Agora o Twiitter quer saber o que está acontecendo e onde. (Divulgação)
A geo-localização realmente está cada vez mais em destaque ultimamente, e o Twitter acaba de dar mais um passo para popularizar o recurso. Antes o Twitter suportava geotagging por parte de aplicativos que enviavam essa informação, normalmente em um smartphone com GPS. Passa agora a ser possível anexar ao tweet informações da sua localização (a cidade, o bairro, o local exato… você escolhe o quão preciso) através do próprio twitter.com.
Os responsáveis pelo micro-blog sabem que nem todos querem divulgar ao mundo sua localização, então para adicioná-la aos seus tweets você primeiro vai precisar entrar na página de configurações da sua conta na rede social e ativamente optar por habilitar o recurso. Ainda assim, seus tweets não serão “geo-etiquetados” até que você confirme para o Firefox que deseja compartilhar sua localização e escolha, para cada mensagem onde quiser essa informação, que vai querer anexar sua localização. (Acho que ninguém vai poder reclamar que tuitou sua localização por acidente, você realmente temque querer).
“As pessoas que escolhem adicionar esta camada adicional de contexto ajudam a tornar Twitter uma rede de informações mais rica para todos nós — dados de localização podem tornar tweets mais úteis,” disse o co-fundador da rede social, Biz Stone, no blog oficial da empresa.
Se depois você se arrepender de ter contado ao mundo onde estava (ou achar que pode ser roubado), o Twitter permitirá facilmente que se desabilite a funcionalidade e até mesmo se apague todos os dados de localização de seus tweets passados.
Por enquanto só foi confirmado oficialmente suporte para o Firefox 3.5 e Google Chrome sendo executados no Windows, mas versões anteriores do Firefox e o Internet Explorer também poderão ser utilizados, contanto que o Google Gears seja instalado. Para maiores informações, @Biz recomenda que se leia os artigos “How To Tweet with Your Location” e “About the Tweet With Your Location Feature”, ambos em inglês.
É certo afirmar que a maioria dos ataques à contas do Twitter ocorre porque usuários desavisados clicam em links maliciosos (muitas vezes curtos devido à própria restrição de 140 caracteres) e, de uma maneira ou de outra, colocaram o controle dos seus perfis nas mãos de hackers. Del Harvey, diretora de segurança do Twitter, garante que a partir de agora esse tipo de problema com links curtos se tornará escasso.
Segundo Harvey, o serviço de microblog lançou ontem um sistema que detecta, intercepta e previne que ataques do tipo phishing se propagem através de links encurtados. Primariamente apenas os links enviados por mensagem direta (DM), principal fonte desse tipo de ataque, passarão por esse sistema, que não será visto pelo usuário.
Alguns desses links serão encurtados usando o próprio encurtador de URLs do Twitter, twt.tl, que também não está disponível para uso do público em geral. Caso o link seja detectado como malicioso, os usuários que clicarem serão redirecionados para uma página avisando da ameaça. As demais URLs publicadas no site, com exclusão de links curtos, já passam por um filtro anti-phishing (o mesmo usado pelo Google) que impede a publicação de endereços de sites que contenham vírus e outros programas maliciosos.
Há algumas semanas, o Google anunciava que atualizações do Twitter passariam a ser integradas nas páginas de resultados de busca, para que seus usuários tivessem a opção de ver informações em tempo real sobre o termo pesquisado. Hoje a gigante de busca anunciou a integração a outras cinco redes sociais, o que deve aumentar ainda mais o fluxo de dados disponíveis para o usuário do buscador.
As redes Facebook, MySpace, FriendFeed, Jaiku e Identi.ca passam a fazer parte da parceria de busca com o Google. Algumas delas, no entanto, só enviarão dados de partes públicas do site, como Pages do Facebook e contas não-protegidas do Jaiku. Além disso, o Google anunciou que integrará os dados recebidos em novas ferramentas que ainda estão sendo trabalhadas. Mas a primeira delas já está disponível para o público e se chama Hot Topics, uma versão do Trending Topics do Twitter disponível no Google Trends e que usa dados de várias redes sociais ao mesmo tempo para criar seu ranking.
Por enquanto, apenas atualizações publicadas em inglês nessas redes sociais serão integradas aos resultados, mas as novas funções futuras estarão disponíveis mundialmente. O Google não divulgou se há planos para trabalhar com outras línguas.
O Yahoo planeja integrar o Twitter não apenas à sua busca, como fizeram o Google e a Microsoft, mas também a outros sites e serviços web que oferece.
A parceria anunciada no fim dessa terça-feira (23) irá permitir que os usuários da busca do Yahoo visualizem mensagens do Twitter em tempo real entre os resultados. Além disso, os usuários do Twitter poderão tuitar através das próprias páginas do Yahoo, como seu perfil ou e-mail.
Tudo isso pode ser interessante, mas não é nada de tão revolucionário. O que o fará de realmente novo será integrar tweets a outros sites que possui, como aqueles dedicados à esportes, entretenimento e economia. Essa novidade tem implementação planejada para “mais tarde ainda neste ano”.
O Yahoo não comentou sobre os aspectos financeiros da parceria. [Reuters]
Líder espiritual e político do Tibete, ganhador do prêmio Nobel da Paz e personalidade mundial, o Dalai Lama agora também está dando as caras no Twitter, com direito a selo de autenticidade e tudo mais.
A conta @DalaiLama foi criada ontem, dia 22, e até o momento que este post está sendo escrito conta com pouco mais de 56 mil seguidores e teve apenas sete tweets publicados. Ao contrário de suas tradicionais palavras de sabedoria, por hora os posts se limitam a divulgar links com suas últimas participações em eventos e programas de televisão.
Coincidentemente, a criação do perfil parece ter acontecido pouco depois que foi anunciado que Hu Jintao, presidente da China, havia ingressado num serviço local de microblog. Como se sabe, desde 1959 a China ocupa o território tibetano, o que provoca certa comoção mundial desde então.
O presidente da China, Hu Jintao, é mais um adepto dos sites de microblogging. Em vez de optar pelo Twitter ou Yahoo! Meme, no entanto, Jintao foi mais cuidadoso: criou seu perfil no T.People.Com.Cn (aqui com tradução do Google para português). O serviço é mantido pelo People’s Daily, jornal impresso controlado pelo partido.
Hu Jintao, presidente chinês.
De acordo com a AFP, a conta do presidente chinês já atraiu milhares de seguidores. No total, mais de 14 mil usuários do serviço haviam se inscrito para receber as mensagens do líder do Partido Comunista até a manhã dessa segunda-feira (na China). Além de ler os tweets por meio do site, eles ainda vão poder receber as atualizações por e-mail, no Google Talk e também no Live Messenger.
Detalhe: Hu Jintao ainda não publicou uma palavra sequer.
A ideia de Hu Jintao e dos dirigentes da China é bastante clara. Eles querem dar aos chineses e à comunidade internacional a sensação de que o país está se abrindo culturalmente e também no que diz respeito às comunicações. Essa medida acontece em meio a uma espécie de crise entre a China e o Google. O gigante das buscas ameaça encerrar suas operações no país, que tornou-se o maior exportador do mundo em 2009.
Em face a toda a polêmica gerada pelo site PleaseRobMe em relação ao risco de publicar na internet sua localização através de redes sociais, a Foursquare, principal alvo das críticas, responde: “Nós levamos sua privacidade muito a sério”.
A rede social baseada em registrar online sua localização no mundo tangível para ganhar pontos respondeu às criticas através de seu blog. Lá ela se defendeu dizendo que sempre que um usuário espontânea e ativamente se registra em um local o site pergunta se ele quer compartilhar sua localização com os “amigos”, se quer publicá-la no Twitter e se quer publicá-la no Facebook. Em outras palavras, quem decide publicar sua localização para o mundo ver é o usuário.
A empresa reconhece que muitos usuários compartilham sua localização no Twitter e/ou Facebook, afinal, quanto mais pessoas souberem onde você está, mais chances se tem de encontrar alguém. “Mas é interessante ver as pessoas falando sobre as potenciais desvantagens”, diz a empresa no blog.
Além disso, a Foursquare ressalta que eles não apenas não são culpados pela indiscrição das pessoas quanto a sua localização como também são apenas um dos meios utilizados para publicar tal informação. “Simplesmente tente procurar pelas palavras ‘indo para’ no Twitter e você começará a ver uma parte de todas as informações de localização que muitos de nós colocamos na internet, talvez até mesmo sem pensar a respeito”.
A empresa termina dizendo entende que a localização é uma informação sensível e que faz tudo que pode para se assegurar de que seus usuários saibam com quais pessoas e redes sociais estão compartilhando essa localização.
Um website chamado PleaseRobMe (“por favor me roube” em inglês) ficou conhecido hoje por ressaltar a falta de preocupação de muitas pessoas ao compartilhar informações em redes sociais que podem indicar os endereços de suas casas e mais: mostrar quando a pessoa não está em casa e onde ela está, em tempo real.
Co-desenvolvido pelo holandês Boy Van Amstel, o site baseia-se na integração entre o Twitter e o Foursquare, jogo social onde as pessoas, através de seus smartphones, registram as suas localizações em diversos lugares para ganhar pontos e títulos. Juntando estas informações o site apontava quando as pessoas estavam criando “oportunidades de roubo” ao compartilhar endereços e localizações.
A intenção do site, segundo Van Amstel, não é servir como uma ferramenta para assaltos, mas sim alertar quanto aos perigos que podem estar associados ao compartilhamento indiscriminado de informações online.
“As pessoas estavam registrando suas localizações em casa, ou na casa da namorada ou na casa de amigos, e compartilhando os endereços — não acho que elas estavam cientes do quando estavam compartilhando,” disse Van Amstel à BBC.
Apesar da intenção nobre explicada pelos seus fundadores, a conta do site no Twitter — através da qual usuários eram alertados das “oportunidades” que estavam dando aos criminosos — foi “suspensa devido a atividade suspeita”. Segundo o AppScout o PleaseRobMe.com ainda funciona, mas até o fechamento deste post não consegui acessar o site (mas não é possível afirmar categoricamente que o site de fato saiu do ar, pelo menos não enquanto não forem resolvidos os problemas na internet que estivemos discutindo recentemente através do Twitter do Tecnoblog).
O PleaseRobMe colocou em sua página inicial um anúncio dizendo que tem interesse em oferecer o site a uma fundação profissional, agência ou companhia que tenha por objetivo ajudar as pessoas a entenderem melhor as questões relacionadas a privacidade online.
Até hoje operando unicamente com o dinheiro de investidores, o Twitter está começando a se preparar para monetizar seu sucesso na web mundial. De acordo com o Wall Street Journal, a partir de março a empresa começará a contar com os serviços do diretor financeiro Ali Rowghani, que desde 2001 bate cartão do estúdio de cinema Pixar, responsável por sucessos como Toy Story, Procurando Nemo e Wall-E.
Evan Willians, fundador do Twitter, afirmou à publicação norte-americana que Rowghani será “um importante membro de um time que cresce focado em criar valor para nossos usuários aproveitando as oportunidades que aparecem”.
Rumores dizem que entre essas tais “possibilidades” estão contas pagas e modelos de propaganda dirigida. [Mashable]
Google Buzz: mais Facebook e menos Twitter do que se imaginava
O Google apresentou oficialmente nesta terça-feira o Buzz, o tal serviço que promete deixar seus serviços mais “sociais”. Ao contrário do que se imaginava, ele é mais parecido com o Facebook do que com o Twitter.
Por hora disponível apenas no Gmail, o Buzz permite que seus usuários postem conteúdo e acompanhem o que seus contatos fazem no Blogger, Google Reader, Picasa Web, Youtube e feeds de RSS, além de registrar movimentações no Flickr e Twitter, que não fazem parte do portifólio da gigante da web.
As imagens divulgadas até o momento mostram que sua interface é parecida com a do FriendFeed e, conseqüentemente, do Facebook, que o comprou no último mês de agosto.
A novidade também estará disponível para o iPhone e para o Android como uma app que também incorpora recursos de geolocalização e o serviço Google Latitude.
Em um post no blog oficial do Google o diretor de desenvolvimento Todd Jackson afirma que o Buzz estará disponível a todos os usuários do Gmail “nos próximos dias”, mas os mais apressadinhos podem pedir sua requisição em google.com/buzz.