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Testamos o novo iPad com Retina Display

Testamos o tablet da Apple com processador A5X e câmera de 5 megapixels.

Paulo Higa Por

Novo iPad tem Retina Display, câmera de 5 megapixels e processador gráfico mais potente | Clique para ampliar em qualquer imagem

O iPad de terceira geração chegou ao Brasil há pouco mais de um mês, curiosamente com preço menor do que o valor cobrado no iPad 2. O design é praticamente o mesmo das gerações anteriores, a tela permanece com a proporção 4:3, o botão Home ainda está presente e a traseira continua sendo de alumínio. Mas por dentro temos uma tela de altíssima definição, uma GPU bem mais potente, uma câmera capaz de filmar em full HD e várias outras mudanças.

Será que a Retina Display faz alguma diferença? A alta definição de imagem pode gerar problemas? O novo processador gráfico realmente faz o iPad esquentar demais? A compra vale a pena mesmo para quem já possui um iPad? Para responder a essas e outras perguntas, fiquei durante algumas semanas brincando com o novo iPad e nos próximos parágrafos você confere as minhas impressões sobre o tablet da Apple.

Design

Mesmo design, mesmo botão Home, mesmo conector.

O novo iPad continua com o mesmo design de seus antecessores. É um desenho cansado, mas até certo ponto eficiente. As bordas gigantes não são a coisa mais agradável de se ver, mas possuem o tamanho certo para evitar toques acidentais na tela ao segurar o dispositivo. O botão Home, muito criticado pela sua durabilidade, é praticamente inútil quando aprendemos os gestos com os quatro dedos para fechar e alternar entre aplicativos, mas facilita o uso por quem nunca teve contato com um iPad.

Na parte inferior do dispositivo, temos uma porta universal onde é possível conectar uma dock, um teclado físico, um outro acessório ou simplesmente um cabo. É nesse último item que surge um incômodo — é muito difícil encaixar o cabo na primeira tentativa. No escuro, a Lei de Murphy sempre fará com que você tente conectá-lo do lado errado. Além disso, a curva acentuada nessa parte do iPad contribui para que o conector escorregue e com o tempo acumule alguns riscos na carcaça do aparelho.

Retina Display

A maior novidade do novo iPad, pelo menos no Brasil, onde não ainda temos conectividade 4G LTE, é a tela de altíssima definição. É muito provável que esse visor de 9,7 polegadas com resolução de 2048×1536 tenha mais pixels do que o monitor do seu computador ou a TV gigante da sua sala de estar.

Texto bem definido na Retina Display.

A experiência de leitura, com textos tão definidos que parecem estar impressos num papel, é ótima — isso se você não se importar com a luz de fundo, que cansa a vista após alguns minutos. A qualidade gráfica dos novos jogos é surpreendente. As fotos são exibidas com toda a riqueza de detalhes e cores. Mesmo estando com o rosto colado no tablet, é impossível enxergar pixels individuais sem um microscópio.

Curiosamente, o maior ponto forte da tela do novo iPad é também seu maior ponto fraco: ainda não há muito conteúdo adaptado para tantos pixels. As páginas da web continuam com logotipos e ícones pequenos demais. Inúmeros jogos permanecem rodando com a resolução do iPad antigo e parecem extremamente pixelados. Os filmes, mesmo em HD, não possuem resolução suficiente e são esticados para ocupar toda a tela. Como os gráficos precisam ser interpolados, eles perdem qualidade e acabam ficando piores do que numa tela de menor resolução.

Nas fotos abaixo, é notável a diferença entre Cut The Rope Experiments, Infinity Blade II e Real Racing 2 (com suporte a Retina Display) e FIFA 12 (sem suporte a Retina Display). No FIFA 12, a imagem fica embaçada e os elementos gráficos são bem ruins.

Não há como fazer mágica: você terá que se contentar com gráficos pixelados até que o mundo se acostume a produzir conteúdo de alta definição. Com a popularização de telas Retina nos monitores, notebooks e TVs, essa hora não deve demorar muito para chegar. Mas até lá, é bem provável que você já tenha trocado de tablet.

Imagens de sites ficam com qualidade aquém do esperado.

A Apple jura que a tela vem com “revestimento resistente a impressões digitais e oleosidade”, mas você não deve levar isso em consideração ao comprar um iPad. Após alguns minutos de uso, marcas de dedo desagradáveis começam a aparecer e, ao desligar a tela, as manchas são ainda mais visíveis. Definitivamente não dá para abandonar o paninho de microfibra.

Dois dias sem limpar.

Hardware

O processador dual-core A5X de 1 GHz é fabricado pela Samsung e possui a mesma capacidade de processamento bruto do chip utilizado no iPad 2. Em conjunto com a memória RAM de 1 GB, o hardware é mais do que suficiente para rodar e alternar entre vários aplicativos sem sofrer com lentidões. Como a Apple controla tanto o hardware quanto o software de seus dispositivos, o iOS roda de maneira bastante fluida, sem nenhum engasgo nas animações mesmo após várias horas de uso contínuo.

Para dar conta da alta resolução da tela do iPad de terceira geração, foi necessário incluir uma GPU quad-core. O chip gráfico é muito bem aproveitado por jogos como Real Racing 2 HD e Infinity Blade II, que usam todo o potencial da Retina Display para exibir imagens de alta resolução, com anti-aliasing e sombras bem definidas.

Esses jogos consomem bastante espaço também.

Uma das polêmicas levantadas sobre o novo iPad foi a temperatura, bastante alta em comparação com o iPad 2. Sim, a história é verdadeira — o iPad de terceira geração esquenta bastante após alguns minutos rodando jogos muito pesados como Infinity Blade II. Não é o suficiente para queimar as mãos, mas o calor é bastante desagradável ao ponto de termos que parar de jogar para deixar o tablet esfriando. Além de esquentar na parte traseira, onde fica o chip A5X, o calor também afeta parte da tela, o que causa o incômodo.

Felizmente, em condições de uso mais rotineiras, ou seja, navegando na internet e rodando jogos menos pesados, como FIFA 12 HD, Cut The Rope Experiments HD ou Fruit Ninja HD, o novo iPad não esquenta significativamente.

Câmeras

A cena de uma pessoa fotografando com um tablet é um pouco ridícula, mas a câmera iSight do novo iPad serve como um bom quebra-galho e pode ser utilizada naqueles momentos em que você não tiver nada mais compacto para tirar fotos. As imagens são tiradas com resolução de 5 megapixels e, em ambientes claros, as relações de brilho, contraste e balanço de branco são suficientemente boas para um sensor tão pequeno. Em locais mais escuros, no entanto, a presença de ruídos na imagem é bastante notável.

Além de tirar fotos, a câmera do aparelho também pode filmar em 1080p. Os vídeos são capturados com estabilização de imagem, um recurso muito útil num dispositivo tão grande como um iPad. O resultado final é bom, mas não espere cenas livres de granulações, especialmente em ambientes com menos luz.

http://www.youtube.com/watch?v=L8NJz6AJs8Y
(Vídeo no YouTube)

Se a câmera traseira evoluiu muito, não podemos dizer o mesmo da câmera FaceTime, que continua com a mesma resolução VGA e mostra imagens cheias de ruídos, que são ainda mais visíveis com a Retina Display. Apesar disso, o novo iPad ainda possui uma câmera frontal melhor do que muitas webcams dedicadas ou câmeras de notebooks e será mais do que suficiente para fazer chamadas em vídeo, seja pelo FaceTime, pelo Skype ou apenas para brincar com os efeitos do Photo Booth.

Bateria

Ok, temos uma tela de alta resolução, conectividade 4G LTE em alguns países, processador gráfico mais potente e jogos com gráficos muito bem detalhados. Qual o impacto disso na duração da bateria em relação ao iPad 2? Nenhum. A Apple colocou uma bateria com maior capacidade, prometeu que o novo iPad continuaria com as mesmas 10 horas de navegação por Wi-Fi e cumpriu.

A bateria do novo iPad aguenta um dia inteiro de uso, com navegação na web, alguns minutos rodando jogos de alta definição, meia hora assistindo vídeos do YouTube, push notifications ativados o tempo todo e várias horas ouvindo músicas. O gerenciamento de bateria do iOS também colabora muito: deixando o tablet ocioso, mas conectado a rede Wi-Fi com notificações instantâneas de replies no Twitter e novos emails, a carga de bateria caiu de 100% para 98% após oito horas.

Antes de dormir, veja se o iPad realmente está carregando.

A crítica fica por conta da recarga. Assim como vários outros tablets, o iPad consome tanta bateria que não é possível carregá-lo na porta USB de um PC comum sem a utilização de softwares como o ASUS Ai Charger, que forçam o envio de mais corrente. Sem isso, a mensagem “Não está carregando” aparecerá no canto da tela e você se decepcionará quando o tablet desligar repentinamente durante uma sincronização com o iTunes por falta de carga. Isso porque uma porta USB comum de 5 volts é capaz de fornecer corrente de apenas 0,5 A — o carregador do iPad fornece 2,1 A.

O tempo de recarga, mesmo com o carregador fornecido pela Apple, é demorado. São necessárias de seis a sete horas para elevar a carga da bateria de 0% para 100%. Eu não tentei carregar totalmente o novo iPad numa porta USB, mas estimo que esse tempo suba para três ou quatro meses.

As seis ou sete horas, claro, valem para quando o iPad estiver em modo de espera e preferencialmente sem nenhum download em andamento. Se você estiver jogando Real Racing 2 HD enquanto carrega o iPad na tomada, poderá se surpreender com o fato da carga ter diminuído ao invés de ter aumentado.

Resumindo: não se esqueça de conectar o iPad ao carregador de tomada antes de dormir.

Ecossistema

A Apple fez um excelente trabalho no iOS para iPad. A necessidade de conectar o iPad ao iTunes antes de utilizá-lo pela primeira vez finalmente acabou. O sistema é estável, fluido, ágil, responsivo, tudo funciona como deveria e os aplicativos nativos são ótimos, mas alguns parecem estar apenas ocupando espaço. Eu nunca utilizei os aplicativos de Lembretes, Banca ou Notas e não é possível desinstalá-los ou removê-los da tela inicial de forma alguma.

Tela Inicial do Novo iPad

A sincronização de dados com o iCloud é uma preocupação a menos para o usuário. Backups de fotos, calendários, lembretes e favoritos são realizados automaticamente pelo sistema. Nada tão surpreendente até aí, mas a grande sacada é estender esse privilégio a aplicativos de terceiros também. Isso significa que aqueles níveis desbloqueados do Angry Birds ou as configurações realizadas no aplicativo do Twitter ficarão salvos na nuvem e poderão ser restaurados se você resetar o sistema ou comprar outro iPad.

Backup automático com o iCloud

Devo destacar a variedade de aplicativos para iPad. A App Store não é boa somente na quantidade, é boa na qualidade também. Enquanto no principal concorrente temos aplicativos esticados, engasgados e com falhas, no iPad os aplicativos aproveitam a tela grande com painéis laterais e layouts diferenciados, com fontes no tamanho certo e que não desperdiçam espaço. Além disso, a maioria dos aplicativos e jogos chega primeiro para iOS e muitos deles nunca serão compatíveis com outras plataformas.

Mas o iOS também tem vários pontos negativos: o auto-corretor é bem burro e corrige palavras que estão certas, fazendo você demorar o dobro do tempo para digitar uma frase simples. O player de vídeo nativo não serve para muita coisa e obriga o usuário a adquirir um aplicativo melhor na App Store para ver filmes em outros formatos e com legendas. Também não é possível assinar podcasts e baixar novos episódios direto do dispositivo sem instalar aplicativos de terceiros.

Dá para baixar novos episódios, mas só manualmente.

Especificações técnicas

  • Processador: dual-core Apple A5X de 1 GHz;
  • Memória RAM: 1 GB;
  • Armazenamento interno: 16 GB, 32 GB e 64 GB;
  • Tela: 9,7 polegadas, 2048×1536 pixels, 264 pixels por polegada;
  • Conectividade: Wi-Fi 802.11 a/b/g/n, Bluetooth 4.0;
  • Câmera traseira iSight: 5 megapixels, foco automático, detecção de rostos, gravação de vídeo em 1080p com estabilização de imagem;
  • Câmera frontal FaceTime: VGA, gravação de vídeo;
  • Bateria: 11.666 mAh, até 10 horas de navegação na web pelo Wi-Fi e 9 horas pela rede de dados;
  • Peso: 652 gramas (Wi-Fi) e 662 gramas (Wi-Fi + Cellular).

Pontos positivos

  • Tela Retina de alta definição;
  • Loja com aplicativos adaptados para a tela grande do iPad;
  • Sistema operacional estável, rápido e fluido.

Pontos negativos

  • Bateria que demora várias horas para carregar;
  • Auto-corretor irritante, que substitui palavras certas;
  • Esquenta demais ao rodar aplicativos e jogos pesados.

Conclusão

Com preços a partir de R$ 1.549 no Brasil e desconto de 10% da própria Apple para pagamento à vista, o iPad é um dos tablets com melhor custo-benefício do mercado. O iPad de terceira geração possui a melhor tela entre todos os tablets disponíveis nas lojas brasileiras no momento da publicação desta análise e a rica loja de aplicativos faz o iPad ter mil e uma utilidades.

Para quem ainda não possui nenhum tablet, a recomendação é adquirir um modelo com capacidade de 32 GB ou 64 GB. Muitos aplicativos do iOS foram e estão sendo adaptados para a Retina Display, ganharam gráficos mais pesados e ocuparão rapidamente os 13 GB disponíveis na versão mais básica. Como não é possível expandir a memória com um cartão microSD, a economia de R$ 200 em relação a versão de 32 GB acaba não compensando — exceto se você não se importar em ter que desinstalar aplicativos ou deixar músicas e vídeos somente na nuvem.

O upgrade é válido para quem possui o iPad original, lançado em 2010. Você ganhará um tablet mais leve, atualizável para o iOS 6 (inclusive com Siri, mas só em inglês), com câmeras para chamadas em vídeo e fotografias emergenciais, além de um hardware mais poderoso — são quatro vezes mais memória RAM. Se você é usuário do iPad 2, no entanto, pode deixar o dinheiro investido enquanto a Apple não lança o iPad de quarta geração. A Retina Display é boa, mas não vale as centenas de reais cobradas por um iPad novo.

Para a maioria das pessoas, um iPad é apenas um dispositivo supérfluo de consumo de conteúdo, não de produção. Por isso, ele não pode ser considerado um investimento. Mesmo assim, um tablet é uma alternativa mais confortável e portátil para ler livros e revistas, assistir vídeos, navegar em redes sociais e, claro, jogar. Essas funções, o iPad faz muito bem.

Comentários

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Humberto De França Santos
Estava na dúvida de qual escolher, tinha em mente um Asus com teclado físico, acho bem bacana. Mas, não tem rede GSM ai fode tudo. Então pra mim que vou apresentar o produto ao cliente é mais importante ter estabilidade e também fisgalo pelo atrativo que são os produtos da Apple.
A.cruz
Amigo sem puchar sardinha para ninguem tenho os dois tablets da apple e samsung. Preimeiro usei o da samsung muito bom com bastante liberdade,emuladores de n-64,PS-1 etc com possibilidade de usar o meu controle de ps3 para jogar.muito bom fora toda liberdade do Android. Mas quando eu liguei o meu New Ipad semana passada, quase morri de felicidade,a qualidade é muito superior,nem irei falar da tela,o sistema operacinal não trava,não da bug nenhum,é perfeito outra coisa que eu percebi os aplicativos que usam a nova tela ao maximo são poucos mas é de deixar de boca aberta,jogue sky gramber air supremacy que vc sabera do que eu estou falando. é meu primeiro tablet da apple ele é o melhor ,se tivesse mais liberdade como no andorid seria perfeito.
@d_mdc
Uma curiosidade interessante que acho que ninguém deve ter percebido sobre a tela com "revestimento resistente a impressões digitais e oleosidade”. Creio eu que a tela seja como as lentes oftálmicas (lentes de grau para óculos), elas possuem uma camada oleofóbica, isso significa que a lente é mais fácil de limpar que outras lentes, mas não impedirá a lente de ser sujada com nossa oleosidade do rosto e mãos e é o mesmo caso do iPad, ele vai ser mais fácil de se limpar do que outros tablets do mercado, mas não impedirá de ser sujado de impressões digitais e oleosidades da pele. Para lentes também existe a camada hidrofóbica, que não deixa a água grudar na lente e a camada anti-estática, que proteje a lente contra poeira. Legal né!
Alex Cavalcanti
Acabei de comprar o meu Novo Ipad no submarino por R$ 1.316,65 modelo de 16GB wifi. Caso eu tivesse lido este post antes da compra, teria comprado o modelo com 32GB, mas fazer oq? Mesmo assim é a minha primeira maçã e estou aguardando chegar pra ver se é tudo isso que dizem. Abraço e Sucesso!
Rob
Bom review, mas algumas críticas eu achei exageradas, e algumas informações importantes não foram passadas. Eu, como dono de um iPad 1, um iPad 2, e um iPad 3, e sendo aquele tipo de usuário que tira o máximo do dispositivo, tenho bastante intimidade com o tablet da Apple a ponto de conhecer bem seus pontos altos e baixos, e vou dizer aqui o que não achei legal nesse review. 1) DESIGN Isso é mais uma questão de gosto pessoal. Eu, particularmente, acho excelente e não vejo nada de cansado. E diferentemente do que foi apontado no texto, o design não é o mesmo dos seus antecessores, mas sim o mesmo do seu antecessor, já que o design do iPad 1 é diferente. 2) LUZ DE FUNDO A luz de fundo pode cansar os olhos? Pode. Contudo, isso é um problema de qualquer tablet. Se fosse uma matéria sobre utilidade de tablete no geral, a crítica seria válida. Como é apenas um review sobre o iPad, acho mais legal citar os recursos que estão disponíveis para minimizar esse problema. O ajuste de brilho é um deles. E leio MUITO no iPad, e quando o brilho começa a me incomodar, eu deixo ele bem baixo, e problema resolvido. Alguns aplicativos de leitura, como o iBooks, ainda possuem outras soluções, como deixar o livro ou documento com fundo negro para facilitar ainda mais a leitura em ambientes de pouca ou nenhuma luz. 3) ALTA RESOLUÇÃO EM SITES O fato das páginas da web possuírem elementos pequenos demais é um problema dos webdesigners e não do iPad. A maioria esmagadora dos sites atuais foram projetados com aproximadamente 1000 pixels de largura. Qualquer pessoa que use um simples monitor Full HD de 1920x1080 pixels, ficará com 920 pixels sobrando na tela a não ser que faça zoom Portanto, quem tem que mudar é a internet, pois telas com resoluções cada vez maiores em qualquer dispositivo são um caminho sem volta. 4) ALTA RESOLUÇÃO EM FILMES Aqui eu simplesmente não consigo ver problema, simplesmente porque assistir a um filme na tela do novo iPad é uma experiência muito melhor do que nos seus antecessores. No caso de filmes em Full HD a diferença das 1920 linhas de largura nativas do filme para as 2048 linhas nativas do iPad não é muito grande, assim, o upscale que o iPad faz (que é muito bem feito por sinal) não compromete em nada a qualidade do vídeo. Basta comparar com uma TV comum Full HD com 1920x1080 pixels. Quando assistimos um vídeo em 720p que tem 1280x720 pixels nesta TV, ou seja, resolução bem inferior à original, o resultado fica tão bom que dependendo da distância muitos nem conseguem ver a diferença para um vídeo nativo em 1080p. Com o iPad não é diferente. Até mesmo vídeos em resoluções mais baixas como 720p ficam melhores no novo iPad, pois em seus antecessores, como a tela tinha apenas 1024 pixels de largura e não comportava os 1280 pixels originais, todo o vídeo tinha que sofrer um downscale ficando com aproximadamente 500 linhas de resolução horizontal dependendo do aspecto de tela do filme. Para filmes em 1080p, a situação ficava pior ainda. Mas com o novo iPad, isso tudo acabou. Simplesmente não há tablet ou smartphone atualmente no mercado que consiga exibir vídeos com mais qualidade que o novo iPad. Eu, que assisto no iPad vídeos do Netflix, da iTunes Stores, de filmagens caseiras, do Vimeo, do YouTube, da minha coleção de Blu-rays ripadas para o computador, etc, etc, e que tenho as gerações anteriores do iPad para testar posso afirmar que o salto de qualidade na terceira geração do iPad foi considerável nesse quesito. 5) ALTA RESOLUÇÃO EM APLICATIVOS E JOGOS Aqui a solução é ter um pouco de paciência. Quando o iPhone 4 e sua tela retina foram lançados em 2010 o mesmo problema de aplicativos e jogos não adaptados aconteceu e os problemas foram sendo resolvidos com os diversos aplicativos sendo atualizados ao longo dos meses. Com o iPad é a mesma coisa. A cada dia que passa novos aplicativos e jogos são atualizados, e a espera vale a pena, pois os jogos na resolução absurda no novo iPad ficam fantásticos, estupendos, magníficos. Faltam adjetivos para qualificar. O próprio FIFA 12, citado neste review como exemplo de qualidade ruim já ganhou sua atualização para a Retina Display e está DEMAIS na tela do novo iPad. É uma mudança necessária. 6) MARCAS DE DEDOS A tela do iPad é realmente resistente a impressões digitais e a oleosidade. Isso não quer disse que ela seja totalmente imune, e a Apple nunca prometeu isso. Já usei diversos dispositivos com telas sensíveis ao toque, desde celulares, PDAs, aparelhos de GPS, tabletes, câmeras filmadoras, etc, e posso dizer que na minha opinião os dispositivos Apple são os melhores nesse quesito. Além do mais, para qualquer mancha que fique, basta gastar uns 2 segundos usando um pano de microfibra para tudo voltar ao normal. 7) TEMPERATURA O novo iPad realmente esquenta mais que o iPad 1 e o iPad 2. Isso é fato. Mas também é fato que o iPad 1 e o iPad 2 não esquinavam quase nada. Era muito raro eu sentir qualquer tipo de calor nestes dispositivos, só mesmo rodando um jogo pesadão depois de algum tempo. Com o iPad 3 é diferente, ele realmente esquenta mais rápido, provavelmente devido ao processamento que a nova tela demanda, mas não ao ponto de ter que parar de usar para descansar. Achei isso um baita exagero. Em uso normal não esquenta nada. Esquenta um pouquinho (quase nada) com alguns jogos mais simples. E esquenta razoavelmente em um jogo pesadão. Mas é um calor perfeitamente aceitável que não me incomoda em nada. O meu iPhone 4S esquenta mais. 8) RECARGA DA BATERIA OK. A bateria leva mais tempo para recarregar. Também pudera, pois para sustentar a mesma autonomia com os recursos novos como o 4G, a tela Retina, o chip gráfico quad core, etc, a Apple aumentou assustadoramente a capacidade da bateria em relação ao iPad 2. Acho que os ganhos justificam esse incomodo. No meu caso, como eu não fico acordado 24 horas por dia, sempre deixei o iPad carregando enquanto durmo, isso desde o iPad 1, e como as horas que eu durmo são suficientes para carregar o iPad, esse aumento de tempo para carregar foi indiferente. Mas para aqueles que possuem necessidades diferentes das minhas, faltou explicar que a recarga da bateria do iPad possui duas etapas, a rápida e a lenta. Para carregar 80% da bateria do novo iPad, umas duas horas aproximadamente são suficientes. Essa é a carga rápida. Depois disso, ele entra no sistema de carga lenta, e os 20% restantes levam mais quatro horas para recarregar e terminar a carga completa. E convenhamos, com 80% de bateria dá pra fazer muita coisa com o iPad. E duas horas de recarga é um tempo aceitável para tudo o que ele faz. Portanto não consigo ver de forma alguma o tempo de recarga como ponto negativo. 9) 0 CORRETOR ORTOGRÁFICO Esta pra mim foi a critica mais injusta e infundada do review. O corretor automático é MARAVILHOSO. Com ele eu posso escrever palavras erradas e ele corrige, palavras com letras trocadas, sem acento (sim, não acentuo enquanto digito pois o corretor faz isso pra mim), nomes próprios sem letra maiúscula, etc. O corretor erra? Sim, claro que ele não é perfeito e não conhece todas as palavras. É por isso que quando ele vê uma palavra estranha ele SUGERE uma correção. Se estiver errada, basta descartá-la. E ao contrário do que foi dito o corretor é bastante inteligente, pois conforme se vai descartando sugestões, ele APRENDE que aquela palavra estranha que nunca é corrigida está correta e a adiciona ao seu banco de dados, não corrigindo a palavra novamente no futuro. O corretor ortográfico facilita DEMAIS a minha vida no iPad. E mesmo assim, para as pessoas que não se dão bem com ele, existe a opção de desligar. Assim, ninguém precisa ficar voltando para desfazer as correções dele. Sinceramente, apontar como ponto negativo um recurso extremamente útil como o corretor ortográfico e que ainda pode ser desligado não faz o menor sentido. 10) AS LIMITAÇÕES DOS APLICATIVOS NATIVOS Se os aplicativos nativos fizessem tudo o que precisamos não haveria a necessidade de uma App Store. O aplicativo nativo de vídeos possui funções específicas: rodar vídeos da iTunes Store ou vídeos sincronizados com o iTunes do Mac ou PC. Se o usuário quiser rodar MKV, WMV, AVI, etc, com ou sem legenda, existem TROCENTOS aplicativos, pagos e gratuitos, que fazem isso. Para podcasts é a mesma coisa. Um dos melhores é o Instacast. Mas mesmo nativamente esse problema deve ser resolvido no iOS 6, já que a Apple tirou o suporte a podcasts do aplicativo do iTunes, o que deve significar que ela planeja lançar um aplicativo próprio e melhor para isso. Se não houvesse solução, ou somente uma solução da Apple, a crítica seria válida, mas há inúmeras soluções, para todos os gostos, então realmente não consigo entender a crítica. 11) VANTAGENS NÃO CITADAS Acho que faltou citar algumas coisas que agregam mais valor ao iPad. O AirPlay por exemplo é um recurso fantástico, permitindo que se envie sem fios fotos, vídeos e até mesmo jogos para a TV (deixando o iPad como controle), ou até mesmo espelhar a tela do iPad direto na TV, com o auxilio de uma Apple TV. Tudo isso também pode ser feito via cabo HDMI. Outra coisa que poderia ser melhor explorada no artigo é o ecossistema da Apple, cujos dispositivos não fazem sucesso somente por causa do hardware, software e design excelente, mas sim por causa de todo o conteúdo que está disponível pra eles e sua total integração no sistema. Por exemplo, somente o fato de não existir uma iTunes Music Store nos concorrentes é motivo o suficiente pra eu ainda não querer saber de nenhum tablet que não seja o iPad. Ele pode vir com um processador de 64 núcleos e fazer cafezinho, sem iTunes pra mim não dá. CONCLUSÃO Bem, que teve paciência de ler tudo o que eu escrevi deve estar pensando que sou um fanboy da Apple. Na verdade eu sou fã de tecnologia, e atualmente sou fã da Apple sim porque acho que seus produtos atuais são excelentes, mas eu não sou um fã cego. Da mesma forma como escrevi um post gigantesco defendendo criticas que eu considerei injustas com o iPad, eu poderia fazer outro citando o que eu realmente acho que está errado ou que poderia melhorar no iPad, como por exemplo a impossibilidade de trocar arquivos com dispositivos diversos via Bluetooth, coisa que qualquer xing-ling faz, e que eu não consigo entender porque a Apple não deixa fazer no iOS, e que estranhamente não foi citada no review, ou as limitações do teclado virtual, apenas para citar alguns exemplos. Mas não vão me alongar nisso pois não é o momento. De qualquer forma, apesar dos defeitos que existem sim, colocando os prós e os contras na balança, na minha opinião o iPad atualmente é o melhor tablet do mercado, e com um ótimo preço. Se você gosta do iPad ou está pensando em comprar seu primeiro tablet o iPad 3 é a melhor solução. Se você tem um iPad 1, nem pense duas vezes, o salto pra o iPad 3 é gigantesco. Se você tem um iPad 2 venda-o e compre o iPad 3. Depois que eu comprei o iPad 3, nem consigo olhar direito pra tela do 2, pois me dá a sensação de que estou com a vista embassada. Somente a tela vale pela troca. A única razão para não comprar o iPad 3 é por questões financeiras. Se dinheiro não for problema, compre.
João Marcelo
Paulo, tenho lido vários comentários acerca da atualização pra quem tem o iPad 1 e não sei se concordo. Vale a pena mesmo pra quem o usa apenas para ler? Pergunto isso porque estarei nos EUA em 3/7.
Lucas
A claro, a samsung realmente faz isso com seus tablets.... Claro que foi a Apple que desenvolveu....
Rardgi
Pelo meu entendimento, acho que ele quis dizer que é sempre a mesma coisa. Uma coisa q não muda há 5 anos, se torna cansada, batida, nada inovadora e por ai vai. Tem gente que gosta da aparência do Ipad. Eu não curto, acho que ele e o Tab são muito "infantis" na aparência. Prefiro algo mais robusto como o da Asus, Motorola e agora, o da Microsoft. Acho mais "adulto" se é que me entendem rsrs...
Rardgi
Essa de aplicativo, filho, já caiu por terra faz tempo. Tudo que vc instalar no Ipad, há uma versão para Android (estou falando de softs de terceiros.), tudo! Não há um sequer que possa dizer: "Nossa, eu não tenho algo semelhante a isso no Android ou vice-versa". Agora, se for contar os app que imitam "puns", "arrotos", "gritos" e aqueles com sons nostálgicos, ai sim o iOs ganha. Isso porque todos esses citados são essenciais para o uso diário e produtividade ¬¬
Marcelo
"3 a 4 meses"!!!!! Como assim?????
Paulo Higa
Desabilitar um recurso não torna ele bom.
Marcus
Ponto negativo o corretor? Como assim? Já pensou em ir nas configurações e desabilitá-lo?
@viniciuswronski
Paulo, passando só para elogiar o review, um dos melhores que vi (e vi muitos mesmo, rsrs) excelente trabalho, as críticas são sempre válidas mais saiba que estou acompanho o blog e o podcast e vocês estão evoluindo muito, parabéns e sucesso =)
@marceloarmoa
Comprei o new iPad, básico, na versão de 16 gb e somente com wifi. É o meu primeiro tablet. Confesso que ainda estou me acostumando a ele, mas tem me atendido perfeitamente, principalmente no quesito áudio. Sou musico e os apps do IOS são simplesmente fantásticos (uma lacuna existente, até o momento, no Android).. Recomendo para quem é musico..
YanGM
SVG é do mal. E não foi eu quem disse isso: http://www.pushing-pixels.org/2011/11/04/about-those-vector-icons.html
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