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YouTube deve remover trailer de filme polêmico sobre Maomé, decide justiça de São Paulo

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7 anos atrás

O Tribunal de Justiça de São Paulo deu prazo de dez dias para que o YouTube, uma propriedade online do Google, remova os vídeos que contêm trailer do polêmico filme “Innocence of Muslims, uma produção que ofende o profeta Maomé ao retratá-lo como pedófilo. A multa foi fixada em R$ 10 mil diários caso o site não cumpra a decisão.

De acordo com O Estado de São Paulo, a decisão foi tomada na tarde de hoje em um processo movido pela União Nacional Islâmica contra o Google Brasil. Em entrevista ao jornal, o advogado da entidade islâmica disse que o filme fere a liberdade de religião, direito garantido pela Constituição, assim como ofende a coletividade islâmica.

A decisão admite recurso.

Embora o Google do Brasil não tenha se manifestado sobre o assunto até o momento, não é surpresa que a companhia vá recorrer da decisão enquanto assim for possível.

"Innocence of Muslims"

“Innocence of Muslims”

O filme “Innocence of Muslims” causa polêmica ainda hoje por retratar o profeta Maomé, símbolo máximo do Islamismo, com inclinações para a pedofilia. Ainda não se sabe quem é o verdadeiro diretor do filme. Conforme reportamos antes, atores que participaram da produção dizem que o áudio foi modificado e que não havia citação a Maomé no roteiro original.

Em resposta a um pedido da Casa Branca, o Google se negou a apagar o filme do YouTube. O site de vídeos precisou bloquear seu acesso em alguns países onde a reprodução desse conteúdo é proibida por lei.

O departamento jurídico do buscador deve estar bastante ocupado. Na semana passada um juiz eleitoral mandou prender o diretor financeiro da empresa. Outro juiz eleitoral determinou dessa vez a prisão do presidente do Google no Brasil, Fábio Coelho, em outro processo originado por vídeo no YouTube. Agora, mais essa.

Assista ao filme

Reproduzimos abaixo o filme “Innocence of Muslims“. O conteúdo vem diretamente do YouTube e pode sair do ar a qualquer momento. No instante em que publico o artigo tem próximo de 56 mil visualizações.


(Vídeo do YouTube)

Atualizado às 21h.