A Microsoft avisou hoje que “se esqueceu” de adicionar a tela de escolha de navegador em cerca de 28 milhões de instalações do Windows 7 em computadores vendidos na Europa. Com isso, o navegador Internet Explorer entrava como o padrão do sistema sem consultar o usuário, procedimento condenado pela Comissão Europeia. No passado a companhia concordou em pagar uma multa multimilionária e ainda adicionar a “tela de escolha” ao sistema operacional no continente.

Essa história é antiga. O órgão da Comissão Europeia que cuida da competição no mercado do bloco europeu determinou em 2009 que a MS deveria mostrar uma tela de escolha (chamada de “BCS”) na qual o usuário com o IE ativo por padrão deveria escolher entre esse software e outras opções, como Firefox, Chrome, Opera, Safari e outros. A Microsoft diz que cumpriu a determinação em diversas instalações do Windows, mas faltou incluir no Windows 7 Service Pack 1 a tela de escolha. Usuários ficaram sem ver a tela de escolha nesse cenário específico desde fevereiro do ano passado.

BS

BCS

“Nós nos arrependemos profundamente”, informou a companhia em um comunicado à imprensa. Eles colocaram a culpa nos engenheiros por se esquecerem de adicionar ao Service Pack 1 do Windows mais atual a “lógica de detecção” que automaticamente verificava que o Internet Explorer estava como navegador padrão e baixava a tela de escolha na versão mais atual.

O software BCS é transmitido por meio de Windows Update. Ele não vem por padrão no sistema. Instala-se automaticamente e em seguida oferece a tela de escolha de navegador.

A Microsoft estima que o BCS foi enviado corretamente para 90% da base de PCs que deveriam recebê-lo. A falha não afetou o Windows 7 original nem o XP e  Vista, que também entram na determinação da Comissão Europeia.

Já prevendo futuras sanções, a MS ofereceu à Comissão ampliar o tempo de duração da determinação sobre o BCS para mais 15 meses. A Comissão Europeia ainda não respondeu sobre a questão, mas seu comissário comentou que as sanções aplicáveis serão aplicadas caso o gigante do software tenha transgredido regras.

Com informações: Guardian.

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@LBKatan
Cara, eu realmente uso no dia a dia, tanto no trabalho como em casa, e não tenho do que reclamar. Eu praticamente VIVO com os Operas abertos hehe. No Ubuntu não curti muito. Mas, no Windows, pra mim, é o melhor que tem. =)
@LBKatan
Cara, ele tem uma imagem do Win como avatar e nem percebeu que você tá usando o Windows. Não vale a pena.
Turdin
Bem, 99% das vezes sim, mas se você usar no dia a dia ( como eu já usei ), você vai se deparar diversas vezes com problemas para acessar sites, isso quebra completamente a experiência de uso, mesmo que sejam casos diminutos.
@LBKatan
O pior de tudo é que, em 99% das vezes, é só fama. Em qualquer máquina que uso, deixo os 4 grandes (na minha opinião) instalados: IE9, Opera, FF, Chrome. Quando abro algum que não seja o Opera, é por pura questão de organização "já tenho 30 abas abertas, esse link aqui vou abrir no FF"
Guilherme Macedo C.
Mas a Microsoft está impedindo. Qdo ela cria condições que dificulta a livre manifestação da concorrência, ela está impedindo, pois está usando sua condição predominante, mesmo que não proposital, para dificultar a concorrência.
Guilherme Macedo C.
Sou contra situações que prejudique a concorrência, o mercado, o desenvolvimento tecnológico e a sociedade. Vc é a favor dos interesses privados de uma empresa e só.
João B.
E eu lá falei que a equipe do Opera estava errada em reclamar? Me mostre aonde. Recomendo você dar uma olhada em http://en.wikipedia.org/wiki/BrowserChoice.eu.
Vinicius Kinas
Se houvesse uso do monopólio para impedimento da concorrência, eu concordaria com a ação, mas esse não é o caso. Já faz algum tempo que o Windows permite instalação e integração de outros navegadores no sistema, portanto não houve impedimento. O que a UE tentou criar é um balanço (na sua forma mais distorcida), desfavorecendo a Microsoft, para promoção dos serviços concorrente, o que é desnecessário. O Chrome está chegando próximo de ser o primeiro no Brasil, e não temos essa janela de escolha. Porque será?
Vinicius Kinas
A intervenção européia está errada nesse ponto. Se fosse um caso onde a Microsoft estivesse impedindo a instalação/utilização de forma eficiente de outros navegadores no Windows (como foi lá nos idos do Windows 98), faria sentido (e foi o processo que o governo dos EUA moveu contra a MS). Mas hoje eu já posso instalar um navegador de terceiros que fica totalmente integrado com o sistema (do ponto de vista do usuário). O processo da UE contra a MS é só por protecionismo mesmo. ;)
Rennan Alves
O problema é que os fortes se acomodam, e impedem/dificultam o surgimento de coisas novas. A Microsoft passou anos acomodada com o Internet Explorer, não suportava padrões Web, dificultava o desenvolvimento de sites entre outros fatores. Isso não é ser forte, é estagnação de mercado. Felizmente, ela esta fazendo um ótimo trabalho com as versões 9 e 10.
Gabriel
Porque o mercado de smartphones é competitivo, as pessoas têm outras opções viáveis e o prejuízo ao mercado é menor que de uma instituição financeira que é o combustível da economia. Não existe regra simples, é analisar caso a caso. É engraçado, mas acho aceitável regulamentar as limitações do iPad e não do iPhone por exemplo.
Andre
Só existe espaço para os fortes. Nessa linha de pensamento, caberia dizer que Google e Apple são a desgraça da Nokia, RIM, HTC, Sony, etc. Só os fortes sobrevivem. Alguém vai morrer, não tem jeito.
Andre
Então por que os governos não ajudam empresas que estão falindo como: Nokia, RIM, HTC, etc?
Andre
O Guilherme é contra a Microsoft, assim como a UE.
Guilherme Macedo C.
A empresa tem méritos. Isso ninguém tá discutindo. Mas dentro de uma situação deve-se intervir para garantir a possibilidade de competição. Aqui tem um documento da Comissão Europeia falando sobre isso: http://europa.eu/rapid/pressReleasesAction.do?reference=IP/09/1941&format=HTML&aged=0&language=PT
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