A Microsoft anunciou que o sistema operacional Windows 7 atingiu a marca de 90 milhões de unidades vendidas no varejo desde seu lançamento, que aconteceu há pouco mais de quatro meses, no último dia 22 de novembro. Seu antecessor, o Vista, demorou cerca de um ano para atingir marca semelhante.

Tamanha popularidade pode ser sentida nos índices de audiência dos sistemas operacionais. Dados da empresa de pesquisa NetApplications mostram que enquanto o 7 viu sua participação na web passar de 7,5% para 8,9% em fevereiro – aumento de 1,4% – os velhos XP, Vista e até mesmo o rival Mac OSX amargaram pequenas perdas no mês.

Os números mostram que o número de computadores com o Windows XP encolheu 0,7% e passou a estar presente em “apenas” 65,5% dos computadores conectados, enquanto o Vista despencou 1% e hoje contabiliza 16,5% de popularidade.

Assim, o índice total de máquinas rodando qualquer versão do Windows chegou a 92,12%, o mais alto registrado até hoje pela companhia responsável pela aferição dos números.

Já somadas, todas as versões do Mac OSX viram sua participação cair apenas 0,1%, mas não ficou claro se isso foi provocado por uma migração de usuários ou pelo aumento de vendas de cópias do Windows.

A Microsoft disponibilizou hoje, por meio do Windows Update, uma atualização para o Windows 7 que checa se o sistema operacional é válido e genuíno. Ou seja, se ele foi obtido de forma legal e o dinheirinho pago por ele foi para os cofres da empresa de Bill Gates.

De acordo com a descrição da atualização no site de suporte da MS, “as tecnologias de ativação do Windows ajudam a proteger contra os riscos de software falsificado”. Isso significa que se o seu Windows 7 é pirateado, você está correndo riscos. Mas não se preocupe, pois a Microsoft vai ajudá-lo a ao menos saber disso.

Windows Update oferece a atualização KB971033. Clique para ampliar.

Windows Update oferece a atualização KB971033. Clique para ampliar.

A mesma atualização (KB970133) checa se há programas no computador que forçam a inicialização normal do Windows 7, mesmo se tratando de cópia pirata do sistema. Reza a lenda que esses “carregadores” contêm vírus e formas de obtenção dos dados do usuário.

Parece que a novela do Internet Explorer na Europa está chegando ao fim. A partir de primeiro de março, os usuários do Windows situados no continente poderão optar por instalar outro navegador logo que o browser da MS for iniciado. A tela de escolha já foi finalizada e passa por testes internos atualmente, mas também poderá ser testada a partir de 22/fevereiro.

Inicialmente a Microsoft propôs oferecer no mercado europeu uma versão do Windows sem o Internet Explorer (conhecido como Windows 7 E), mas a ideia depois foi descartada. Como segunda opção, a gigante de Redmond optou por uma tela de escolha na qual o dono do computador decidiria qual navegador seria o padrão do sistema operacional.

Algumas indas e vindas mais tarde, com direito à Fundação Mozilla reclamando do posicionamento dos ícones de navegadores na tela de escolha, dessa vez a MS aparenta ter acertado na fórmula para exibir os navegadores. Serão 5 navegadores mais usados, exibidos de forma aleatória: Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google Chrome, Apple Safari e Opera. Além desses browsers mais conhecidos, outros poderão ser encontrados ao movimentar a página para a direita. A lista de navegadores principais e secundários será atualizada a cada 6 meses, para refletir a realidade do mercado de browsers.

Internet Explorer: tela de escolha de navegador. Clique para ampliar.

Internet Explorer: tela de escolha de navegador. Clique para ampliar.

O acordo da Microsoft com a Comissão Europeia prevê que a tela de escolha seja distribuída por meio do Windows Update para Windows XP, Windows Vista e Windows 7 durante 5 anos. Fabricantes de computadores também terão o poder de desabilitar o IE e ajustar outro browser padrão nos PCs que venderem.

IE domina na Europa

O Internet Explorer ainda é o navegador mais usado na Europa. De acordo com dados do StatCounter, o aplicativo da Microsoft detém 45.5% dos usuários europeus. Em segundo vem o Firefox com 39.2%, seguido de Chrome (6.3%), Opera (4.3%) e Safari, com apenas 3.7%.

[Com informações: Microsoft on the Issues, ZDNet e Ars]

Windows 7 RC iniciará os desligamentos a cada duas horas a partir de 1 de março.

Os usuários que baixaram gratuitamente o Windows 7 RC (Release Candidate, “candidato a lançamento”) no segundo trimestre de 2009 já sabiam — ou pelo menos deveriam saber desde que leram (ou não) o EULA — que ele passaria desligar a cada duas horas em cerca de um ano. Desde domingo (15) a Microsoft está notificando através de e-mails e da barra de tarefas que essa hora se aproxima.

O ciclo de expiração do RC teve início dia 15 de fevereiro com uma notificação na barra de tarefas uma vez por dia e um “Assistente de Notificação” que aparece na tela a cada quatro horas, e depois passa a surgir de hora em hora igual ao resultado parcial da Telesena.

Quem insistir em continuar com o Windows 7 RC terá mais interrupções a partir do dia 1 de março, quando entra em vigor a próxima fase do processo de expiração: as notificações continuam, mas o computador passará a desligar a cada duas horas. E a Microsoft ressalta: “[quando o computador desligar], seu trabalho não será salvo”.

Por fim, no dia 1 de junho, data da expiração, o computador continuará a desligar a cada duas horas sem salvar nada, e além disso o papel-de-parede mudará para um preto sólido com uma mensagem persistente na sua área de trabalho. Notificações periódicas de que não se trata do “Windows genuíno” ficarão aparecendo e o PC não mais conseguirá realizar atualizações ou downloads que exijam uma “validação de Windows genuíno”.

Para evitar todo esse transtorno, a Microsoft recomenda que seja reinstalada uma versão anterior do Windows ou que se mude para o Windows 7 em versão final. Em qualquer um destes casos será necessário fazer a instalação “do zero”, então quaisquer dados que não forem previamente resguardados em um backup serão perdidos.

Eu odeio esse coelho.

O exagerado apetite do Windows 7 por baterias de notebooks fez com que a Microsoft começasse a investigar o caso junto de sua equipe de desenvolvimento e parceiros fabricantes de hardware.

As reclamações mais recorrentes dão conta de que o sistema operacional diminui substancialmente a duração da carga de alguns modelos, além de, em alguns casos, também indicar que a bateria precisa ser substituída. De acordo com o Inquirer, ainda não está claro se o Windows de fato está fazendo a peça se degradar mais rapidamente ou apenas exibindo mensagens de maneira equivocada.

O problema foi reportado pela primeira vez no fórum técnico da empresa de Redmond, o Technet, a partir de sua versão RC1. Um de seus membros, um profissional certificado pela MS, Brian Elert, afirma que a duração da carga da bateria de seu computador caiu de 3 horas na versão Beta para 20 minutos no RTM.

O grande número de reclamações semelhantes recebida pela Microsoft fez com que a empresa resolvesse analisar o caso à fundo. Oficialmente a companhia apenas reconhece que o problema tem afetado alguns modelos, sem especificar qualquer fabricante.

Bom lembrar que em seus anúncios, a Microsoft afirma que o Windows 7 prolonga a capacidade das baterias.

Dados levantados por uma empresa de consultoria mostram que o Windows 7 é a primeira versão do sistema operacional da Microsoft a se popularizar antes de receber os ajustes de um Service Pack.

Resultados preliminares de uma pesquisa feita com 923 empresas do Reino Unido e Estados Unidos que usam máquinas Windows, feita pela companhia de gerenciamento Kace Networks, mostram que 43% dos entrevistados pretendem migrar para o Windows 7 ainda em 2010, e, do montante, 42% não pretendem esperar pela chegada de seu primeiro Service Pack, programado para acontecer no meio do ano. Segundo a Kace Networks, “esse é o maio nível de interesse num novo Windows registrado nos últimos 10 anos”.

No passado, a empresa de análise Gartner chegou a alertar a Microsoft que os constantes problemas apresentados pelo Windows nos primeiros meses depois de seu lançamento desestimulariam os usuários a migrarem para a nova versão antes de um Service Pack.

Mas um dos grandes vencedores no processo de renovação dos sistemas operacionais de empresas deverá ser o OSX. Atualmente 32% dos entrevistados pela Kace têm mostrado interesse em adquirir equipamentos não-Windows, e a estimativa dos especialistas é que os computadores da maçã ampliem sua participação neste mercado dos atuais 5.11% para mais de 10% no final do ano. [The Register]

Um mês antes do previsto, a Intel apresentou nesta segunda-feira, dia 21, os detalhes oficiais a respeito da nova geração dos processadores Atom, onipresentes em netbooks, nettops e outros dispositivos em que a mobilidade é mais importante que o desempenho.

Com três versões e disponível em qualquer clock, desde que ele seja 1,66GHz, o novo chip mantém a construção em 45 mn e sua maior novidade em relação aos modelos atuais são os controles de memória e processamento gráfico integrados ao seu núcleo. Ainda que a empresa-mãe reconheça que a arquitetura dos chips seja essencialmente a mesma, garante que as novas soluções darão um jeito no conhecido calcanhar de Aquiles da família, que é o fraco desempenho com vídeos e efeitos visuais.

Legítimo substituto do N270, que equipa a maioria dos netbooks do mercado, o N450 conta com apenas um núcleo, tem 512 Kb de cache e suporta memórias DDR2 de 667 MHz consumindo apenas 5,5 W. Já o D410 tem as mesmas especificações, com a diferença de também suportar memórias de 800 MHz registrando consumo de 10W.

Destinado a computadores de mesa, que agora a Intel prefere chamar de “desktops de entrada” depois de reconhecer que o termo nettop “não pegou”, o D510 é o mais potente da família e conta com dois núcleos, 1MB de cache, suporta memórias de 667 MHz ou 800 MHz e consome 13 W. A expectativa do fabricante é que eles tenham um bom desempenho rodando o Windows 7, mais complexo que o antigo XP que ainda domina o segmento dos PCs de baixo custo.

Conhecida pelo nome-código Pinetrail, inicialmente era esperado que a nova geração do Atom chegasse à luz do dia devidamente instalada dentro de novos gagdets na próxima edição da CES, exposição de tecnologia que tradicionalmente acontece em Las Vegas, nos EUA. A Intel afirma que “pelo menos” 80 dispositivos deverão fazer a estréia da nova tecnologia.

[atualização 14h40] Logo em seguida à apresentação dos novos processadores, a Dell foi a primeira a anunciar um produto de “coração renovado”, no caso, seu netbook Mini 10v. O novo computador virá equipado com o chip N450, terá tela de 10´1 polegadas com resolução de até 1366×768 pixels, bateria com até 9,5 horas de duração, 1 GB de RAM DDR2 800 MHz, até 250 GB de HD com direito a sintonizador de TV digital e GPS como opcionais. Os sistemas operacionais poderão ser o Windows XP, 7 Starter ou Ubuntu, e os preços deverão partir de US$ 299, o que dá aproximadamente R$ 520. Já a MSI anunciou novas versões de seu netbook U130 e U315, que também contam com o chip N450, tela led de 10´1 polegada, 160 GB ou 250 GB de HD e conexões 3.5G e WiMax, por 299 libras esterlinas, ou R$ 695.

Veja o vídeo de apresentação dos novos Atom:

Win7+iTunes+iPhoneRelatos de usuários apontam que a mais nova versão do sistema operacional da Microsoft e a mais nova versão da jukebox da Apple não estão funcionando juntas. O problema, mais especificamente, é de quem tenta sincronizar um iPhone ou iPod Touch com um computador com Windows 7 em sua versão de 64 bits.

No fórum oficial da Apple, os tópicos sobre tal incompatibilidade estão repletos de relatos de usuários passando pelo mesmo problema. Eles dizem receber a mensagem “Troubleshoot compatibility“.

Microsoft e Apple não se pronunciaram sobre tais queixas. A recomendação dos próprios usuários, por enquanto, é de que se use o iTunes 8 para evitar problemas.

Conversamos com Fabiana Lovati, que é usuária dessa problemática combinação de softwares, veja o que ela diz:

“Quando eu instalei o Windows 7 na minha máquina, fiz o download da última versão do iTunes e fui avisada que a versão mais recente só funciona na versão 32 bits. Mesmo assim, instalei o programa e constatei que ele funciona perfeitamente, consigo carregar o meu iPod Touch 2G, mas não o sincronizar.”

Ela diz ainda que tentou, sem sucesso, encontrar uma versão do iTunes para Windows 7 64 bits. Experimentou então instalar a versão 64 bits para Windows Vista, que também não funcionou ( o programa alegou faltar uma DLL). Por fim, ela desinstalou o iTunes e todos os arquivos relacionados, e após a reinstalação da versão para Vista 64 bits, tudo parece funcionar enfim.

Cabe notar que o iPod Touch da Fabiana é jailbroken, o que pode (ou não) estar de alguma maneira relacionado aos problemas ocorridos.

Este que vos escreve é usuário do Mac OS X Snow Leopard, e aqui a sincronização não passa por qualquer problema. No entanto, em face a esses problemas com o Windows 7 64 bits, fui verificar  e, curiosamente, notei que, mesmo no Snow Leopard, o iTunes é aparentemente o único programa da Apple que ainda não roda em 64 bits, assim como sua contra-parte no mundo Windows.

E se você está passando por problemas similares, não deixe de relatar seu caso na nossa área de comentários. ;-)

Family Pack: acabou

Acabou a festa, pessoal.

Lembra do Famlily Pack, aquele pacote com três licenças do Windows 7 que por algum motivo a Microsoft resolveu não vender no Brasil? Lembra? Então aparentemente você ficará apenas na lembrança.

No lugar de expandir sua comercialização para o lado de cá da linha do equador, a empresa de Steve Ballmer estranhamente deixou de oferecer a opção nos EUA no último final de semana, quando o programa foi ceifado da versão norte-americana da Microsoft Store – loja online em que a empresa comercializa seus produtos – e sua página passou a ostentar um aviso que afirma que a versão “foi encerrada”. Já em outros mercados, como o do Reino Unido, por exemplo, o pacote ainda é anunciado com certo alarde.

Atendendo pelo nome completo de Windows 7 Home Premium Family Pack (ufa!) a versão permitia que uma mesma licença do programa fosse instalada em até três computadores diferentes dentro de uma rede doméstica por apenas US$ 149,99, (R$ 260) enquanto o modelo comum sai por US$ 119,99 (R$200) e só pode ser colocado (legalmente) em um computador. Por esse motivo, o pacotão famíliar se tornou a terceira versão mais vendida do programa, atrás apenas dos upgrades do Home Premium e do Professional.

Na ocasião do lançamento do novo sistema operacional no Brasil a Microsoft alegou “razões comerciais” para não oferecer a opção com três licenças por aqui, mas não negou a possibilidade de um dia, no futuro, poder pensar no assunto. Agora o papo morreu de vez.

O Windows 7 começou a ser vendido há pouco mais de um mês e já ultrapassou em market share o seu maior concorrente, o Mac OS X da Apple, ao mesmo tempo que este alcançou a simbólica marca de 5% do mercado. Os dados são da Net Applications, empresa de métricas para a web, que monitora constantemente qual porcentagem dos computadores conectados na internet usa cada sistema.

No último final de semana o Windows 7 atingiu a média de 5,07% dos computadores online. Esse percentual de dois dias foi superior à média de 5% do sistema da Apple, em todas suas versões, na semana de 15 a 21 de novembro.

Os números, porém, podem ser enganosos. Qualquer um com conhecimentos básicos de estatística sabe que não é adequado comparar médias em um período longo com médias em um período curto em resultados que variam tão dinamicamente como estes (ver gráfico). Sem contar que períodos pequenos podem ser tendenciosos se a amostragem for tomada em um pico, como foi o caso desse final de semana. De fato, se comparados no mesmo período, de 15 a 21 de novembro, o market share de 4,15% do Windows 7 fica atrás do 5% do OS X no período.

Participação de mercado do Windows 7 segundo a Net Applications (clique para ampliar).

Toda essa discussão porém, não faz tanto sentido assim, se pensarmos bem. Segundo dados da mesma semana, os computadores com Windows correspondem a 92,64% dos internautas. Não é surpresa alguma que o Windows 7 supere o Mac OS X, e daqui pra frente a vantagem só ficará cada vez mais larga, até que o mercado atinja algo próximo de um ponto de equilíbrio.

A comparação mais interessante, na verdade, é da briga da Microsoft com seu passado negro (cof cof, Vista, cof cof). E o presente está ganhando de lavada! O Windows 7 levou cerca de 6 semanas para atingir a marca de 4%, que o Vista levou 7 meses para atingir (5 meses, se considerarmos apenas sua data de lançamento ao público consumidor). Realmente, o Windows 7 chegou mostrando a que veio. [Computerworld]