O Mobile World Congress 2010, congresso mundial voltado para dispositivos móveis, acontece de 15 a 18 de fevereiro. Logo no primeiro dia de evento, a Microsoft apresentou a nova versão de sua plataforma para dispositivos móveis: o Windows Phone 7 Series. Entre as novidades do sistema está a integração com a Xbox Live e o Zune.

De acordo com Steve Ballmer, CEO da Microsoft, a plataforma vai refletir o ritmo de vida que as pessoas levam atualmente e a necessidade se se conectar com outras pessoas. O executivo ainda disse que a MS tem um grande desafio em um mercado no qual dezenas de aparelhos têm o mesmo visual e fazem a mesma coisa.

Tela inicial do Windows Phone 7 Series.

Tela inicial do Windows Phone 7 Series.

A tela inicial do Windows Phone 7 Series foi redesenhada. Agora ela apresenta informações relevantes que o dono do aparelho quiser ver. Totalmente customizável, permite acessar conteúdos e aplicativos de forma bastante rápida. Além disso, os aparelhos que utilizarem a plataforma terão um botão exclusivo para busca no Bing, o que, de acordo com a Microsoft, vai dar ao usuário acesso rápido e prático a buscas na internet (e evidentemente vai ajudar na migração do Google para Bing).

O Windows Phone 7 Series inaugura o uso de hubs, locais nos quais informações complementares se concentrarão. O hub People (Pessoas), por exemplo, vai apresentar a já tradicional combinação de atualizações que a pessoa recebe das redes sociais, como Twitter e Facebook. Além disso, o usuário vai poder enviar novas atualizações para os serviços com facilidade.

Pictures (Fotos) é o hub que exibe imagens e permite enviá-las para Facebook e o Windows Live, de modo que os contatos consigam vê-las assim que a foto seja feita. Já o hub Xbox Live leva para o celular a experiência de jogo já disponível na rede da empresa.  Além dos jogos, informações sobre contatos e conquistas feitas em jogos também ficarão disponíveis para consulta diretamente na tela do smartphone.

O hub Music + Video (Música + Vídeo) é onde – veja só – as músicas e vídeos do usuário estarão. A sincronização poderá ser feita com o conteúdo já salvo no computador do usuário e também na Zune. Também é a partir desse hub que o usuário vai conseguir acessar a rádio FM (algo que, não custa lembrar, o iPhone não tem).

A produtividade fica por conta do hub Office, no qual o dono do aparelho vai poder visualizar documentos criados com a suíte de aplicativos da MS e também editá-los. Também é a partir desse atalho que o Outlook Mobile será acessado, no qual o usuário vai poder concentrar todos os seus e-mails (inclusive a conta corporativa fornecida por meio do Microsoft Exchange).

AT&T, Telefónica, Telecom Italia, Sprint e Vodafone, entre onze operadoras, são parceiras da empresa na disponibilização do Windows 7 Phone Series. Os fabricantes de dispositivos móveis que também se comprometeram com a Microsoft são Dell, Garmin/Asus, HTC, HP, LG, Samsung, Sony Ericsson, Toshiba e Qualcomm. Aparelhos dessas empresas rodando Windows 7 Phone Series devem começar a aparecer no mercado norte-americano até o fim do ano.

César Alierta: Telefônica em ação para que não usem sua rede

César Alierta, presidente mundial da Telefônica, afirmou durante uma conferência que sua companhia pretende começar a enviar faturas ao Google, Bing, Yahoo e outros mecanismos de busca pelo uso indevido de sua estrutura para indexar conteúdo da web.

“Os mecanismos de busca costumam usar nossa rede sem pagar nada, o que é bom pra eles e ruim para a gente. Obviamente que essa situação precisa mudar”, afirmou durante um evento empresarial organizado pela empresa Price Walterhouse Coopers. Para o executivo, as empresas que têm lucros com a web precisam dividir seus rendimentos com as operadoras responsáveis pela infra-estrutura da internet.

Especialistas apontam a possibilidade dos sistemas de busca simplesmente serem bloqueados caso de recusem a pagar o pedágio que pode ser imposto pelos espanhóis.

Atualmente operando em 25 países, incluindo o Brasil, a Telefônica é uma das maiores empresas de telecomunicações do mundo, com aproximadamente 270 milhões de usuários em sua base de clientes. Suas estratégias de crescimento são voltadas sobretudo para Europa e América Latina. [EITB]

Alguns rumores do mercado financeiro indicam que as operadoras Telefônica e a Telecom Itália, conhecida por aqui por conta de seu braço móvel Tim, deverão decidir nos próximos três meses se irão se fundir definitivamente ou separar, conforme reporta o jornal O Estado de S.Paulo.

Desde 2007 as duas empresas são associadas, com a companhia espanhola detendo 46,18% da Telecom Itália, que por sua vez é proprietária de 22,5% das ações da Telefônica. No Brasil o único efeito perceptível da união aconteceu em 2007, quando a Anatel aprovou que a Telefônica fizesse parte do grupo de acionistas da Tim e exigiu que ela e a Vivo – sua divisão móvel “oficial” até então – continuassem sendo concorrentes.

De acordo com a publicação brasileira, a Telefônica estaria descontente com o desempenho das ações da Telecom Itália especialmente na América Latina, onde elas enfrentam questões antitruste.

Leia mais:

A notícia surge exatamente dois meses depois da Telefônica anunciar seu plano de reestruturação que prevê, entre outras medidas, a adoção do nome Movistar em diversos mercados em substituição ao seu nome atual. Na ocasião, a empresa espanhola não confirmou a mudança no Brasil.

A Net apresentou na terça-feira (22) seu plano em conformidade com o programa de Banda Larga Popular. Pelo valor de R$ 29,80 por mês, o assinante terá acesso à internet com velocidade de 200 kbps. O período de contratação deverá ser de 12 meses, com taxa de instalação e modem gratuitos. A empresa estima um número de clientes potenciais para seu novo serviço de internet rápida popular entre 1,5 milhão a 1,8 milhão de assinantes.

Assim a Net se tornou a primeira empresa a, de fato, implementar um plano dentro da proposta do programa. A Telefônica foi a primeira a anunciar que apresentaria um plano nas condições determinadas pelo governo paulista. Mas, ao vincular o plano de banda larga a uma taxa de assinatura da linha telefônica, perdeu o benefício e teve que recuar para re-elaborar o seu plano.

“[A Net] é a primeira a aderir, de fato, ao Programa Banda Larga Popular. A Telefônica entendeu que poderia oferecer serviços apenas para seus clientes. Esse não é o entendimento da Net. Não pode fazer vinculação dessa natureza. A Telefônica precisa ter o produto disponível para clientes e não clientes”, diz Mauro Ricardo Machado Costa, secretário da Fazenda do Estado de São Paulo.

A Telefônica, em nota à imprensa informou, que ”prossegue trabalhando para viabilizar, no menor prazo possível, o lançamento do produto com as características estabelecidas pelo decreto.” Além disso, afirma que “entre as alternativas em estudo pela Telefônica para atender aos usuários que não são clientes da empresa está a oferta de banda larga por meio das tecnologias WiFi e WiMesh, que fazem a conexão sem fio à Internet.” [Reuters]

Banda Larga Popular: "Skavurska!"

Post atualizado com informações do lançamento oficial do plano, incluindo preço e velocidade, bem como informações acerca do posicionamento da Telefônica quanto ao Programa de Banda Larga Popular.

A NET lançará nessa terça-feira (22) seu plano em conformidade com o programa de Banda Larga Popular, anunciado pelo governador do estado de São Paulo, José Serra, no último dia 15 de outubro. O plano, como estabelece o decreto, custará R$ 29,80 por mês.

A contrapartida que o governo do estado oferece às empresas de telecomunicações é isenção do ICMS cobrado sobre o serviço, que originalmente teria uma alíquota de 25%. A Telefônica foi a primeira a anunciar sua adesão ao plano, embora ainda não o ofereça efetivamente por ter se envolvido em complicações com o governo por estar cobrando a assinatura da linha telefônica para oferecer o serviço de banda larga, o que vai contra as definições do decreto que regulamenta o plano.

Ainda não há uma definição oficial de qual será a velocidade do plano oferecido pela NET dentro dos parâmetros do plano de Banda Larga Popular, mas tudo leva a crer que ele oferecerá a velocidade mínima prevista para o programa, de 200 kbps.

[Atualização em 22/12/09] Como havia sido informado, a NET apresentou nessa terça-feira seu plano em conformidade com o programa de Banda Larga Popular. Pelo valor de R$ 29,80 por mês o assinante terá acesso à internet com velocidade de 200 kbps, e, com um período de contratação de 12 meses, a taxa de instalação e o modem serão gratuitos.

Sobre o caso da Telefônica, o Secretário da Fazenda do Estado de São Paulo comentou:

“(A Net) é a primeira adesão de fato ao Programa Banda Larga Popular”, disse o secretário da Fazenda paulista, Mauro Ricardo Machado Costa. “A Telefônica entendeu que poderia oferecer serviços apenas para seus clientes. Esse não é o entendimento da Net. Não pode fazer vinculação dessa natureza. A Telefônica precisa ter o produto disponível para clientes e não clientes”, afirmou o secretário.

A Telefônica, por sua vez, em nota à imprensa informou que ”prossegue trabalhando para viabilizar, no menor prazo possível, o lançamento do produto com as características estabelecidas pelo decreto.” Além disso, afirma que “entre as alternativas em estudo pela Telefônica para atender aos usuários que não são clientes da empresa, está a oferta de banda larga por meio das tecnologias WiFi e WiMesh, que fazem a conexão sem fio à Internet.” [Reuters]

telefonicaOntem (8) o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, falou à imprensa sobre os desafios que enfrentou em 2009 e as perspectivas para 2010. Os investimentos da empresa no país para 2010 devem ficar na faixa dos 2 bilhões de reais.

Valente evitou falar dos valores investidos em 2009 mas deu a dica que ficará entre 2 e 2,4 bilhões de reais, um pouco abaixo do previsto. No final do terceiro trimestre a empresa espanhola havia investido um total de R$ 1,4 bilhão no país.

O foco para 2010 será a banda larga. Faz sentido já que no ano de 2009 a Telefônica foi impedida de vender seu serviço Speedy por alguns meses devido a problemas sérios enfrentados pelo sistema. Este blogueiro que aqui escreve esteve na sede da Telefônica recentemente e notou a preocupação da empresa com os problemas no Speedy. Algumas áreas foram reestruturadas, fizeram um gráfico gigantesco prevendo todas as possíveis falhas no serviço e assim vai.

A Telefônica aproveitou pra divulgar que o número de reclamações contra a empresa no Procon e na Anatel diminuíram. Segundo eles a queda foi de 77% no Procon SP e 58% na Anatel comparando-se o mês de novembro com março. Outro número que aponta para essa melhoria no serviço é a queda de 6,7 milhões de chamadas à central de atendimento da Telefónica em fevereiro para 3,2 milhões em novembro.

Agora é aguardar para ver se todo esse investimento e todas essas informações divulgadas realmente reflitam em melhores serviços para a população. [Abril / G1 ]

Há panes que vem para o bem. Ou quase isso.

Há panes que vem para o bem. Ou quase isso.

Se a Telefônica (ou Movistar, se preferirem) for adepta do lema “falem bem ou falem mal, mas falem de mim” ela deve estar bem contente, pois há bastante tempo não sai das notícias. Dessa vez não foi uma pane que gerou a mais nova manchete com o nome da empresa, mas sim a conseqüência das panes dos dias 2 e 3 de julho do ano de 2008, que tirou de serviço, além de pessoas físicas e empresas privadas, órgão públicos brasileiros, como o Poupa Tempo, que usa a rede da Telefônica para armazenar dados.

Para se redimir, a empresa terá que realizar um projeto social com foco no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, de acordo com o Termo de Ajustamento de Conduta assinado pela companhia, pelo Procon-SP e as Promotorias de Justiça do Consumidor e da Infância e Juventude. Segundo o Procon, isso será uma forma da Telefônica “reverter benefícios à sociedade”.

O projeto será focado em capacitar pessoas que lidam com vítimas da exploração sexual, entre profissionais da saúde, policiais, ONGs e Conselhos Tutelares. O projeto, em parceria com a ONG Instituto WCF Brasil, começará em 2010 e durará 3 anos. As cidades beneficiadas serão Presidente Prudente, Registro, Santos, São José dos Campos e São José do Rio Preto. [Folha Online]

Aí está, uma nova Telefonica

Aí está, uma nova Telefônica.

Confirmando rumores que já circulavam há algum tempo, a Telefônica, uma das empresas menos queridas do Brasil e líder histórica do ranking de reclamações do Procon anunciou na Espanha que a partir do ano que vem adotará o nome Movistar em todo mundo, com exceção do Brasil, onde a mudança deve acontecer apenas em 2011.

De acordo com o jornal espanhol El País todos os produtos da empresa também serão rebatizados e passarão a ser conhecidos como Movistar Fixo, Movistar Móvel, Movistar Banda Larga e Movistar Televisão, o que por aqui também deve representar o fim das marcas Vivo e Speedy, esta última especialmente distante de ser uma das mais queridas do público. O nome Telefônica será mantido apenas no relacionamento com investidores, empregados e em ações de responsabilidade social.

Apesar dos valores oficiais não terem sidos divulgados pela operadora, especialistas estimam que serão gastos cerca de 80 milhões de euros para essa mudança de imagem.

[Atualização, às 18:16]: Por alguma razão, por aqui o discurso é um pouco diferente. Por meio de sua assessoria de imprensa a Telefônica do Brasil informa que “discussões sobre esse tema serão realizadas em 2010, e se for o caso mudanças serão feitas em 2011″.

Ou seja, nos vemos em 2011, Movistar.

A gigante de mídia francesa Vivendi comprou hoje metade do capital da operadora de telefonia fixa e banda larga GVT. As negociações aconteceram em reuniões privadas, em que só participaram os fundadores, que detinham 30% das ações, e outros acionistas que juntos somavam 20%. Isso foi feito porque a oferta de compra não foi pública.

Por enquanto a Vivendi tem apenas 50% do capital da GVT, mas deve fechar mais acordos com outros acionistas para conseguir o controle da empresa, elevando o total gasto com a compra para R$ 7,2 bilhões. O valor pago pelo grupo francês foi de R$ 56 por ação, enquanto que a Telefônica, a outra interessada em adquirir sua concorrente, ofereceu no máximo R$ 50,50. Os valores não estão muito longe do preço por ação na bolsa de valores, que hoje fechou em R$ 52,60. A oferta inicial da Vivendi, revelado em setembro, era de R$ 42 por ação.

Por ser a primeira vez que o grupo entra no mercado brasileiro, a Vivendi não precisará seguir recomendações e restrições determinadas pela Anatel. Caso a Telefônica tivesse comprado a empresa, eles deveriam manter-se separadas por, no mínimo, 5 anos antes de poder sequer contemplar a idéia de fusão das estruturas das duas companhias. [ValorOnline]

Lembra da banda larga popular que o governo do estado de São Paulo anunciou há cerca de duas semanas e que tornaria as operadoras isentas dos 25% de ICMS que elas já pagam? Pois bem, é essa isenção que a Telefônica corre o risco de perder.

O decreto que regulamenta o programa deixa claro que nenhuma operadora poderá incluir no contrato qualquer cláusula que preveja “exigência de contratação de outros serviços prestados pela empresa de comunicação ou de terceiro por ela indicado”. Caso a Telefônica obrigue seus clientes a pagar, além dos R$29,80 do serviço, a assinatura telefônica para ter acesso à banda larga popular (totalizando um custo mensal de R$ 54,70), a empresa perderá a isenção do ICMS, como foi confirmado pela secretaria e pela assessoria do governo de São Paulo.

Ao ser avisada da possibilidade, a Telefônica divulgou uma nota informando que “tomou a iniciativa de viabilizar uma oferta a todos os seus assinantes que, no entendimento da empresa, atende às características estabelecidas pelo decreto”. Eles também disseram que “tem a intenção de oferecer um serviço atrativo ao 1,3 milhão de clientes que hoje acessam a internet por meio de acesso discado, possibilitando maior velocidade de navegação e linha telefônica liberada”.

Por enquanto a Telefônica é a única empresa que já oferece o serviço de banda larga popular. A NET deverá começar a oferecer seu plano em novembro. [Folha Online]