Com algum atraso em relação a seus concorrentes, a japonesa Sony anunciou o lançamento de um controle sensível ao movimento para seu console PlayStation 3. Atendendo pelo nome de PlayStation Move, a novidade deverá chegar às prateleiras até o final do ano e deverá a ser a resposta da companhia ao Nintendo Wii e ao tão falado Projeto Natal que a Microsoft se prepara para disponibilizar ao Xbox 360.

Como já se tornou tradição em algum produtos Sony de uns tempos para cá, o novo aparelho não tem a simplicidade como de uma de suas características mais marcantes. Longe se ser apenas mais um controle, a “Plataforma Move” reúne as principais características de seus rivais e é composta por joystick equipado diversos sensores de movimento (incluindo uma bússola eletrônica), um sub-controlador e pela Playstation Eye Camera, responsável por captar, “com absoluta precisão”, o posição e ângulo do player em um espaço 3D e assim garantir “que as pessoas tenham a sensação de estar dentro do jogo”.

A Sony garante que tamanha sofisticação torna o conjunto capaz de registrar de maneira precisa qualquer tipo de movimento, “seja o golpe de uma raquete de tenis ou de pincel desenhando numa tela”. Além disso, o sistema também é capaz de reconhecer vozes, faces e conta com os clássicos botões analógicos que já existem hoje em dia em seu console.

Como era de de esperar, ainda não existem imagens do Move Motion nem não foi dada qualquer previsão de preço. [Sony]

Foi há mais ou menos dois anos que a expressão “next gen” perdeu um pouco a força e nos acostumamos a ver PS3, Xbox 360 e Wii como consoles atuais. Entretanto, como no contexto brasileiro esse tipo de novidade demora um pouco a se tornar o padrão estabelecido, não é raro ver por fóruns afora quem ainda se refira a estes consoles como “next gen”. É quando paramos pra pensar que já faz cinco anos que a geração atual iniciou, que notamos o anacronismo de chama-la de “nova”.

Especialmente quando você leva em consideração o fato de que até então, cinco ou seis anos era o ciclo de vida de um console.

A geração de hoje começou com o Xbox 360, em 2005. Os primeiros jogos no hardware novo são sempre os que cutucavam mais a nossa curiosidade – e, paradoxalmente, são os mais decepcionantes. Obviamente, como as gamehouses ainda não haviam aprendido a explorar os kits de desenvolvimento e os limites do console – e como é costumeiro aproveitar jogos já em andamento pra plataformas antigas e adapta-los pro novo console – os primeiros jogos dessa geração atual são quase indistinguíveis de jogos pros consoles já idosos.

Demorou mais de um ano pra que títulos desenvolvidos especificamente pras plataformas atuais começassem a aparecer. O lançamento de franquias divisoras de águas, como o Gears of War no Xbox 360, foi justamente quando decidi gastar o dinheiro num console novo. Antes disso, adentrar a next gen era mais um capricho de nerd viciado do que um investimento realmente aproveitável.

Infelizmente, o Xbox 360 começou com o pé esquerdo e consolidou a imagem de produtos da Microsoft como problemáticos – no auge do fenômeno das Três Luzes Vermelhas, um número absurdo de 30% de Xbox 360 foram dado como defeituosos. Este que vos escreve sofreu com as luzes vermelhas duas vezes; não fosse pela extensão de garantia do console, eu teria desistido dele na primeira falha.

Já o PS3, que chegou em 2006, demorou quase 3 anos pra emplacar seus jogos exclusivos. A Sony amargou a lanterna da geração atual por muito tempo, o que foi uma mudança drástica dos tempos de sucesso absoluto com o PlayStation 2. Uma boa parte disso foi a decisão de incluir drives bluray nos PS3, o que resultou no PS3 ser o console mais caro dos três disponíveis no mercado. Isso, e a falta de jogos exclusivos de qualidade, atrasou um pouco a adesão do público. Felizmente, após alguns títulos imperdíveis e reduções de preço, o ano do PS3 finalmente chegou.

E o Wii foi a exceção da regra. Com gráficos similares ao do Gamecube e preço bem abaixo da média estabelecida pelos competidores, ele não tinha “jeito” de next gen. Os nerds reclamaram aos prantos, revogaram o fanatismo outrora vitalício e profetizaram a falência da Nintendo; e nem o nome do console (“Wii” soa como um eufemismo infantil pro ato de urinar) salvou-se de críticas. Inesperadamente, o console da Nintendo acabou liderando essa geração em vendas. O sucesso do Wii acabou virando um bom exemplo de falta de visão dos gamers em geral.

A geração atual trouxe diversão interativa com gráficos em alta definição, empurrou a disseminação de televisões compatíveis e, embora não ter apostado 100% nele, ajudou a consolidar o mercado de distribuição digital. O que a next gen traria de novo à cena?

A geração atual parece ter adquirido momento nos últimos semestres e não dá impressão de estar pronta pra passar o bastão aos sucessores. Os analistas diziam desde o começo que esta geração teria um ciclo de vida maior que as anteriores, e eles parecem certos.

Apesar disso, já tivemos algumas notícias sugestivas. Primeiro, o Steve Balmer se atrapalha e sugere que o Project Natal seria um console sucessor ao Xbox 360, ao invés de um simples add-on. Depois, vem o rumor de que um suposto “Wii HD” estaria sendo preparado já pra 2011 – o que me parece um tanto apressado, mas a Nintendo passou essa geração inteira sem um console em alta definição, então a pressa é compreessível. E alguns especialistas acreditam que o futuro PS4 seria lançado antes dos competidores – e convenhamos que a opinião de John Carmack, sendo um semideus no mundo dos videogames, não é do tipo que a gente pode desconsiderar.

2011 ou no máximo, 2012, parecem ser os anos para a chegada do primeiro console next gen. Como gráficos fotorealistas e distribuição digital já são uma realidade, é difícil imaginar que rumo a próxima geração tomará. O épico Avatar deixou analistas em polvorosa prevendo que entretenimento 3D poderá ser a grande vedete dos próximos anos. Seria essa a direção da nova geração?

Multa de US$ 1,3 mi pelo upload ilegal de NSMB

A subsidiaria australiana da Nintendo comunicou que, como resultado da ação legal que havia sido tomada, um australiano que fez o upload do jogo New Super Mario Bros Wii para a internet terá que pagar US$ 1,3 milhão (R$ 2,4 milhão) à Nintendo como indenização por “perdas e danos”.

Acredita-se que a pessoa em questão tenha sido a primeira a colocar na rede mundial o mais novo jogo da bem-sucedida série Mario, uma semana antes de seu lançamento.

Ao tomar conhecimento do ocorrido, a empresa não perdeu tempo e tomou as medidas necessárias para descobrir o responsável, e, com o mandato expedido pela justiça australiana, encontrar o pirata.

“Com o upload do jogo para a internet, a Nintendo pode empregar o uso de tecnologias forenses sofisticadas para identificar o indivíduo responsável por copiar ilegalmente o arquivo e disponibilizá-lo para posterior distribuição,” disse a Nintendo em um comunicado à imprensa.

A Austrália normalmente não recebe os jogos da Nintendo simultaneamente ao lançamento nos EUA ou Japão, mas o New Super Mario Bros Wii foi uma exceção onde a Austrália recebeu o jogo antes de qualquer outro país. “A Nintendo Austrália está sempre procurando que os jogos sejam lançados aqui ao mesmo tempo que no resto do mundo, então ficamos contentes por termos recebido o New Super Mario Bros Wii antes de qualquer outro lugar,” disse o porta-voz da Nintendo Austrália. “Infelizmente, devido ás ações desse indivíduo, datas de lançamentos futuros pode ser afetadas na Austrália, o que nos desaponta.” [Joystiq/Gamespot]

Shigeru Miyamoto dando com a língua nos dentes: novo hardware da Nintendo vem aí. (Gamewatch)

Shigeru Miyamoto, falando no Japan Media Arts Festival, disse que está desenvolvendo o novo jogo da série Zelda para o Wii e um jogo baseado em movimento que usa o Wii Motion Plus, acessório que aumenta a precisão da reprodução dos movimentos do jogador. Mais que isso, Miyamoto afirmou que a Nintendo está trabalhando em um novo hardware.

Se você não conhece Shigeru Miyamoto, lhe apresento o pai do Mario, Donkey Kong, Zelda… Enfim, o cara que de certa maneira tornou a Nintendo o que ela é. E ele foi o primeiro do alto escalão da empresa a confirmar que um novo hardware está sendo desenvolvido. infelizmente, Miyamoto não forneceu nenhum detalhe além disso. Pode ser que venha o tão esperado “Wii HD”, pode ser que saia mais um novo DS… ou talvez venha algo totalmente novo que ninguém esteja esperando. Só o tempo dirá. [Andriasang]

Motion Controller do PS3

A Sony anunciou hoje que o controle por movimento do PlayStation 3, antes programado para ser lançado durante o outono brasileiro, será adiado para a primavera (outono americano).

De acordo com a empresa, se o novo controle fosse lançado na data prevista, não conseguiria trazer tanto valor para seus clientes, pois haveria apenas um pequeno catálogo de títulos que fariam proveito da nova tecnologia.

“Decidimos adiar o lançamento do Motion Controller para o outono [no hemisfério norte], quando poderemos oferecer uma animadora e variada linha de softwares que irá apresentar uma nova experiência de entretenimento aos usuários do PS3,” declarou o presidente da Sony Computer Entertainmentet, Kazuo Hirai.

O Motion Controller foi projetado para trabalhar em parceria com a câmera PlayStation Eye. Através dela e do controle, os movimentos da mão do jogador seriam detectados e reconhecidos, permitindo uma nova interação com os jogos.

Essa iniciativa de buscar uma nova maneira de interação com os jogos, menos dependente de botões, não é exclusividade da Sony, a Microsoft também está tentando “seguir” no Xbox 360 a fórmula de sucesso do campeão de vendas Wii. Em palestra na CES 2010, a empresa confirmou seu Projeto Natal — que identificará os movimentos dos jogadores através de uma câmera, sem precisar de controle algum — para o final de 2010. [CNET]

A Netflix, o mais popular serviço online de locação de filmes dos Estados Unidos, passará a oferecer seus filmes e seriados por streaming — isto é, enviados instantaneamente pela internet enquanto se assiste — diretamente pelo console de vídeo-games Wii.

O Wii não é o primeiro console a firmar tal parceria com a Netflix. Na verdade, ele é o terceiro, pois o PlayStation 3 e o Xbox 360 já faziam isso antes. A vantagem do Wii é que é gratuito (os proprietários de Xbox 360 tem que pagar a anuidade da Xbox Live Gold para ter o streaming da Netflix). A desvantagem é que, enquanto o Xbox e o PS3 exibem os filmes em full HD (quando disponíveis), o Wii só chega até a resolução de 480p.

A Netflix pode ser assinada nos EUA por valores a partir de US$9, e o assinante pode assistir a quantos filmes quiser por streaming. No Brasil o serviço não está disponível, mas há uma pontinha de esperança: no fim de 2009 o CEO da Netflix disse que planeja começar a internacionalizar o serviço de streaming a partir do segundo semestre de 2010. O processo de internacionalização deve ser gradual, mas talvez um dia chegue aqui. Talvez.

A empresa Nielsen Online divulgou na última quarta-feira uma série de dados a respeito dos hábitos e dos usos que os usuários norte-americanos fazem de seus gadgets e dos serviços web.

Os dados mostram que os EUA atualmente contam com 195 milhões de internautas, que 93,3% estão conectados por banda larga e que 56% dos navegantes têm perfil no Facebook, onde gastam, em média 6 horas por mês.

Já no mercado de PCs impressionantes 49,8% dos adultos do país têm computadores Dell, 26,4% HP, 12,6% Compaq e 11,3% Apple. Os números mostram também que 57,7% têm mais de um computador pessoal e que 12,9% comparam um notebook nos últimos 12 meses.

Quanto aos videogames, 41% das casas têm um console de 7ª geração – Xbox 360, PS3 ou Wii -, que 45% das jogadoras são mulheres e que os usuários do console da Microsoft costumam passar mais tempo jogando do que seus rivais.

Para mais informações, veja a pesquisa no formato .pdf

Ainda naquela onda de listas de final de ano o site Torrent Freak divulgou no último domingo os jogos mais baixados em 2009 para PC e os consoles Xbox 360 e Nintendo Wii, tendo o título Call Of Duty: Modern Wallfare 2 como o grande campeão dos downloads ilegais.

Mesmo lançado no final do ano, nos PCs o título superou os “veteranos” The Sims 3 (lançado em junho) e Prototype (que chegou em fevereiro) e obteve 4,1 milhões de downloads em sua versão para PC e 970 mil para o Xbox 360.

Lançado no último mês de novembro, o game de guerra bateu todos os recordes de vendas com 4,7 milhões de unidades vendidas em suas primeiras 24 horas nos EUA, o que rendeu aos bolsos de seus criadores cerca de US$ 310 milhões (um troco de mais ou menos R$ 540 milhões) no final do período. Até agora o jogo registrou lucros superiores a US$ 550 milhões (R$ 960 milhões).

Já para os lados da Nintendo, os resultados do Wii foram ligeiramente diferentes: seu campeão de downloads ilegais foi o New Super Mario Bros, seguido pelo Punch-Out e Wii Sports Resort. Confira os números:

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O Wii de ouro é só um Wii

O Wii de ouro é só um Wii

Aparentemente uma das grandes vantagens de ser rico, mas muito rico mesmo, é que chega uma hora que o infeliz multimilionário se sente angustiado por não ter mais o que fazer com seu abundante dinheirinho e então tenta acalmar os demônios consumistas de sua pobre alma comprando objetos definitivamente comuns feitos em ouro e repletos de diamantes, para assim, quem sabe, encontrar a verdadeira felicidade.

É o caso do Wii Supreme, edição limitada a três unidades do popular console da Nintendo feita com nada mais nada menos do que 2,5 quilos de ouro bem distribuídos em seu corpinho agora inteiramente metálico e com botões de diamante. O brinquedo é feito pela empresa Stuart Hughes, especializada nesse tipo de bobagem em artigos de luxo para idiotas sentados na grana e custa a bagatela de £ 299,995, ou cerca de R$ 860 mil reais.

Em seu site a empresa chama o ex-pobre console de “ultimate game station”, o que soa como um exagero quase cômico quando se lembra que ele roda os mesmos joguinhos de um Wii comum – que são definitivamente divertidos, mas longe de ser a última palavra da tecnologia gráfica, por exemplo [obrigado pela dica, Alexandre!].

Foi-se o tempo em que videogames eram aquela caixinha estranha que seus pais viviam alertando que um dia seriam responsáveis pela destruição da TV da família (lembram desses mitos que videogame estragava a TV?).

Entretanto nas últimas décadas a indústria de videogames perdeu a roupagem infanto-juvenil, se tornou maior -e bilionária, aliás- e começou a atrair outros segmentos de público. Como resultado os consoles deixaram de ser vistos exclusivamente como um passatempo pra crianças e se tornaram mais próximos de computadores/centros de entretenimento pra toda a família.

Xbox 360, Wii e PS3 Vs. Alienware Desktop

Xbox 360, Wii e PS3 Vs. Alienware Desktop

Mas mesmo que a linha que divide consoles e PCs esteja cada vez mais borrada, o debate a respeito de preferência entre um ou outro jamais esvanesceu. Aliás, alguns diriam que na realidade o contrário aconteceu – agora que figuras icônicos da cena dos PCs penetraram o mundo dos videogames (nVidia e Microsoft apostando no mercado de consoles, por exemplo), as comparações deixaram apenas de ser exercício de fanboys e se tornaram mais apropriadas.

Antes de começar, quero deixar bastante explícito que eu sou um console gamer. Não quero que vocês pensem que tenho pretensões de imparcialidade, pois realmente não tenho – como você, tenho minha preferência pessoal. Não se preocupem – o texto não puxará sardinha pra nenhum lado e exporei os lados positivos e negativos de cada plataforma, sem tietagem nem flamewar.

Entretanto, é provável que minha predileção se faça transparente e, pra que não acusem de falta de objetividade, prefiro deixar isso claro logo de cara. Não quero te convencer que sua preferência pessoal é inferior ou nada parecido. Como já fui PC gamer, tenho uma boa perspectiva do outro lado, também. Vamos lá:

A principal vantagem do console sobre o PC é a simplicidade. O console exige apenas que você coloque o disco do jogo no drive e espere o jogo começar. Já no PC, antes mesmo de chegar em casa você precisa examinar sua máquina pra decidir se o jogo rodará com performance satisfatória – ou se rodará de qualquer forma. Eu e muitos outros gamers apreciamos a praticidade de entrar na loja e precisar checar apenas o nome do console na caixa do jogo pra saber se poderemos joga-lo.

Por outro lado, o PC tem flexibilidade. A comunidade de fãs oferece suporte e versões não-oficial de muitos jogos (mods são o MAIOR trunfo da cena PC gaming), e qualquer um pode lançar um jogo pra PC. Kits de desenvolvimento e custos de licenciamento/publicação pra consoles são proibitivos e apenas grandes empresas podem lançar jogos – o que limita um pouco as coisas.

Ou melhor, esse era o paradigma antigo. Estamos vivenciando uma segunda renascença dos desenvolvedores indie, e praticamente todo console atualmente dispõe de um modelo em que programadores sem um currículo com a EA ou Activision possa lançar seus joguinhos pra Xbox 360 ou PS3. Recentemente este modelo se estendeu até pro PSP e pro DS.

Outro ponto positivo pra PC gamers é o esquema de controle mouse/teclado. Embora eu pessoalmente ache que a noção de que não dá pra jogar FPS num console é extremamente 1994, e que tenha me acostumado muito mais a interface do controle, concordo que muitos ainda preferem o dinamismo e a precisão que o mouse oferece. Certos estilos se tornam um tanto quanto impraticáveis nos modelos de controle oferecidos por consoles, como RTSs por exemplo.

A maior vantagem dos consoles, a meu ver, é a autonomia do hardware. Comprei meu Xbox 360 por 500 dólares em 2006. Na época eu já podia jogar todos os grandes lançamentos do mercado, algo impossível atualmente se você comprar um PC na mesma faixa de preço. E quase 4 anos depois, continuo jogando todos os jogos recém-lançados, com notável melhoria gráfica porém sem a necessidade de um upgrade.

Uma vantagem inegável de PCs é que eles fazem mais do que apenas rodar jogos. Computadores são uma multi-ferramenta que nem o canivente do MacGyver poderia desafiar, enquanto o seu Xbox 360 roda jogos, vídeos, e essencialmente só isso. É por isso que PC gamers acreditam que o investimento num PC parrudo pode ser justificado, enquanto a mesma grana se aplicada num console será dinheiro gasto APENAS com uma forma de entretenimento.

Manutenção simples é uma vantagem exclusiva dos consoles. Tudo bem, o Xbox 360 começou essa geração com um currículo meio feio com suas temíveis -e aparentemente inevitáveis- 3RL. Entretanto, isso é essencialmente o único problema que dava dor de cabeça em seus donos. Já o operador de um PC precisa se preocupar com a degradação de performance por inúmeros motivos, vírus, spyware, falha de hardware, upgrade de sistema operacional (e sua natural erosão com o passar do tempo de uso), HD morrendo subitamente…

Trabalhar pra manter o PC trabalhando em condições otimizadas, mesmo pro usuário experiente, é um negócio chato quando se considera a alternativa – compre um PS3 hoje, continue usando-o diariamente e jogandos todos os lançamentos pelos próximos 5 anos sem as mesmas preocupações com seu funcionamento.

Há também o fator “experiência social”. Jogos de computador foram feito pra serem jogados individualmente, ou online. Já videogames são jogados no sofá da sala, numa tela maior, com múltiplos jogadores do seu lado. Pra muitas pessoas, isso é uma grande vantagem.

E há a questão de preço. Um PS3 ou um Xbox 360 custam bem menos que um PC que rode jogos equivalentes. Entretanto, fãs do PC podem argumentar que como praticamente todo mundo tem um computador, o investimento pra tornar este computador potente o bastante pra fins de jogabilidade (ou seja, comprar a placa de vídeo, RAM ou processador que faltam na máquina) tende a ser mais baixo que o custo de um console. Ambos argumentos têm validade, portanto considerarei este um empate técnico.

Estes não são todos os motivos, obviamente. Certamente você deve ter em mente algum que eu não mencionei – sinta-se à vontade pra discutir o assunto nos comentários abaixo.