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Estadão lança acervo completo do jornal na internet

Páginas censuradas e conversor de valores entre os recursos do site.

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História é cultura. Felizmente, hoje o jornal O Estado de São Paulo lança sua contribuição para a memória brasileira ao liberar o acervo completo de reportagens do jornal desde que ele foi criado, em 1875. Internautas têm a disposição mais de dois milhões de páginas digitalizadas com absolutamente tudo que foi publicado pelo periódico.

Acervo do Estadão na internet

Como bom estudante de Jornalismo que sou — em vias de entregar o TCC num trabalho que investiga a relação do ofício secular com a realidade que as mídias digitais nos impõe –, foi com grande alegria que abri a página inicial do Estadão.com.br nessa quarta-feira e logo descobri a reportagem anunciando a chegada do acervo online. Em boa hora, sem sombra de dúvida.

A seguir minha defesa apaixonada de ofício necessário nos dias de hoje. Penso que o Jornalismo e os jornais, assim como outras plataformas, ajudam a documentar a história de sua gente. Por mais que haja problemas de toda sorte nos periódicos e na imprensa em geral, neles temos um registro do factual. Importantíssimo para a posterior releitura do que fomos e do que gostaríamos de ser.

O Estadão tem particular importância na defesa da democracia por se revoltar contra a censura durante a ditadura militar com artifícios interessantes. Depois de prepararem as páginas de conteúdo editorial, agentes da censura simplesmente proibiam que certos temas fossem tratados. Em resposta à proibição, o Estado inseria receitas culinárias ou trechos de Os Lusíadas no lugar do texto. Quem viu, entendeu que o protesto se dirigia à liderança nacional.

No acervo digital do jornal há mais de mil páginas com o texto original e o que foi para as bancas depois que os censores determinavam quais reportagens não poderiam circular.

Ferramentas como conversor de valores e busca por termos escritos do jeito antigo auxiliam o usuário a navegar pelo conteúdo. Digitar “farmácia”, por exemplo, trará também os resultados de reportagens com “pharmacia”.

Comentários

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LuanaMouraSCI
Olá Thássius Veloso, Já tem disponível o seu TCC?
Marcus
Procurem as matérias antecedentes ao golpe militar de 64 e de uns anos depois :) O Estadão fazia parte do setor conservador antijanguista: ajudou a consumar o golpe e SEMPRE apoiou o regime militar (junto com Folha, O Globo [os mais podres], Diário Popular, Veja, etc...). A questão de alguns posicionarem-se contra A CENSURA tempos depois, foi porque a população já começava aclamar por democracia e um fragmento de linha editorial independente com alguns "subversivos" produziam poucas folhas que vendiam mais jornais que todo o jornal. Isso foi crescendo com o tempo, por isso A Censura começou pegar tudo e aí, sim, eles lançaram esses protestos bobinhos e, hoje, ela (grande imprensa), vangloria-se de ter lutado contra a ditadura: É MENTIRA!!! os jornais de maior circulação apoiaram o tempo todo o regime e submeteram-se à censura!
Turdin
Se tivesse uma pesquisa sim seria perfeito!
Marcos
pena que juntando tudo não dá um jornal que preste.
Marcoscs
fantástico, se o usuário puder imprimir o conteúdo seria ótima fonte de consulta em trabalhos escolares. Um sistema que desse destaque às fotos para impressão também seria muito legal.
Giovanni Naufal
Muito boa a iniciativa! Aparentemente até 22/06 qualquer usuário cadastrado, mesmo não sendo assinante do estadão, vai poder acessar todas as páginas ampliadas. Depois desse período, só 20 páginas para não assinantes, e ilimitado para quem assina o jornal