Um levantamento feito por um estudante chamado Sauhard Sahi na rede da universidade de Princeton mostra que apenas 10 dos 1021 arquivos que estavam sendo transferidos pelos graduandos não infligiam nenhum direito autoral. O estudo, realizado no segundo semestre de 2009, co-ordenado pelo professor Ed Felten e publicado no blog Freedem to Tinker monitorou apenas um tipo aleatório sem trackers do formato BitTorrent.

Os dados mostram que entre as dez torrents legais haviam duas distribuições do Linux, addons para jogos e programas em versões beta ou shareware. Já 46% eram filmes e programas de TV, 14% jogos e softwares, 14% pornografia, 1% e-books, 1% imagens e 14% não pode ser identificado. Os tão temidos downloads de músicas eram apenas 10% da soma. “Apenas um dos 145 arquivos pornográficos que estavam sendo baixados não era ilegal”, aponta o estudo.

Como lembra o Register, ao contrário dos outros formatos de troca P2P o formato BitTorrent não foi escrito especificadamente para facilitar a pirataria, mas sim como uma maneira de se transferir grandes arquivos pela web.

Por conta de uma má interpretação de um texto, noticiei por engano que Avatar havia sido o segundo filme mais baixado de 2009, mas como apontou o leitor Alex (valeu, cara!!!) os dados eram relativos à ultima semana de dezembro. A lista correta dos filmes mais baixados no ano passado vai a seguir, que é liderada pelo filme Star Trek, seguido de perto por Transformers. Peço desculpas pelo erro. O texto do post original fica para a posteridade como forma de horrorizar crianças e velhinhas no futuro. [Torrent Freak]

Eis aqui a lista dos filmes mais baixados em 2009.

E o texto original:

Sucesso absoluto nas bilheterias de semana, arrecadando impressionantes US$ 1 bilhão em suas primeiras duas semanas de exibição, o filme Avatar, do diretor James Cameron, também tem feito sucesso no obscuro mundo dos downloads ilegais.

Lançado em todo mundo no último dia 18 de dezembro, em apenas 13 dias a produção conseguiu ser o segundo filme mais baixado do ano passado, ficando atrás apenas de Um olhar do Paraíso, o novo filme de Peter Jackson (da trilogia Senhor dos Anéis), ainda não lançado por aqui.

Veja a lista dos 10 mais baixados no ano passado, se acordo com o site TorrentFreak:

A lista da última semana de dezembro de 2009

Ainda naquela onda de listas de final de ano o site Torrent Freak divulgou no último domingo os jogos mais baixados em 2009 para PC e os consoles Xbox 360 e Nintendo Wii, tendo o título Call Of Duty: Modern Wallfare 2 como o grande campeão dos downloads ilegais.

Mesmo lançado no final do ano, nos PCs o título superou os “veteranos” The Sims 3 (lançado em junho) e Prototype (que chegou em fevereiro) e obteve 4,1 milhões de downloads em sua versão para PC e 970 mil para o Xbox 360.

Lançado no último mês de novembro, o game de guerra bateu todos os recordes de vendas com 4,7 milhões de unidades vendidas em suas primeiras 24 horas nos EUA, o que rendeu aos bolsos de seus criadores cerca de US$ 310 milhões (um troco de mais ou menos R$ 540 milhões) no final do período. Até agora o jogo registrou lucros superiores a US$ 550 milhões (R$ 960 milhões).

Já para os lados da Nintendo, os resultados do Wii foram ligeiramente diferentes: seu campeão de downloads ilegais foi o New Super Mario Bros, seguido pelo Punch-Out e Wii Sports Resort. Confira os números:

123

O rei morreu. Viva o novo rei!

O rei morreu. Viva o novo rei!

Não parece, mas a história da troca de arquivos de música pela internet é tremendamente nova. Começou em 1999, quando o Napster conquistou o amor dos internautas e o ódio das gravadoras numa tendência que aparentemente nunca terá volta.

Desde então, já apareceram Gnutella, Audiogalaxy, Kazaa, Morpheus e outros serviços que tiveram histórias que seguiram mais ou menos o mesmo roteiro: apareceram, fizeram sucesso, foram processados e, se não sumiram, caíram no esquecimento.

Diversas ações judiciais já provocaram um bom estrago nos populares Pirate Bay e Mininova. Como já reza a velha cartilha da internet agora é apenas questão de tempo para aparecer outro serviço quente de troca de arquivos, e toda essa história acontecer mais uma vez.

Por isso o Tecnoblog fez uma lista com 10 buscadores de Torrent que têm tudo para estourarem nos próximos tempos.

Confira (os resultados não estão dispostos de uma maneira lógica):

Torrentreactor – Um clássico, que sabe-se lá como ainda não foi processado. Aproveite enquanto há tempo.

[atualizado] IsoHunt – Muito popular, mas começa a enfrentar seus primeiros problemas com a justiça.

BitSnoop - Com visual clean, semelhante ao do Google ou Pirate Bay, retornou resultados com um bom número de seeders e leechers em todos os testes.

Torrents.to - Seu grande diferencial é realizar pesquisas em diversos outros sites, como IsoHunt, Mininova, btjunie, EZTV, entre outros. O problema é que se esses outros sites saírem do ar, ele fica sem conteúdo.

Ahashare - Apesar do bom número de fontes, tem visual meio confuso e o sistema de busca não é nenhuma maravilha.

Leakz.net - O site é feio, mas tem uma grande biblioteca de jogos e de músicas.

Btjunkie – O visual poluído e confuso compensa a boa quantidade de resultados.

YourBittorrent – Nem bonito, nem feio, nem bom nem ruim. Pelo menos a busca funciona de maneira adequada.

Extratorrent – É pobre, mas é limpinho.

Monova – Permite que os usuários utilizem seus mesmos nomes de usuário cadastrados no falecido Mininova. Tem um anúncio chato logo em sua entrada.

LegalTorrentsNão espere encontrar os últimos hits de seu artista predileto neste site, que distribui apenas material aberto registrado com Creative Commons. Não tem potencial para ser um sucesso de público, mas pelo menos serve como plataforma para divulgação de novos talentos, certo?

E não se esqueçam, gafanhotos: o Tecnoblog não apóia a pirataria. Utilizem com responsabilidade.

piratebay-mininovaO Mininova, site de busca e download de torrents, anunciou hoje que excluiu todos os arquivos que continham conteúdo ilegal. Torrents com programas pirateados, filmes, séries de TV e outros tipos de mídia que não tinham autorização para serem distribuídos foram deletados do site. Com isso, o número de arquivos torrent hospedados caiu de 1.316.806, dados de terça-feira (24) segundo a Wikipedia, para 8.853, dados do Mininova de hoje. Diferente do Pirate Bay, o Mininova não tinha tracker próprio.

Como aponta o TorrentFreak, a exclusão dos arquivos aconteceu por causa do grupo anti-pirataria holandês BREIN, que processou o site em junho desse ano. Apesar do Mininova não ter sido considerado culpado pela quebra de direitos autorais, o juiz que deu o veredito determinou que todos os torrents com arquivos ilegais fossem retirados do ar em até 3 meses, sob pena dos responsáveis precisarem pagar até 5 milhões de Euros caso isso não fosse feito. Nesse período, os fundadores do site até tentaram implementar um sistema de filtro para impedir o envio de torrents com arquivos protegidos por direitos autorais, mas nenhum dos protótipos era completamente eficiente.

Niek, um dos co-fundadores do site, não diz se pretende recorrer da decisão. Até que o caso seja julgado novamente, o Mininova só permitirá que usuários autorizados façam upload de torrents para o site.

Três e você está fora.

Três e você está fora.

Até agora um dos países com as leis mais brandas em relação à troca de arquivos na rede, a Espanha vem considerando rever suas posições e adotar a infame “lei dos três strikes” já aprovada na França e Inglaterra.

De acordo com essa lei, um usuário pode ter sua conexão à internet cortada por até um ano caso seja flagrado três vezes baixando material ilegal.

Mas Viviane Reding, Comissária de Informação, Sociedade e Mídia da União Européia lembrou durante um encontro da Comissão do Mercado de Telecomunicações, realizada em Barcelona, que tais medidas podem ir contra a legislação do continente: “Ações que permitem a suspensão ao acesso à rede sem um julgamento adequado certamente vão de encontro aos nossos interesses”, disse. E aproveitou para fazer uma crítica direta à lei aprovada recentemente na França: “Reprimir as pessoas não resolve o problema da pirataria e ferem direitos e liberdades individuais dos cidadãos que são valiosos na Europa desde a revolução francesa”.

Em todo caso, Reding está longe de querer ver a Europa como um reduto de piratas virtuais. Na realidade, tudo o que ela pede é evitar eventuais exageros que podem (e vão) acontecer quando a lei, formulada basicamente por lobistas de grandes gravadoras, seja aprovada. [TorrentFreak]

Quando primeiro noticiamos o aviso de que o Demonoid, tracker de torrents privado, poderia ficar inacessível devido a problemas no servidor, usamos ‘dias’ para nos referirmos ao tempo estimado que ele poderia ficar offline. Agora percebemos que teria sido melhor usar ‘meses’ no lugar. Na segunda-feira (2), completaram 2 meses desde que o serviço foi colocado em manutenção. Hoje, no entanto, o seu tracker voltou à ativa.

demonoid-funcionando

O tracker (rastreador, em tradução livre) de um site de torrents é o servidor que rastreia quais arquivos estão sendo compartilhados por quais pessoas. Ele é a espinha dorsal que sustenta a troca de dados entre os usuários que usam torrents, embora já existam programas que suportam os chamados trackerless torrents, que tornam desnecessário o uso de um servidor centralizado.

A página inicial do site ainda exibe o aviso de manutenção. Mas como aponta Ernesto, do blog TorrentFreak, agora que o tracker já está no ar novamente, é possível que o resto do serviço siga o mesmo destino em breve. Usuários que se registraram na época em que ocorreram os problemas com o servidor podem ter perdido seus dados de login, bem como seus arquivos torrents enviados.

Uma garrafa de rum e conexão banda larga são essenciais na vida de um pirata.

Uma garrafa de rum e conexão banda larga são essenciais na vida de um pirata.

O fechamento temporário do The Pirate Bay pelas autoridades suecas, há dois meses, trouxe uma notícia boa e outra ruim para a indústria fonográfica, como mostra relatório da empresa de combate à pirataria DtedNet divulgado na última segunda-feira.

De acordo com os dados, logo depois que o site foi fechado aconteceu uma “abrupta diminuição no trágefo de mídia digital ilegal pela rede durante alguns dias, também causando interrupções temporárias em trackers usados por outros sites”. Ou seja, os dados mostram que, de fato, a pirataria diminuiu. Mas nem tudo são flores.

O lado ruim (pra eles) é que logo em seguida a ordem natural das coisas se reestabeleceu, já que os dados apontam que enquanto o Pirate Bay esteve fora do ar outras fontes de torrent aumentaram consideravelmente seu número de acessos. As informações mostram que não demorou para que os torrents tivessem seus trackers atualizados, apontando para caminhos livres de problemas jurídicos.

“O volume de dados lentamente está voltando aos níveis anteriores, com o OpenBitTorrent se mostrando como um provável sucessor do Pirate Bay. Em breve o volume de BitTorrent devem voltar aos níveis vistos antes do fechamento do site sueco” aponta o relatório. [The Live Feed]

Não foi dessa vez que os donos de aparelhos com iPhone OS puderam desfrutar um aplicativo nativo para gerenciamento remoto dos downloads que estejam sendo feitos no computador. Depois de uma peregrinação durante quatro meses pela revisão da App Store, o desenvolvedor do aplicativo finalmente teve uma resposta: o uMonitor não foi autorizado porque o torrent “comumente é usado para o propósito de infringir direitos de terceiros”.

O aplicativo serviria para funcionamento em conjunto com o uTorrent instalado no computador (não temos informações sobre com quais sistemas operacionais o uMonitor seria compatível).

uMonitor em funcionamento (só testes). (Reprodução/Pocket-Lint)

uMonitor em funcionamento (só testes). (Reprodução/Pocket-Lint)

Em sua resposta, a equipe de revisão de apps da Apple escreveu:

Nós revisamos uMonitor e determinamos que não podemos publicar essa versão do seu aplicativo na App Store nesse momento porque essa categoria de aplicativos é comumente usada para o propósito de infringir direitos de terceiros. Nós optamos por não publicar esse tipo de aplicativo na App Store”.

Claro que a Apple não vai dizer que, além de muitos deles serem ilegais na maioria dos países, os downloads em torrent poderiam concorrer com a iTunes Store nos segmentos de música, séries e filmes.

Enquanto isso, já existe aplicativo para Android, o sistema de código aberto do Google, que não só baixa arquivos a partir de sites de compartilhamento (o que o iPhone OS não permite), como também usa a câmera do aparelho para ler o código de barras de embalagens para descobrir o nome do filme, CD ou DVD em questão e iniciar o download automagicamente. [Pocket-Lint]

A administração do Demonoid, um dos principais trackers de torrents atualmente (cujo registro só pode ser feito através de convite), disse que o site poderá ficar fora do ar “talvez por dias” devido a problemas elétricos.

Os servidores do tracker, que ficam na Ucrânia, Leste Europeu, têm sofrido interrupção do fornecimento de energia elétrico. Uma vez que estamos falando de equipamentos sensíveis a esses apagões elétricos, pentes de memória RAM e também discos rígidos queimaram.

De acordo com o Demonoid, talvez seja necessário desligar completamente os servidores para efetuar o conserto dos aparelhos e também trabalhar na prevenção para que esse tipo de dificuldade não volte a acontecer.

Usuários brasileiros do tracker de torrents não conseguem acessá-lo. O Fábio Luiz Silva, de Santos/SP, relatou no Twitter que tentou acesso ao Demonoid tanto com Speedy quanto com Net Virtua, mas em nenhum dos casos teve sucesso. Ele estava usando a OpenDNS na hora dos testes.

O Mobilon, CEO do Tecnoblog, fez o mesmo teste com Net Virtua e sem OpenDNS em Americana/SP. O resultado é uma página em branco. Ele pôde notar, no entanto, que o favicon (marca do site próximo do respectivo nome na aba) continua sendo carregado normalmente.

Oi Velox + OpenDNS = Demonoid online. (+)

Oi Velox + OpenDNS = Demonoid online. (+)

Eu, usando Oi Velox e também OpenDNS no Rio de Janeiro, consigo acessar o Demonoid tranquilamente. Não é preciso recorrer a proxies nem nada do tipo: o site simplesmente abre, como se não tivesse problema nenhum. [com TorrentFreak]