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Ao planejar a compra de um novo dispostivo móvel, como um celular ou smartphone, o que você considera? Características técnicas? Design? Reputação da marca no mercado? Planos de serviços vinculados com operadoras? Feedback de outros usuários? Ou um pouco de tudo?

Pois é, são os itens acima que 99% das pessoas levam em conta na aquisição de um aparelho. Contudo, se você está nessa situação, trate de colocar mais um item na sua lista: loja de aplicativos.

Quando alguém decide comprar um celular pensando na personalização, pelas ferramentas de trabalho e lazer, antes de avaliar operadoras, design, características técnicas e promoções, deve pesquisar se os aplicativos para o sistema operacional escolhido suprirão as necessidades. E as políticas das lojas onde eles são vendidos.

O sucesso do modelo da Apple abriu os olhos da indústria, que enxergou novo filão. Hoje, especialistas já chamam os aparelhos que permitem a instalação de aplicativos ou widgets de “app-phones”.

As principais lojas de aplicativos que funcionam no próprio aparelho são…

AppStore - A quantidade de aplicativos na loja da Apple já alcançou a casa das centenas de milhares. É verdade que há muita coisa inútil, mesmo assim não há nada que não se encontre atualmente. Há ferramentas de escritório e produtividade, entretenimento, utilitários, jogos e redes sociais. Boa parte é gratuita. Chama a atenção também a quantidade e variedade de aplicativos médicos, atraindo a simpatia dos profissionais de saúde. A preocupação do consumidor deve ser com a forma desses programas funcionarem. Se você não se preocupar com a falta de multitarefa, a ausência de alarmes, o push não convencional e as restrições com VoIP e streaming, é uma ótima opção para iniciantes em tecnologia móvel. Vale lembrar que, de forma legal, não é possível adquirir programas fora da própria loja da Apple. No Brasil não é possível a compra de música.

Ovi Store – É a loja de aplicativos para os donos de Nokia / Symbian S60. No início a variedade de aplicativos era bem pequena, mas aos poucos o catálogo está aumentando. Todavia, a loja não é a única fonte para turbinar seu aparelho com programas. O Symbian é uma plataforma que está no mercado há um bom tempo, portanto, a quantidade de soluções disponíveis é, na verdade, imensa. Pode-se baixá-los de sites de desenvolvedores, de outras lojas, de fórums de usuários, e muito mais. A impossibilidade de se fazer “redownloads” foi recentemente abolida, um alívio para quem comprou aplicativos na loja e teve que resetar o celular. Para quem gosta de música, é possível baixá-las no próprio aparelho, nos moldes na iTunes, pelo Comes With Music – única iniciativa comercial do gênero no Brasil hoje. Porém só funciona em alguns aparelhos pré-selecionados.

Blackberry App World – Até pouco tempo atrás, o ponto fraco do sistema da RIM era a fraca variedade de aplicativos para instalar no aparelho. A grande maioria era de ferramentas de trabalho e corporativas. As opções aumentaram bastante de uns tempos pra cá, mas o foco maior ainda é corporativo. Também era motivo de queixas o alto preço desses programas: às vezes, programas com o mesmo nome e mesmo desenvolvedor custavam até 3x mais que as versões para outros sistemas operacionais. Com a loja online no aparelho, a RIM pretende trazer soluções financeiramente mais acessíveis e promover a inserção de soluções para o usuário final comum, público que a empresa também quer conquistar. Assim, estão surgindo muitos apps de multimídia, como rádios online, e redes sociais. A opção de se comprar fora da loja continua presente.

Windows Marketplace – A loja de aplicativos para Windows Mobile, que ainda está engatinhando, é uma boa opção para desmistificar a idéia de que o sistema operacional é complicado para leigos. Não posso culpar os usuários queixantes: há várias e confusas maneiras de se instalar os programas em Windows Mobile: através de instaladores .exe pelo PC; através de .cab baixados da web (pelo PC ou no próprio aparelho), que, no fundo, também são apenas instaladores: é preciso abrir o .cab dentro do aparelho para proceder à instalação. Não é incomum ver gente confusa tentando rodar .exe dentro dos aparelhos. Para piorar, os aplicativos para touchscreen não funcionam nos não-touchscreen, embora tenham as mesma extensões e nomes. Todavia, quem não tem medo de correr atrás vai achar muita coisa de graça na internet – Windows Mobile é hoje uma plataforma madura, com uma quantidade imensa de aplicativos que fazem de tudo, pois não há restrições técnicas para os desenvolvedores, nem nas funcionalidades dos aparelhos.

Android Market – Em termos de quantidade e qualidade de alicativos, o “caçula” dos sistemas de smartphones é o único que está em ritmo de crescimento comparável ao do iPhone no início. Curiosamente, a essência dos aplicativos é a mesma – utilitários, web e redes sociais. Não é à toa que apps bem sucedidos no iPhone já ganharam versões para Android. A franca expansão deve-se em boa parte à tecnologia e respeitabilidade do Google, criador do sistema, que logo deve lançar um sistema operacional para computadores também. Ainda não há uma versão da loja para o Brasil, podendo-se baixar apenas programas gratuitos e com autorização para funcionar em todo o mundo. Mas pode-se comprá-los direto dos sites dos desenvolvedores, baixando e instalando no dispositivo via PC. Uma coisa que gosto muito: antes de baixar o aplicativo, é mostrado quais funções do aparelho ele acessa – como internet, serviços de localização e telefone. (veja foto no início do post)

O que vem por aí…

Lojas de fabricantes de celular – A Samsung já avisou que vai criar um sistema de compras de aplicativos para suas linhas de celulares. Até já anunciou um novo sistema operacional open-source para embarcar exclusivamente em seus aparelhos. Assim, estende-se a moda dos “app-phones” para além dos smartphones de sistemas operacionais tradicionais. Motorola e outras fabricantes também estudam fazer o mesmo.

Lojas de operadoras de telefonia móvel – As telecoms também já enxergaram o filão. O modelo de compra de ringtones, papel de parede, jogos, músicas e vídeos direto do celular é extremamente lucrativo no país. Por que não trazê-lo também para aplicativos, widgets e redes sociais, em qualquer celular? Os chamados “featurephones” são os celulares comuns com funções de câmera ou MP3, hoje a maioria em uso no Brasil. Além de aproveitar a febre das redes sociais, a compra direta através de créditos dos pré-pagos (80% das linhas ativas) pode se revelar uma mina de ouro, seja na aquisição de programas quanto no uso de internet móvel.

O Windows Mobile 6.5, sistema operacional móvel da Microsoft, foi lançado com uma loja online de aplicativos chamada Windows Marketplace for Mobile. Através dela, usuários do sistema poderiam comprar programas para usar nos seus dispositivos. Pouco depois de ser lançado, um desenvolvedor descobriu uma falha no Marketplace que quebrava a proteção anti-cópia instalada pela Microsoft.

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Versão web do Marketplace: organizado mas sem proteção.

A empresa percebeu e essa semana conseguiu corrigí-la, colocando um DRM (proteção contra cópias) mais “avançado” na área para desenvolvedores, além de um novo painel de envio de aplicativos. Já na área de clientes da loja online, foi disponibilizado uma versão Web do Marketplace que pode ser acessado de qualquer computador conectado à internet, sem a necessidade de um dispositivo rodando Windows Mobile 6.5.

Porém, pouco depois das novas implementações serem feitas, o mesmo usuário que quebrou a primeira proteção, anunciou no mesmo fórum que descobriu um jeito de burlar a nova proteção. O desenvolvedor Chainfire novamente se absteve de divulgar qual o método usado para realizar a cópia do aplicativo, mas garante que levou menos de 2 horas para descobrí-lo e que isso pode ser feito ao deixar um aplicativo .exe específico rodando na memória do aparelho.

Boa tentativa, Microsoft. Hora de começar a trabalhar na proteção “extra-avançada” ou algo do tipo. [Engadget]

Epic?

Epic?

Uma das preocupações que companias tem que ter ao abrir uma loja online de aplicativos é instalar um sistema de DRM (ou proteção de cópia digital) para impedir que os programas baixados sejam redistribuídos gratuitamente. Em outras palavras, para impedir a pirataria, o programa precisa ser bloqueado para uso apenas em aparelhos registrados.

A Apple, por exemplo, utiliza uma proteção chamada Fairplay para vídeos vendidos pelo iTunes, bem como nos programas da AppStore. Já a Microsoft, prefere confiar no seu fraco sistema de arquivos. É nesse sistema que o Windows Marketplace, loja de aplicativos para Windows Mobile 6.5, é baseado para impedir a pirataria. E segundo a pesquisa de um desenvolvedor americano, ele não passa de uma enorme piada.

Ao comprar e baixar um programa, o usuário do Marketplace recebe um arquivo .cab que instala o aplicativo baixado no seu dispositivo. Esse arquivo .cab é o mesmo para qualquer usuário, por isso a ‘proteção anti-cópia’ trata de deletá-lo assim que o programa terminar de ser instalado. Entretanto, o usuário Chainfire do fórum XDA-Developers que diz ser um desenvolvedor da plataforma, conseguiu fazer com que o arquivo fosse copiado para outra pasta antes de ser apagado, quebrando o DRM.

Para evitar problemas judiciais, ele não revela qual o método usado para fazer a cópia, mas diz que os piratas vão descobrí-lo em um dia ou dois. “Eu sei que não existe proteção anti-cópia perfeita” ele completa, “mas isso é apenas e simplesmente ridículo”. Eu concordo, Chainfire. [Engadget]

Windows Mobile 6.5 em funcionamento.

Windows Mobile 6.5 em funcionamento.

Em evento realizado na cidade de São Paulo, a Microsoft e a TIM anunciaram hoje o lançamento dos primeiros aparelhos denominados de Windows Phones, por conterem o sistema operacional móvel que a empresa de Redmond desenvolve.

Num primeiro momento, os aparelhos Samsung Omnia II, HTC Touch 2 e LG GW550. Além do sistema operacional Windows Mobile 6.5, todos os aparelhos terão acesso à internet através da rede 3G, o que é mais do que recomendável para smartphones. No entanto, os produtos não estarão disponíveis no mercado imediatamente. Eles começarão a ser comercializados somente em novembro, nas lojas da TIM.

Durante o evento, a Microsoft explicou o conceito do que são Windows Phones. Do ponto de vista deles, os aparelhos com essa marca serão celulares “para trabalho e diversão”. A diversão fica por conta do Windows Live, que permitirá “compartilhamento aprimorado de fotos no Windows Live Photo Sharing, por meio de importantes websites de redes sociais (como Twitter, Facebook, My Space e Flickr)”.

O foco em produtividade é bem maior. Os aparelhos considerados Windows Phone poderão: visualizar e editar documentos do Office com Microsoft Office Mobile; utilizar o Outlook Mobile para sincronizar contas de e-mail corporativas que dependem do Microsoft Exchange; e acessar a internet com a versão móvel do Internet Explorer, que terá um reprodutor de Flash compacto.

Como não basta ter o novo Windows Mobile 6.5, que foi ligeiramente redesenhado, a Microsoft também quer seguir a receita de bolo da Apple e do Android ao criar uma loja de aplicativos. O Windows Marketplace for Mobile incluirá, de início, 200 aplicativos. De acordo com a Microsoft, mais de 700 desenvolvedores vêm trabalhando em novas aplicações voltadas para o Windows Mobile 6.5, que serão distribuídas através da loja virtual.

HTC Touch 2 rodando Windows Mobile 6.5. (Divulgação)

HTC Touch 2 rodando Windows Mobile 6.5. (Divulgação)

Windows Mobile 6.5: preparado para touchscreen.

Windows Mobile 6.5: interface preparada para touchscreen.

A Microsoft anunciou hoje que a próxima safra de telefones celulares, já com a nova versão do Windows Mobile, começarão a ser vendidos daqui a um mês, em 6 de outubro. Segundo comunicado da empresa, o Windows Mobile 6.5 terá interface fácil de usar, melhor navegação na web e acesso a serviços como Windows Marketplace for Mobile e Microsoft My Phone.

O Brasil não ficará de fora do lançamento. Será a TIM Brasil a única operadora parceira da Microsoft nessa empreitada na América Latina, com o compromisso de atualizar e expandir a linha de produtos com Windows Mobile. Por parte dos fabricantes, HTC, LG e Samsung também se comprometeram com a MS.

Ao redor do mundo, outros fabricantes de peso, como Acer, HP, Sony Ericsson e Toshiba, serão parceiros no lançamento do Windows Mobile 6.5, assim como operadoras como AT&T, NTT DoCoMo, Orange, Sprint, Verizon, Vodafone e Telstra.

Hoje em dia o mercado de celulares e smartphones é amplamente dominado pela Nokia, que mantém o sistema operacional Symbian e também desenvolve o Maemo. Mesmo tendo fechado parceria com a Microsoft para o lançamento do Microsoft Office no ambiente Symbian, as empresas continuarão a competir com suas plataformas.

A Microsoft falou durante a conferência WinMoDevCamp que quer manter uma política de preços diferente para a sua futura Windows Marketplace, que centralizará aplicativo para o (também futuro) Windows Mobile 6.5.

Enquanto que a maioria dos desenvolvedores de aplicativos para a App Store, da Apple, optam por preços mais baixos (normalmente US$ 0,99, US$ 4,99 e US$ 9,99), a Microsoft já afirmou que o mais importante da Windows Marketplace será a lucratividade, e não a tentativa de expandir a loja com preços mais camaradas.

Loke Uei, da equipe de desenvolvimento do Windows Mobile, disse durante o evento que o preço do aplicativo ficará a critério do programador, mas ressaltou que, qualquer que seja o preço do aplicativo, ele deve ser lucrativo.

Ainda assim, a Microsoft não pretende impor um preço mínimo por aplicativo, assim como a Apple faz. Em comparação, a RIM permite aplicativos gratuitos na loja de aplicativos para BlackBerry, chamada de BlackBerry App World, mas aplicativos pagos devem custar pelo menos US$ 2,99. [Electronista]

“Nós precisamos fazer um trabalho melhor ao executar e operar nosso negócio”, disse Robbie Bach, diretor da divisão de entretenimento e dispositivos da Microsoft, sobre a atual forma como a empresa conduz seu planejamento para o mercado de dispositivos móveis.

O executivo considerou o ano de 2009 como “desafiador” e admitiu que a Microsoft precisa repensar suas estratégias para combater o avanço da Apple, com o iPhone OS, e o domínio da Nokia, com o Symbian.

No entanto, Bach acredita que o Windows Mobile 6.5 “será melhor que o iPhone”. Ele aproveitou para atacar a Apple ao dizer que a empresa não tem uma boa estratégia para “as três telas na nuvem”, em alusão às telas do computador, do celular e da televisão. O executivo deveria dizer isso a donos de Macs, iPhones e Apple TVs, que demonstram sempre estar muito felizes com os aparelhos.

Outra coisa que falta ao Windows Mobile é uma loja centralizada para venda de aplicativos, assim como a bem sucedida App Store. Recentemente a Symbian Foundation se movimentou nesse sentido, ao anunciar a loja Horizon, que venderá aplicativos para o Symbian. LG também vai pelo mesmo caminho.

Com o lançamento da Windows Marketplace, loja de aplicativos para Windows Mobile, e da próxima versão do sistema operacional móvel, prevista para outubro, é possível que a empresa volte a se recuperar nesse mercado. [Electronista]

windowsmarktOs desenvolvedores de 29 países diferentes que já estão com seus aplicativos prontos e ansiosos para que eles sejam colocadas à venda, já podem fazer o upload através da central Windows Mobile para análise e posterior publicação no Windows Marketplace. Segundo um post no Windows Mobile Blog, os primeiros que enviarem seus programas serão os primeiros a receberem a certificação. Antes de enviar o aplicativo, no entanto, ele deve passar por um teste preliminar chamado AppVerifier para detectar quais das APIs ele usa, além de possíveis erros de corrupção ou estouro de memória.

Todd Brix, diretor de marketing do Windows Mobile, disse que uma das vantagens em relação à AppStore do iPhone é que a avaliação do aplicativo será feita em média até 10 dias úteis. E caso ele seja rejeitado, o criador do aplicativo receberá um relatório detalhando em quais testes específicos o programa falhou. Apple, por favor, aprenda.

Além disso, para incentivar os desenvolvedores foi criado um concurso chamado Race to Market Challenge (ou, em tradução livre, Desafio da Corrida até o Mercado) que aceitará participantes até o último dia do ano. Ele premiará quatro aplicativos: o gratuito mais baixado, aquele com melhor valor (nº de downloads X preço), o mais útil e o mais divertido (essas duas últimas categorias serão julgadas por um painel de jurados da Microsoft). Os prêmios para quem desenvolver um dos aplicativos vencedores são um troféu, propaganda e promoção do aplicativo e um Microsoft Surface.