Não satisfeita em apenas desenvolver a mais nova geração de seu Windows Mobile, a Microsoft resolveu começar a cozinhar para fora e anunciou sua primeira app feita especialmente para o Android, programa do Google feito para rodar em dispositivos móveis.

Disponível de graça no Android Market, o programinha não tem nada de mais: trata-se apenas de um leitor de código de barras capaz de ler e interpretar informações a partir da câmera do aparelho, similar a um programa da empresa que também é disponível para o Windows Mobile, Blackberry e Symbiam.

Longe de pretender ser uma inovação radical, o passo indica que a gigante de Redmond não pretende ignorar o sucesso de sua plataforma rival e que outras apps podem estar sendo desenvolvidas para os aparelhinhos do robô. [Inquirer]

O Scribd é um famoso site que armazena e permite visualizar livros, revistas, apresentações e o que mais puder ser enviado em PDF e for baseado em texto. Ele sai na frente ao criar uma forma interessante de tornar o conteúdo enviado por usuários acessível aos mais variados dispositivos móveis, como iPhones, BlackBerrys e ainda smartphones que rodem a plataforma da Palm.

Scribd: seleção do dispositivo para envio de conteúdo. Clique para ampliar.

Scribd: seleção do dispositivo para envio de conteúdo. Clique para ampliar.

Como? Criando um botão no site que faz dá ao usuário a opção de enviar aquele conteúdo já no formato do dispositivo móvel no qual será visualizado, como você pode ver na captura de tela acima. Eu fiz o teste abrindo a apresentação “SEO for Startups: YCombinator February 2010” (por sinal, uma apresentação interessante, mas um pouco confusa). Ao clicar em “Mobile”, uma lista enorme de dispositivos foi apresentada. Eu selecionei iPhone, optei pelo formato PDF (o outro era “texto simples”) e pedi que enviasse por e-mail, mesmo sabendo que SMS é um opção (ao menos nos Estados Unidos).

Visualizando a apresentação já no iPod Touch.

Visualizando a apresentação já no iPod Touch.

Depois de preencher meu e-mail, foi só esperar o documento chegar na comodidade da Mail.app do meu iPod Touch. Então foi só baixá-la e aproveitar a leitura dos dados sobre SEO que a apresentação informa. Até que foi um processo bastante rápido.

Os principais dispositivos e plataformas que são aceitos no momento são:

  • Amazon Kindle;
  • Nook (da Barnes & Noble);
  • iPhone OS;
  • Android;
  • Windows Mobile;
  • BlackBerry;
  • Palm.

A empresa responsável pelo Scribd já garantiu que tem intenção de lançar aplicações nativas para iPhone OS, Android e outros dispositivos já no fim de março. E eles esperam que desenvolvedores independentes também criem aplicativos relacionados ao Scribd fazendo uso de APIs que estão para ser lançadas e vão ajudar nessa tarefa. [Com informações: Epicenter]

Na semana passada, a Microsoft de Steve Ballmer anunciou o lançamento do Windows Phone para o final do ano. Confesso: minha relação com o Windows portátil, até então, sempre foi inconstante, com altos e baixos (mais baixos, na verdade). Quem sabe esse Windows Phone não me dá uma nova esperança.

Tela inicial do Windows Phone 7 Series. (Reprodução)

Nunca tive um telefone com Windows Mobile ou afins – já testei alguns, entretanto. Tive o iPaq 4700, um dos primeiros PDAs da HP vir com Wi-Fi integrado: em 2005, a ideia de navegar na internet era ótima na teoria, já que, na prática, não funcionava direito (até fiz um upgrade de sistema operacional, para a versão 5 do WinMo, mas não adiantou muito – uma trava minúscula da bateria quebrou e o iPaq ficou sem uso. Achei uma bateria extra, mas aí o aparelho já estava desatualizado demais).

O problema é que a Microsoft errou demais em pensar que o Windows Mobile era uma extensão do Windows para uma tela pequena. Botão Iniciar? Itens pequenos no menu? Quando a HTC resolveu colocar seu bonde na rua, sua melhor ideia foi colocar uma nova interface mais fácil de usar sobre o OS (e o TyTN II foi um excelente exemplo disso). Já aconteceu de eu testar celulares com WinMo (pré 6.5) e nem publicar nada de tão ruinzinhos que eram, coitados. Aí, no ano passado, buum, barulho em cima do Windows Mobile 6.5: muito por nada, na verdade – e nem preciso me justificar por isso (os reviews falam por eles mesmos).

Agora, então, Windows Phone 7.0. Código reescrito do zero, interface inspirada no media player Zune HD (e isso é um elogio) e um caminhão de integrações com outros serviços da Microsoft – Xbox Live, Zune Marketplace etc etc etc. – e a companhia finalmente mostra a que veio no mundo dos celulares. Não me surpreenderia se viesse de Redmond um  aparelho-estilo-”Nexus One“, com marca Microsoft (ei, eles são bons de hardware, vide os teclados e mouses excelentes). Mas aí alguém iria falar que estão copiando o Google e, diz a lenda, o povo não gosta muito disso lá dentro.

O grande defeito do Windows Phone 7, ao meu ver, é a síndrome da inovação que demora a chegar. Um novo sistema operacional anunciado em fevereiro e previsto para chegar às lojas somente no Natal (lá fora, lá fora) causa um pequeno probleminha no sistema operacional atual. Nessas horas, a Apple dá a lição de moral: anunciou, entrega logo (tirando o iPad, claro).

Se o próximo Windows Phone vai ser cool e bacana, por que diabos vou comprar um celular “velho” com sistema da Microsoft agora? Desavisados e caçadores de ofertas podem até aproveitar o momento. Concorrentes com mais atualizações também – quantas novas versões de Android veremos até dezembro? Sem contar um novo iPhone, aparelhos com o novo MeeGo, Symbianˆ3… É, Microsoft, muita água vai rolar até lá. Aguardemos!

Ainda na onda da World Mobile Congress e da apresentação oficial do Windows Mobile 7, a Microsoft anunciou o lançamento do Windows Mobile 6 Starter, opção econômica que mira em países emergentes (que antigamente eram conhecidos como “Terceiro mundo”).

Leia mais:

Descrito como “um software desenvolvido para ajudar a fabricantes a alcançar novos mercados para seus dispositivos móveis”, o Mobile 6 Starter será distribuído pela empresa Bsquare, especializada em oferecer programas de diversas empresas em dispositivos embarcados.

“O novo software permitirá que nossos parceiros possam atender a crescente demanda por smartphones em mercados emergentes, oferecendo a seus clientes alternativas de baixo custo para trabalhar e se divertir”, afirmou a Microsoft em um post no blog do Windows.

O SKU do Windows Mobile 6 Starter estará disponível em diversas línguas e uma de suas versões não contará com suporte para o Office Mobile. As outras limitações que costumam acompanhar os produtos da Microsoft que são acompanhados da palavra “Starter” ainda não foram divulgadas.

Não há informação se (ou melhor, quando) os primeiros aparelhos com o Windows Mobile 6 Starter desembarcarão em solo nacional.

O Mobile World Congress 2010, congresso mundial voltado para dispositivos móveis, acontece de 15 a 18 de fevereiro. Logo no primeiro dia de evento, a Microsoft apresentou a nova versão de sua plataforma para dispositivos móveis: o Windows Phone 7 Series. Entre as novidades do sistema está a integração com a Xbox Live e o Zune.

De acordo com Steve Ballmer, CEO da Microsoft, a plataforma vai refletir o ritmo de vida que as pessoas levam atualmente e a necessidade se se conectar com outras pessoas. O executivo ainda disse que a MS tem um grande desafio em um mercado no qual dezenas de aparelhos têm o mesmo visual e fazem a mesma coisa.

Tela inicial do Windows Phone 7 Series.

Tela inicial do Windows Phone 7 Series.

A tela inicial do Windows Phone 7 Series foi redesenhada. Agora ela apresenta informações relevantes que o dono do aparelho quiser ver. Totalmente customizável, permite acessar conteúdos e aplicativos de forma bastante rápida. Além disso, os aparelhos que utilizarem a plataforma terão um botão exclusivo para busca no Bing, o que, de acordo com a Microsoft, vai dar ao usuário acesso rápido e prático a buscas na internet (e evidentemente vai ajudar na migração do Google para Bing).

O Windows Phone 7 Series inaugura o uso de hubs, locais nos quais informações complementares se concentrarão. O hub People (Pessoas), por exemplo, vai apresentar a já tradicional combinação de atualizações que a pessoa recebe das redes sociais, como Twitter e Facebook. Além disso, o usuário vai poder enviar novas atualizações para os serviços com facilidade.

Pictures (Fotos) é o hub que exibe imagens e permite enviá-las para Facebook e o Windows Live, de modo que os contatos consigam vê-las assim que a foto seja feita. Já o hub Xbox Live leva para o celular a experiência de jogo já disponível na rede da empresa.  Além dos jogos, informações sobre contatos e conquistas feitas em jogos também ficarão disponíveis para consulta diretamente na tela do smartphone.

O hub Music + Video (Música + Vídeo) é onde – veja só – as músicas e vídeos do usuário estarão. A sincronização poderá ser feita com o conteúdo já salvo no computador do usuário e também na Zune. Também é a partir desse hub que o usuário vai conseguir acessar a rádio FM (algo que, não custa lembrar, o iPhone não tem).

A produtividade fica por conta do hub Office, no qual o dono do aparelho vai poder visualizar documentos criados com a suíte de aplicativos da MS e também editá-los. Também é a partir desse atalho que o Outlook Mobile será acessado, no qual o usuário vai poder concentrar todos os seus e-mails (inclusive a conta corporativa fornecida por meio do Microsoft Exchange).

AT&T, Telefónica, Telecom Italia, Sprint e Vodafone, entre onze operadoras, são parceiras da empresa na disponibilização do Windows 7 Phone Series. Os fabricantes de dispositivos móveis que também se comprometeram com a Microsoft são Dell, Garmin/Asus, HTC, HP, LG, Samsung, Sony Ericsson, Toshiba e Qualcomm. Aparelhos dessas empresas rodando Windows 7 Phone Series devem começar a aparecer no mercado norte-americano até o fim do ano.

Os rumores a respeito do iminente lançamento do Windows Mobile 7 foram ainda mais incendiados depois que uma conferência liderada por Steve Ballmer, presidente da Microsoft, foi anunciada para a próxima edição da Mobile World Congress, que tradicionalmente acontece em Barcelona.

No final do ano passado Robert Bach, presidente da divisão de entretenimento da empresa de Redmond havia afirmado à imprensa internacional que a próxima geração do sistema operacional deveria ser apresentada “no começo de 2010”. “O próximo Windows Mobile não marcará presença por ser apenas uma evolução”, afirmou.

A exemplo do Android, o novo sistema operacional deverá estar disponível para uma série de smartphones de diversas marcas, além de marcar presença num futuro “Windows Phone” vendido sob a marca da Microsoft.

A apresentação de Ballmer está agendada para acontecer na próxima segunda-feira, dia 15. [Softpedia]

winphone-postEm um evento recente em Londres o Phil Moore, responsável pela área de mobilidade da Microsoft UK, afirmou que o Windows Mobile 7 só chega no último trimestre de 2010, ou seja, vai atrasar. Segundo Moore o WM 7 será interessante tanto para usuários corporativos quanto para consumidores finais e terá muitas melhorias em termos de usabilidade e interface.

Ainda neste evento o Moore afirmou que o iPhone da Apple, lançado em 2007, pegou todo mundo de surpresa com sua interface fácil de usar e nunca vista antes. E a Microsoft está correndo atrás.

O atraso é ruim para a gigante de Redmond. O recente lançamento do Windows Mobile 6.5 foi apenas um tapa buraco pra dizer que eles ainda existem, mas nada muito diferente foi mostrado. E a concorrência tem avançado a passos largos. Hoje temos o iPhone (Apple), o Android (Google), WebOS (Palm) – é, eu sei, talvez o WebOS não esteja tão bem assim -, o tal do Maemo (Nokia) e mais recentemente o Bada OS (Samsung), além do Blackberry (RIM).

O Windows Mobile estagnou no tempo da mesma forma que aconteceu com o Internet Explorer quando atingiu o mesmo patamar. Ainda bem que existe a concorrência. [WinAjuda / Information Week]

O beta do Microsoft Office 2010 está disponível publicamente para download a partir do site da empresa.

A nova versão dos aplicativos de escritório da Microsoft contará com algumas novidades presentes nesse beta. Entre elas está uma maior interação com redes sociais: usuários poderão trazer o Windows Live e feeds de outras redes sociais para o Outlook. A rede social de foco profissional LinkedIn será a primeira a tomar vantagem dessa nova possibilidade, no início de 2010, mas haverá um SDK (kit de desenvolvimento de software) para que outras possam fazer o mesmo.

A Microsoft também deixou disponível para download o beta do Office 2010 para Windows Mobile 6.5 através do Windows Mobile Marketplace.

A versão final do Microsoft Office 2010 deve chegar no primeiro semestre do ano que vem. Enquanto isso, a empresa de Redmond realmente quer que você teste o beta:

“Eu espero que todos vocês o baixem,” disse o vice-presidente sênior da Microsoft, Kurt DelBene, na Conferência de Desenvolvedores Profissionais promovida pela empresa.

[CNET]

android-market
Ao planejar a compra de um novo dispostivo móvel, como um celular ou smartphone, o que você considera? Características técnicas? Design? Reputação da marca no mercado? Planos de serviços vinculados com operadoras? Feedback de outros usuários? Ou um pouco de tudo?

Pois é, são os itens acima que 99% das pessoas levam em conta na aquisição de um aparelho. Contudo, se você está nessa situação, trate de colocar mais um item na sua lista: loja de aplicativos.

Quando alguém decide comprar um celular pensando na personalização, pelas ferramentas de trabalho e lazer, antes de avaliar operadoras, design, características técnicas e promoções, deve pesquisar se os aplicativos para o sistema operacional escolhido suprirão as necessidades. E as políticas das lojas onde eles são vendidos.

O sucesso do modelo da Apple abriu os olhos da indústria, que enxergou novo filão. Hoje, especialistas já chamam os aparelhos que permitem a instalação de aplicativos ou widgets de “app-phones”.

As principais lojas de aplicativos que funcionam no próprio aparelho são…

AppStore - A quantidade de aplicativos na loja da Apple já alcançou a casa das centenas de milhares. É verdade que há muita coisa inútil, mesmo assim não há nada que não se encontre atualmente. Há ferramentas de escritório e produtividade, entretenimento, utilitários, jogos e redes sociais. Boa parte é gratuita. Chama a atenção também a quantidade e variedade de aplicativos médicos, atraindo a simpatia dos profissionais de saúde. A preocupação do consumidor deve ser com a forma desses programas funcionarem. Se você não se preocupar com a falta de multitarefa, a ausência de alarmes, o push não convencional e as restrições com VoIP e streaming, é uma ótima opção para iniciantes em tecnologia móvel. Vale lembrar que, de forma legal, não é possível adquirir programas fora da própria loja da Apple. No Brasil não é possível a compra de música.

Ovi Store – É a loja de aplicativos para os donos de Nokia / Symbian S60. No início a variedade de aplicativos era bem pequena, mas aos poucos o catálogo está aumentando. Todavia, a loja não é a única fonte para turbinar seu aparelho com programas. O Symbian é uma plataforma que está no mercado há um bom tempo, portanto, a quantidade de soluções disponíveis é, na verdade, imensa. Pode-se baixá-los de sites de desenvolvedores, de outras lojas, de fórums de usuários, e muito mais. A impossibilidade de se fazer “redownloads” foi recentemente abolida, um alívio para quem comprou aplicativos na loja e teve que resetar o celular. Para quem gosta de música, é possível baixá-las no próprio aparelho, nos moldes na iTunes, pelo Comes With Music – única iniciativa comercial do gênero no Brasil hoje. Porém só funciona em alguns aparelhos pré-selecionados.

Blackberry App World – Até pouco tempo atrás, o ponto fraco do sistema da RIM era a fraca variedade de aplicativos para instalar no aparelho. A grande maioria era de ferramentas de trabalho e corporativas. As opções aumentaram bastante de uns tempos pra cá, mas o foco maior ainda é corporativo. Também era motivo de queixas o alto preço desses programas: às vezes, programas com o mesmo nome e mesmo desenvolvedor custavam até 3x mais que as versões para outros sistemas operacionais. Com a loja online no aparelho, a RIM pretende trazer soluções financeiramente mais acessíveis e promover a inserção de soluções para o usuário final comum, público que a empresa também quer conquistar. Assim, estão surgindo muitos apps de multimídia, como rádios online, e redes sociais. A opção de se comprar fora da loja continua presente.

Windows Marketplace – A loja de aplicativos para Windows Mobile, que ainda está engatinhando, é uma boa opção para desmistificar a idéia de que o sistema operacional é complicado para leigos. Não posso culpar os usuários queixantes: há várias e confusas maneiras de se instalar os programas em Windows Mobile: através de instaladores .exe pelo PC; através de .cab baixados da web (pelo PC ou no próprio aparelho), que, no fundo, também são apenas instaladores: é preciso abrir o .cab dentro do aparelho para proceder à instalação. Não é incomum ver gente confusa tentando rodar .exe dentro dos aparelhos. Para piorar, os aplicativos para touchscreen não funcionam nos não-touchscreen, embora tenham as mesma extensões e nomes. Todavia, quem não tem medo de correr atrás vai achar muita coisa de graça na internet – Windows Mobile é hoje uma plataforma madura, com uma quantidade imensa de aplicativos que fazem de tudo, pois não há restrições técnicas para os desenvolvedores, nem nas funcionalidades dos aparelhos.

Android Market – Em termos de quantidade e qualidade de alicativos, o “caçula” dos sistemas de smartphones é o único que está em ritmo de crescimento comparável ao do iPhone no início. Curiosamente, a essência dos aplicativos é a mesma – utilitários, web e redes sociais. Não é à toa que apps bem sucedidos no iPhone já ganharam versões para Android. A franca expansão deve-se em boa parte à tecnologia e respeitabilidade do Google, criador do sistema, que logo deve lançar um sistema operacional para computadores também. Ainda não há uma versão da loja para o Brasil, podendo-se baixar apenas programas gratuitos e com autorização para funcionar em todo o mundo. Mas pode-se comprá-los direto dos sites dos desenvolvedores, baixando e instalando no dispositivo via PC. Uma coisa que gosto muito: antes de baixar o aplicativo, é mostrado quais funções do aparelho ele acessa – como internet, serviços de localização e telefone. (veja foto no início do post)

O que vem por aí…

Lojas de fabricantes de celular – A Samsung já avisou que vai criar um sistema de compras de aplicativos para suas linhas de celulares. Até já anunciou um novo sistema operacional open-source para embarcar exclusivamente em seus aparelhos. Assim, estende-se a moda dos “app-phones” para além dos smartphones de sistemas operacionais tradicionais. Motorola e outras fabricantes também estudam fazer o mesmo.

Lojas de operadoras de telefonia móvel – As telecoms também já enxergaram o filão. O modelo de compra de ringtones, papel de parede, jogos, músicas e vídeos direto do celular é extremamente lucrativo no país. Por que não trazê-lo também para aplicativos, widgets e redes sociais, em qualquer celular? Os chamados “featurephones” são os celulares comuns com funções de câmera ou MP3, hoje a maioria em uso no Brasil. Além de aproveitar a febre das redes sociais, a compra direta através de créditos dos pré-pagos (80% das linhas ativas) pode se revelar uma mina de ouro, seja na aquisição de programas quanto no uso de internet móvel.

marketplaceUsuários que compraram smartphones rodando as versões 6.0 e 6.1 do Windows Mobile estavam até agora fora do escopo do Windows Marketplace for Mobile, a loja online de aplicativos do sistema. Já sabíamos que a Microsoft liberaria o acesso à loja nessas versões da sua plataforma, mas a empresa nunca deu a data em que isso aconteceria. Ontem (16), a liberação aconteceu.

Aqueles que tiverem interesse em usar o Windows Marketplace devem primeiro ir no endereço mp.windowsphone.com através do navegador dos seus dispositivos para baixar o aplicativo da loja. Só então será possível comprar e baixar os programas disponíveis. Segundo a Microsoft, sua loja já conta com mais de 800 programas e 90% deles são compatíveis com o Windows Mobile 6.0 e 6.1.

A gigante de Redmond também revelou que planeja criar uma campanha de marketing online para mostrar aos internautas “os aplicativos de alta qualidade que nossos desenvolvedores disponibilizaram”. A campanha não tem data para começar, mas pode servir também para aumentar a base de usuários do sistema, que caiu em relação ao ano passado.

A pergunta que não quer calar é: quantas dessas 800 apps são lanternas e aplicativos que reproduzem sons de flatulência? Pois só com uma grande quantidade delas é que a loja triunfará sobre a iTunes AppStore. [MobileCrunch]