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Para saber quem rastreia o seu comportamento na web

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7 anos atrás

No fim de semana eu assisti a uma palestra do TED que me evidenciou uma parte importante da web: a maneira como diversas organizações rastreiam tudo aquilo que nós fazemos, por diversos motivos que vocês conhecem. Gary Kovacs, presidente da Mozilla, levanta a bola para a quantidade de instituições que seguem os nossos passos enquanto navegamos na rede. É preocupante.

Filmada em fevereiro, a apresentação chega ao site TED.com dois meses depois mostrando que, a cada vez que abrimos um site, somos detectados por uma série de outras instituições que não necessariamente deveriam saber da nossa presença na rede. De modo geral, são empresas de publicidade que detectam o nosso comportamento e os interesses para fornecer os anúncios mais relevantes para o perfil de quem está abrindo a tal página.

Kovacs mostra no exemplo páginas que ele abriu num dia tranquilo e a quantidade de serviços de terceiros que seguem os passos do internauta. Tem de tudo: desde servidores adicionais que ajudam a hospedar as fotos do Twitter, passando por páginas que simplesmente fornecem código JavaScript e empresas de publicidade de toda sorte — de Google a sites de relacionamento, daqueles que prometem encontrar o seu par perfeito em alguns cliques.

Para evidenciar o “problema” (depende de quem vê se estamos falando realmente de um problema), o presidente da Mozilla sugere o uso da extensão Collusion para Firefox. Uma vez instalada, ela abre uma janela à parte na qual aparecem todas as conexões do internauta. São os sites que a pessoa abriu diretamente e aqueles que são carregados no plano de fundo, muito provavelmente sem que o internauta tome conhecimento de sua existência.

Extensão Collusion revela conexões ao acessar um site

Vale à pena acessar a página da extensão Collusion, instalar e verificar quais sites e empresas rastreiam o seu comportamento na rede. Eu já esperava a presença dos velhos suspeitos, como a rede de publicidade do Google ou as ferramentas que permitem exibir o número de menções no Twitter e de “curtir” no Facebook. Outros, porém, são totalmente dispensáveis.

A Mozilla, por ser uma empresa independente, traz para si o fardo de defender os interesses dos usuários a qualquer custo — ou quase qualquer custo. Atualmente o Firefox oferece o recurso de “Do Not Track”, que bloqueia o rastreamento de comportamento em sites favoráveis à iniciativa. O portal Yahoo americano está na lista dos que suportam. A ideia é difundir o conceito para que mais empresas de internet ofereçam essa opção para os internautas. Uma opção muito válida, diga-se de passagem.