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Aquela velha história de valorizar os seus dados na rede

Dropbox, Twitter, Facebook... Todos esses serviços têm preciosas informações fornecidas por você.

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7 anos atrás

A gente sabe que vive na Era Digital, na Era da Informação, dos 140 caracteres. Chame do jeito que quiser. Nossas informações pessoais trafegam pelos servidores de uma série de empresas sem que saibamos exatamente o que eles sabem sobre nós. E quem disse que isso importa? Continuamos alimentando o big brother digital por vontade própria. Queremos que essas informações circulem porque, dessa maneira, os serviços ficam mais espertos e com a nossa cara, com o nosso gosto.

Essa discussão sobre privacidade é sempre importante, embora nunca traga resultados práticos. Lembro quando entrevistei um professor especializado em direito digital sobre os termos de serviço de algumas nuvens oferecidas gratuitamente por grandes empresas. Parece que tem gente nem aí para essa questão. O importante é funcionar.

Eu penso diferente: embora não leia com a máxima atenção os acordos que precedem o uso de um serviço, para mim é importante saber que aquela empresa aparentemente inofensiva compara arquivos enviados por usuários e supostamente privados com outros no servidor para detectar duplicidades e até conteúdo pirata.

Recentemente comecei a me interessar mais pelas permissões que alguns aplicativos e sites pedem antes de acessar dados meus em redes sociais e afins. Virou moda. Em vez de criar uma conta do usuário, você simplesmente pede aquilo que o Facebook já sabe. Rápido e prático. Realmente é, mas não esqueça dos aplicativos que usamos por dez minutos e depois deixamos de lado. Provável que alguém continue acessando os dados cujo acesso você autorizou. Mesmo que você não saiba.

Tantas foram as vezes em que entrei no Twitter para revogar aplicativos que não uso mais. Sabe como é, nessa vida bandida de geek que trabalha em site de tecnologia testamos de tudo um pouco — mais do que a média dos internautas, aposto. Acabam ficando dezenas de apps conectados ao Twitter sem que a gente lembre da existência deles. E o mesmo para Facebook.

Ainda bem que tem desenvolver de olho nessa dinâmica de acessa o aplicativo — libera o acesso — esquece do aplicativo. Pipocou na minha tela há alguns dias um site com proposta tão simples que soa banal. Ele agrupa links que levam direto para as páginas de gerenciamento de permissões daqueles serviços fundamentais para a nossa vida. Ainda não acredito que deixei tantos apps e acessos passarem sem perceber.

Sério que eu tenho esse monte de tralha pendurado à minha conta do Google?

Sério que eu tenho esse monte de tralha pendurado à minha conta do Google?

Não uso minha conta do Flickr há séculos, mas algumas conexões que eu autorizei continuavam por lá. Mesma coisa para a Dropbox, outro serviço que uso muito pouco, por conta dos diversos apps de iPad que usavam essa nuvem antes de a Apple aparecer com o iCloud — para tristeza da Dropbox, imagino.

Recomendo que você faça o exercício de revisar as permissões que concedeu para serviços online. Pode ser que a sua privacidade esteja minando aos poucos graças a algo que você não observou. Depois não adianta culpar o Mark Zuckerberg ou o Larry Page quando começarem a postar coisas estranhas no seu perfil. Volto a dizer: é você o único responsável pelas tais permissões. Conceda-as com cautela.

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