O Yahoo já foi maior

Dados da empresa de pesquisa ComScore mostram que, apesar dos esforços da Microsoft, o Bing tem feito pouco para ameaçar a soberania do Google no concorrido mercado das buscas pela rede. Pelo contrário, o grande prejudicado com sua presença tem sido seu amigo de fé e irmão camarada Yahoo, que assiste seus usuários lentamente irem embora.

Os números mostram que no último mês de fevereiro a participação do Google nas buscas foi de “apenas” 65,4% (-0,1% em relação a janeiro), contra 16,8% (-0,2%) do Yahoo e 11,5% (+0,2) do Bing.

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Apesar de parecerem variações modestas, os dados ficam mais claros quando comparados com os dos ano passado: em fevereiro de 2009 o Google tinha 63,3% do bolo, contra 20,6% do Yahoo e 8,2% do MSN – o Bing só foi lançado em julho de 2009.

Bom lembrar que no começo deste ano a Microsoft e o Yahoo selaram um acordo de cooperação em que o Bing passaria a dar vida ao sistema de buscas de seu parceiro, que por sua vez se limitaria a selar acordos comerciais.

O Yahoo planeja integrar o Twitter não apenas à sua busca, como fizeram o Google e a Microsoft, mas também a outros sites e serviços web que oferece.

A parceria anunciada no fim dessa terça-feira (23) irá permitir que os usuários da busca do Yahoo visualizem mensagens do Twitter em tempo real entre os resultados. Além disso, os usuários do Twitter poderão tuitar através das próprias páginas do Yahoo, como seu perfil ou e-mail.

Tudo isso pode ser interessante, mas não é nada de tão revolucionário. O que o fará de realmente novo será integrar tweets a outros sites que possui, como aqueles dedicados à esportes, entretenimento e economia. Essa novidade tem implementação planejada para “mais tarde ainda neste ano”.

O Yahoo não comentou sobre os aspectos financeiros da parceria. [Reuters]

Agências regulamentadoras dos Estados Unidos e Europa deram luz verde para o acordo que permitirá que o algoritmo do Microsoft Bing passe a dar vida ao sistema de busca do Yahoo, que por sua vez será responsável pela venda de espaços publicitários e de propagandas contextuais presentes nas páginas das duas empresas.

“Essa parceria permitirá que nossos clientes e usuários tenham experiências online cada vez mais relevantes”, afirmou a CEO da ex-gigante das buscas Carol Bartz, enquanto Steve Ballmer, presidente da Microsoft, diz que “a união permitirá que as duas companhias ofereçam melhores escolhas e inovação para seus consumidores e anunciantes”, em dois exemplos clássicos de frases que na realidade foram escritas por suas respectivas assessorias de imprensa.

Por hora o único sinal de tal inovação é o site SearchAlliance.com, que tem apenas notícias a respeito da tal fusão.

César Alierta: Telefônica em ação para que não usem sua rede

César Alierta, presidente mundial da Telefônica, afirmou durante uma conferência que sua companhia pretende começar a enviar faturas ao Google, Bing, Yahoo e outros mecanismos de busca pelo uso indevido de sua estrutura para indexar conteúdo da web.

“Os mecanismos de busca costumam usar nossa rede sem pagar nada, o que é bom pra eles e ruim para a gente. Obviamente que essa situação precisa mudar”, afirmou durante um evento empresarial organizado pela empresa Price Walterhouse Coopers. Para o executivo, as empresas que têm lucros com a web precisam dividir seus rendimentos com as operadoras responsáveis pela infra-estrutura da internet.

Especialistas apontam a possibilidade dos sistemas de busca simplesmente serem bloqueados caso de recusem a pagar o pedágio que pode ser imposto pelos espanhóis.

Atualmente operando em 25 países, incluindo o Brasil, a Telefônica é uma das maiores empresas de telecomunicações do mundo, com aproximadamente 270 milhões de usuários em sua base de clientes. Suas estratégias de crescimento são voltadas sobretudo para Europa e América Latina. [EITB]

Dalai Lama Tenzin Gyatso: a China não gosta

Um pouco de história: declarado uma província autônoma da China desde 1913, o Tibete contava com um governo autônomo até 1959, quando seu líder político e religioso, que atende pelo nome completo de Sua Santidade o Grande Dalai Lama foi afastado do poder e exilado no exterior. Desde então os dois países vivem às turras, com direito a comoção internacional de um lado e retaliações violentas de outro.

Apesar de ainda fortemente reverenciado no Tibete, a figura do sorridente senhor com trajes amarelo e vermelho já foi chamada de “a face do demônio” pelo governo chinês, que o considera “perigoso e separatista”.

Por essas e outras chega a não surpreender que aplicativos com referências ao líder máximo do Tibete não estão disponíveis na iTunes App Store Chinesa, como aponta o site PC World. Pelo menos cinco programas, como o Dalai Lama Quotes, Dalai Lama Prayerwheel (que custam US$ 0,99) e o Paging Dalai Lama (gratuito) não estão mais disponíveis na loja online, assim como o Nobel Laureates, que contém informações a respeito de todos os ganhadores do prêmio Nobel desde 1885 – e o Dalai Lama Tenzin Gyatso recebeu o Nobel da Paz em 1989.

Em entrevista para o site PC World, Trudy Muller, porta-voz da Apple, refuta as acusações de censura afirmando que “nós apenas estamos seguindo as leis locais” e que “nem todas as apps estão disponíveis em todos os países”

Ao lembrar que num passado recente Google, Yahoo ou Microsoft também seguiram recomendações do governo chinês e bloquearam acesso a sites críticos ao regime e entregaram identidades de blogueiros, tal  censura não parece ser tão grave assim.

Y? Xi...

Y? Xi...

A gloriosa marcha do Bing em direção a soberania das buscas na internet definitivamente não será a das mais fáceis, mas já começa a incomodar alguns concorrentes. De acordo com dados levantados pela empresa de pesquisa ComScore, em outubro o buscador da Microsoft ganhou 0,5% de participação, passando de 9,4% para 9,9%, mesmo índice conquistado pelo todo-poderoso Google, que viu sua audiência passar de 64,9% para 65,4% no último mês.

Enquanto isso, o pioneiro Yahoo, que definitivamente já viveu dias melhores, encolheu de 18,8% para 18,0%, em um mês que as buscas globais tiveram aumento de 13,2%.

De certo esses números mostram é que tem gente no Yahoo muito arrependida por não ter vendido a empresa para a Microsoft por um bom preço quando teve a chance.

Banner principal do site acusado de difamação.

Banner principal do site acusado.

A Yahoo do Brasil Internet Ltda, que hospeda o blog corrupcaototal.com, recebeu determinação judicial ordenando que retirasse o site do ar em até cinco dias, a contar da quarta-feira passada (4). O juiz da 4ª Vara Cível de Brasília determinou a retirada por considerar difamatório o conteúdo do site. Caso o Yahoo não cumpra a determinação, deverá pagar multa no valor de R$ 3 mil por dia.

O veredicto é conseqüência da ação de reparação de danos morais movidas pela Fortium Editora e Treinamento Ltda, que reclama que o blog “maculou o nome” da instituição de ensino, além de violar o sigilo de documentos pessoais e particulares.

O blog acusa o MEC e a Fortium de “falcatruas e irregularidades”. O parecer do magistrado responsável pelo caso foi o seguinte:

“A ré, arbitramente, fez-se dona da verdade, extrapolando o limite da informação, visando afetar pessoas e instituições sem ter-lhes proporcionado o mínimo de defesa ou direito de resposta. (…) Há um verdadeiro linchamento de reputações sem a menor ética e responsabilidade para com os supostamente e eventualmente envolvidos”

O juiz também questionou o fato do Yahoo admitir a hospedagem de quaisquer sites em seus servidores, sem antes examinar a legalidade das informações sendo divulgadas.

Até o momento da digitação desse texto, o site corrupcaototal.com ainda estava no ar. [Folha Online]

Está com sorte? O Google certamente está.

Está com sorte? O Google certamente está.

Segundo aponta pesquisa realizada pela consultoria Serasa Experian Hitwise, 95,37% das buscas na web originadas de IPs brasileiros foram realizadas no Google, de acordo com as análises realizadas entre os meses de setembro e outubro. Isso demonstra a hegemonia que a líder mundial de buscas possui no país, onde mantém uma participação no mercado de buscas significativamente maior que no mercado internacional, onde já possui a liderança isolada. Para se colocar essa proporção em perspectiva, no mundo as buscas no Google representam, em média, cerca de 60% das buscas realizadas.

O forte domínio do Google no país fica mais claro ainda ao analisarmos os dados da concorrência: o segundo site de busca mais utilizado no país, o Yahoo, representa apenas 1,86% das buscas. A ferramenta da Microsoft fica em terceiro lugar, não muito atrás:  o Bing realiza 1,69% das buscas do país. [Info Online]

Fóssil vivo da era da inocência da internet – quando conseguir uma conexão discada era um pequeno sacrifício, a fonte comic sans era socialmente aceitável e pornografia se resumia em procurar por fotos da Gillian Anderson – o Geocities encerrará suas atividades hoje, dia 26 de outubro, depois de 15 anos de serviços bem prestados aos internautas de outros tempos.

Fundada por David Bohnett e John Rezner (obrigado, Wikipedia!) o serviço entrou no ar dia 18 de janeiro de 1995 e foi uma das primeiras grandes empresas da internet, que ensinou a todo um universo de usuários recém-chegados a um novo mundo que qualquer pessoa com um mínimo de disposição poderia abastecer a rede com informações e espalhá-la para qualquer canto do planeta, coisa inimaginável até então.

Comprada pelo Yahoo por US$ 3.57 bilhões pouco antes do estouro da Nasdaq, os primeiros boatos a respeito de seu fechamento datam de 2001, mas com sua empresa-mãe afundada em crises e cada vez mais acuada pela concorrência, o encerramento do serviço foi anunciado no começo do ano como parte de uma “reestruturação”.

Na prática, todas as páginas hospedadas nos servidores do Geocities serão excluídas, para desespero dos arqueólogos digitais. E eles não devem ser poucos, já que de acordo com a empresa de consultoria web Alexa, ainda que meio esquecido nos últimos tempos suas páginas ainda recebiam cerca de 8 milhões de visitas diárias. Agora o único serviço de hospedagem Yahoo é seu Web Hosting, que ao contrário de seu finado “irmão”, é pago.

Em homenagem ao fim desta era, a tirinha eletrônica-ubbergeek XKCD está usando um template comemorativo em homenagem ao template das antigas páginas do serviço. Confira:

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XKCD presta suas homenagens ao Geocities.

Quem acompanha o Tecnoblog há algum tempo já sabe que todos da equipe usamos e recomendamos a OpenDNS, melhor provedor de DNS que existe hoje em dia. Ele é simples de configurar, fácil de usar e totalmente gratuito.

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Eu conversei hoje com David Ulevitch, fundador e atual diretor de tecnologia da OpenDNS. Ele falou um pouco sobre OpenDNS Deluxe e OpenDNS Enterprise, os dois planos pagos do serviço que a empresa passa a oferecer a partir dessa quarta-feira.

David me disse que o OpenDNS Deluxe, possivelmente o mais interessante para nós, oferecerá todas as funcionalidades da OpenDNS gratuita, porém sem a publicidade fornecida pelo Yahoo, que ajuda a bancar o serviço.

O bloqueio de sites terá gerenciador avançado e aumento no número de domínios bloqueados, que pula de 25 para 50. No futuro, a companhia também planeja disponibilizar uma forma para que os administradores de redes consigam acessar páginas bloqueadas (provavelmente através de um sistema de autenticação).

Indicado para famílias e pequenas empresas, o plano Deluxe permitirá uma customização mais completa das páginas de bloqueio apresentadas aos usuários. Custará a partir de US$ 9,95 anuais (equivalente a R$ 17,12) no pacote family pack. O Deluxe também poderá ser assinado por pequenas empresas, mas nessa modalidade o custo será de US$ 5 (R$ 8,60) por usuário da rede, com número mínimo de cinco usuários.

“Se você tem seis filhos, deve pagar os US$ 9,95. Mas se você tem seis funcionários usando a sua rede, deverá pagar US$ 35 (pelos 7 usuários)”, salientou David ao explicar a diferença entre as duas modalidades.

Com preço inicial de US$ 2 mil (R$ 3.440), o OpenDNS Enterprise será voltado para grandes empresas. Além das funcionalidades que o OpenDNS Deluxe oferece, permitirá o bloqueio de 500 domínios, suporte técnico especial, registros de acesso salvos por tempo indefinido e sistema de delegação de administração, para que várias pessoas possam administrar a rede.

Uma vez que a OpenDNS começou a cobrar por alguns serviços somente após três anos de sua fundação, foi inevitável questionar sobre a versão grátis que eu sempre recomendei. David Ulevitch, no entanto, foi muito claro: a OpenDNS continuará a oferecer o serviço Basic, gratuito e mantido através da publicidade.

Demonstrando interesse pelo Brasil, David afirmou que gostaria de saber mais sobre como os provedores daqui funcionam. Servidores da OpenDNS localizados na América do Sul? Ele disse que por enquanto isso não está nos planos da empresa, mas que seria interessante (atualmente a empresa tem dez servidores espalhados por Estados Unidos e Europa).