade. Foi o que o Facebook fez com todos seus usuários, além de tornar possível que cada atualização tenha sua visibilidade configurada individualmente, para aparecer somente para amigos, para amigos de amigos, para todos ou usar uma configuração customizada.

Painel que salta sobre sua tela inicial do Facebook para comunicar as mudanças na privacidade.

À primeira vista, nenhuma polêmica aí… Acontece que, ao solicitar que o usuário revisse sua política de privacidade, o Facebook sugeria níveis de visibilidade que muitos considerariam imprudentes, na maioria dos casos. A rede social oferecia a opção de manter a configuração anterior, mas a sugestão, por já vir marcada como padrão, tornava-se assim muito mais evidente para qualquer usuário que não lesse atentamente cada item.

Mais especificamente, os campos de descrição (About me), “família e relacionamento”, assim como o de “trabalho e educação”, se o usuário não impedisse, seriam automaticamente alterados para “visível por todos”. Posts que o usuário fizesse também — ou seja, atualizações de status, links, fotos, vídeos e notas — também seria alterados para “visíveis para todos”. E convém aqui ressaltar o que significa “todos” para o Facebook:

“Informação configurada como “todos” é informação disponível publicamente, pode ser acessada por todos na internet (incluindo pessoas não logadas no Facebook), está sujeita a indexação por motores de busca de terceiros, pode ser associada com você fora do Facebook (como quando você visita outros sites na internet), e pode ser importada e exportada por nós [pelo Facebook] e por outros sem limitações de privacidade.”

Como podem ver, é preciso ter atenção com o que realmente se quer deixar como visível para todos no Facebook.

Essa manobra, que qualquer um menos ingênuo pode deduzir, beneficia o acordo do Facebook em oferecer o seu conteúdo (ou seja, informações criadas por usuários) para ferramentas de busca, como por exemplo a busca em tempo real do Google.

Outro ponto que foi discutido, foi o fato de que o Facebook tornou pública a lista de amigos de seus usuários. Depois de muita reclamação por parte de usuários que não querem que essa lista seja tornada pública, eis o que representantes do Facebook disseram a David Coursey, da PCWorld:

“Nós ouvimos as preocupações de usuários e iremos em breve permitir que as pessoas ocultem suas listas de amigos. Aqueles que escolherem ocultar suas listas de amigos não terão suas listas passíveis de serem descobertas por motores de busca ou visíveis por outros usuários.”

Dessa maneira, é recomendável que os usuários do Facebook estejam atentos às novidades relativas a sua privacidade, e mantenham-se atualizados a respeito das mudanças, que, como indica essa última declaração, podem não ter terminado ainda.

Novas configurações de privacidade e as sugestões do Facebook (clique para a imagem completa)

Por mais incrível que possa parecer, é isso que aponta a pesquisa realizada pela E-life e pela InPress Porter Novelli, na qual comparam os hábitos de uso e comportamento dos internautas brasileiros em mídias sociais.

Entre os quase 1300 entrevistados, 87,2% disseram que acessam o Twitter de 5 a 7 dias por semana (colocando-o em primeiro lugar na pesquisa), enquanto que os que acessam o Orkut com a mesma freqüência são 72,6%. Além disso, 38,5% dos entrevistados consideram o Twitter o serviço mais importante dentre os que utiliza (entre redes sociais, blogs, grupos de e-mail, YouTube, fóruns, etc). Os que consideram o Orkut o serviço mais importante ficaram em segundo lugar na pesquisa, com 26,9%.

Outro dado interessante levantado é que 63,2% dos twitteiros e 44,7% dos blogueiros entrevistados ficam mais de 41 horas online por semana. Entre aqueles que consideram o Orkut mais importante, 28,8% fica online menos de 16 horas por semana. E 51% dos twitteiros acessam a internet pelo celular — na análise geral, 42,6% dos entrevistados o fazem.

Cabe notar que, mesmo com o Twitter sendo acessado com maior freqüência, ele ainda é o segundo colocado entre os serviços com mais pessoas cadastradas. Entre os entrevistados, 80,1% possuem conta no Twitter, enquanto 89,6% têm conta no Orkut, garantindo-lhe o primeiro lugar dessa vez.

Clique para ver o gráfico completo

A pesquisa também ressalta os diferentes fins aos quais cada mídia social se destina, de acordo com seus usuários. Enquanto no Orkut a grande maioria (86,6%) o usa para manter contato com amigos e parentes, no Twitter a coisa é mais equilibrada. A maior parte (69,4%) o usa para ler notícias, mas 66,7% quer divulgar seu próprio conteúdo, enquanto 64,6% querem buscar informações sobre questões de seu interesse.

Uma observação importante é que o estudo não reflete necessariamente a realidade do país como um todo. A amostragem de  entrevistados, como é mostrado na apresentação com os resultados do estudo, é composta em sua maioria por jovens de alta renda que moram nas capitais e usam a internet por várias horas por dia. Veja a apresentação completa aqui.