Com algum atraso em relação a seus concorrentes, a japonesa Sony anunciou o lançamento de um controle sensível ao movimento para seu console PlayStation 3. Atendendo pelo nome de PlayStation Move, a novidade deverá chegar às prateleiras até o final do ano e deverá a ser a resposta da companhia ao Nintendo Wii e ao tão falado Projeto Natal que a Microsoft se prepara para disponibilizar ao Xbox 360.

Como já se tornou tradição em algum produtos Sony de uns tempos para cá, o novo aparelho não tem a simplicidade como de uma de suas características mais marcantes. Longe se ser apenas mais um controle, a “Plataforma Move” reúne as principais características de seus rivais e é composta por joystick equipado diversos sensores de movimento (incluindo uma bússola eletrônica), um sub-controlador e pela Playstation Eye Camera, responsável por captar, “com absoluta precisão”, o posição e ângulo do player em um espaço 3D e assim garantir “que as pessoas tenham a sensação de estar dentro do jogo”.

A Sony garante que tamanha sofisticação torna o conjunto capaz de registrar de maneira precisa qualquer tipo de movimento, “seja o golpe de uma raquete de tenis ou de pincel desenhando numa tela”. Além disso, o sistema também é capaz de reconhecer vozes, faces e conta com os clássicos botões analógicos que já existem hoje em dia em seu console.

Como era de de esperar, ainda não existem imagens do Move Motion nem não foi dada qualquer previsão de preço. [Sony]

O setor de programadores da Sony pode estar abrindo novas vagas a partir de ontem, quando foi descoberto que uma falha na firmware do PS3 impediu milhares de jogadores ao redor do mundo de jogarem seus games preferidos. Donos do console receberam uma mensagem de erro ao inserir discos no PS3, que diz “Registration of the trophy information could not be completed. The game will quit. (8001050F)”  que pode ser traduzido para “Registro das informações de troféus não puderam ser completadas. O jogo será terminado”.

A boa notícia é que nem todos os jogos foram afetados pela pane, apenas aqueles que usam o sistema de troféus da Sony (similar ao sistema de achievements do Xbox). A má notícia é que mesmo que os consoles estejam offline, desconectados da PSN (PlayStation Network), o erro continua aparecendo e o jogo continua sem poder ser carregado.

Enquanto não há um anúncio oficial da Sony sobre qual é a problema, alguns usuários chegaram a conclusão de que pode estar relacionado com a data do sistema sendo resetada para 31/12/99, provocando quase um bug do milênio. A hipótese levantada por alguns deles é de que será possível jogar novamente depois de 24h ou quando a empresa liberar uma atualização de correção da firmware, o que acontecer primeiro.

Já no twitter oficial do PlayStation, a Sony informa que está trabalhando para resolver o bug e avisa que donos do PS3 Slim não foram afetados. [PCWorld]

[Atualização às 15:37]: A Sony publicou outro anúncio oficial pedindo que os donos de PS3 não liguem seus consoles até que o problema na PSN seja resolvido, algo que a empresa garantiu que acontecerá em até 24 horas. Os que arriscarem poderão sofrer perda de dados e jogos salvos.

[Atualização em 01/03]: Um dia depois da pane se manifestar pela primeira vez, PUF, está tudo resolvido. Nada de updates ou patches. Do mesmo jeito que o defeito apareceu, ele sumiu. Bom trabalho, Sony!

A japonesa Sony patenteou um novo controle de videogames que tem como diferencial ser compatível com vários consoles de diversas gerações, alguns deles produzidos por suas rivais Microsoft e Nintendo.

No registro, arquivado em agosto de 2008 mas que só foi disponibilizado na rede ontem, dia 18, consta que “Assim como controles remotos, videogames e seus respectivos controles estão se tornando cada vez mais comuns e não é surpreendente encontrar casas em que existam dois ou mais modelos. (…) Portanto, seria útil que existisse um joystick universal, compatível com diversas plataformas”.

A maneira encontrada para lidar com a vasta fauna de layouts de botões e comandos direcionais seria uma tela de LCD sensível ao toque no meio do aparelho, que seria capaz de emular o layout dos controles não apenas do Playstation mas também do Xbox, Nintendo (não especificam o modelo) e dos velhinhos Amiga CD, Atari Jaguar, Gravis Gamepad, Sega e Turbographics (quem?), entre outros.

Será que seria interessante? De qualquer maneira, ainda não se sabe se o gadget de fato um dia chegará às lojas. [Kotaku]

Em março do ano passado, durante a Game Developers Conference, foi anunciado um vindouro produto que polarizou a comunidade gamer por alguns meses em dois grupos distintos – os “essa é a maior revolução dos videogames desde a introdução do d-pad” e os “há maior probabilidade de eu me casar com a Megan Fox do que desse sistema funcionar conforme descrito”.

Trata-se do OnLive, um serviço on demand para jogos mais ou menos no formato utilizado por companias de TV a cabo ou empresas como o Netflix. Enquanto esses últimos fazem stream de filmes para a sua TV, a premissa do OnLive é utilizar infraestrutura parecida para transmitir jogos.

Não estou falando de distribuição digital: isso já existe há um bom tempo e atingiu sua maturidade com o Steam e a AppStore. OnLive seria o próximo degrau – em vez de te vender o conteúdo digital do jogo por meio da internet, o OnLive te venderá apenas a imagem em tempo real do jogo, que está sendo executado nos servidores dele e controlado por seus comandos à distância.

Comprando ou alugando um jogo no OnLive, você nunca o terá (nem fisicamente nem digitalmente); você acessará o jogo remotamente, no mainframe da empresa. A diferença é que o aluguel te dará acesso temporário, enquanto a compra garante jogatina vitalícia.

O obstáculo mais óbvio (quem quereria pagar por algo que você não “terá” de verdade?) seria um problema maior em outros tempos, mas o conceito uniformemente adotado de distribuição digital nos deixou acostumados a comprar versões não-físicas dos nossos jogos favoritos. Uma das vantagens desse sistema é que você não precisa esperar por período de download, ou de instalação – você paga pelo jogo e o acessa imediatamente.

E outra maior vantagem é que seu catálogo de jogos não será mais limitado pela quantidade de upgrades que sua máquina possui, um paradigma que movimenta a indústria de memória RAM e placas de vídeo para PCs.

Teoricamente parece uma ideia excelente. Eu, como entusiasta desse universo, aceito de braços abertos qualquer novo competidor que force os jogadores veteranos a mudar seu jogo. Como disse um colunista da CNET, o modelo proposto pela OnLive poderia ameaçar a Sony, Nintendo e Microsoft. Afinal de contas, uma das maiores vantagens dos consoles é que o hardware comprado hoje se manterá atual daqui 5 ou 6 anos sem necessidade de mais investimento. Seria difícil convencer alguém a comprar um console num mundo em que o OnLive funciona como prometido.

Mas é aí que está o problema: muitos insistem que o OnLive jamais poderia funciona como mostra a propaganda. Aliás, é muito difícil para nós, gamers experientes, nos empolgarmos com propaganda. O lendário Phantom, um dos primeiros consoles a propôr distribuição exclusivamente digital, prometida revolução similar foi um fracasso retumbante. E o fato de que a empresa gastou mais nos esforços de marketing do que no desenvolvimento deixa patente o perigo de acreditar no comercial.

A empresa por trás do OnLive afirma ter desenvolvido algoritmos de compressão inéditos para a tarefa de fazer stream em tempo real de jogos em alta definição para milhares (ou talvez milhões?) de clientes. E eles se dispuseram a mostrar um pouco mais do console na GDC deste ano. É difícil de acreditar (este articulista da Eurogamer esboçou os vários motivos), mas a julgar pelo fato de que eles têm um pouco mais para mostrar que o natimorto Phantom, tenho uma curiosidade otimista. E vale lembrar que o console OnLive está cotado para custar menos que um Nintendo Wii.

Agora eu consegui sua atenção, hein? E você, acha que há mérito na experiência do OnLive ou vai continuar economizando para uma nova GeForce?

PS3 é hackeado por GeoHot. (Supplied)

O hacker George Hotz — conhecido como GeoHot — aos 17 anos, em 2007, ganhou notoriedade por ser o primeiro a desbloquear o iPhone para ser usado em operadoras que não a AT&T americana. Agora aos 20 anos, Hotz se torna famoso novamente por ser o primeiro a desbloquear o PlayStation 3, o mais recente console de vídeo-games da Sony, e o único da geração atual que ainda não havia sido desbloqueado.

O PlayStation 3, dede o seu lançamento, permaneceu ileso por três anos, dois meses e 11 dias, o que levou GeoHot a classificá-lo como “um sistema muito seguro”. Mas com de algumas alterações — “5% de hardware e 95% de software,” ele diz — o hacker já conseguiu acesso a diversas partes do sistema. “[O PlayStation 3] é supostamente impossível de ser hackeado — mas nada é impossível de ser hackeado,” disse Hotz. Ele continua trabalhando na quebra da segurança do console e promete divulgar os resultados online assim que terminar, de forma similar ao que fez com o iPhone.

GeoHot disse que o hack levou cinco semanas para ser realizado, sendo que três foram gastas estudando o hardware (há cerca de seis meses atrás) e outras duas efetivamente quebrando a segurança do sistema. Curiosamente, no post em seu blog sobre o destravamento do PS3 onde comunica o sucesso, Hotz agradece a George Kharrat do fórum iPhoneMod Brasil por presenteá-lo com a unidade hackeda.

Hotz diz que resolveu hackear o console por pura curiosidade, para “abrir a plataforma”, pois nunca joga PS3. O fato é que, “abrir a plataforma” permitiria que outros sistemas operacionais fossem instalados no console, assim como liberaria software caseiro e jogos não-originais — em outras palavras, a pirataria poderia, enfim, chegar ao PlayStation 3.

É claro que a Sony não irá querer deixar isso ir adiante, mas GeoHot disse que a natureza do hack tornaria muito difícil para a Sony bloquear o PS3 novamente. “Estamos investigando o relato e vamos esclarecer a situação assim que tivermos mais informações,” disse a Sony através de um porta-voz. [BBC / Dica do leitor Felipe Grivol]

[Atualização em 27/01/2010 às 19h00] George Hotz postou em seu blog o código do hack utilizado. Ele pediu a colaboração de outros hackers para iniciar uma “cena PS3”:

“Tenho esperanças que isso irá acender a cena PS3, e vocês irão se organizar e entender como usar isto para fins práticos, como no iPhone quando o jailbreak surgiu inicialmente. Eu tenho uma vida à qual voltar e não posso ficar trabalhando nisso dia e noite,” disse GeoHot.

Agora é esperar a comunidade hacker estudar os avanços de George Hotz no PS3 e ver onde essa história irá parar (possivelmente no PS3 com software caseiro e jogos piratas, mas isso só o tempo dirá).

Walman A845: tarde demais

A Sony apresentou na CES o mais novo representante de sua linha de tocadores Walkman, o modelo A845. Com 16 GB de capacidade, apenas 7 mm de espessura e 63 g de peso, o modelo tem tela OLED de 2.8 polegadas, bateria capaz de reproduzir até 29 horas de áudio ou 9 horas de vídeo com uma única carga e conta com um sistema capaz de anular até 98% do som ambiente, além de se conectar a televisores externos e reproduzir filmes em 720i.

O modelo certamente estaria fadado ao sucesso se não fosse por um pequeno detalhe no meio do caminho: os iPod. Apesar da própria Apple reconhecer que sua participação neste concorrido mercado sofreu uma sensível queda nos últimos anos, os números passaram de 92% registrados em 2004 para cerca de 74% em 2009, motivados mais pela popularização de celulares capazes de tocar músicas do que pelo surgimento de um rival de peso no segmento.

Ou seja, apesar de sem dúvida parecer um bom produto, há cinco anos o A845 seria um tremendo um sucesso. Em 2010 e sem maiores inovações, está destinado ao esquecimento.

Depois de 11 anos entretida com o desenvolvimento de seus Memory Stick, com suas versões confusas e redundantes como Pro, Duo e Pro Duo, a Sony, que sempre foi chegada num padrão proprietário, resolveu dar o braço a torcer e finalmente apresentou sua primeira linha de cartões de memória do padrão SD, compatíveis com a esmagadora maioria dos gadgets do mundo.

A empresa japonesa afirma que os novos modelos no padrão SD/SDHC e microSD/microSDHC chegam para “complementar sua linha de dispositivos de armazenamento”, e serão compatíveis – pasme – com novos modelos das linhas de filmadoras Handycam e máquinas fotográficas Cybershot, que até hoje faziam questão de “conversar” apenas com os Memory Stick – que, aliás, não sairão de linha.

As capacidades dos novos cartões variam de 2GB a 32GB e seus preços partem de US$ 14,99 e chegam até a US$159,99. Como era de se esperar, a apresentação dos novos modelos aconteceu – onde mais? – na CES. [Sony]

Dados divulgados pela empresa de consultoria japonesa Impress Watch mostra que a Sony vem considerando diversas opções de engenharia para o futuro Playstation 4, que deverá chegar ao mercado – de acordo com as previsões mais otimistas – no final de 2012.

De acordo com as informações, a empresa japonesa considera a possibilidade de abandonar a atual plataforma PowerPC e os aclamados processadores gráficos Cell em troca da tradicional arquitetura x86, idêntica a dos computadores comuns. A mudança permitiria a utilização de processadores de múltiplos núcleos e dos chips gráficos da família Larrabee, que a Intel deve lançar já em 2010.

Outras vantagens da mudança seria fazer com que o console seja mais amigável aos desenvolvedores, permitir que seu hardware tenha maior eficiência energética (excelente argumento de vendas nesses tempos de extrema preocupação ambiental) e de quebra permitir que o PS4 chegue ao mercado por um precinho mais camarada do que os US$ 500 pedidos pelo PS3 na época de seu lançamento. De qualquer maneira, nenhuma palavra foi escrita sobre a manutenção de mídias físicas para os jogos ou se os drives de blu-ray serão mantidos.

Lançado em novembro de 2006, o Playstation 3 já vendeu cerca de 30 milhões de unidades em todo mundo desde então seus upgrades se limitaram ao tamanho de seu disco rígido, e, mais recentemente, ao lançamento de uma versão compacta (mas não tão compacta assim) conhecida como Slim. [IGN]

Só para os EUA e Canadá. Por aqui, nada muda.

Só para os EUA e Canadá. Por aqui, nada muda.

Depois de arrumar muita confusão com a web, as grandes gravadoras parecem estar caindo na real e lançam nesta terça-feira o Vevo, site de propriedade das gravadoras Sony, Universal, EMI e Abu Dhabi Media (quem?) que permitirá que o navegante assista a clipes e ouça músicas, como informa o New York Times.

Ironicamente hospedado pelo Google usando a tecnologia do Youtube – que de uns tempos pra cá vem até emudecendo trilhas sonoras protegidas para evitar dores de cabeça judiciais – para transmitir seu conteúdo o novo site deverá contar com cerca de 30 mil vídeos até o final do ano (que acontece em 23 dias) e, a exemplo do Hulu, inicialmente só estará disponível aos usuários dos EUA e Canadá. O resto do mundo, incluindo o Brasil, ainda deverá ficar fora dessa festa por um bom tempo.

Entre aquele blábláblá que envolve clichês como “conteúdo Premium” e “alta qualidade de som e vídeo”, também deixam escapar que o site arrecadará lucros com anúncios e que já existem pelo menos quinze empresas na fila para colocar sua marca no site.

Como também lembra o NYT, há anos diversas gravadoras contam com perfis no site de vídeos do Google, mas sempre tiveram a sensação que não estavam lucrando o quanto podiam com a coisa. Agora essas dúvidas serão sanadas e de quebra colocam um ponto final na conversa que afirmava que o Youtube é “um ralo de dinheiro” para a gigante da web, que não deve estar trabalhando de graça para seus antigos rivais nos tribunais.

20070520-firefox_logoLançada oficialmente nesta quinta-feira, a nova versão do firmware do Playstation 3 tem como grande novidade uma app que permite acessar o Facebook. Mas aparentemente isso não é o suficiente para a Sony, sua fabricante.

Uma fonte “muito confiável” afirmou para o site Playstation Insider que a empresa japonesa está próxima de fechar um acordo com a fundação Mozilla para que uma versão do navegador Firefox seja instalada nas próximas atualizações de seu console.

A novidade deverá sanar de uma vez por todas as reclamações feitas pelos proprietários do console em relação ao atual brownser do aparelho, desenvolvido pela própria Sony e que não é, assim, um Firefox. De quebra, com o programa o PS3 deverá ser o modelo da triplice coroa (PS3, Xbox 360 e Wii) com os melhores recursos de navegação.

Aos mais apressadinhos, calma: ainda não há qualquer previsão do Firefox para PS3 chegar aos usuários finais. Mas estamos de olho.