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Quais são os limites para apps no painel do carro?

Postar mensagem no Twitter ou escutar rádio online: montadoras discutem segurança do motorista e passageiros.

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7 anos e meio atrás

Uma reportagem publicada na edição de ontem do jornal The New York Times aponta para um desafio que muitas montadoras de veículos começam a enfrentar nos Estados Unidos. Uma vez que os carros ficam mais e mais conectados, quais são os limites para a instalação de aplicativos no painel do automóvel? Até que ponto esses sistemas inteligentes podem ir para trazer conveniência e facilidade sem prejudicar a segurança do motorista e passageiros?

Não existe um consenso com relação ao assunto lá nos Estados Unidos. A autoridade para segurança em rodovias apresentou em fevereiro uma série de diretrizes que os eletrônicos deveriam seguir quando conectados aos veículos. A proposta de 177 páginas ainda não foi aprovada, mas já coloca em xeque recursos como compra de ingressos de cinema ou postar mensagens no Twitter.

Mbrace2 da Mercedes-Benz: ajuda a postar atualização no Facebook

Ouvido pela reportagem do jornal, o diretor de sistemas elétricos e eletrônicos da Ford, Jim Buczkowski, diz que os proprietários dos carros já utilizam aplicativos complexos e cheios de funcionalidades nos smartphones que possuem — mesmo quando estão no veículo. A adaptação da indústria a essa realidade, portanto, seria no sentido de oferecer no próprio carro aquilo que os usuários acessam sem nenhum cuidado especial nos dispositivos móveis.

Um representante da Mercedes afirma que os aplicativos no painel do veículo permitem a atualização sem fio a qualquer momento. O aplicativo desenvolvido pela montadora, chamado Mbrace2, permite modificar completamente a experiência que o usuário tem ao usar os aplicativos do carro com um simples update no software. Atualmente a Mercedes desenvolve tanto o hardware como o software do painel eletrônico dos veículos.

Há diversos testes que as montadoras e empresas de software parceiras executam para determinar quais são as melhores práticas em termos de usabilidade para aplicativos em painéis de carros. Na Ford, por exemplo, Buczkowski atesta que a companhia “definitivamente” realiza testes em novos apps para determinar que “são apropriados para um veículo”. Entretanto, não existem diretrizes para conceder a aprovação.

A movimentação do mercado de automóveis nos EUA aponta para mais companhias oferecendo carros conectados à internet e com sistema de entretenimento, navegação e conteúdos interativos complexo. Frente a isso, aumentam os questionamentos sobre a segurança em colocar um aplicativo de Facebook ali, diretamente no carro.

Pelo menos um aplicativo específico faria muito sucesso — não tenha dúvidas: aquele que automaticamente rastreia os postos de combustível mais próximos e informa qual tem o melhor preço para a gasolina e para o álcool.

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