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Nenhum final de jogo me irritou tanto quanto o de The Dig

Clássico da Lucasarts decepcionou.

Por
5 anos atrás
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Eu já sei o que você talvez esteja pensando. “Não, não é possível. Como assim, este maluco se decepcionou com o que é, sem discussão, um dos melhores e mais memoráveis games de ficção científica de sua época? E esse cara se diz nerd…?” Aliás, é curioso como alguns de nós reagimos com animosidade ao ouvir que alguém não gosta daquilo que a gente gosta, né?

Mas é verdade. A intercessão “jogo” e “ficção científica” em que The Dig habita faz com que ele tenha tudo pra ser, em minha perspectiva, um dos melhores jogos de todos os tempos.

Eu realmente concordo com essa afirmação. Entretanto, há algo lá pelo final da história que me deixou extremamente incomodado – eu não resisto à tentação de criticar sempre que zero o jogo novamente.

E como eu tive a sensação de que alguns fãs do jogo nunca pararam pra pensar nisso, decidi tornar esse defeito o assunto da minha coluna de hoje.

Antes, dois breves adendos: estou prestes a discutir o final da história desse game, então fica subententido (mas é melhor deixar explícito, por via das dúvidas) que irei revelar o final da trama. Se por algum motivo inexplicável você se importa o bastante com a história de The Dig pra se incomodar com os spoilers mas simultaneamente se importa tão pouco que em 17 anos ainda não o jogou, pare de ler o texto aqui (e vá jogar essa pérola que custa cinco dólares no Steam).

E o segundo: nos próximos parágrafos você vai ler uma reclamação típica de alguém que obviamente se importou o bastante com a história fictícia do jogo para “levar a sério”, como se diz. Muitas vezes minhas críticas sobre a história de uma série, filme ou jogo são defletidas com o peculiar, embora irritante, “Ahhh, mas é só uma série/filme/jogo, você vai mesmo levar isso a sério?”. Sim, eu levo minha ficção a sério. Parte da experiência de ser fã de obras que se baseiam em tramas fictícias é que, dentro dos limites aceitáveis, levamos as histórias a sério o suficiente pra analisá-las. Escrever de qualquer modo porque é só um jogo que não se deve levar a sério me parece intelectualmente preguiçoso.

Mas voltemos a The Dig. O adventure, lançado em 1995, nasceu de uma ideia que ninguém menos que Steven Spielberg teve para um filme. Nele, astronautas que trabalhavam para repelir um asteróide assassino de sua rota de colisão com nosso pobre planetinha descobrem indícios de vida alienígena. E não apenas isso, mas são transportados cientifico-magicamente para o planeta dos ETs.

No planeta alienígena (cheio de ruínas e completamente deserto), os três astronautas precisam descobrir o que aconteceu e, mais importante, como retornar para a Terra. Lá pela metade do jogo, os personagens descobrem cristais capazes de trazer organismos mortos de volta à vida; o líder do grupo usa um deles para ressuscitar um dos astronautas, que havia morrido no começo da exploração do planeta estranho.

Tal personagem ressuscitado começa a agir de forma estranha e a acumular cristais sem nenhum motivo aparente (além do fato implícito de que isso é um efeito colateral da ressureição).

Na progressão da trama, você compreende que os tais cristais têm um papel no que aconteceu com o planeta, e torna-se perfeitamente claro que trazer o defunto (a essa altura meio agressivo e totalmente hipnotizado pelos cristais) de volta à vida foi um erro. A mensagem nas entrelinhas é que não se deveria interferir com o ciclo natural da vida.

Até aí tudo bem. Acontece que momentos antes do desfecho da trama, o ressurreto e um segundo personagem morrem. Sobra apenas o protagonista; depois de toda a exposição de que usar os cristais é uma furada e que o ressurgido não é realmente ele mesmo, você tem a escolha de trazer um dos personagens mortos de volta à vida.

Não importa sua decisão; o personagem recém-trazido do além, ainda em controle de suas faculdades, revolta-se pelo que você fez e se joga de um penhasco pra reverter o seu vacilo. É um momento bastante sinistro, inclusive. Não consigo lembrar de outro momento gamer em que um personagem se mata assim, na frente do protagonista.

Eis o problema. No desfecho do jogo, os alienígenas caridosos ressurgem, explicam o que faltou da trama, dão um jeito de mandar o herói de volta pra casa e mais: trazem os dois companheiros do personagem principal. Vivinhos da silva!

Não bastasse o combo de deus ex machinas (os ETs meio que resolvem todo o problema do final, e há até uma máquina literal envolvida na conclusão), eu achei que esse final feliz esculhambou toda a premissa ética e emocional que o jogo montou cuidadosamente. Ressuscitar mortos era moralmente errado e, do ponto de vista prático, era falho. Aí o jogo vai e, no finalzinho, traz os mortos de volta à vida sem qualquer consequência?

Esse final deixou um final amarguíssimo em minha boca. Além de ser uma conclusão demasiadamente açucarada/cartunesca  pra um jogo que até então tinha um tom tão sombrio, ela subverte todo o ponto central da história. Acho que nenhum outro final de jogo me irritou tanto quanto o final de The Dig.

Algum jogo já te causou esse efeito?

Mais sobre: ,
  • Flavio Amorim

    descobri que eu não sou velho hahahahaha

  • Um final de jogo que meu deixou puto foi o do Galerians do PS1

  • Pinto

    É intercessão, Izzi. 😉

    • Henry

      intersecção (ècç ou èç)
      (latim intersectio, -onis)
      s. f.
      1. Cruzamento de duas linhas ou duas superfícies.
      2. Ponto em que se cruzam duas linhas ou duas superfícies.
      3. Acto de cortar. = CORTE
      4. Cruzamento de vários assuntos ou de várias ideias.
      5. [Matemática] Operação sobre dois ou mais conjuntos de que resulta um conjunto com todos os elementos que são comuns.
      6. [Matemática] Conjunto que resulta dessa operação. = PRODUTO
      Confrontar: intercessão.

  • Parei de ler quando vi que tinha na Steam. Gosto bastante de ficção científica e mais ainda de jogos, e nunca nem ouvi falar desse The Dig. Talvez seja justificado pelo fato do jogo ter sido lançado antes mesmo de eu ter nascido.

    • Vá comprar o jogo imediatamente, faça esse favor a você mesmo.

    • Guilherme Harrison

      Minha nossa (pausa para olhar no espelho) como estou velho.

  • Prevejo comentários sobre Mass Effect 3…

    • Eu tenho PLENA CERTEZA também!

      • Guilherme Harrison

        Droga, já ia comentar feliz sobre ME3… Bom, vou comentar assim mesmo. A cena do suicídio pulando de um penhasco ocorre no Mass Effect 3, dependendo de como que você joga. Não aconteceu comigo mas fiquei me lembrou na hora de The Dig. O que me deixa ainda mais impressionado ver o quanto esse jogo estava à frente do seu tempo.

        Sua questão faz todo sentido e não tem uma resposta simplista que muitos fãs gostam de dar. Se esse jogo fosse lançado recentemente, com certeza teríamos teorias de que o final não é nada além de uma viagem do protagonista, como também fizeram no ME3 (droga, não era minha intenção comentar sobre ele de novo. Mas acho que é inevitável, por que estranhamente não temos tantos jogos de ficção como estes até hoje).

        O que pode ter ocorrido foi uma exigência de um final feliz por parte dos produtores, assim como acontece (e acontecia mais ainda na época) no cinema. Li uma vez que esse roteiro foi modificado nada menos que cinco vezes antes de ser aprovado para produção, por ser muito violento e impressionante para um jogo (lembrando que a violência que temos hoje era inimaginável na época).

        Só uma pequena correção Spielberg tinha essa ideia e queria fazer um episódio do seu seriado Amazing Stories, mas era caro demais. Só aí pensou em portá-lo para o cinema e também descobriu que seria caro demais para Holywood também. Queria muito um remake desse jogo, usando o roteiro original. Ou até mesmo o filme que seria, por que não?

        • Guilherme Harrison

          Medeus, como escrevi mal. O importante é que eu queria um filme do Spielberg do The Dig.

  • Mass Effect 3.

  • jezzlucena

    Sinto o mesmo por The Dig. Tudo era muito misterioso, até o momento em que os ETs esclarecem tudo, e a história termina.

    Eu preferia ter continuado triste pelas mortes, pela amargura de uma história menos romântica, porém que mantesse a sua linha de moral.

  • Rodrigo Soncin

    (Spoiler Alert Vermelho Escuro Máximo)

    O que me deixou com cara de WTF no final do jogo foi o alien voltando para o Tempo Espaço 6 depois de toda a trama sobre eles estarem perdidos lá e você ter que resgatá-los. Ele voltar com os outros 2 astronautas foi só um adicional.

    Quanto aos cristais eu não vi eles como este profundo questionamento de “devemos mexer com o fluxo natural da vida?” mas eu os vi como uma espécie de droga viciante, então a ressurreição dos outros dois personagens não me afetou tanto assim.

  • Mano, meus pais jogaram esse jogo no laçamento, e tem até hj em cd. Obviamente, já zerei. Acho que o final foi bom, mas realmente, quem morreu deveria ter ficado morto msm. Seria foda se hj em dia o Spilberg fizesse o filme do jogo.

  • Farenheit (ou Indigo Prophecy)

    /*SPOILERS*/

    O jogo começa muito bem, e a trama se desenvolve com o jogador alternando entre o assassino e os detetives que o procuram. Ele lida com QTA (quick time events) pegados de Shenmue pra influenciar diálogos e estado de epírito dos personagens, o que dá uam sensaçã ode intimidade com eles.

    O assassino, que não sabe porque está matando, é uma vítima, e, a certa hora, há o ápice, onde as duas linhas da história estãose encontrando. É nesse momento, quando a história vêm construindo um drama intenso, realista e cheio de suspense, que o “assassino” pula por cima de todos, como uma cena do Matrix, e começa a andar pelas paredes.

    Logo você descobre que há uma criança indigo que vai salvar a terra, e uma seita X invoca um espírito maia que se apossa do “assassino” para angariar almas, os mendigos do mundo são uma sociedade secreta, e o jogo acaba em uma luta à Dragon Ball Z entre o protagonista e a materialização física de uma inteligência artificial.

    I-NA-CRE-DI-TÁ-VEL.

  • Final que decepcionou, Final Fantasy VII, brincadeira! hehehe

  • Btw, também estou indo comprar o jogo, cara, muito foda, principalmente pra época.

  • Concordo com cada palavra. Fechei esse jogo logo depois que ele foi lançado. Eu devia ter uns 12 anos e meu inglês era uma droga naquela época, mas com ajuda do dicionário de inglês sempre do lado do pc consegui fechar e tive a mesma conclusão do nosso querido Izzy. O final não só deixou muito a desejar, como também foi totalmente sem nexo. Fiquei muito frustrado pois pelo enredo fantástico de toda a história achei que o final seria no mínimo fantástico, o que não foi bem assim….

    Mesmo assim, está em segundo lugar no top10 dos melhores games que já joguei na minha vida. O primeiro lugar continua (e acho que vai ser pra sempre) o bom e velho Doom…rs

    Abraço!

  • Lobo

    Final irritante, pra mim, é de Indiana Jones and the Last Cruzade do Master System. Frustrante no limite.

    Mas, voltando ao “The Dig”, eu vejo o final de outra forma, embora eu entenda perfeitamente a sua frustração.
    Enxergo que os aliens, mesmo tendo passado pelo que passaram, são falhos como os humanos. Eles revivem os companheiros pela mesma razão que a gente reviveria: pq acreditam que é algo positivo. É a premissa de qualquer erro por repetição: acreditar que desta vez vai dar certo.
    Então é um final feliz, mas acho que tem um potencial de uma continuação mostrando o erro (ou a repetição dele) na Terra, desta vez.

  • Roger

    Peraí, como assim dá pra ressuscitar outro personagem, que não o Brink no meio do jogo, e ele se joga do penhasco? A zerada do meu jogo foi diferente. Brink morre caindo acidentalmente de um penhasco numa luta com Brink e Maggie morre ao ativar a máquina da catedral quase no final do jogo. Não dá pra ressuscitar nenhum dos dois depois disso.

    • Quando a Maggie morre, você pode escolher usar um Life Cristal nela ou não. Isso gera “dois finais diferentes”, que na verdade é a mesma coisa, só muda a reação dela com vc, qndo os aliens a trazem de volta. 🙂

  • Adriano

    Nossa… o lançamento desse jogo acho que foi o dia que mais enchi o saco do meu pai… ganhei de natal ou aniversário sei lá e joguei incessantemente…
    Quando voltaremos a ter esses antigos adventures novamente? Eles eram os melhores! Day of Tentacle e Sam & Max eram demais!!!
    Under a Killing Moon e Pandora Directive então nem se fala!!!!!! (esses sim com zeradas fantásticas… dignas de um baldinho de pipoca…)

  • Carlos

    Eu tive o prazer do jogar este clássico e recomendo. Agora que fiquei sabendo que está disponível novamente, eu vou correr na Steam e comprar! Abs.

  • Adriano

    The Dig tem dois finais!!!! Eu tava pensando em algo assim mas está confirmado… tem o final com a morte e sem a morte… você pode se revoltar menos!!!

    • @keeeeeek

      Então o Izzy comprou a versão infantil da bagaça? euiHeAUIheAUI comofas pro outro final?

      Ada Wong “se matou” na frente do Leon o//

      Não lembro de nenhum jogo agora… Mas achei o filme Batman Dark Knight Rises inteiro uma completa MERDA!!!!! Não entendo como teve tanta crítica boa… LIXO!!!

  • Quer um jogo com final decepcionante?

    Pokémon Black/White (não importa a versão).

    Você não consegue capturar todos os lendários porque 2 são da versão contrária e 2 são de Special Events!!! Pow véi… Na boa…

    Ah sim, além de 97% do pokémons só terem 1 ou 2 níveis de evolução. Fiquei traumatizado em saber que pokémons com 3 níveis de evolução na 5ª Geração não passam de 12 exemplares. ¬¬’

    • Pokémon é assim desde o primeiro, red e blue!

  • The Dig, A.I…. esse é o jeito Steven Spielberg de “estragar” coisas legais no final.

  • Otavio2501

    hahaha que foda tudo isso, pesquise é facto qualquer site de faqs confirma, tem dois finais!

    • Não gostei de nenhum dos dois. Acho que eles deveriam voltar como zumbis!!!

  • Mas esse jogo não tem 2 finais?!?!?!

    Eu lembro que um deles era esse que o cara se jogava no penhasco, o outro, não consegui lembrar!!! kkkkkkkkkkk

    Caraca, 17 anos se passaram do lançamento desse jogo?!?! Mermão, tô ficando velho hein, 31 primaveras passaram muito rápido!!!!!

  • Eu joguei The Dig na época do lançamento, porém travei em uma fase e depois de um tempo acabei desistindo. Como na época a internet era bem incipiente e não encontrei dicas para passar a fase, abandonei o jogo.

    Com a informação de que o Steam tem o jogo disponível, acho que vou voltar a jogá-lo…

  • Bruno

    Discordo, todos os jogos da “LucasArts” foram o máximo; The Dig, Monkey Island, Full Throttle. Adorei essa época; os jogos eram muito engraçados (pra quem entendia as piadas em inglês). O jogo que mais me frustrou na vida foi na época que jogava SNES, com 13-15 anos; o jogo do Mickey Mouse “The Magical Quest”. Após passar umas 2-3 horas, no fim, a explicação do jogo todo era que Mickey estava simplesmente sonhando. E foi um final de 15 segundos… ultra rápido. Ah, que raiva que eu passei !!!!!!!

    • Rafael

      Bruno, vivenciei essa época, e acho o mesmo dos jogos da LA. Foi a golden era dos point n clicks, um melhor que o outro, e p/ vários gostos, dos mais serios ( indiana jones e the dig), aos mais cômicos (dott e sam n max).
      E quanto ao mickey, não cheguei ao fim dele, mas muitos dos jogos do Snes eram assim, horas de jogo para um final irrisório de 10-15 segundos…hehehe bons tempos, em que as decisões se resumiam em se jogava video game ou iria assistir sessao da tarde……se comia bolacha recheada ou sem recheio….hehehehe abraço

  • Nunca joguei The Dig (mas já estou comprando no Steam). Mas dois jogos que me decepcionaram muito no final foram Half-Life 2 (é um jogo fantástico que acaba no meio do clímax) e Mass Effect 3 (por motivos óbvios). Me frustaram, mas eu respeitei que era uma escolha dos autores, mas porra… precisava?

  • Marcio

    Cara…

    Fazia tempo que não discutia The Dig com alguém, então por este motivo já curti a matéria… mas, como não poderia deixar de ser, por óbvio defenderei este clássico, hehehe.
    Acho que vc não pegou mto bem o final do jogo… talvez por isto a aparente incongruencia na moral dos alienigenas.

    Para explicar vou dividir em duas partes:
    1º, veja que o alienigena lider foi específico em dizer que o povo dele, ao ingressar naquela forma de vida “espiritual” dentro da “maquina”, passou a ter total controle do “espaco-tempo”. Desta forma, para aqueles seres, o “tempo não existe” (entra aqui toda a teoria nerds/fisica de espaco tempo).
    2º, o ser do planeta, ao “reviver” os amigos do Boston, não os reviveu efetivamente (como se fosse o uso dos cristais). Ele simplesmente retirou os amigos do espaço tempo onde cada um se encontrava ainda vivo e os trouxe de volta (o Brink inclusive fala que eles estavam “perdidos” e o ser os encontrou), passando a viver na msm realidade do Boston novamente. O mais importante de tudo é que ele não fez isso como um “brinde”…. ele fez isso como um pedido de desculpas, pois na realidade tudo aquilo não era para ter acontecido com eles. Seria como uma compensação dos alienigenas por terem interferido na vida dos humanos, vidas as quais não teriam sido prejudicadas não fosse o “convite” enviado pelo espaço. Usando um termo absurdo, seria a devolução do status quo ante, sem a interferencia do contato alienigena.

    Agora… para que não pareca que eu só estou defendendo o game, tb tenho uma critica.

    Se de fato os aliens ja tinham todo o controle do espaco tempo, pq o Brink voltou todo detonado e a Maggie não (caso revivida com os cristais – eu nao revivia)? Pq afinal de contas, eles nao foram revividos, mas buscados cada um em um ponto diferente do “espaco-tempo”… pq não buscaram o Brink antes de ele ter sido revivido com os cristais e ter ficado todo ferrado?

    Acho que é isso ae.

    • Sílvio Pereira Filho

      Olá Márcio.
      Interessante essa sua teoria de que Brink e Maggie tenham sido trazidos pelo alienígena de algum ponto do espaço-tempo. Agora, de que ponto do espaço-tempo você acha que eles poderiam ter sido “recuperados”? Lembre que se a escolha for mal feita, todo o continuum espaço-tempo poderia entrar em colapso (sempre quis dizer isso, tal qual Doc. Brown). Eu vejo que o único ponto possível para isso é justamente o nanossegundo, o picossegundo ou mesmo o fentosegundo antes da morte de cada um deles. Daí, o Brink estaria detonado mesmo.
      Mas, pelo que o Brink fala, de que eles estavam perdidos no espaço-tempo 6, eu acho que foi mesmo depois da morte de cada um deles. Acabou que a “moral da história” ficou mesmo perdida com o final.
      Agora, uma coisa que nunca entendi nesse jogo (e olha que já devo ter zerado umas 10 vezes), é o que (ou quem) eram aquelas aparições fantasmagóricas que ajudavam os três ao longo do jogo. Alguém ai sabe explicar?

  • Senti a mesma coisa no final do Clube da Luta! Realmente uma negação a tudo àquilo que fora pregado no filme todo!

  • Rafael

    Legql cara, the dig foi um épico na minha vida, comprei ele pouco tempo depois de lançar, numa viagem aos EUA, em 95 se não me engano. Tenho a caixinha e o cd original ainda.
    Foi um jogaço, lembro que no final tmb achei um pouco chato, esperando mais.
    Mas o jogo em si é muito interessante, e difícil, numa época que não existia “walkthroughs”
    Os jogos da Lucasarts fizeram “minha cabeça” durante um bom tempo, pena que não surgiram outros ainda na mesma altura. Estou no aguardo do novo jogo do Tim Schafer e Ron Gilbert, criadores do Monkey Island

  • Lembro que tinha a demo desse jogo em um dos cds da cd-expert e sempre quis jogar… a uns 2 anos atrás consegui ele inteiro e adorei o jogo…

    quanto ao final, será que os personagens que os aliens trouxeram a vida n irão mudar ao longo do tempo como aconteceu com o primeiro “zumbi”?!

  • Diones Reis

    Double Dragon III, para Nintendo 8 bits.

    Um dos piores finais EVER!

  • Thiago Racca

    Obrigado por me lembrar porque tinha gostado mais de full throttle… The dig tmb é um classico… Mais realmente a perfeição eles só atingiram em full throttle

  • Lucas De Almeida Santos

    Cara, se eu não prestasse atenção na historia, com certeza estaria concordando contigo, mas como o guardião disse que ele tinha poder de criar vida e tal, então praticamente o final foi válido, fez sentido.

  • Marcotron

    A história foi concebida por Steve Spielberg. Por isso esse finalzinho feliz de ressuscitar todo mundo. Igual a merda que ele fez com o final de A.I. (Inteligência Artificial). Onde Kubrick dirigiu todo filme dando aquele final trágico do menino robô olhando para estátua de sua “mãe”. Spielberg não gostou do final do Kubrick e meteu alienígenas na parada para ressuscitar o menino robô, Ted e mãe do garoto através do DNA do cabelo. Mas mesmo assim eu gostaria muito que este jogo virasse um filme e também um remake do jogo para novas plataformas.

  • Ruy Brandão

    Antigamente (15 a 20 anos atrás) os computadores não vinham com CD-ROM e placa de som. Hoje as placas mãe já vem com tudo, mas antes era necessário comprar o “Kit Multimídia”. Esses “Kits Multimídia” vinham com alguns CDs que poderiam ser jogos, enciclopédia, tradutor, etc. Meu primeiro “kit multimídia” veio com o jogo The Dig. Lembro que jogava com um dicionário ao lado pra traduzir os diálogos, pois minha versão era em inglês. Emprestei o CD pra um amigo (mais velho) que morava no mesmo prédio pra instalar no computador dele. Quando alguém conseguia passar contava ensinava pro outro, só que chegou em uma parte que ninguém conseguia passar e aí eu meu amigo mandamos um e-mail em inglês (a internet não era tão popular como hoje) pra LucasArts pedindo ajuda sem muita esperança que eles fossem responder e eles incrivelmente responderam. Esse jogo me marcou muito. Super clássico! Outro que me marcou muito e vale a pena jogar foi Full Throttle em português que eu comprei junto com Duke Nukem 3D quando vim passear férias em Salvador (eu morava no interior da Bahia).

  • Celio Azevedo

    Zerei no Ms dos.

  • Celio Azevedo

    Cara, você mitou!